Between Love And Hate
2 What Ever Happened?
Notas iniciais
capítulo gigante -.-""
Peguei no sono quando já havia amanhecido, e não adiantou nada. Só piorou. Acordei com mamãe me chamando. Me troquei e olhei no espelho: estava um caco. Minhas olheiras tinham aumentado um bocado e estava mais pálido do que o normal. Legal, lá vai todo mundo me bombardear de perguntas. Desci e sentei á mesa. Não olhei pra ninguém, simplesmente me servi de cereal e comi em silêncio. Acabei de comer, saí da cozinha...milagre! Ninguém falou nada! Devem ter percebido que não estou com vontade de falar hoje. Peguei meu material e fui andando o mais depressa que pude. Antes que meu irmão pudesse me alcançar. Em vão, pois as pernas de Mikey são enormes de ele anda incrivelmente rápido. -Hey, Gee! — ele vinha com o possuido do Frank. Com aquele mesmo sorrisinho tímido e falso de sempre, son of a bitch. Como eu o detesto. Tive que esperar pra não ficar muito na cara. Afinal, o Mikey poderia ser ingênuo o quanto ele queria, mas o Frank não era e eu sabia que não. -Oi. — Ele disse sorrindo. Um sorriso mais feliz que o normal, eu diria. Já que ele sempre me lançava sorrisos amarelos e sem emoção, esse estava até bem alegrinho. Deve ser pelo fato dele quase ter estuprado meu irmão. Okay, não chega a tanto. Eu, em resposta, resmunguei como sempre, mas minha vontade era avançar nele e chutar seu saco até cair. Mikey pelo menos não expressava nenhuma emoção. Bem, geralmente ele ia o caminho inteiro murmurando fórmulas de química, mas hoje ele estava anormalmente quieto. Fomos o resto do caminho em silêncio e na escola nos separamos. As aulas se arrastaram mais do que o normal. Como sempre, eu fiquei desenhando em todas as aulas. Os professores nem se preocupavam mais em chamar minha atenção, então pelo menos eu tenho um pouco de sossego. Menos, é claro, quando os malditos "populares" estavam afim de tirar uma com a minha cara. Mas nessas horas eu simplesmente ligo meu disman com Iron no último e pronto. Hora do almoço. Eu sempre sento com o Mikey e o Ray, um amigo nosso, numa mesa isolada. Se bem que ninguém queria sentar com a gente mesmo. Infelizmente de uns dias pra cá o Frank sentava junto com a gente. Que saco. E depois o Mikey ainda fala que eu vou perder a voz por falta de uso. Mas quem é que tem vontade de falar com esse idiota por perto? Percebi que meu irmão lançava olhares furtivos pra mim enquando comíamos. O que ele quer? Anunciar seu noivado com Iero? Larguei a comida que já estava fria e voltei sozinho para a classe. Na hora da saída eu tentei novamente sair correndo para Mikey não me alcançar, mas foi outra tentativa frustrada. Mas pelo menos ele estava sozinho. -Oi Gee. Eu resmunguei. -Aconteceu alguma coisa? -Não. -Okay. -e o silêncio caiu sobre nós. Depois de um tempo... -Mikey. -Hum? -Você tá saindo com o Frank? Ele se assustou com a minha pergunta. Enrolou um pouco e respondeu. -A gente é só amigo, Gerard. -Sei...... É claro que eu não ia falar que tava ouvindo os dois atrás da porta. -De onde você tirou essa idéia? -Vocês são muito grudados. Só isso. -Você não gosta dele, né? -Hã....não. Ele deu uma risadinha sarcástica. Será que ele sabia?? Não, é impossível. Eu sou um ator! -Mikey... -Sim? -Você gosta mesmo dele? -Ainda não sei. Acho que só estamos confundindo os sentimentos sabe...como você disse, nós somos muito grudados. -Ahn... E ficamos em silêncio até chegar em casa. Quando chegamos, minha mãe já veio falando da habitual bagunça do meu quarto, porque eu tinha que aprender com o Mikey, que ele era extremamente organizado e eu não. Eu sempre chegava da escola, abria a porta com um empurrão, o que me rendia até o fim do dia as reclamações da minha mãe pela minha falta de educação, em seguida eu jogava minha mochila em um canto qualquer da casa, subia para o meu quarto já me despindo, pra quando eu chegar no quarto nu poder ir direto pra ducha tomar meu banho quente. O que rendia mais reclamações; no meu quarto, não se podia ver a cor do chão entre lixo, folhas de desenhos, roupas, entre outras coisas. Sempre que Mikey entra ele bate na porta, mas nesse dia foi bem diferente. Eu tenho o costume de encostar a porta do meu quarto e deixar o do banheiro escancarado, porque quando eu saio do banho eu gosto de sentir um friozinho, pra dar um choque térmico. Eu terminava de tirar os restos de sabonete do meu corpo, lenvatei a cabeça pra água vir de encontro ao meu rosto, e virei o registro. Afastei o vidro do boxe quando eu vejo Mikey, me olhando vidrado. Eu dei um sorriso bem amarelo pra ele, literalmente (vide todas as caixas de cigarro no chão). Ele me olhou envergonhado por uns minutos, e depois me perguntou timidamente:
-Ahn... você viu meu cd do Misfits? -Claro que não, tem uma semana que eu não acho nada nesse quarto. Ele riu. Filho da puta, não sabia como me fazia mal aquele sorriso. Ainda mais quando ele andava com a bicha alegre do Frank. E foi nesse exato momento que o maldito adentrou meu quarto, falando alto e se requebrando, bem gay. -Hey Mii! Ow... — disse ele olhando pra mim — vocês ficam nus um perto do outro? -Tá com medo que ele me estupre, Frank? — eu disse com um olhar assassino. -Claro que não. — ele avançava rapidamente pra cima de mim. — ele sabe diferenciar filé de lixo. -Não parece, porque ele vive no latão, e não é a minha casa. -Tá me chamando de lixo? -Se a carapuça serve... -Olha aqui — ele me empurrou e começou a alterar seu tom de voz. Dava pra ver todas suas veias do pescoço pulsando freneticamante. — Sendo eu ou você o lixo, ele sabe quem escolher. — e me deu uma olhada superior, bem fresca, sendo que agora eu estava um pouco mais afastado devido ao empurrão que ele me deu. Num impulso, eu arrastei levemente meu pé ao encontro do de Frank, fazendo com que ele caisse de queixo no chão, já que este tinha virado para olhar Mikey. O que me deu mais raiva foi que ele fazia suas escrotisses e olhava para ver se a atenção de Mikey estava voltada pra ele. Com o mesmo pé chutei sua cabeça e impiedosamente pisei na mesma, como se fosse um verme, fazerndo o nariz dele sangrar descontroladamente. Eu passei a mão no rosto para tirar o cabelo que caía, e olhei para porta, no lugar onde se encontrava Mikey a segundos atrás. Procurei com os olhos rapidamente quando senti uma mão em no meu cabelo me puxando para baixo, fazendo com que eu caísse de joelhos e sentisse uma indescritível dor com a joelhada que ele me deu, seguido por mais um puxão de cabelo que Frank dava e um soco demasiado forte em minha boca, que inchou na hora. Eu quase chorava de dor, mas claro que não daria essa alegria a ele. Me deu mais um soco no olho e ele revidou com um chute no saco, numa sequência muito rápida; finalmente, quando eu estava controlando a situação, chega Mikey com meu pai correndo, para ajudar a aparar a briga. Shit! Mikey como não tinha força pra segurar Frank, o segurava e falava em seu ouvido, de modo que ele se tranquilzava. E porque logo o meu pai veio me segurar? Eu poderia ter ficado no lugar de Frank essa hora. Eu continuava me mexendo, ainda nú, tentando bater em Frank. Meu pai pegou uma toalha e mandou eu me enrolar, enquanto Mikey e Frank saíram do meu quarto. E eu juro que pude ver mãos dadas.
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