Between Love And Hate.
42 Capitulo 42- Não desiste da gente.
Notas iniciais
**POV- Elena**
Acordei já indo direto para o banheiro vomitar. Talvez fosse aquela bebida do baile e isso automaticamente me lembrou do quanto que eu vomitei, fazendo consecutivamente eu vomitar mais ainda por lembrar do gosto ruim na boca.
—O que está acontecendo, amor? — Perguntou Damon entrando no banheiro apenas de cueca e segurando meu cabelo.
—Eu não sei. Acordei lembrando daquele drink e o enjoou bateu com tudo na garganta. -Eu disse me recompondo e limpando minha boca.
—Vamos ao médico. Agora. -Damon disse me ajudando a levantar e dando descarga ao mesmo tempo.
—Nem fodendo. Eu estou bem. É só a ressaca.
—Que ressaca sendo que a única coisa que você bebeu foi dois copinhos que você possivelmente gorfou 5 minutos depois. -Ele disse com ar de indignação.
—Que seja, não vou ao médico.
—Você vai nem que eu tenha que te amarrar. -Damon disse me olhando pelo reflexo do espelho enquanto eu escovava os dentes.
—Você pode até me amarrar, mas não para me levar ao médico. -Eu disse com uma tentativa de inocência no olhar me sentando em cima da pia.
—Tentador. -Ele disse se aproximando. -Porem só depois do médico. -Me deu um beijinho e saiu andando em direção ao seu quarto para se trocar.
—Tá. Mas preciso ir em casa me trocar. -Eu disse bufando e deitando na cama de novo.
Meu estomago estava um caos. Tinha a sensação de que ele iria explodir em mil pedacinhos a qualquer momento. Nem com tequila eu ferrava o estomago dessa maneira.
Descemos as escadas e parecia que a casa dos Salvatores tinha virado hotel. Ok, ela seria grande o suficiente para ser um hotel levando em consideração a quantidade de quartos que tinha, porem estava todos jogados no tapete e sofá da sala.
—Acho que aconteceu um PT em massa na formatura- sussurrei para Damon.
—Acho que a gente tinha que tirar uma foto- Damon respondeu já pegando o celular.
Jeremy estava dormindo com bigode desenhado no rosto enquanto abraçava o pé de Stefan que estava abraçando Caroline que estava literalmente chupando o dedo enquanto dormia. No sofá, tínhamos Tyler e Milla dormindo sentados no sofá e ambos estavam segurando _com muita força_ a mesma garrafa de vodka vazia.
Saímos de casa sem fazer barulho para não acordar os alcóolatras e fomos para minha casa. Cheguei lá e fui direto pro banho enquanto Damon estava jogado na minha cama fazendo sei lá o que.
Fiquei um tempo no banho e quando sai Damon estava cochilando e meu deus, como esse homem é maravilhoso. Deitei na cama um pouco e ele logo acordou.
—Vamos, vou te levar ao médico. — Damon disse insistente.
—Eu já estou bem, amor- menti. Eu estava um caco, porém o meu medo de médico era maior do que qualquer vontade de vomitar.
—Mentirosa. -Ele disse rindo e me beijando logo em seguida. -Mas vou ter que passar em casa antes pois esqueci minha blusa de frio e minha carteira.
Atlanta estava friozinho hoje. Um clima ótimo pra ficar em baixo das cobertas, não para ir a médico. Odeio médicos e sou daquelas que na hora de tomar uma injeção eu choro antes, durante e depois. O que? Sou medrosa mesmo.
Saímos de casa e voltamos a casa de Damon. Stefan e Caroline estavam acordados e apesar da cara de acabados pareciam bem.
—E aí, bitch? Melhorou? -Caroline perguntou vindo me abraçar.
—Opa. Já estou ótima. Porem Damon insiste em achar que devo ir ao médico- Eu disse revirando os olhos.
—Não é a primeira vez que você passa mal, Lena. -Stefan disse colocando café para todos. — Odeio dizer isso, mas acho que Damon tem razão.
—Vocês Salvatores são muitos preocupados. -Eu disse rindo.
—Se a gente se preocupa estamos errados, se não se preocupamos somos secos. Vai entender essas mulheres. -Stefan disse revirando os olhos.
—Drama king. -Eu disse rindo. -Mas e aí, o que aprontaram na festa ontem. -Perguntei bebendo café.
—Por que acha que aprontamos algo? -Caroline disse fingindo estar ofendida.
—Eu te conheço a tempo o suficiente na minha vida pra saber que você só dorme com maquiagem quando ou briga com o Stefan ou enche a cara igual uma filha da puta. -Eu disse rindo.
—Já disse que amo a sinceridade de Elena? -Stefan perguntou rindo.
—Eu não briguei com Ste...-Caroline começou a falar, mas foi interrompida.
—Na verdade ela brigou com uma garota que estava dando em cima de mim. -Stefan disse rindo.
—Brigou como assim? -Perguntei imaginando a cena.
—Não briguei coisíssima nenhuma, amor. Apenas coloquei ela no devido lugar dela. -Caroline disse fazendo aquela cara de anjo falsa.
—Derrubar uma taça de vinho inteira no cabelo loiro da garota não brigar né? -Stefan disse rindo.
—Com certeza não. Brigar e agredir verbalmente e fisicamente alguém. E eu jamais faria qualquer coisa do tipo. -Caroline disse se defendendo.
—Aham, eu lembro quando você não agrediu verbalmente e nem fisicamente aquela líder de torcida naquele campeonato. -Eu disse rindo.
—Ah, qual é. Aquela vadia merecia até mais. Ela me derrubou de propósito. -Caroline disse.
—Só porque sabia que você ia ganhar a medalha de melhor líder de torcida. -Eu lembrei.
—É. Perdi uma medalha por culpa daquela kenga. -Caroline refletiu.
—Como se você já não tivesse varias, né? — Stefan disse revirando os olhos.
—Preciso de uma medalha por ser a melhor namorada do mundo. -Ela disse olhando pra Stefan com um olhar dócil.
—Você já ganha um trofeuzão todo dia. -Stefan disse erguendo as sobrancelhas em um tom malicioso.
—Ok, depois dessa eu vou atrás de Damon e deixar vocês tomarem “café"-Eu disse fazendo aspas com o café e fui subindo as escadas em direção ao quarto de Damon.
“Eu não quero saber. Não vou contar a ela e você também não, senão eu juro que acabo com você.” Damon berrava ao telefone com alguém. “Foda-se. Foi idiotice e eu não vou acabar com meu relacionamento com Elena por conta de uma merda dessas.”
—De que porra você está falando?!- Abri a porta com tudo gritando.
—Elena. -Damon disse suspirando assustado. -Não é nada do que você está pensando.
—Então me explica que merda está acontecendo por que eu não to conseguindo pensar em porcaria nenhuma. -Eu disse berrando.
—Isso não importa mais. -Damon disse vindo em minha direção. -Não precisamos falar sobre isso pois já passou e eu mudei totalmente.
—Se você mudou totalmente por que não me fala que merda você fez que eu não te perdoaria? -Perguntei já emputecida. Algo me dizia que eu não gostaria dessa conversa.
—Porque não vem ao caso e não é importante.
—A partir do momento em que você está gritando com alguém ao telefone é importante, Damon! -eu gritei. -Então ou você me conta agora o que aconteceu, ou você esquece que eu existo.
—Foi uma aposta. -Damon disse sentando na beira da cama com um ar de derrota.
—O que foi uma aposta? -Perguntei já com os olhos cheio de lagrimas.
—O começo da nossa relação. -Damon disse sem conseguir me olhar nos olhos. -Apostei que conseguia transar com você de primeira se ficássemos trancados naquela escola. -Ele finalmente me olhou nos olhos e levantou. — Mas Elena... — Dei um tapa em seu rosto o fazendo parar de falar.
—Esquece que eu existo. -Eu sussurrei e sai andando do quarto. Lagrimas escorriam pelo meu rosto e eu não conseguia acreditar no que tinha acabado de ouvir. O caos que meu estomago estava só piorou e eu sentia que iria vomitar a qualquer hora então a única coisa que eu queria era sair daquela casa, entrar no meu quarto e não sair de lá nunca mais.
—Elena, era pra ter sido assim só que não foi. — Damon disse vindo atrás de mim pisando forte se explicando. -Aquele dia foi perfeito e foi tudo real, tudo que eu disse foi real. Não desiste da gente assim. Foi um erro, tanto que no dia seguinte... -Eu o interrompi.
—Damon, eu não quero saber. Não quero saber o que aconteceu. Não quero saber o que você sentiu. Não quero saber o que você fez depois. -Eu disse berrando e percebi que todos na sala tinham acordado e estavam olhando na nossa cara, inclusive Caroline que olhava indignada tentando captar as coisas no ar então resolvi abaixar o tom de voz. -A única coisa que eu sei, é que eu não quero mais olhar na sua cara e quero que você esqueça que eu existo. -Eu disse tirando o anel que era da avó dele e ele havia me dado e jogando nele. -Eu tenho nojo de você. -Sussurrei saindo.
—Elena, que merda. Não faz assim. -Ouvi Damon vindo atrás de mim pelo jardim. Eu andava rápido. Meus passos eram pesados e emanavam raiva e dor. Não conseguia raciocinar e nem pensar em nada. -ELENA, NÃO! -Ouvi Damon gritar e um barulho imenso de freio de carro. Então tudo ficou escuro.
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