Between Heaven Hell
11 Capítulo Dez
Notas iniciais
O.V JIN
Descobrimos informações sobre nosso inimigo, um espírito chamado Fênix. Ele consumia o coração de seus inimigos carbonizando-os ainda dentro do corpo do individuo, isso lhe dava a energia vital da vitima.
– Alguma informação a mais? – Indago a ela.
Estamos no carro nos vestindo para pegar o tal espírito. Fizemos um mapa de onde ele mais tem atuado e fizemos meio que uma previsão do próximo ataque, nada cem por cento, mas é o que temos para agora.
– Eles agem sete dias por ano, ou seja temos apenas hoje e amanha. Depois disso só se esperarmos mais um ano – ela fala de olho em um livro velho.
– Descobriu como mata-lo?
– Má noticia. Não tem como matar esse tipo de espírito. Fênix lembra? Renasce das cinzas.
– Legal – ironizo. – Um espírito que mata pessoas durante uma semana todos os anos e não tem como matar – abaixo a cabeça tentando não me irritar com a situação.
– Podemos prede-lo – ela fala também pensativa. – Qualquer vaso que tenha o símbolo de um pentagrama.
– Onde diabos vamos achar isso?
– Compramos amanhã em qualquer lojinha e eu desenho. A precisa ter tampa, mas isso é simples.
– Acho que não temos escolha – falo derrotado.
Antes de voltar para o quarto passamos numa lanchonete o comemos umas besteiras e aproveitamos levamos algo caso desse fome a noite.
São onze e meia e estamos no hotel. Lyn está ao telefone com Thiago. Preciso falar com ela o que aconteceu, quando eu fui livrar Thiago do demônio, quando eu quase morri e vi a mamãe, do meu provável futuro no inferno.
Algumas pessoas podem decidir seu caminho, sabe? Ser normal, ir à igreja, jantar com a família reunida. As pessoas podem seguir uma vida religiosa instável e ter seu lugar no seu reservado. Agora eu, oque posso fazer? Eu caço coisas, eu salvo inocentes, eu tento limpar ao máximo o mal desse mundo e no final disso tudo oque eu ganho? Uma passagem direto para o inferno. Isso porque eu nasci meio demônio sendo que sequer não foi uma escolha minha simplesmente nasci assim. Se Deus pode fazer meu pai voltar a ser Arcanjo, porque eu não posso ir pro paraíso no final da vida?
Levanto da cama, suado e com a cabeça a mil pensamentos. A raiva é minha companheira quando penso no futuro que me aguarda. Ando até o outro cômodo e vejo Lyn falando ao telefone.
– Preciso contar algo – falo seco.
– Agora não da, estou ao telefone – fala tampando o celular.
– Agora Lyn – insisto.
– Jin, faz um tempo que não falo com ele – fala de Thiago. – Então dá um tempinho só.
Um tempinho? Sério? Ela prefere ficar de papinho com um idiota do ouvir o que eu tenho a falar. Se eu estivesse sozinho não seria assim. Me raiva flui e me concentro no celular que começa a ficar avermelhado como se estivesse queimando por dentro.
Lyn joga o celular no chão e no mesmo instante ele explode jogando destroço por todo canto, inclusive um pequeno cola em seu braço queimando um pouco. Eu fiz isso... Droga.
– Ai, droga – ela tira o plástico derretido do seu braço exibindo a queimadura.
– Lyn desculpa, eu não queria.
– O que deu em você? – Ela chora enquanto coloca a mão no seu ferimento e se cura.
O choro não era por dor, era pelo que eu tinha feito. O que está acontecendo comigo? Eu machuquei minha própria irmã. Parece que uma parte de mim tem raiva, ressentimento por ela ter nascido anjo, por ter seu lugar no céu garantido e eu não.
Ela enxuga as lagrimas e vai na direção da porta com pressa.
– O que pensa que esta fazendo? – Ando na direção dela, mas ela se vira e jogar um feixe de luz poderoso pela mão que quase me cega.
Quando abro os olhos ela já não está mais no recinto. Porra!
Pego minha mochila e coloco algumas coisas que uso para matar espirito, nunca se sabe. Antes de sair reparo o notebook de Lyn, e um pressentimento me faz ir até ele.
“A fênix costumava se alimentar a meia noite” Dizia uma pagina. “A ave fênix é famosa por ressurgir das cinzas” outra destacava. “O canto da fênix é triste e faz outras espécies chorar”. E a ultima dizia mostrava um símbolo, pego uma folha qualquer e o desenho da melhor forma possível. Talvez não precisemos de um vaso, pode ser que por sorte qualquer recipiente prenda uma fênix.
Jogo a mochila nas costas e saiu correndo porta a fora, desço as escadas mais rápido possível. Passo pelo hall do hotel sem cumprimentar o atendente. A rua está deserta, há essa hora a maioria da cidade dorme, isso é bom. Não vou pro carro, já que ela saiu a pouco tempo e não deve tá muito longe.
Saiu correndo pela rua feito um maluco. Um carro da policia se aproxima rápido e fica lado a lado comigo.
– Ei garoto, para ai um minutinho – o guarda pede.
Droga!
Paro e tento me concentrar para não fazer besteira.
Eles descem e vem até mim.
– Onde vai com tanta pressa? – mais novo pergunta.
– Com todo respeito seu guarda, isso é de interesse meu.
– Opa, vai com calma rapaz. O mais velho interrompe se aproximando.
O mais velho aparenta ter uns cinquenta anos, cabelos grisalhos, pele morena e bem alto. O outro aparenta ser bem jovem, tipo uns 20 anos, pele muito clara, magrelo e baixo.
– Seu guarda, pode olhar meus documentos, puxar minha ficha, e vai ver que estou limpo. To procurando minha irmã e não posso perder tempo com vocês – falo meio desesperado.
– Sua irmã é uma branquinha, cabelo preto com mecha vermelha? – o velho pergunta.
– Sim – falo surpreso.
– Ela está para o outro lado, quer uma carona até lá?
– Não, obrigado seu guarda – saiu correndo para o lado contrario sem olhar para trás.
Droga maninha, você precisa me desculpar. Sei que fui idiota, mas eu preciso de você e não posso te perder de novo. Espero que a fênix não ataque hoje, e se atacar que seja outra pessoa. Depois de correr algumas quadras vejo um brilho no beco seguido de um grito fino. É ela.
Corro até e vejo um homem encapuzado segurar Lyn rente a parede. Não penso duas vezes e corro até ele e salto fazendo meu corpo se chocar com o dele, nos dois caímos e Lyn fica livre. O encapuzado se levanta e vejo seus olhos brilharem num vermelho sereno, uma música leve invade meus ouvidos. E meu corpo começa a amolecer.
– Não escute, vai desmaiar – Lyn grita.
Balanço a cabeça e saco a Salder do cintura e dou dois tiros no peito dele, o bicho cambaleia para trás e para a música. Sem dá tempo de eu pensar ele jogar uma onde de energia me arremessando longe e fazendo a Salder cair perto dele.
Por sorte caiu perto da minha mochila e pego meu litro de bebida de prata e colo o símbolo nele e tiro a tampa. A fênix mira a Salder para Lyn, ergo minha mão e a arma sai da mão dele e vem para minha. Assim que a pego começo a disparar aos mesmo tempo que jogo o frasco para Lyn.
– Faça!
– Revertere, animal est. Jube, ut reverteretur in caveam adhuc. Et opus vestrum ex eo quod non est necessarium ad abire in mundo. Abi.
O cara se desfaz em poeira vermelha na mesma hora, o capuz e as roupas caem no chão e a poeira voa direto para dentro do meu frasco. Adeus vodka...
Guardo a Salder no bolso e ando até minha irmã.
– Desculpa Lyn, eu fui idiota e me arrependo do que fiz com você.
Ela olha com olhar de raiva e depois faz cara de choro e me abraça.
– Você é idiota – ela fala enquanto me abraça.
– Mas salvei sua vida.
– Não faz mais que obrigação. Mas como me achou? — Indaga.
– Uns policias me falaram onde você tava.
– Não era mais fácil usar nossa marca de ligação? – Ela ri.
Começamos a andar de volta ao hotel.
– Que merda, nesse desespero eu esqueci.
Ela me da um empurrão de leve e sorri.
– Mesmo sendo insuportável é bom ter você perto, irmão.
– Mesmo tendo que carregar uma mala, é bom ter você perto, irmã.
Chegamos ao hotel. Agora merecemos gozar de um bom descanso e arrumar um lugar para colocar o recipiente com a fênix. Primeiro trabalho com minha irmã e deu tudo certo, espero que os próximos sejam mais fáceis.
Droga pai, dê algum sinal...

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