Between Heaven and Hell
4 Interrogation
P.O.V Dean’s
— O QUE? – dissemos em um uníssono.
— Não preciso repetir tudo, preciso? – ironizou Hadeel.
— Você está brincando comigo, Crowley tem uma família inteira de capetinhas? – eu disse.
— Bom, ele só tem a mim – continuou Hadeel pensativa – eu acho.
— Ok, e o resto? – disse Sam.
— Que resto? – disse Hadeel.
— O que você e.... seu pai estão planejando?
— Eu não sou obrigada a te contar nada, Alce – sorriu.
— Maravilha – eu disse e Sam suspirou – Agora como vamos impedir algo que não sabemos?
— Nós continuamos amanhã, onde deixaremos ela?
— Que tal no hospício? – sugeri.
— Não é uma má ideia, mas não podemos deixar ela sozinha, é capaz de Crowley mandar alguém para resgata-la.
— Eu não vou dormir com essa... coisa olhando para mim – disse apontando para Hadeel.
— Também não estou afim de ter pesadelos com sua cara feia – disse Hadeel.
— Ei!
— Calem a boca vocês dois – disse Sam – deixaremos ela no banheiro.
— Ótimo, não vou poder fazer minhas necessidades em paz – eu resmunguei, mas Sam foi levando Hadeel no banheiro me ignorando, não estou mais aguentando ficar com essa diabinha em todo lugar, não vejo a hora em que simplesmente iremos matá-la e seguir em frente com o caso. Depois de prendermos Hadeel no banheiro e, finalmente, amarrar sua boca fomos dormir. Afinal, temos um dia cheio de torturas amanhã.
* * *
P.O.V. Phoebe’s
Eu estava sonhando, disso eu tinha certeza, mas parecia tão real... Eu estava em uma floresta, formada por árvores grandes que suas copas se cruzavam no topo, o cheiro de natureza preenchia meus pulmões e o vento batia levemente em meu rosto fazendo meus cabelos voarem. Eu conhecia essa floresta, ficava atrás de minha antiga casa, que eu morava com meus pais na época. Não dava para enxergar o céu completamente, mas estava escurecendo e eu sabia que deveria voltar para casa, o problema é que eu não estava achando o caminho, eu não poderia estar mais perdida. Comecei a gritar por ajuda, mas ninguém me ouvia, eu sentei em baixo de uma arvore e abracei meus joelhos. A única coisa que eu fiz foi chorar, aquilo me trazia lembranças ruins.
— Patinha? – uma voz ressoou pela floresta.
Só uma pessoa me chamava assim. Levantei rapidamente e corri em direção da voz, mas não achei nada, olhei para todos os lados no escuro, não consegui enxergar ninguém. Deve ser apenas imaginação minha.
— Patinha, sou eu – disse a voz, parecia estar mais próxima.
Virei para trás e consegui distinguir uma sombra, estava a uns dois metros de mim. Não pensei duas vezes e corri em direção à pessoa enquanto essa abria os braços.
— Papai – gritei.
Acordei ofegante, passei as mãos em meus olhos para limpar as lagrimas que escorriam pela minha bochecha. Não sei por que eu corri, era obvio que aquilo era apenas um sonho, talvez fosse a mera ilusão de realidade. Levantei e coloquei uma roupa simples, eu iria treinar um pouco, pelo jeito estou fora de forma. Após estar pronta me dirigi para trás do motel, onde tinha algumas árvores para servir de alvo.
Comecei com arremessos de faca, ainda bem que estava treinando, pois errei metade dos alvos. Depois de um tempo treinando já acertava todos, então fui treinar um pouco com o arco e flecha. Disparei flechas enquanto estava andando e depois quando estava correndo, acertei todos os alvos. A única coisa que eu ainda estava horrível era luta, comecei a atingir a árvore com alguns golpes, mesmo sabendo que isso não adiantaria muito.
— Não sabia que você odiava tanto a natureza para começar espanca-la – disse uma voz atrás de mim.
Virei-me para ver quem era e lá estava Dean encostado em uma árvore, vestindo uma camiseta preta e jeans, me observando com um meio sorriso nos lábios.
— Há quanto tempo está ai? – disse enquanto prendia meus cabelos.
— Tempo suficiente para saber que você é horrível em luta – disse Dean rindo.
— Ei, eu não sou tão ruim assim – eu disse me defendendo.
— Sim, você é – continuou Dean enquanto se desencostava da árvore.
— Ok, lute comigo então – disse o desafiando – se eu ganhar vou provar que você estava errado.
— Eu não vou lutar contra você.
— Oque? Tem medo de perder para uma garota?
— Ok, já que você insiste, mas você não irá ganhar de mim.
— É oque vamos ver Winchester – disse enquanto ficava em posição.
Dean começou com um soco de direita, eu apenas desviei pegando seu braço e puxando para trás de mim, ele tentou outro soco mas desviei também.
— Vamos lá! Você vai apenas desviar? Pensei que fosse lutasse mais que isso.
— E luto – nesse momento de sua distração eu lhe acertei um soco no queixo, deixando-o tonto, e o empurrei com o pé fazendo com que caísse no chão.
— Isso tudo o que você tem? – disse debochando enquanto se levantava – seus pais não te ensinaram a dar uma surra em alguém? Eles ficariam desapontados.
“Pais”, ele diz como se eu tive uma infância agradável com meus pais, tendo pelo menos algumas memorias boas antes que tudo se virasse de ponta cabeça e eu virasse caçadora. Eu realmente fiquei com raiva de Dean, ele não sabia nada sobre mim e nem sobre meus pais, sei que seu passado também não foi nada agradável, mas não gostava de falar sobre meus pais muitos menos que falassem mal deles, mesmo que sem querer.
— Não precisaram disso – dei um soco em seu rosto com toda a minha força depois dei duas joelhadas em sua barriga e o empurrei para o chão – nunca mais fale dos meus pais.
Sai andando em direção ao hotel, sei que fui muito rude, mas era meu jeito. Me irrito fácil e simplesmente aquele não era o melhor dia para falar da minha família.
— Phoebe! – gritou Dean vindo atrás de mim – ei espera
Eu apenas continuei andando, mas Dean segurou meu braço me impedindo de continuar.
— Me solta, Dean – disse sem olhar em seus olhos.
— Me desculpa, Phoebs – disse Dean me virando de frente para ele com as mãos em meus ombros – não quis ofender sua família.
Apenas continuei calada.
— Olhe para mim, Phoebe – disse pondo a mão em meu queixo e levantando minha cabeça suavemente me fazendo olhar em seus olhos verdes – eu realmente sinto muito.
— Está tudo bem, Dean – disse colocando minha mão sobre a sua, que agora estava em minha bochecha – Eu só não gosto de falar sobre eles.
— Ok, eu entendo – disse olhando no fundo dos meus olhos, como se pudesse olhar no fundo de minha alma, saber tudo pelo o que passei e quem realmente sou – mas se quiser falar, estou aqui.
Continuei olhando em seus olhos por mais um tempo, mesmo conhecendo Dean apenas duas semanas sentia que conhecia a anos. Ele parecia me entender perfeitamente e saber como me acalmar, e eu simplesmente não sabia se isso era bom ou ruim.
— Obrigada, Dean – disse me afastando.
— De nada – disse colocando as mãos nos bolsos.
— Oi – falou uma voz atrás de nós, me fazendo me sobressaltar.
— Ahh, oi Cas – eu disse colocando meu cabelo atrás da orelha envergonhada.
— Eai Cas – disse Dean.
— Então, já conseguiram as informações dela? – disse Cas se referindo a Hadeel.
— Não, vamos começar agora – disse Dean.
— Mas já? – resmunguei – eu queria comer alguma coisa antes, estou morrendo de fome.
— Phoebe Halloway, sempre a faminta – disse uma voz masculina atrás de mim, eu conhecia essa voz.
— Isaac? – sorri ao ver a pessoa loira de olhos azuis em minha frente, não perdi tempo e o abracei e ele retribuiu me apertando.
— Ei, só ele merece um abraço? – me virei e dei de cara com a garota, também loira de olhos azuis, de que tanto senti falta.
— Claro que não vem cá – disse abrindo os braços e ela me abraçou.
Ouvi um pigarreio, esqueci que Dean e Castiel estavam comigo
— Desculpe, gente esses são Dean Winchester e Castiel – fiz uma pausa e apontei paro os dois loiros — esses são os gêmeos Isaac e Blair Bennett.
— Prazer – disse Dean enquanto apertava a mão deles, Castiel apenas ficou parado.
— O prazer é todo meu – disse Blair e então colocou as mãos na cintura e fez seu olhar questionador – Porque não me contou que estava namorando Dean Winchester, Phoebe?
Senti minhas bochechas esquentarem, era só o que me faltava, as acusações de Blair.
— Ele não é meu namorado Blair – disse impaciente desviando o olhar, enquanto Dean ria.
— Isso foi escolha dela, não minha – disse Dean irônico, apenas lancei um olhar matador em sua direção e ele levantou as duas mãos se dizendo inocente. Não era hora para suas brincadeiras sem graça.
— Hm, sei – disse Blair revirando os olhos – Mas e você quietinho? Também é caçador?
— Eu sou um anjo do Senhor – Cas se pronunciou.
Blair olhou para mim achando graça, eu apenas balancei a cabeça positivamente indicando que era verdade, e ela pronunciou um “uau” sem emitir som.
— Mas – pigarreei – oque fazem aqui?
— Acabamos de nos hospedar no hotel – disse Isaac – viemos por causa do caso de Dallas e vocês?
— Também – dissemos eu e Dean em um uníssono.
— Eu vi seu carro lá fora, mas pensei que você nunca bateria ele – disse Isaac.
— Não fui eu que bati meu carro – disse fuzilando Dean com o olhar e ele simplesmente ignorou.
— Depois eu dou um jeito nisso para você.
— Obrigada, Isaac, já disse que senti a falta de vocês? — disse sorrindo e o abraçando de lado.
— Aham – Isaac deu uma leve tossida e resmungou – interesseira
— Ei – disse rindo e batendo de leve em seu braço – estou brincando.
— Então, como vocês se conhecem? — disse Dean.
— Quando eu era pequena, tive que ir morar com a minha tia que era caçadora quando meus pais... morreram e eles eram meus vizinhos – respondi.
— E vocês também são caçadores?
— Sim, sabe como é, o negócio da família – disse Isaac.
— É, eu sei bem – disse Dean.
—Então Phoebe, você não viu o Sawyer por ai, viu? — disse Blair.
Meu coração disparou ao ouvir seu nome novamente.
— Não, por quê? — por favor, que ele não esteja em Texas também.
— Ele disse que viria dar uma olhada no caso também – ótimo, era o que eu estava precisando, mais lembranças. Tudo estava voltando em um turbilhão só.
— Ele continua caçando então – disse cabisbaixa.
— Você sabe que é isso que ele gosta de fazer – disse Blair
— Eu sei, mas é que...
— Quem é Sawyer? – perguntou Dean.
— Ninguém – eu disse abaixando o olhar e cruzando os braços.
— Nosso primo – respondeu Blair sorrindo e pegando no meu braço – e ex namorado da Phoebe aqui.
— Cala a boca, Bennett – disse indo em direção ao quarto – você sabe que não é bem assim.
— Ok ok, não fique brava, mas enfim avise se ele der notícias – continuou Blair me impedindo de continuar a andar – precisamos falar com ele.
— Eu aviso – disse suspirando
— Vejo você depois – disse Isaac beijando minha testa.
— Vê se não some – disse Blair enquanto me abraçava.
— Pode deixar – disse sorrindo fracamente.
Eles se dirigiram para o estacionamento do hotel. Os gêmeos eram bem parecidos, se prestar bem atenção dava para perceber que além da cor dos olhos e os cabelos, o formato do rosto também é igual. As únicas diferenças seriam a altura, Isaac é mais alto, e a tamanho do cabelo obviamente, o cabelo completamente liso de Blair vai até seu quadril e de Isaac era curto com um arrepiado bagunçado.
— Ei, você está bem? – disse Dean ao meu lado.
— Sim, porque não estaria? – disse indo na frente.
— Ah, não sei, talvez essa história de esse tal de Sawyer estar no Texas – Ele consegue tocar nos assuntos mais delicados sempre, aqueles que eu não gosto de falar e tenho que disfarçar.
— Eu não sei do que você está falando – disse enquanto entrava no quarto deles.
— O que o Dean está querendo dizer é que ele está com... – Castiel ia continuar, mas foi interrompido por Dean.
— Cale a boca, Cas.
Assim que entrei no quarto encontrei Sam vidrado no computador, como sempre, as camas bagunçadas e do banheiro trancado saia uma voz feminina abafada. Hadeel é claro, está na hora de descobrir o que ela esconde.
— Bom dia, Sam.
— Bom dia – respondeu Sam sem tirar os olhos do computador — oi Cas
— Oi – disse Castiel distraído – que som é esse?
— Hadeel que não cala a boca, mesmo com mordaça.
— Traz ela aqui, temos que saber o mais rápido possível o que fazer.
— Ok – disse Sam enquanto se levantava e ia até o banheiro, saindo alguns segundos depois arrastando a cadeira na qual Hadeel estava acorrentada. Dean foi até ela e retirou a mordaça, enquanto Sam pegava algumas armas.
— Anjinho! – exclamou Hadeel – senti sua falta, você não veio me visitar mais.
— Eu... tinha coisas para resolver.
— Ah, vocês anjos, sempre enigmáticos – revirou os olhos e sorriu – gosto disso.
— Ok diabinha, nos conte tudo o que você sabe – interrompeu Dean.
— Ou o que? – riu – se fosse me matar, já teriam feito.
— Não tenha tanta certeza que disso – eu disse. Ela sorriu e continuou
— Menos você é claro, eu realmente não sei o que você está fazendo aqui ainda.
— Posso dizer o mesmo de você – disse cruzando os braços.
— Sério, que utilidade você teria em um caso? Ainda mais nesse caso tão complicado, eu soube que você não é muito boa em trabalhar em equipe – sorriu maleficamente – alguém sempre sai gravemente ferido, coitados.
Um arrepio subiu pela minha espinha, o que ela estava contando, ou melhor, o que estava prestes a contar era algo impossível de ela saber. Apenas eu, os gêmeos e, bem, o Sawyer sabem que ela tem razão. Se aproximar de mim é um erro.
— Do que ela está falando Phoebe? – disse Sam caminhando em minha direção enquanto o Dean me olhava confuso e Castiel olhava para o nada, pensando.
— Oh pobrezinhos dos Winchesters, já sofreram tanto – continuou Hadeel – E agora que tem uma amiguinha nova, descobrem que ela não é boa companhia. Bom, pelo menos dessa vez quem vai morrer não é seus amigos, mas vocês mesmos.
— Porque você não cala a boca vadia? – disse Dean. Eu estava atônita, não sabia o que dizer.
— Phoebe Hallowey – ignorou Hadeel – a causadora de problemas, tão inútil quanto ao pai, deve ser de família.
Foi nessa hora que eu reagi, como ela conhecia meu pai? Peguei a faca que estava no meu bolso enquanto caminhava firmemente até Hadeel. Puxei seu cabelo para trás e coloquei a faca em seu pescoço, encostando sem cortar.
— O que você sabe sobre meu pai? – disse entredentes.
— Phoebe... – começou Dean.
— Eu... – Hadeel fez uma expressão de culpa, como se não quisesse ter dito aquilo.
— DIGA – disse enfiando a faca em sua perna e pegando a faca celestial que estava na mesa – o que você sabe sobre meu pai?
— Eu não sei nada sobre ele – disse Hadeel, engolindo em seco.
— NÃO MINTA PRA MIM – gritei enfiando a faca cada vez mais em sua barriga enquanto saia sangue de sua boca.
— Você irá mata-la – alertou Castiel.
— Ótimo – disse enfiando ainda mais.
— Phoebe para, não podemos – disse Dean me segurando por trás e puxando para longe de Hadeel.
— NÃO, ME SOLTA – eu gritei esperneando e tentando me soltar dos braços de Dean em minha volta.
— Tente acalma-la – disse Sam indo até Cas que começava a curar Hadeel.
P.O.V Dean’s
Arrastei Phoebe até o corredor, que não parava de gritar pedindo para solta-la ou ia “meter uma bala no meio do meu crânio”, muito gentil. Após chegarmos ao corredor e soltar Phoebe, ela tentou passar por mim, mas eu continuei bloqueando a porta enquanto ela me fuzilava com seus olhos castanhos, não que seu olhar não desse medo, por que dá, mas não podia deixar ela matar Hadeel, pelo menos por enquanto.
— Sai da minha frente Dean – disse Phoebe ainda tentando passar.
— Não – ela apenas resmungou e se sentou no chão.
Eu me encostei na porta e fiquei observando-a, ela suavizou o rosto e encostou sua cabeça nos joelhos olhando para a parede. Ela era tão misteriosa, ao mesmo tempo que parecia feliz também tinha magoa, ela não demonstrava, mas eu consigo perceber um pedaço dela quebrado que eu, de algum jeito, queria poder consertar. Suspirei, sentei ao seu lado e decidi perguntar o que me incomodava tanto.
— Por que você é assim? – Perguntei de uma vez.
— Assim como? – Ela me olhou confusa.
— Eu não sei, cheia de segredos.
— Eu não sou assim – respondeu Phoebe desviando o olhar.
— Sim você é, tem coisas no seu passado que estão te afetando agora. Não sei o que é, tem esse tal de Sawyer, os gêmeos... mas principalmente com sua família. Você nunca falou dela, porque?
Sua expressão congelou por um momento e engoliu em seco. Eu não queria força-la a dizer nada, até porque eu nem a conhecia só estamos trabalhando em um caso, então permaneci quieto. Ela abriu a boca para falar, mas foi interrompida quando Sam abriu a porta do quarto.
— Dean, uma ajudinha aqui?
— O que foi? – Perguntei.
— Precisamos tortura-la, ela não irá falar o que precisamos por vontade própria.
— Ok, estou indo – disse me levantando enquanto Sam voltava para o quarto, olhei para Phoebe e percebi que estava na mesma posição, encolhida, abraçando os joelhos e olhando a parede – você vem?
Ela apenas assentiu com a cabeça e eu ofereci minha mão para ajudá-la a levantar, depois seguimos para o quarto.
— Ok vamos acabar logo com isso – eu disse entrando no quarto e pegando minha faca.
— Ué, a princesinha mimada já voltou? – disse Hadeel se dirigindo a Phoebe que apenas ignorou.
— Acho que já chega de falar porcaria por hoje né doçura? – disse me abaixando na sua frente – acho que já está na hora de falar algo útil.
— Você não vai me obrigar a nada.
— Ah eu vou sim – disse mostrando a faca.
— Hm, acho que não vai rolar, mas,,, acho que podemos negociar.
— Negociar o que?
— Bom, se você me torturar eu não falarei nada, mas se o anjinho gostoso ali torturar eu posso até dizer alguma coisa.
— Você só pode estar de brincadeira.
— Nunca falei tão sério – disse Hadeel sorrindo.
— Ok, vem cá Cas, acabe logo com isso – disse entregando a faca para Cas.
Castiel pegou a faca e ficou na frente de Hadeel enquanto ela sorria maliciosamente.
— Você disse que era filha do Crowley, o que isso quer dizer? – perguntou Castiel mas ela continuou apenas sorrindo. Castiel passou a faca lentamente em sua bochecha fazendo um corte por toda a extensão — Me responda!
— Você vai precisar mais que isso para me fazer falar – nesse exato momento Cas deu um soco em sua barriga fazendo Hadeel se curvar e cuspir sangue – Ora, não foi tão difícil foi?
— Por que não ateamos fogo nela? Assim vai falar mais rápido – disse Phoebe encostada na parede de braços cruzados.
— Não é uma má ideia – eu disse.
— Apenas, continue Cas – se manifestou Sam.
Cas começou a cortar o pescoço de Hadeel enquanto o sangue escorria pela sua blusa.
— Me responda.
— Só porque é você anjinho – mesmo com dor ela disfarçava – ele não é realmente meu pai seus idiotas, ele me criou.
— Então quem é seu pai? – perguntou Phoebe.
— Eu não sei – disse respondeu Hadeel olhando para o chão.
— E sua mãe é Lilith?
— É o que me dizem... ela não era muito presente e depois esses dois idiotas a mataram – disse Hadeel olhando para Sam e Dean.
— E você? Oque você é? – perguntou Castiel e Hadeel começou a rir.
— Vocês são tão lerdos — continuou rindo e Castiel deu um soco em seu rosto que fez abrir um corte no lábio de Hadeel – violento... gostei.
— Para de vadiagem e responde logo a pergunta – disse Phoebe impaciente se jogando na cama.
— Pode ser dizer que sou que nem o Sam – todos voltaram o olhar para ele, que parecia chocado – só que mais evoluída e menos frágil.
— Como assim? – eu disse.
— Bom, eu não sou um fruto de um experimento, não preciso de sangue para ativar meus poderes, apenas melhorar, e mais umas coisas ai que vocês não precisam saber.
— O que? – disse Castiel.
— Nada demais, só que eu tenho mais poderes que ele tinha.
— E o massacre? O que querem com isso? – perguntou Castiel e Hadeel começou a rir, essa garota parecia uma hiena de tanto que ria, Castiel enfiou a faca em uma de suas pernas que fez ela berrar – Apenas me responda!
— Você é muito fofo bravo – respondeu Hadeel. Castiel deu outro soco em sua barriga e com a outra faca cortou lentamente mais uma parte do pescoço – continua que está ficando bom anjinho.
Com raiva, Cas enfia a faca na sua mão, pega outra e põe em seu pescoço.
— Ou você me responde ou eu te mato agora mesmo – disse próximo de Hadeel – arranjo outro jeito de descobrir o que está acontecendo, você não é a última opção.
Hadeel engoliu em seco e suspira olhando para o chão.
— Para o que mais serviria esse massacre? É obvio que é um ritual.
— Ritual para o que?
— Para concertar o que vocês caçadores fizeram – disse Hadeel brava.
— O que você quer dizer? – Perguntou Sam.
— Todo esse ritual, as mortes, os pontos, fazem parte do plano do rei do inferno – continuou Hadeel – irá abrir para sempre os portões do inferno.
— Mas para abrir não precisariam da tábua dos demônios? – Eu disse.
— Porque não só para isso, meu inocente Dean – sorriu – serve também para trazermos nossos entes queridos de volta.
— O que isso quer dizer? – Disse Castiel.
— Isso quer dizer que todos os demônios que você, a princesinha e seus dois umpa lumpas mataram irão voltar. Azazel, Abaddon, Lilith e seus piores pesadelos voltarão para se vingar e nós iremos tomar seu lindo mundinho.
Ficamos em silêncio, o caso envolvia perder tudo que já fizemos e inclusive o mundo, o pior caso do mundo começa agora.
— E porque está nos contando tudo isso? – Questionou Phoebe.
— Porque eu vou matar todos vocês – dito isso Hadeel abriu as duas mãos e as correntes e cada faca que estava nela foram jogadas para os lados.
Nos posicionamos para lutar, corri até ela, mas com um simples movimento de mão eu e Sam fomos jogados na parede, sobrando Castiel e Phoebe. Cas tira sua faca da manga do sobretudo enquanto Phoebe pega uma de sua bota e sai correndo em direção de Hadeel que estava com os olhos brancos.
Eu e Sam nos levantamos, pegamos nossas armas e começamos a atirar, mas antes que cheguem em Hadeel as balas simplesmente param e explodem. Phoebe desvia rolando no chão, consegue chegar em Hadeel e salta sobre ela. Castiel se recupera da explosão e corre atrás de Phoebe que tem suas mãos em volta do pescoço de Hadeel, ela parecia não saber o que fazer exatamente, mas por um momento seus olhos se arregalaram e pareceram brilhar, foi então que ela fechou os olhos como se estivesse se concentrando pouco segundos depois aquele brilho azul começou a se irradiar de suas mãos. Castiel parou no mesmo segundo para observar o que vinha a seguir e eu e Sam continuamos parados. Enquanto a luz crescia mais e mais, quase nos impedindo de enxergar, Hadeel arregalou os olhos de medo e virou, literalmente, uma fumaça branca e saiu pela janela, fazendo-a quebrar.
— Phoebe? – perguntei hesitante. Phoebe continuou a olhar para suas mãos que tremiam e de repente...
Ela desmaiou.
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