Notas iniciais
O que eu posso fazer se eu acho esse casal lindo? E mais uma pra pasta de fics-da-meia-noite. -n Acho os personagens estão meio OCC (out of character), mas who cares né.

A mulher de cabelos perolados grunhiu e contorceu-se, usando cada fibra de seu corpo para manter-se quieta. Ela teve curtos espasmos de dor, tremores e iniciou um choro inauditível, mas continuou ali, quieta. O loiro riu deliberadamente e girou os dedos dentro da órbita da empregada.

Um arrepio percorreu a espinha do mordomo, que se forçava a assistir aquela tortura sem dizer ou fazer nada, como ela havia lhe pedido. A mulher gemeu e encolheu o corpo, torcendo para que isso afastasse o loiro. Vendo a agonia e dor dela, ele riu e girou os dedos novamente, fazendo um barulho nojento e deslizando. Ela não suportou e pegou a mão do loiro, numa súplica silenciosa. O mestre, já entediado, livrou-se das mãos da empregada e retirou os dedos pingando de sangue do antigo olho desta, estava visivelmente irritado.

A mulher desabou no chão, com o corpo trêmulo e sentindo-se exausta, suando frio e tentando estancar o sangue. O mordomo ignorou a voz em sua mente que lhe implorava para tomar a empregada em seus braços e curar aquele ferimento.

"Ela é poderosa, não devia aguentar os desaforos de um pirralho mimado." Rosnou internamente, frustrado. Não entedia como ela conseguia amar tanto aquele pequeno filho da puta.

-Claude, ajude-a a limpar essa bagunça e depois faça algo doce para mim. — Ordenou o loiro, tirando o sangue dos dedos com um guardanapo.

-Yes, your highness. — Murmurou ele enquanto o mestre subia as escadas e sumia de vista.

Assim que Alois se foi, Claude ajoelhou-se e abraçou carinhosamente a mulher que soluçava suavemente, acariciando seu cabelo esbranquiçado. Esperou o choro dela passar, até ela estar calma como sempre.

-Hannah, sua tola. — Praquejou. — Isso é tortura, como aguenta aquele verme?

-Eu o amo, Claude. — Respondeu ela num tom cansado e sorriu, de forma igualmente cansada. — E você o aguenta também.

-Eu o aguento por você. E... eu entendo. — Ele afastou Hannah e ajeitou os óculos, pigarreando. A mulher tombou a cabeça de lado, aumentando o sorriso gentil.

-Não se sinta enciumado. Sabes que te amo muito mais. — Aninhou-se no peito do demônio, que não hesitou em apertá-la contra seu corpo.

Em silêncio, ele a levou no colo até os medicamentos da mansão, sentou Hannah numa mesa e recolheu os instrumentos. Ela aguentou firme, apenas comprimindo os lábios, enquanto ele fazia hábilmente o curativo no olho dela. Assim que terminou, Claude depositou gentilmente um beijo na testa de Hannah, que riu baixinho.

A empregada tomou a boca do mordomo com a sua e explorou calmamente cada centímetro, como se tentasse memorizar o espaço. Ele, é claro, correspondeu na mesma intensidade lenta, mordiscando os lábios dela em alguns momentos. Hannah passou os braços pelo pescoço dele, enquanto ele abraçava sua cintura e apertava os dois corpos um contra o outro.

-Claude, cadê o doce que eu pedi????? — Um grito indignado veio do andar de cima. Com um suspiro irritado, o mordomo se afastou de sua demônia e quis, mais uma vez, matar aquele loiro insuportável.

Vendo a frustração de Claude, Hannah afagou delicadamente seu braço, lhe ofereceu um sorriso caloroso e tomou-lhe novamente os lábios, mas dessa vez por pouco tempo. Traçou o rosto dele com o dedo indicador enquanto se aproximava de novo.

-Tudo vai valer a penas, você vai ver, eu prometo. Estamos juntos nisso, como sempre estivemos e sempre estaremos.

Notas finais
A parte do Alois enfiando o dedo no olho da Hannah realmente acontece no primeiro episódio da segunda temporada, mas não lembro das falas e etc corretamente, então coloquei do meu jeito. É, tá super fluffy e é totalmente impossível, mas eu gostei, dsclp. E, se não me engano, essa deve ser a primeira Claude/Hannah do nyah. Se não for me avisem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!