Between Love And Hate

12 Capítulo 12: Endless


Notas iniciais
Sim pessoas e queridos leitores,este é o ultimo chapter desta fanfic aqui, espero que tenha aproveitado assim como eu aproveitei (mentchera,escrever um chap dava uma preguiçah...CAHAM).
Enfim,perdoem os errinhos e coisas do tipo, assim que eu terminei,resolvi postar pra acabar com o suspense de voces (tem prova amanha TT.TT, MAS EU ESTOU AQUI, COM VOCES, POSTANDO ESSE CHAP!).
Enfim,tomara que gostem,e se não gostarem,podem mandar reviews, quero todos os tipows de opniões que der.
BOA SORTE!

Sora corria pelas ensolaradas ruas de Hillyria, a capital do reino dos anjos e de todo o Céu. Carregava sacos de comida e alguns sucos em caixinhas, iguais aqueles da Terra.

Estava atrasado. Tinha marcado com Riku de chegar em casa as 12:00 da manhã, mas a fila do supermercado estava enorme. Ah, para aqueles que não conhecem Hillyria, saibam que ela se assemelha muito com uma cidade normal, com lojas e outras coisas do tipo, tendo como diferença apenas as estruturas das casas e dos prédios, geralmente feitos de mármore branco com detalhes em ouro.

O moreno virou mais uma esquina e chegou na rua da sua casa. Abriu a porta e adentrou o lugar, deixando todas as compras sobre a mesa da cozinha. Nas casas dos anjos, não existem trancas, nem na porta da frente, assim como também não existem muros.

Todas as casas eram iguais. Brancas, com grandes janelas na sala e filetes de ouro puro adornando as portas e os cantos das paredes. A área da frente é gramada e a de trás sempre tinha um belo jardim. Este era o único lugar onde o dono poderia modificar como quisesse.

No caso de Sora, o jardim estava intocado desde que fora para a guerra.

-Riku!- O moreno gritou do primeiro andar, tirando tudo das sacolas.

O amigo estava abrigado ali, por não ter mais onde ficar, uma vez que tinham se retirado da guerra (na verdade, tinham “fugido”).

O demônio desceu as escadas, vestido a moda dos anjos, com uma calça de linho branco e peito nu. As enormes asas negras e membranosas pendiam atrás de si.

-Ainda bem que chegou, eu estava morrendo de fome.-Falou o maior, sentando-se a mesa enquanto o outro pegava os pratos e talheres.

-Não seja exagerado. A fila estava enorme.

-O que você comprou?

-Muita coisa. Depois, quando for invadir a geladeira de madrugada, você dá uma olhada.

Riku riu, se levantando para ajudar o moreno.

Quinze minutos depois, comiam lasanha industrial, daquelas que necessitam do microondas ou forno para aquecer na Terra, mas que ali tinham sido preparadas a base de fogo da lareira da sala mesmo.

-Vou visitar Roxas esta tarde, então tome cuidado, okay?-Sora falou quando terminou de comer, levando tudo pra pia.

-Eu queria ir também.

-Você sabe que não pode, Riku. Pelos céus, estamos em Hillyria! Eu sei que você é um ótimo amigo e tudo o mais, mas pra eles, você é um demônio! Imagina o que aconteceria se eles te achassem?

-Posso ir disfarçado.

-Os anjos mais velhos conseguem ver a aura dos outros seres, sabia? Eles iriam te encontrar, mais cedo ou mais tarde.

-Então isso não faz diferença se eu estou aqui.

-Anjos não entram na casa de outros anjos a não ser que sejam convidados. Você está seguro enquanto não sair daqui.

-Então você sugere que eu passe o resto da eternidade preso a quatro paredes? Sem nem poder ver o mundo lá fora?

Sora se virou para o outro, fazendo uma careta de desconforto. Riku estava a sua frente, obviamente aborrecido, como uma criança fica quando os pais não a deixam fazer algo que é perigoso.

-Eu não sei. Apenas tente não ser visto. Volto as 16:00.

-Você já vai?

-Tenho que ir antes que o horário de visitas passe. Posso passar em algum lugar e comprar algo pra você se quiser.

-Não, não quero nada que possa ser comprado.

Riku se afastou, ainda aborrecido, e subiu as escadas, batendo a porta do quarto com força. Sora suspirou e deixou a casa. Era a terceira vez que tinham discussão daquele tipo, e o moreno achava que era questão de tempo para que o demônio fizesse algo realmente estúpido.

Fazia um mês que tinham retornado da guerra.

E fazia um mês que Sora não dormia direito por tanta preocupação com seus dois amigos.

Foi o seguinte: Depois que Roxas atacou Altair e, a vista de todos, perdeu a cabeça, foi mandado para Hillyria, mais especificamente, para os Campos Verdes, uma espécie de manicômio para anjos que, justamente, enlouqueciam nas guerras e começavam a apresentar perigo para seus próprios companheiros. E no caso de Roxas, isso ficou bem evidente.

Então, para não deixar seu mestre e amigo sozinho, Sora abandonou os campos de batalha, assim como Riku, que insistiu em ir, uma vez que não seria aceito novamente entre os demônios, de qualquer forma.

Uma vez na capital dos Céus, Sora voltou para casa e arrumou um quarto para Riku. Todos os anjos tinham uma casa, até aqueles que moravam no manicômio.

Enfim, nas primeiras semanas, Sora ia visitar Roxas todos os dias, mas essa frequência diminuiu, assim como a esperança do moreno de o mestre voltar ao normal.

Ele estava sempre no mesmo lugar, no canto esquerdo da parede, olhando o vazio como se estivesse morto por dentro, coisa que deveria ser verdade. O moreno falava com ele, trazia todo tipo de comida, contava todas as novidades, mas nada mudava.

Era tudo por causa daquele tal de “Axel” que nem sequer conheceu. Ele podia ter sido o maior e único amor na vida do loiro, mas Sora tinha raiva dele, afinal, fora ele que deixara Roxas daquele jeito.

Sora andou mais alguns quarteirões até chegar ao Campos Verdes. Passou pela recepção, falando com uma anja que já lhe conhecia até. Esta lhe deu passe livre para visitar o quarto do loiro, caminho que Sora sabia de co, e que até de olhos fechados, seguiria sem errar.

O ex-soldado abriu a porta apenas para encontrar a mesma imagem do mestre. Fechou a porta e se aproximou.

O quarto era de tamanho médio, sem móveis e totalmente acolchoado. Bastante branco, tanto que chegava até a doer a vista.

-Olá, Roxas. -Sora cumprimentou como de costume, sentando-se ao seu lado e encostando as costas na parede macia. — Como está?

O outro não respondeu. Vestia um pijama branco, leve. Sua cabeça pendia para o lado e os olhos azuis, tão belos antes, não tinham foco algum.

-Riku quis vir hoje também, mas você sabe porque ele não pôde. Às vezes eu até penso em trazer ele, mas não sei o que faria se o perdesse também. Ele está impaciente.

Sora fitou Roxas, buscando uma reação, mas não encontrou nada senão a costumeira cara de descaso.

-Ah, e ele está estranho também. Eu acho até engraçado, mas ele está mais... Digamos, comportado, sabe? Não fala mais aquele horror de palavrões de manhã. Ele pensa que eu não escuto, mas acho que até os vizinhos escutam.

Sora riu, lembrando da cena.

-Estamos sentindo sua falta, Roxas. Muito. Você deveria tentar de novo...

Houve algumas batidas leves na porta e Sora soube que o tempo tinha acabado. Se levantou, desanimado e deu um beijo na testa do loiro, novamente buscando ao menos um esboço de reação. Mas não houve nada.

-Até mais, Roxas.

E o moreno saiu, desanimado. Era sempre assim. Nunca se cansava de tentar ajudar o mestre, mas mesmo tentando e tentando, sempre atravessava aquela porta bastante desanimado.

“Não adianta mais. Roxas não vai sair desse estado, não importa o que eu diga a ele. Mas não posso desistir, ele jamais desistiria de mim.” E era pensando desse jeito que Sora se animava novamente e voltava na outra semana, com mais estratégias para fazer o loiro voltar a vida.

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Sora entrou em casa e fechou a porta. Tinha se atrasado para chegar novamente, mas dessa vez era por um bom motivo. Tinha comprado um presente para Riku.

Não fazia idéia de como era difícil escolher algo apropriado, e por fim, demorou três horas a mais no shopping, trazendo consigo uma daquelas máquinas fotográficas que revelavam a foto assim que a tiravam. Não era algo útil, mas comparado as meias de algodão, estojos de canetas e artigos para cabelo, era a mais “aceitável” de todas as idéias de Sora.

-Riku!-Gritou, subindo as escadas até o quarto do maior. -Eu trouxe um presente pra você.

Não ouviu nada em resposta. Estranhou e continuou o caminho, encontrando a porta do quarto entreaberta.

-Riku?-Falou, abrindo-a e adentrando o lugar.

Deixou o pacote com a máquina cair no chão, chocado com a imagem.

O maior estava de pé, em frente a um grande espelho que pegava toda a parede sul do quarto. Novamente, vestia apenas a calça branca, mas esta estava suja de algo rubro que logicamente era sangue.

Mas não era só isso. Riku, que estava de costas para Sora, tinha uma expressão deveras assustadora, senão desesperadora. Tinha uma das mãos na asa esquerda. As membranas desta estavam rasgadas e sangravam, e do lugar que a prendia as costas do demônio, saia muito sangue, como se ela estivesse... “Descolando”.

-Riku! O que aconteceu?!-Sora exclamou, indo até o maior e rasgando parte da bainha da calça, usando o tecido para estancar o sangramento.

-Eu... Eu não sei. Elas de repente ficaram assim... Eu nunca tinha visto isso antes... Me ajude, Sora... -O maior falou, com uma voz assustada que não combinava consigo.

-Deite na cama, vou ver se consigo fazer alguma coisa.

Riku obedeceu, deitando-se de barriga para baixo enquanto exprimia uma careta de dor.

Sora foi ate o banheiro do seu quarto, onde guardava um estojo de primeiros-socorros e o pegou, levando-o para o quarto do amigo. Sentou-se ao seu lado na cama e começou a trabalhar, improvisando em curativos que deveriam parar o sangramento.

Durante todo o processo, Riku soltou gemidos de dor, e por vezes, mordia com força pedaços do lençol, tentando diminuir a dor que sentia. Agora sabia o que era sentir suas asas sendo “arrancadas”.

Foi só no fim da noite que o moreno conseguiu estancar o sangramento, mas a imagem era inquietante. Ambas as asas pendiam terrivelmente para o lado, como se estivessem presas somente pelos tantos curativos, e não mais pela pele e pelo osso.

Sora se levantou, cansado, e se sentou na cadeira que havia ao lado da cama, observando o amigo, que, por um milagre ou não, tinha adormecido (ou quem sabe desmaiado de tanta dor). Fosse o que fosse, agora tinha uma expressão mais calma e serena que antes.

O moreno continuou ali até que adormeceu, sendo tragado pelo cansaço. Não poderia deixar Riku sozinho, não naquele estado.

Pronto, era agora que ia enlouquecer de preocupação mesmo...

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No dia seguinte, Sora não saiu de casa, e sim, ficou no quarto com Riku, sempre cuidando dos curativos e conversando com ele. Não tinha notado o quanto deixara o maior sozinho, e podia compreender o quanto tinha sido difícil passar torturantes 32 dias em casa.

O maior afirmava que agora doía bem menos, mas relutava em sair da cama e abandonar a posição que estava por medo de acabar machucando ainda mais as asas. Sora podia ver o quanto aquilo o assustava, mas continuou insistindo para que ele se levantasse.

Ah, e quando isso aconteceu, não foi nada bom...

O primeiro passo foi fácil, mas no segundo, quando Riku estava começando a se animar, pensando que aquilo tinha sido apenas uma anomalia do seu corpo e que tudo tinha voltado ao normal e suas asas tinham se prendido novamente a si, elas caíram. Sim, caíram, como a saia de um vestido cai quando suas pregas não pregam direito.

Durou um minuto de silêncio.

Então Riku desmaiou e Sora teve que deitá-lo na cama novamente. Pelo menos, pela feição do maior, não tinha doído nada. Curioso, mas bastante preocupado, Sora desfez os curativos nas costas do outro, apenas para encontrar duas grandes feridas, ainda abertas, na pele rosada do amigo.

Era muito estranha a ausência das asas. Riku estava um completo humano, mesmo.

Mas tinha algo mais. Sem aquelas asas de demônio assustadoras (sim, Sora tinha medo delas, mas não admitia) Riku estava muito mais... Atraente. Essa era a palavra certa? Sentia-se atraído pelo amigo?

Essas e outras perguntas bombardearam sua cabeça morena, mas ele apenas a balançou e tentou esquecer o assunto. “Não é hora para pensar nisso”.

Voltou a adormecer na cadeira naquela noite.

Durante a semana que se seguiu, Riku tinha melhorado e piorado deveras vezes, tendo febre alta e até alucinações, indo para gritos e pesadelos a noite. As feridas em suas costas, cobertas por uma nova camada de curativos, estavam mudando, e delas, parecia crescer alguma coisa.

Resultado? Numa das noites, quando Sora foi novamente trocar a gaze e tudo o mais, viu uma espécie de estrutura já formada nas costas do outro, assemelhando-se com os ossos que formavam as asas dos anjos. Como tinha se formado tão rápido? Não sabia, apenas achava tudo muito estranho.

Resumindo tudo, passou-se mais uma semana. Riku já não sentia tanta dor e os pesadelos tinham acabado. Parecia bem melhor, e mais diferente até. Penas tinham crescido na estrutura que, logicamente, eram asas. Mas as penas não eram brancas, nem negras, e sim de um tom de cinza, como se fosse branco manchado.

Sora suspirou deveras vezes quando o outro parou de ter febre. Finalmente uma preocupação desaparecia.

No prazo final de três semanas, o maior já estava de pé e andava sem dificuldade alguma, o que era bastante bom para o moreno, que, fazendo conclusões consigo mesmo enquanto via o outro dormir a noite, tinha gostado do tom e da textura das penas das asas.

A única coisa ruim era, no período de sufoco de Riku, não tinha ido nenhuma vez visitar Roxas. Perguntou-se se o loiro tinha sentido sua falta. Talvez sim, talvez não, mas de qualquer forma, estava com saudades.

Foi na tarde que estava saindo de casa para visitá-lo (sem Riku, diga-se de passagem) que recebeu uma ligação inquietante. Céus, mais preocupações.

-Senhor Sora?-Falou uma voz feminina que o moreno achou familiar.

-Sim, sou eu. Quem é?

-Sou Emilly, a atendente do Campos Verdes.

-Ah, sim! O que aconteceu? Roxas está bem?

-Bem... Ele fugiu, senhor.

-COMO ASSIM, FUGIU????

-Ele não estava no quarto, senhor. Não sabemos como fugiu, mas procuramos por todo lugar aqui e nas ruas próximas. Tudo que encontramos que indica que ele fugiu foi um grande buraco na parede.

Mesmo preocupado (novamente), Sora deixou a cabeça pender para o lado, ponderando aquela questão. Já tinha visto as espadas do mestre em ação,e não duvidava dos poderes delas.

-Vocês não o drogaram?-Perguntou o moreno. Se tivessem, Roxas não seria capaz de invocá-las.

-Não, senhor, não drogamos os anjos. Por que faríamos isso se eles querem permanecer aqui?

-Roxas não queria continuar aí. Obrigado por ligar, Emilly, e por favor, me mantenha informado.

-Claro, senhor.

Sora desligou o telefone e ouviu riu descendo as escadas, com um olhar interrogativo no rosto.

-O que houve?

-Roxas fugiu do Campos Verdes.

-Que bom.

-BOM? COMO ISSO PODE SER BOM?

-Significa que ele, finalmente, fez alguma coisa que não seja só respirar no canto da parede.

Agora que Riku dizia, realmente fazia sentido. Talvez Roxas finalmente tivesse tido vontade de viver, e decidiu começar com algo bem insano.

-O que faremos agora, Riku?

-Vamos atrás dele, oras.

-Você não pode ir.

-Mas eu vou mesmo assim. Dane-se o resto. Meu amigo está vagando por aí, e eu não vou ficar aqui sem fazer nada.

Sora suspirou. Temia que o outro dissesse aquilo.

-Okay, faça como quiser.

Então ambos foram atrás do loiro.

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Roxas voava por sobre os prédios de Hillyria, atento. Estava meio confuso desde que “acordara” de seu entorpecimento, e tinha que manter os olhos bem abertos para não se chocar em alguma coisa.

Em suas mãos estavam Oblivion e Oathkeeper. Bando de idiotas, nem sequer o drogaram. Tinha até sido fácil demais escapar dali.

Foi como uma visão. Durante muito tempo, Roxas tinha permanecido “morto” em pensamento. Nada funcionava em sua cabeça. Mas houve um estalo há exatas duas semanas, e esse mesmo estalo fez tudo funcionar novamente.

E com a mente, veio a dor. E com a dor, veio uma enorme vontade de se livrar dela. Vieram também as lembranças e sensações. Vieram as lágrimas.

Roxas chorou mais uma vez, por Axel. Queria muito vê-lo de novo. Qual seria o fim para alguém que tem sua alma destruída? Talvez, se tivesse a sua destruída também, fosse para o mesmo lugar que ele.

Mas nenhuma de suas espadas destruíam almas de anjos, aliás, a única que poderia fazer aquilo seria Bahamuth, a espada que o próprio Lúcifer guardava.

Seria muito difícil invadir o Inferno e roubar esta espada? E se conseguisse roubar, qual seria seu propósito?

Se livrar da dor. Como? Matando a mim mesmo.

E esse foi o tipo de pensamento que fez Roxas fugir do Campos Verdes naquele dia, uma grande vontade de se matar, para acabar com a dor, e quem sabe, poder encontrar seu grande amor no lugar para onde as almas destruídas vão.

Roxas estava quase nos limites de Hillyria. Uma vez fora, era só descer até a Terra e procurar pela entrada do Inferno, coisa que talvez não fosse muito difícil de achar.

A sua frente não tinham mais prédios. Suas asas estavam cansadas, e abaixo de si só haviam algumas casas mais afastadas e muitas pracinhas, com convidativos bancos brancos de madeira.

Sinceramente, não aguentava mais ver branco na sua frente.

No seu pescoço, ainda estava o colar com pingente que Axel lhe dera.

Desceu até tocar com seus pés descalços no chão. Não havia quase ninguém ali, tirando uns poucos anjos e muitas crianças-anjos. Roxas entendeu porque ali era tão calmo, sereno, passando uma sensação de paz.

Era onde as crianças-anjo moravam.

Elas eram crianças que morreram puramente, sem cometer nenhum pecado, e diferentemente dos demais anjos, não envelheciam, nem por fora nem por dentro, permanecendo na condição de criança pelo resto da eternidade. De todos os anjos comuns na cidade, elas eram os mais puros por não terem cometido nenhum pecado nas suas vidas na Terra.

Muitas delas corriam pelas praças alegremente, rindo e pulando, enquanto outras tentavam voar e acabavam caindo, mas ao invés de se aborrecerem, começavam a rir e tentavam novamente. Todas vestiam uma espécie de vestido que lhes cobriam todo o corpo, inclusive os meninos. Tinham curiosas asas brancas, mas de proporções bem menores, nas costas.

Roxas permaneceu as olhando por algum tempo. Eram tão alegres, tão vivas. Talvez estivessem bem nos limites da cidade justamente para fazer aquele que deixa Hillyria pensar uma segunda vez na alegria de viver, mesmo quando já tinham morrido na Terra. Bem que gostaria de voltar a sentir essa alegria.

Mas já tinha tomado sua decisão.

Roxas voltou a andar, passando por todas as crianças-anjo que encontrava no caminho. Já conseguia ver os portões dourados que delimitavam a cidade.

Só mais um pouco e poderia ir atrás da sua cura para a dor que atormentava o que tinha sobrado de seu coração... Parou de andar.

O ar deixou seus pulmões. Seu cérebro voltou a estalar, mas com mais força. Seus olhos se abriram tanto que chegavam a doer.

Não pode ser... É uma ilusão, é só mais uma ilusão... Mas parece tão real...

Um pouco mais a frente, bastante perto do portão, havia um grupo de crianças-anjo conversando animadamente com uma figura.

Esta figura era alta, magra, com espichados cabelos ruivos e olhos de um verde tão profundo que de longe Roxas podia enxergá-los.

O loiro avançou um passo, temeroso.

A figura ruiva conversava com as crianças-anjo e ria de alguma coisa com elas. Parecia um irmão mais velho perto delas. Então seu olhar se levantou e a figura viu Roxas ali, parado, tão pálido como se tivesse visto um fantasma, e na verdade, parecia estar vendo mesmo.

-Axel... -Roxas murmurou, avançando mais um passo e estendendo uma das mãos como se fosse tocá-lo.

O ruivo, a cinco metros de distância, pendeu a cabeça para o lado, parecendo não entender. Mas então sorriu e acenou. A aquele sorriso era algo que Roxas jamais poderia esquecer, mas aquele aceno o inquietou. No seu íntimo, não era o que estava esperando. Mas ignorou e correu em direção ao ruivo.

Parecia que ia tropeçar. Chorava muito agora. Seria ele mesmo? Tinha que ser, seu coração já quebrado não suportaria mais um baque daqueles.

As crianças-anjo correram para longe, assustadas, quando Roxas subitamente pulou na figura, abraçando-a com tanta força que poderia sufocá-lo. O loiro enterrou a cabeça no peito do maior e continuou chorando, sentindo aqueles braços que tanto sentiu falta envolvendo-o carinhosamente, mas novamente, não do jeito apaixonado que esperava.

-Axel! É você! É você mesmo! Eu senti tanto a sua falta!-Roxas falava em meio às lágrimas.

O outro nada falou, coisa que Roxas estranhou, fazendo-o levantar o olhar para encontrar o belo rosto de Axel, só que, dessa vez, bastante confuso. Os orbes verdes se apertavam, como quando a gente tenta lembrar alguma coisa importante, mas não consegue.

-Axel?-Roxas chamou, sem entender.

-Olha... -Começou o ruivo, afastando o menor um pouco. — Desculpa, mas... Eu não lembro quem você é.

Notas finais
Sim,o final foi essa coisa nonsense mesmo, e praqueles que não entenderam (tipo eu mesma,não sei como coloquei algo nonsense assim pra um final de fanfic) SIM! O AXEL PERDEU A MEMÓRIA! "E o Riku e o Sora?"-Voce pergunta. Hum...Não pensei nisso,e por isso o chap se chama "Endless" (sem fim).HUAHUAHUUHAHUAHUAHUA.
ENFIM! Como meus queridos leitores, eu gostaria de perguntar uma coisa:
Seria bom uma segunda temporada para acabar com todas as dúvidas ou eu deixo assim mesmo?
Queria que voces me dissessem,porque dependendo das respostas,posso ou não fazer uma segunda temporada oka?
Kisses e obrigada por terem lido!