Between Sun & Moon
10 Tears From The Moon
Notas iniciais
Beta: Andréia Kennen
Par: Sasuke + Naruto
Gênero: Yaoi, Universo Alternativo, Amizade,Romance, Angst...
— Eu matei seus pais, Sasuke, por que não ser justo?
A voz de Naruto causou um arrepio na nuca do moreno que desceu pela coluna dele e espalhou-se por seu corpo inteiro. Aquele timbre… parecia estar ouvindo-o pela primeira vez e o efeito que causava era mais intenso do que imaginara ser possível.
A confusão abateu Sasuke perante a evidente reação de Naruto. Os laudos médicos diziam que ele não falava, que a insanidade havia finalmente confinado o loiro e que este se recusava a se libertar.
Entretanto…
Como se tudo fosse uma mentira dos psiquiatras e do pai, Naruto mostrava estar pleno de suas faculdades mentais.
Um tímido sorriso apareceu sem permissão no canto dos lábios do Uchiha. Um repuxar involuntário que era estimulado por um misto de alívio e alegria que sequer registrara ainda.
— Você pode falar? — a pergunta foi idiota, mas Sasuke continuava movido pelo aturdimento. — Por que não disse nada antes?
E o mais importante: Naruto se lembrava dele. Dissera seu nome e provara assim que o período que estivera em coma não fora um sonho tolo.
Naruto passou a palma da mão sobre o desenho no papel. Um carinho que chamou a atenção de Sasuke. A franja cobria os olhos que o moreno sabia serem azuis, a cabeça continuava baixa.
O cenho do Uchiha franziu e um sentimento de inconformismo se infiltrou em si.
— Não vai dar uma de esperto e me ignorar agora, vai? — sem qualquer outra reação, Sasuke apertou as muletas e insistiu: — Naruto?
Nenhuma reação.
O ruído da porta novamente se abrindo deixou Sasuke cauteloso e extremamente irritado. Queria ficar sozinho com Naruto e tentar conversar de qualquer jeito com ele, mas algo conspirava contra sua vontade.
— Soube que Naruto tinha uma visita incomum hoje. — o recém-chegado comentou, sorridente. — Desculpa a minha intrusão. Sou um dos especialistas aqui do hospital e sou responsável pelo tratamento dele.
Na lapela do jaleco, Sasuke identificou o nome e a função daquele homem: Kakashi Hatake – psiquiatra.
— Sou Sasuke Uchiha. — apresentou-se.
— É um prazer conhecê-lo. — cumprimentou o médico, motivando com a mão o corredor que estava visível pela porta onde se encontrava ainda parado.
Sasuke estreitou minimamente os olhos, ficando ainda mais insatisfeito com aquele homem. Convidando-o daquela forma a se retirar do quarto. Logicamente, entendia que o que o doutor Hatake queria era conversar longe daquele cômodo, mas, ainda assim, Sasuke não desejava deixar o lugar. Havia algo em si que parecia gritar para permanecer ao lado de Naruto.
A contragosto, o Uchiha se afastou da cama e caminhou a passos sustentados pelas muletas, passando pelo sorridente médico sem dispensar-lhe um olhar de agrado.
— Sei que deve estar sendo difícil a recuperação depois do tempo que passou em coma e ainda vir até aqui visitar o Naruto… — contemplou o mais velho, fechando a porta e incentivando que caminhassem mais adiante pelo corredor. — É um altruísmo de sua parte ou apenas veio até aqui guiado por sentimentos menos benignos?
Sasuke estranhou a pergunta, em um primeiro instante. Seu nome ser conhecido do médico, não foi motivo de curiosidade, afinal, ele era o único sobrevivente do acidente provocado por Naruto e que internara o mesmo ali. E pensar sobre isso fez com que o Uchiha compreendesse melhor a questão levantada por Kakashi. O ser humano geralmente se revolta contra aqueles que lhes tiram algo valioso e Naruto lhe tirara duas pessoas queridas de uma única vez. Era coerente Kakashi desconfiar que houvesse ódio de sua parte contra o loiro.
— Não guardo rancor dele, se é o que quer saber. — esclareceu, num timbre categórico. Aproveitou, em seguida, para tirar uma dúvida que o corroia. — Tem certeza de que ele não pode falar?
— Absoluta. — Kakashi afirmou, virando para outro corredor e alcançando o elevador. — Desde o acidente.
— Ele não me parece um louco que tenha que ficar preso aqui. — trouxe à tona outro assunto que o incomodava.
As portas do elevador se abriram e Kakashi segurou-as para que Sasuke pudesse entrar sem pressa. Quando ambos já estavam descendo, o médico contou:
— Naruto não é agressivo com outras pessoas, Sasuke. Mas consegue causar grandes danos a si mesmo e, da última vez, envolveu você e seus pais.
— Quais as chances dele ficar bom? — inquiriu objetivamente.
— Estamos trabalhando nisso. É difícil ter uma expectativa no caso dele.
— Ele reage tão mal assim pela família não aceitar o fato dele ser gay? — Sasuke indagou, abandonando completamente a irritação e adquirindo um timbre mais curioso e interessado.
Ouviu Kakashi suspirar como se o assunto realmente o sensibilizasse, ao mesmo tempo em que a porta do elevador tornou a se abrir em um dos andares inferiores.
— Essa é apenas uma parte do quadro que ele desenvolveu depois que a mãe faleceu.
— Ele se martiriza pela morte dela?
Deixando o cubículo e voltando a caminhar por outro corredor, mais vazio e com apenas profissionais transitando, Sasuke escutou o especialista narrar:
— Naruto foi o culpado pela morte da mãe. Tudo foi caracterizado como um acidente e todos os indícios levam a crer que eles se exaltaram em uma discussão sobre o namorado de Naruto e, no calor do momento, acabou por empurrá-la, esquecendo-se que estavam no alto da escadaria da casa. A mãe dele morreu na hora.
Outra cortina parecia ter se aberto perante os olhos de Sasuke, que absorveu a informação com surpresa e pesar. Mais acontecimentos juntavam-se, fechando assim, o mistério que era Naruto. Ainda ajudavam-no a compreender o rapaz por quem viera a se apaixonar.
— Isso é horrível. — murmurou para si mesmo, mas Kakashi acabou escutando e concordando.
— Horrível, realmente. Adicione à morte todo o sentimento de culpa e discriminação que passou a desenvolver pela opção sexual.
Finalmente, Kakashi parou diante de uma porta na qual estava o nome dele escrito em uma placa metálica.
— Eu não sei se pretende retornar aqui ou qual a sua intenção real nessa visita, Sasuke. Mas, se um dia voltar, peço que não adicione mais negatividade à mente do Naruto.
O Uchiha tornou a ser invadido pela raiva ao notar que Kakashi ainda desconfiava de sua vinda até o hospital psiquiátrico.
— Eu quero que ele se cure. — rebateu com indignação.
Após um segundo olhando o moreno com seriedade, o médico abriu um sorriso e atestou:
— Mesmo com essa carranca, você parece ser uma pessoa boa.
Sasuke esperou o médico dar-lhe as costas para abrir a porta, e só então rodou os olhos. Ele convidou-o a entrar na sala que para o contentamento do Uchiha já não tinha aquela palidez do branco que se espalhava pela instituição de tratamento. O local era convidativo com seus móveis simples, porém bem cuidados, onde uma mesa retangular se destacava mais ao fundo. As paredes esboçavam um azul bucólico e a estante de livros, encostada em uma das paredes mais atrás da mesa, dava um aspecto sério, contrastando com um grande vaso de planta que completava o ambiente juntamente com a poltrona marfim.
Kakashi puxou uma das cadeiras à frente da mesa para que Sasuke se sentasse e este não pode ficar mais agradecido por finalmente estar descansando as pernas. Elas estavam mostrando o quanto seu irmão tinha razão em achar que não deveria forçá-las, mesmo com autorização médica para isso.
Mas, Sasuke não trocaria aquela visita por nada. Ver Naruto, de verdade, redefinira suas perspectivas.
Por isso, sem se acanhar com o que iria dizer, Sasuke contou:
— No quarto, um pouco antes do senhor chegar, eu tive a certeza de ter escutado Naruto falar.
Já sentado em sua cadeira, Kakashi o olhou com um humor debochado.
— Impossível.
Afrontado pela falta de credulidade do psiquiatra, o moreno retorquiu:
— Eu não quero acreditar que entrar nesse hospício tenha me influenciado a ponto de eu estar alucinando como um louco. Eu ouvi Naruto dizer claramente…
— Dizer o quê?
Sasuke raciocinou, então, que não seria nada bom contar o que Naruto havia dito. A sua resposta levaria a mais questionamentos e, embora estivesse atrás de soluções, não estava disposto a compartilhar o que vivenciara com o loiro. Primeiramente seria taxado como ingênuo e insano, e depois acabaria expondo parte do que o levava até o sanatório. Seu sentimento não era para conhecimento alheio, achava que as intenções de Naruto também não.
Acabara percebendo em si uma característica protetora por Naruto. Uma parte sua que, apesar de ser estranha, era confortável. Ele queria ser alguém capaz de proteger e cuidar do loiro a ponto de fazê-lo esquecer, pelo menos, aquela ideia sobre morrer.
— Ele disse que sentia muito. — mentiu, sem qualquer remorso.
— Talvez seja o seu subconsciente que almeja tanto um pedido como este que acabou gerando essa impressão de que Naruto havia falado.
— Por que acha que ele não falaria se quisesse? — quis entender por que o médico negava-se em acreditar no que ele contava.
— Entenda, Sasuke, que eu não estou desconfiando da sua palavra, só me certificando de que não há a possibilidade de você ter se enganado. — explanou Kakashi.
— Eu não estou enganado. E vou provar isso.
O olhar que recebeu de Kakashi não foi de divertimento, mas de curiosidade e desconfiança. Decerto, Sasuke sabia o quão estranho soava a sua determinação já que Naruto, aos olhos dos outros, era um completo desconhecido para si. Mas, no restante da conversa com o médico, o moreno deixou claro que não gostava que desconfiassem de sua palavra e que estaria retornando ao hospital para visitas periódicas ao paciente dele.
oOo
Sasuke tinha brigas diárias com o irmão. Itachi discordava de sua conduta, chegando a chamá-lo de obsessivo. Ir visitar Naruto todos os dias não o enquadravam como alguém doente, mas, internamente, percebia o aumentar gradativo daquele sentimento que nutria por ele.
Itachi jamais compreenderia e Sasuke não fazia qualquer questão que ele chegasse a esse entendimento.
Foram raras as vezes que encontrara com Minato no hospital e, nestes encontros, pode ver carinho e tristeza mesclados com uma tensão camuflada por sorrisos que sequer alcançavam os olhos azuis do homem. Estava longe de sentir pena dele, ou da família de Naruto em si. Se havia alguém a culpar pelo estado atual de Naruto, eram os parentes.
Mas, se não fosse por tais acontecimentos fatídicos, Naruto e ele nunca teriam se conhecido.
Era paradoxal refletir sobre aqueles pontos e preferia evitar tais pensamentos
O que mais lhe causava desgosto eram as visitas do namorado de Naruto.
— Aqui de novo, Uchiha? — ele questionava todas as vezes que se encontravam.
Sai era esquisito. Esquisito e irritante.
Como Naruto fora capaz de se apaixonar por aquele tipo de pessoa, fugia ao entendimento de Sasuke. Geralmente, preferia não buscar respostas, pois, quando o fazia, seu ciúme escalava a níveis exorbitantes e isso ficava bem visível na forma assassina que passava a olhar para o moreno de tez pálida.
Sai conversava com Naruto sem restrições e, mesmo com Sasuke presente, demonstrava sua afeição com discretos carinhos e palavras que sussurrava ao ouvido do loiro.
Nesses momentos, o Uchiha se retirava com um bolo de frustração entalado em sua garganta e com um arder nocivo em seu âmago.
Em situações assim, a verdade doía mais do que qualquer coisa.
A verdade de não ser próximo de Naruto como Sai, não conhecia o loiro como seu rival. Naruto continuava sendo o motivo da morte de seus pais e de seu restabelecimento do coma. E, recentemente, chegava a pensar que esse último sequer ocorrera realmente.
Conforme o tempo ia passando, mais as lembranças do que vivenciara durante seu coma pareciam distantes e irreais.
E Naruto não o ajudava a confirmar que fora real. Desde o dia da primeira visita, nada mais disse e o azul dos olhos dele era um vasto vazio.
Tinha noites, quando deitava a cabeça em seu travesseiro e tentava pegar no sono, que desejava voltar ao estado de coma, somente para ser capaz de ouvir Naruto novamente e irritar-se com as frases sem sentido e enigmáticas que ele jogava sobre si.
Frustrado com os pensamentos que se acumulavam, em uma das visitas sentou-se na cadeira vaga, como o de costume, e ficou olhando de uma maneira fixa para Naruto enquanto ele desenhava.
O loiro estava sempre desenhando e sempre desenhava a mesma coisa. Parecia compulsão reprisar aquela imagem da mãe morta. Com os olhos negros ganhando uma expressividade determinada, Sasuke estendeu o braço e agarrando a prancheta, tomou-a das mãos de Naruto.
O barulho do papel se rasgando ecoou no quarto.
— Por que está fingindo que não fala? — perguntou entre dentes. — Por que continua me ignorando?
Inusitadamente, pegou-se pensando que o louco ali parecia ser ele. Seu inconformismo o estava levando ao limite.
Inclinou o corpo para frente e descansou a cabeça no leito onde Naruto estava sentado. Naruto sequer piscara, sequer movera um músculo. Parecia que sua expectativa jamais se concretizaria. Kakashi estava certo, Itachi estava certo.
Sua raiva foi substituída por um resignar relutante e, vencido pelo cansaço das noites mal-dormidas, fechou os olhos. Um suspiro deixou seus lábios e o sono veio sem que houvesse lhe permitido.
oOo
O sol era tão claro que por um instante chegou a ofuscá-lo. Assim que sua visão se acostumou à claridade, continuou a caminhar. A princípio não reconheceu aquele caminho, somente ao chegar ao centro do local cercado por verde, que o identificou. Os balanços vazios remeteram a recordação de seu "primeiro" encontro com Naruto.
Aproximou-se dos brinquedos inertes do parque sem visitantes e tocou uma das correntes do balanço, exatamente onde o loiro se sentara daquela vez. Seus olhos baixaram para o assento de madeira e um vinco formou-se entre suas sobrancelhas escuras.
Achou estranho não ter percebido anteriormente, mas ali estava o seu Ipod.
Estendeu a mão para pegar o aparelho, porém, antes que seus dedos encostassem nele, estagnou ao sentir uma presença atrás de si.
A voz que falou em seguida lhe causou calafrios.
— Era uma vez, um garoto que começou a gostar de outro garoto. Naruto era seu nome. Ele achava que sua vida não poderia ficar melhor quando quem ele gostava o beijou pela primeira vez.
Sasuke engoliu em seco e quando pensou em se virar, o corpo que encostou por trás do seu o impediu.
— E ele o amava tanto… por isso ele discutiu com a mãe, a pior das discussões. Ela perdeu a cabeça e bateu em Naruto. Naruto apenas revidou… isso… apenas revidou… não pensou em nada e a empurrou. Que azar… — uma risada curta repercutiu, junto da orelha do Uchiha e, em sussurro satírico, continuou: — ela estava perto da escada. O pescoço e outros ossos haviam se quebrado antes do corpo dela chegar ao final dos degraus.
— Naruto…? — chamou incerto, com receio de se virar, quando sentiu o toque gélido em seu braço.
— Era uma vez um garoto que passou a se cortar porque era covarde demais para se matar. Ele só queria que algo fizesse a dor passar e que tirasse seus pensamentos daquele dia. Os cortes lhe davam alívio, a sensação da lâmina entrando em sua carne era tão… viciante… tão boa… tão boa a ponto dele quase sangrar até a morte.
Sasuke sentia o corpo tremer. Não sabia o que estava acontecendo, mas era como se pudesse canalizar todos os sentimentos embutidos nas palavras da história contada por Naruto. Uma historia que não era história. Era a realidade. A vida do loiro contada, resumida para que Sasuke pudesse entender o motivo de estarem ali agora. Eles dois. Ambos estranhos que se conheciam por aquela ligação…
— Os avós de Naruto queriam que ele fosse internado e recebesse tratamento. Alguém deveria consertar o neto deles; Naruto não era gay, não era um suicida, não era um assassino… Era doente. Mas Naruto, na hora que viu a mãe caindo, desejou que o pescoço dela se partisse e que ela agonizasse no inferno! — finalizou com a voz mais ríspida e quase irreconhecível para Sasuke.
Repentinamente, a voz se tornou serena novamente e prosseguiu no monólogo:
— E era uma vez um garoto que ficou farto das vozes, das lamurias, das sessões com um terapeuta metido a esperto e deu um passo para fora da calçada, e outro e mais outro… Ele achou que a dor iria embora de uma vez, só que o carro o atingiu, mas não levou sua dor … Não, não levou. Só trouxe mais dor, muito mais porque Naruto matou outras duas pessoas e deixou alguém entre a vida e a morte.
Confuso, Sasuke sentiu que lágrimas molhavam seu rosto, mas não sabia mais dizer se eram suas próprias ou se do garoto atrás de si que agora abraçava seu corpo; não sabia mais distinguir seus sentimentos dos dele, separá-los, e, sendo assim, o Uchiha, como se fosse capaz de ler os pensamentos do outro, concluiu terminando de contar aquela história:
— Naruto foi internado depois de se recuperar do atropelamento. Confinaram o garoto num hospital psiquiátrico… — Sasuke sentiu os braços que o envolviam apertarem-se mais. — Mas ele não se esquecia dos olhos do rapaz dentro do carro, o garoto que perdera os pais e que vivia numa cama de hospital, em coma.
Queria tocar Naruto, mas no segundo que esse pensamento surgiu, a presença à suas costas desapareceu. O calor virou frio, o sol deu lugar a noite e a paisagem se tornou bizarra e opressora. Os balanços se retorceram, ecoando um barulho agudo metálico, fazendo Sasuke rapidamente retroagir, temeroso com as mudanças bruscas de cenário.
Não precisou de mais nada para concluir que estava longe da realidade.
Olhou ao redor, procurando, tentando achar Naruto no meio da obscuridade das árvores e acabou indagando alto:
— Como é capaz de me encontrar dessa forma? Como sabia o que fazer pra me tirar do coma?
— Eu não sabia. — confessou o loiro e Sasuke virou-se seguindo a direção de onde imaginava vir a voz. — Eu não sabia que era real até você me visitar no sanatório e falar tudo aquilo. Eu pensava que eram apenas… sonhos. Sonhos que eu tinha com o cara do carro.
— Mas e o que você dizia? — inquiriu, incrédulo pelo que ouvia e nervoso por não encontrar o loiro. — Parecia tão consciente e certo do que estava dizendo! Você me salvou, Naruto!
— E não são assim todos os sonhos? — retorquiu, com a voz vindo de outra direção, fazendo Sasuke se virar novamente. — Certos até que acordemos?
— Não… Você está mentindo!
Sasuke ficava um pouco aflito por não ter respostas, por não entender aquilo que acontecera consigo. Parecia que estava tão acostumado com o Naruto esquivo de seus "sonhos" que simplesmente não era capaz de acreditar que o loiro apenas sonhava com ele.
Que tipo de ligação era aquela que Naruto e ele dividiam?
No fundo, sentia que estranhamente estavam ligados, sim; havia uma emoção latente desde o primeiro instante em que o vira — e não estava falando do contato visual momentos antes do acidente. Naquele parque, sentado no balanço, cabisbaixo… Podia quase afirmar que naquele instante vira o verdadeiro Naruto; e podia dizer com convicção que sentira algo de diferente por ele desde lá.
— Eu não sei como aconteceu, só sei que ficamos ligados de alguma forma. — a voz do loiro repercutiu de outra direção e, de novo, o moreno virou, na esperança de encontrar o loiro
— Naruto! — gritou frustrado. — Pára com essa merda!
— Sasuke… — e quando se virou mais uma vez, a respiração do Uchiha travou ao se deparar diretamente com os olhos azuis de Naruto. — Você precisa me ajudar.
oOo
Continua...
Notas finais
Desculpem pela demora, mas como muita gente já sabe estou numa fase meio difícil da faculdade e não tenho encontrado tempo, muito menos inspiração pra escrever. Espero que me perdoem e que o capítulo agrade.
Para aqueles que ainda não sabem, já foi lançada a webcomic yaoi na qual sou roteirista. Para os interessados, o link para Entropia pode ser encontrado na página do meu perfil aqui no site.
Blanxe
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