Between Love And Hate

1 Capítulo 1: The Celestial War


Notas iniciais
Ow...O primeiro Chap!
Boa sorte pra mim.
Boa leitura!

Roxas girou sua espada no ar, atingindo não um, mas vários demônios desavisados que estavam próximos dele. O sangue negro demoníaco formava enormes poças no chão de terra, pisoteada por milhares de anjos e demônios, que lutavam entre si pelo domínio de um pedaço dos céus.

Ok, não exatamente o domínio, mas a questão era que os demônios mais uma vez estavam atacando o céu, um lugar conhecido como a Planície do Adormecer, e os anjos (com a ajuda de outros seres sagrados) agora a defendiam com suas almas. O lugar não era o que você provavelmente está pensando, uma enorme campina formada por nuvens, mas sim uma planície igual as que existiam na terra, um campo aberto, rodeado por árvores e por algumas montanhas ao norte.

Do lado leste havia o acampamento dos terríveis demônios, desorganizados, mal preparados e inexperientes para enfrentar aquela guerra. Do lado oeste havia o dos anjos e dos seres celestiais que vieram defender sua pátria. Os anjos eram bons combatentes, treinados e aptos a lutarem por horas seguidas sem fraquejar, no entanto, enquanto seu exército era formado por mil guerreiros, o exército demoníaco abrigava mais de dez mil, e isso tornava tudo um pouco mais complicado.

Roxas estava totalmente exausto. Já fazia doze horas que não largava a espada, e apesar de ser um guerreiro habilidoso e de ter abatido dezenas, tinha se ferido e precisava descansar. Atingiu mais um golpe fatal noutro demônio e se afastou, olhando em volta, vendo a situação do campo de batalha. Espalhados por todos os lados havia cadáveres de anjos e demônios, deformados, mas estava evidente que a maioria era formada por demônios, que expressavam terríveis caretas de horror mesmo estando sem vida. Acima de si também lutavam os exércitos, sustentados por suas asas, e o tilintar do metal das espadas, lanças, machados, punhais, foices e outros tipos de armas ressoavam por toda a Planície do Adormecer.

Roxas abriu as asas e levantou vôo, se metendo no meio da confusão aérea, derrubando mais alguns demônios desavisados. Já não pensava, e tudo que fazia era seguir seu instinto, acertar golpes certeiros nos alvos, proteger seus colegas e partir para o próximo demônio sem hesitar. Viu alguns de seus amigos caírem naquela batalha, e algo o tomou, algum sentimento que experimentara desde a primeira vez que tinha cravado sua espada num demônio. Os anjos chamavam de sentimento errado, os radicais arcanjos chamavam de heresia, mas os humanos chamavam de ódio. Ódio. Era o sentimento que agora o movia em busca de destruir todo e qualquer demônio que aparecesse na sua frente.

Criaturas imundas, irracionais e patéticas, os demônios. Como ousavam invadir um dos lugares pertencentes ao Reino Perfeito? Era por isso que o paraíso nunca lhes era destinado, e ao invés disso, todos iam para o inferno, condenados a sofrer por mais décadas.

Roxas lutou por mais algumas horas, até que de repente os demônios começaram a recuar, e aproveitando a curta trégua, os anjos também resolveram se recolher em seu acampamento, se recuperar, cuidar dos feridos e planejar a próxima estratégia.

Roxas entrou em sua tenda e se sentou na cama improvisada, retirando a armadura e o elmo, que pesavam ao corpo de um jeito desagradável, vestindo somente uma calça branca larga, a veste comum dos anjos, deixando o peito e costas a mostra. Lavou seu rosto e cuidou de seus ferimentos, indo depois limpar e afiar a lâmina da espada, Oblivion.

Ao terminar, foi até o refeitório, uma enorme tenda aonde todos os anjos iam se alimentar. Comeu, conversando com alguns de seus colegas assuntos simples e inúteis. Roxas era um anjo simpático e sorridente, fazendo amizades rapidamente, no entanto, não se aproximava demais dos outros, preferindo a solidão na maioria das horas.

Roxas voltou a sua tenda e ficou lá pelo resto do dia, parando na entrada quando avistou seu espelho, observando seu próprio reflexo, um garoto com a aparência de 16 anos, olhos azuis cor do céu, cabelos rebeldes loiros, estatura mediana e enormes asas brancas. Deu um sorriso amargo e se deitou na cama improvisada. Foi marcado o recomeço da batalha para a manhã seguinte, então tinha algumas horas de descanso.

Dormiu pesadamente até a manhã seguinte.

-Senhor Roxas, o senhor é chamado na tenda principal. — Sussurrou uma voz em seu ouvido, que o loiro reconheceu como um dos mensageiros de seus superiores, enquanto balançava seu ombro.

-Estou indo. -Resmungou, voltando a fechar os olhos e se virar para o outro lado.

-Senhor, isso é realmente sério. Por favor, não se atrase.

-Só mais uns cinco minutinhos.

-Senhor...

-Tá, tá bom, chato.

Roxas se levantou e olhou para o mensageiro pela primeira vez, uma figura bastante semelhante a ele, só que de cabelos castanhos mais rebeldes que os seus.

-Qual é seu nome?

-Sora, senhor. Desculpe por tê-lo acordado tão cedo, mas os Arcanjos mandaram eu o chamar o mais rápido possível.

-Me espere lá fora, vou me trocar. A propósito, meu nome é Roxas.-Falou sorrindo, se levantando em seguida.

Minutos depois, ambos já caminhavam em direção a tenda principal, onde ficava o supremo general e os capitães de algumas frotas do exército angelical. Entrou na tenda, ficando de pé, sendo observado pelos quatro arcanjos que estavam presentes.

-Roxas, temos uma péssima notícia a anunciar. -Falou o primeiro, com um ar pesado.

-Qual seria?

-Um dos nossos capitães, Angelus, foi morto em batalha ontem.

-Morto?!-Roxas exclamou. Como era possível um dos melhores arcanjos ser morto por um demônio?

-Sim. Mantemos esse assunto em segredo para não assustar os outros anjos sem precisão.

-Quem matou Angelus?

-Um general dos demônios, montado num enorme cavalo de fogo, vestindo uma armadura vermelha e negra, acho que pode ter visto.

-Sim, tenho uma vaga lembrança dele.

-Ótimo. Roxas, sei que não é um arcanjo, e tão pouco é o nosso guerreiro mais habilidoso...

-Sem querer desrespeitar, senhor, mas o que eu tenho haver com isso tudo?

-Queremos que você lidere a frota de Angelus.

-Eu?!

-Sim.

-Mas por quê?

-Porque observamos o jeito que luta, e notamos que muda quando entra em batalha. Você vira uma máquina de matar demônios, e isso é um grande encorajamento para as tropas. Além de que você é bastante cativante.

-Não posso aceitar.

-Mas vai, é uma ordem.

-Mas eu nem sei como liderar! Tudo que sempre fiz foi servir, e não comandar.

-Há uma primeira vez para tudo. Agora volte para sua tenda e descanse, pois amanhã será um longo dia.

Sem poder recusar, Roxas se virou e saiu da tenda, não muito feliz. Detestava quando aqueles Arcanjos davam uma de “Eu que mando nessa espelunca”. Idiotas. Mas uma coisa chamou sua atenção, o fato de um demônio ter matado um arcanjo. Tudo bem que o demônio fosse um general, mas mesmo assim, era um demônio. Significava que nem todos os demônios eram seres irracionais, e se sabiam manusear uma espada, já era uma grande evolução, pois geralmente eles lutavam com as próprias garras.

Na manhã seguinte, Roxas marchava, vestindo sua armadura branca com detalhes azuis, sendo seguido por uma frota de 200 anjos atrás de si, uma armada pequena, mas mesmo assim, deixava Roxas nervoso com a idéia de comandá-los.

Deu ordens básicas, seguindo a estratégia marcada, abatendo vários demônios e salvando vários anjos mais inexperientes. Cerca de cinco horas depois, um quarto da sua tropa já tinha sido abatida, e a espada começava a pesar nas mãos, no entanto, continuou.

Lutou, e como os Arcanjos tinham dito, virou uma máquina de matar demônios. Não sabia por que aquilo acontecia, ou como aquele instinto que o impulsionava a exterminar tinha aparecido nele, só sabia que era útil e o usaria para garantir a vitória. Mais três horas passaram. O tempo voava como se fossem grãos de areia sendo levados pelo forte vento.

Já sentia os cortes doerem em seu corpo, mas os ignorava e voltava a manusear a espada com exatidão. Matou um, dois, três, dez, quinze, trinta, ciquenta demônios... E continuava. Sem notar, ele se afastava cada vez mais da sua tropa, entrando no meio do exército demoníaco. Mais e mais daquelas criaturas horrorosas partiam para cima dele, tornando lutar uma tarefa mais que árdua.

Vários deles pularam em cima de Roxas, enquanto outros o pegavam pelos lados, o ferindo com suas longas garras, arranhando sua armadura, puxando seus cabelos. Tudo parecia um caos, mas de certa forma, estava calmo, como se já esperasse por aquilo. Girou a espada mais uma vez, determinado a dar tudo de si antes de partir, se livrando de parte dos demônios e deixando vários cadáveres ao seu redor.

No entanto, quando parecia que Roxas estava ganhando, mais daqueles demônios apareciam. Tentou levantar vôo e fugir dali, mas com tantos em cima dele seria praticamente impossível realizar tal feito. Sua vista começava a fraquejar, seus braços se recusavam a se mover e suas pernas já mal aguentavam seu peso. Já não atacava, só defendia.

Viu a figura de um vulto montado num cavalo que pegava fogo se aproximar dele. Devia ser o general que matara Angelus. Avançava num galope lento, observando, andando em círculos ao redor de Roxas, examinando seus movimentos enquanto o loiro se defendia dos demônios que não paravam de atacar.

O som de uma trombeta soou em algum lugar, seguido pelos gritos de milhares de demônios e os lamentos de alguns anjos. Aquele som significava que os anjos estavam recuando, que haviam levado a pior naquele dia. Imediatamente, como se Roxas já não tivesse mais importância, todos os demônios que o atacavam se afastaram e abriram as asas membranosas, voando até o lugar aonde cercavam um grupo de anjos descuidados que tinham se recusado a recuar. Tolos. Abraçaram a própria morte.

Roxas, ofegante, sentindo todo o corpo doer e a vista falhar, olhou em volta, notando que estava só, exceto pela presença do general demônio, que tinha desmontado do cavalo incomum. Tudo que distinguiu foi um vulto se aproximando em sua direção, alto, magro, sem poder ver mais detalhes.

Roxas caiu de joelhos. Suas pernas tremiam e já não suportavam seu peso. Seu olhar, embora debilitado, estava cravado na figura que se aproximava, e sua mão continuava segurando a espada com força. Claro que não conseguiria vencer se lutassem, mas não se entregaria tão facilmente.

O cavalo de fogo relinchou e o vulto tirou seu elmo, já próximo o bastante para que Roxas visse que sua armadura era de um vermelho cor de sangue, com alguns detalhes em preto. Com certeza era o demônio que matou Angelus.

Roxas tentou se levantar, mas voltou a cair humilhantemente, se apoiando na espada, agora cravada no chão. Tentou novamente, mas sentiu uma enorme fisgada de dor em seu peito, e sem pensar, levou a mão até o local de onde vinha a dor. Sentiu um buraco na armadura, que a atravessava e atingia a pele. Tocou o ferimento e quando voltou a ver mão, estava totalmente suja de sangue. Fora ferido mortalmente e não notara, empenhado somente em lutar, ignorando tudo e todos ao seu redor, até seu próprio corpo.

O gosto metálico do sangue veio a sua boca e o cuspiu para longe. O general agora estava a poucos passos de Roxas, olhando-o com um estranho olhar, não ameaçador ou assustador, mas algo mais... Terno, como se estivesse sentindo compaixão.

Não, impossível, demônios não sentem compaixão. Roxas olhou-o nos olhos durante alguns segundos, sentindo algo estranho em si. Baixou a cabeça, olhando para o chão, ficando vulnerável a qualquer ataque. Se o general quisesse atacá-lo, já teria feito. Então perdeu os sentidos, e a última coisa que sentiu antes de desmaiar não foi o toque frio e duro do chão, mas sim um toque quente, caloroso, acompanhado por um extremo sentimento de perigo. Sua consciência dizia que corria risco de vida, mas e daí? A sensação de viver no extremo era tão agradável...

Notas finais
Bem...Espero receber alguma reviews dizendo se tá legal,ótimo,marromeno,ruim ou uma droga.
Bejos e espero reviews (elas contribuem para minha auto-estima e são indispensáveis para minha saúde mental)
bjos!