Between Sisters
11 11. Surprises
Notas iniciais
Os dois continuavam a dançar. Eles se entreolhavam de uma maneira envolvente, como se somente os dois estivessem ali. Por um pequeno descuido, Rebekah tropeçou, e se não fosse Stefan com seus braços fortes, ela poderia ter se esborrachado no chão. Ela sentiu-se corar por um momento. Stefan a olhava de uma maneira que ela podia jurar que desabaria, se ele não estivesse a segurando.
– Você está bem? – Ele perguntou, ainda a segurando.
– Estou sim. Acho que exagerei um pouco no champanhe. – Ela disse com um sorriso amarelo. A loira nunca sentiu tanta vergonha na sua vida inteira, como agora.
– Acho que chega de dança por hoje. – A loira disse, se soltando dos braços de Stefan.
– Tem certeza que está bem? – Stefan perguntou. Ele estava preocupado com ela. Rebekah nunca havia agido assim antes.
– Tenho sim, só preciso de um pouco de ar. – A loira respondeu, tentando desviar seu olhar do dele.
– Tudo bem, eu vou com você. – Ele pegou em uma das mãos dela, e caminhou até a varanda da mansão.
Rebekah pensou em protestar por um momento, mas desistiu. Afinal, o que poderia acontecer? Eles só iriam até a varanda.
Caminharam pelo jardim da mansão Lockwood. O local poderia até ser bonito de dia, mas á noite era um pouco assustador. Não havia iluminação alguma no local. Talvez a Srta. Lockwood não queria ninguém em seu jardim. Mas isso era o que menos importava. Rebekah estava sozinha com ele. Ela estava feliz e ao mesmo tempo tensa. Como sempre, seus sentimentos travavam uma batalha. O amor e o ódio. Dois sentimentos que dominavam Rebekah, e só um poderia ganhar.
Stefan parou de caminhar, fazendo com que Rebekah parasse também.
– O que há de errado com você? – Stefan perguntou, segurando uma das mãos de Rebekah.
– O que há de errado comigo? Eu que pergunto. O que há de errado com você? Você me diz que não pode ficar na cidade, porque não consegue se controlar, fazendo a tola aqui ficar com o coração partido. E em outro instante você é doce e gentil comigo? Eu não te entendo Stefan. Isso é algum tipo de jogo? Se for, desculpe, mas não quero fazer parte dele! – Rebekah disse, puxando bruscamente sua mão das mãos dele.
Stefan a encarou por alguns instantes. A loira se virou e começou a caminhar em direção ao salão. O vampiro, em sua velocidade anormal correu até a loira, interrompendo-a de prosseguir. Ele levou uma de suas mãos até a face macia dela. Sua mão era quente, seu toque fazia o corpo de Rebekah arrepiar-se por inteiro. Ela fechou os olhos. Stefan aproximou sua face lentamente até a dela. E então ele a beijou. Um beijo doce e gentil. Rebekah não hesitou e deu passagem a língua de Stefan. A loira mal podia acreditar no que estava acontecendo. Suas bochechas rosadas estavam pegando fogo. Ela queria que aquele beijo durasse para sempre. Mas isso não era possível. Separaram-se e ficaram a se olhar.
Rebekah desviou o olhar de Stefan por um instante, e não acreditou no que seus olhos viram. Não muito distante deles, parecia que estava uma pessoa deitada.
– O que foi? – Stefan perguntou preocupado.
– Tem alguém deitado logo ali. Mas parece que está morto. – A loira explicou. Estava com raiva. Só faltava essa agora. Um corpo morto para estragar o momento perfeito que acabara de ter.
O vampiro correu até o local. Sim, lá estava uma garota. Estava toda mutilada, mas não havia sangue em seu corpo. Todo o sangue havia sido drenado. E só havia uma explicação para isso.
– Há outro vampiro na cidade. – Stefan disse com a voz baixa. Mas Rebekah conseguiu ouvir, graças a sua audição aguda.
– O que iremos fazer? – A loira perguntou, um pouco desesperada.
– Vá procurar Damon, e o traga aqui! – Stefan ordenou. Rebekah não perdeu tempo e correu até o salão, com certa dificuldade, por causa do vestido longo..
Faye estava perdida no meio de tanta gente. Todos a olhavam, e Faye podia já imaginar o que pensavam: ‘’Coitadinha, é a filha dos Chamberlain. Deve ter sido doloroso ter perdido os pais’’. Ela apenas os ignorou.
Estava tão apressada em achar Elena, que nem percebeu quando esbarrou em alguém.
– Desculpe, eu estava com pressa e... – Ela não completou quando viu de quem se tratava.
– Tyler! É você? – Ela sorriu ao se lembrar do amigo. Na verdade, eles imaginavam ser namorados quando crianças. Faye suspirou, ao se lembrar dos tempos que passou com ele e Elena. Sempre deixava Elena furiosa, por algumas vezes preferir brincar de correr com Tyler, do que pentear o cabelo das bonecas com ela. Mas Tyler estava tão diferente. Estava tão másculo. Tão.... lindo.
– Faye? Por onde andou todo esse tempo? – Os dois iam se abraçar, mas Rebekah chegou e puxou Faye pelo braço. Tyler ficou sem entender nada.
– Qual é o seu problema? – Ela perguntou furiosa, livrando seu braço das mãos de Rebekah.
– Garanto que é um problema enorme! Um problema que fará com que você reveja seus amiguinhos de infância, outro dia. – Rebekah alertou Faye.
– O que está acontecendo? – Faye perguntou, com certa preocupação em seu olhar.
– Onde está, Damon? – Rebekah perguntou, esperando que a irmã respondesse logo.
– Como eu posso saber onde ele está? – Faye mentiu, desviando o olhar. Não queria que Rebekah soubesse que ela e Damon fizeram ‘’coisas’’. Mas parecia que era tarde demais.
– Quem você pensa que está enganando? – Rebekah deu um sorriso sarcástico.
– Tudo bem. Vem comigo! – Faye ordenou.
Elas foram para o quarto que Faye, estava anteriormente com Damon. Rebekah olhou para um smoke jogado no chão. Havia alguém em baixo da cama.
Damon saiu debaixo da cama, surpreendendo Rebekah. Ele estava sem camisa. Rebekah o olhava com os olhos arregalados, e a boca aberta. Faye lhe lançou um olhar repugnante.
– Ok. Quem morreu? – Damon perguntou, desviando o olhar para Rebekah. Era incrível como ele sabia o que estava acontecendo.
– Stefan, está lhe esperando lá fora. – Rebekah disse. O vampiro se vestiu, e logo saiu, deixando as irmãs sozinhas no quarto.
Faye tentou passar pela porta, mas Rebekah a impediu.
– Você não sai desse quarto, até eu dizer que pode! – Rebekah disse, se posicionando em frente a porta.
Faye bufou, e se sentou na cama.
– Fez tudo como lhe pedi, Elijah? – O original perguntou. Ele estava sentado em um sofá luxuoso, com um cálice de ouro em mãos.
– Sim, Klaus. Já deixei o aviso aos Salvatore. – Elijah respondeu.
– Ótimo. Assim eles deixam a cópia protegida até a nossa chegada. – Um sorriso malicioso formou-se nos lábios sedutores de Klaus.
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