Between Apples And Falls

23 Capítulo 23 = ESPECIAL 2 ''Dragões também amam''


Notas iniciais
(CAPÍTULO EDITADO E AGORA COM ROLU)

Lembrando que são estórias aleatórias a estória original. E que os fatos que acontecem aqui, podem não acontecer no enredo principal.

Tá ai gente *-* leiam

\"\"


Queria poder dedicar este capítulo para a pessoa que me é especial, mas achoque não será possível.

Então os dedicarei para minhas leitoras lindas, que me são muito especiais ♥

Amo vocês.

~

''O amor calcula as horas por meses, e os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade.''

John Dryden

~

Laxus and Mirajane

A medida de um amor distante.


Desde quando demônios sorridentes como Mirajane eram tão calados?

Desde quando aquela mulher meiga e feliz era vista com o olhar tristonho?

Perguntas, perguntas...

A verdade é que Laxus já não entendia nada.

Se ela estava tão triste, que fosse para casa! Assim voltaria no dia seguinte com aquele brilho e sorriso típicos da nova Mirajane.

Ah, sim.

Era isso que ele desejava.

Apenas mais um de seus sorrisos, e talvez, se não for pedir muito, uma leve risada.

Daquelas risadas delicadas e discretas que ela distribui a todos da guilda.

Ou melhor, distribuía.

Fazia uma semana que já não viu aquele lindo sorriso.

Uma semana torturante para o loiro.

A verdade é que não sabia se devia conversar com ela.

De certa forma, sentia falta da antiga Mira.

Aquela que depois de dez palavras bem humoradas lhe acertava um soco no meio da cara, e lhe dizia em tom arrogante:

''Ei loiro! Vou lá discutir com Erza, já que você é tão inútil que não consegue nem me entreter.''

E saia, saltitando malignamente.

Deixando um loiro abobalhado e corado para trás.

É claro que agora, tanto tempo mais tarde, ela já não surtia tais efeitos nele.

Quer dizer...

Surte sim. Mas agora ele sabe disfarçar-as muito bem.

A verdade é que:

Entre a albina agressiva e a albina doce, ele ficava com a segunda opção.

Afinal, da antiga Mirajane, o máximo que conseguiria era um olho roxo ou um nariz quebrado.

E da nova Mirajane, ganhava chuvas de sorrisos e palavras gentis e animadas.

Realmente, a segunda opção era melhor.

Respirou fundo, tragando um pouco de seu cigarro.

Um hábito que tinha acabado de resgatar do passado.

Certamente por culpa da albina.

Tocou a bituca para longe, torcendo para que caísse na bebida de algum idiota.

Passou os olhos pela guilda, procurando os fios brancos e longos da garçonete.

Viu ela desviar de alguns bêbados e sair pela porta dos fundos.

Era sua chance.

Levantou-se, e desceu rapidamente as escadas.

Saiu pela porta, encontrando a albina escorada contra uma pequena mureta.

A face um tanto triste, e as mãos sobre seu coração.

Seu cabelo voava com a leve brisa, inebriando a mente do dragon slayer do trovão com seu perfume.

__Mira... -chamou o loiro.

Ela se virou lentamente, fitando-o com olhos magoados.

__O que aconteceu? -perguntou-a.

__Porque demorou tanto para voltar? -perguntou a albina, com os olhos cheios de lágrimas.

__Mira...

__E-eu fiquei tão... triste quando você partiu. -interrompeu-o, Mira.

Ela apertou as mãos uma contra a outra, tentando esquenta-las, apesar de não fazer frio naquele dia.

O loiro permaneceu em silêncio, esperando-a continuar.

__Eu não lhe julguei. Você faz suas escolhas, mas demorou tanto para voltar. Quando eu lhe vi na Ilha Tenrou, poderia explodir de tanta felicidade, mas logo Acnologia nos atacou e eu nunca... nunca senti tanto medo.

As lágrimas escoriam por seu rosto.

Ela suspirou, e voltou a falar:

__Eu não sei como consegui me mover naquele dia. A esperança era tão pequena, que quase não conseguia enxerga-la. Mas tudo deu certo, não é? Mas mesmo assim, 7 anos foram perdidos; 7 anos em branco. Isso é tempo demais. Fico imaginando o que eu teria feito nesses 7 anos que passei congelada... Talvez eu teria filhos, e a guilda estaria cheia de novos pirralhos. Mas isso não pode ser mudado.

Ela fitou o horizonte a sua frente, o olhar perdido e molhado por suas lágrimas.

__Sabe, quando nós voltamos da Ilha, acreditei que tudo ficaria bem. Você foi aceito novamente, e provavelmente aquele foi o momento mais feliz de minha vida. Mas tudo o que é bom dura pouco. O mestre resolveu participar dos Jogos, me deixando por meses longe de você em treinamento. E quando finalmente consegui lhe reencontrar, a felicidade me traiu outra vez.

Ele viu as mãos dela apertarem a mureta com força, e seu corpo ficar tenso.

__Veio os dragões. Tanto fogo, tanto sangue, tantas lágrimas. Eu achei que aquele seria o verdadeiro fim. Tudo estava um verdadeiro caos, e eu pensei que nem mil anos congelados nos salvariam. Claro, isso não aconteceu, mas o medo era grande demais para pensar em qualquer esperança. E só aumentou. Só aumentou, ainda mais quando lhe vi. Mal havia se recuperado da final dos Jogos e já lutava. Você me salvou, e nunca me senti tão aquecida como naquele momento. Mas eu quase lhe perdi, e Kami... Eu não sei o que faria se tivesse lhe perdido.

Ela suspirou, levando as mãos novamente para o coração.

__Talvez tenha sido naquele momento que eu percebi. Depois de tantos anos me enganando, eu realmente percebi.

O coração do dragon slayer errou uma batida, fazendo-o tremer.

__Eu percebi que meus sentimentos por você não eram de uma nakama para um nakama. Eram mais forte. Mais intensos.

Ele viu as bochechas dela corarem, e um pequeno sorriso brotar em seus lábios.

Foi como um raio.

Não um raio ofensivo como os seus.

Mas um raio de sol.

Ele não esperou ela falar mais nada.

A puxou pelo frágil braço, acolhendo-a em um abraço.

O abraço que desejava a tantos anos.

Notou que ela tremia, e cheirava a sakuras.

Sua mão levantou o queixo da albina, fazendo-a fitar seus olhos.

Aqueles olhos azuis que o encantavam.

Olhos que o encaravam, surpresos.

Não esperou nada.

Seus lábios capturaram os lábios da albina.

Tentou ser o mais gentil possível, embora aquilo lhe parecesse impossível.

As delicadas mãos da garçonete estavam apoiadas em seu peitoral. Enquanto os fortes braços envolviam sua cintura.

Eles dançavam.

Dançavam o ritmo do beijo ousado e delicado que compartilhavam.

E sim, talvez Laxus nunca quisesse separar-se daqueles lábios.

Afinal, ela era sua.

Sempre foi sua.

Embora ele nunca tenha chorado por ela, ou dito palavras tão bonitas quanto as dela.

Ele sentira sua falta.

A cada instante longe de ser lar.

A cada instante longe de sua bela e gentil albina.

Ele também entendia, qual era a medida do tempo para aqueles que amam.

Ele sabia.

Sabia qual era a medida do amor.



~

''Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.''

desconhecido

~

Gajeel and Levy

O melhor para mim.


Ah, o amor dos livros.

Aquele amor complicado.

Muitas vezes confuso.

E tantas outras, proibido.

Aquele amor que faz com que os seus leitores sorriam como idiotas, e suspirem como velhos com falta de ar.

Aquele amor perfeito.

Sempre há final feliz, mesmo que o romance se torne um drama.

Mesmo quando o mocinho morre no final, deixando a garota sozinha e muitas vezes grávida.

Sempre há final feliz.

Mesmo quando o primeiro amor se torna um traidor, e um novo e belo amor a faz esquecer o antigo.

Mesmo quando a unica forma de manter-os juntos é a morte.

São todos finais felizes.

Mas eles só existem nos livros.

Na vida real, o amor é mais complicado do que poderia imaginar.

A verdade é que o amor estava a enlouquecendo.

E é claro que o culpado era ele.

Aquele maldito gigante brutamontes cheio de piercings e sem nenhuma cultura.

Gajeel Redfox.

Realmente, Levy não sabia o que ele tinha de tão encantador.

Se era os cabelos, longos e rebeldes.

Se era os piercings, o deixando anormalmente sexy.

Se eram os braços, grandes e musculosos.

Os olhos, vermelhos, frios e perfeitos.

Sua voz, sua risada, seus apelidos, seu modo bruto, sua cabeça dura, seu ar de deboche, sua arrogância, sua proteção, sua coragem, sua força, suas manias, ele por inteiro.

Apertou seus braços ao redor do velho livro de contos que segurava.

Ela o amava.

O amava muito.

Nunca quis um príncipe encantado, ou algo do tipo.

Só queria alguém que cuidasse dela.

Que a protegesse, e que sorrisse para ela.

Mesmo que arrogantemente como Gajeel fazia.

A verdade é que sonhava com o dia em que sentiria as fortes mãos de seu dragon slayer tocarem-lhe de forma um tanto mais intensa.

É claro que ele já havia tocado nela, mas só para salvar-a.

Ela o queria.

Suspirou pesadamente.

Já fazia mais de uma hora que estava ali, trancada na biblioteca da guilda, lendo aquele livro de contos e imaginando-se no lugar da protagonista.

E é claro que o par romântico dela era Gajeel.

''Beleza Levy, agora você está tendo alucinações'' pensou, ao sentiu uma mão tocar-lhe o ombro com firmeza.

Ela virou-se, encarando sua alucinação.

Gajeel.

Ele estava ali, sorrindo-lhe e tocando seu ombro.

Mas é claro que aquilo não passava de mais um de seus sonhos.

Suspirou, decepcionada consigo mesma.

Desde quando passara a ter esses sonhos até mesmo quando estava na guilda.

Soltou um pequeno gritinho, frustrada.

Ele ia enlouquecer-a mesmo.

Deixou seu corpo cair para frente, e bateu sua cabeça diversas vezes contra a mesa.

''Baka pervertida!'' repreendia-se mentalmente.

Ia começar a bater-se contra a mesa novamente, quando sua cabeça foi segurada por sua alucinação.

__Oe nanica, se continuar batendo com a cabeça na mesa vai ficar ainda menor. -disse o ser criado por sua imaginação pervertida.

__Oh, estão ficando cada vez mais reais! -exclamou Levy, impressionada pelo fato de sua alucinação já conseguir até mesmo segurar-a.

O Gajeel inventado lhe olhou incrédulo.

__Essa não, a nanica está enlouquecendo de vez. Acho que você devia parar de ler estes trecos com letras miúdas, senão vai pirar de vez.

Ela o olhou.

Estranho... suas alucinações nunca tiveram personalidades tão parecidas com a original.

Levantou-se da cadeira, dando uma volta inteira em torno dele.

__Você parece tão real... -comentou a azulada.

Ele gargalhou.

__Talvez seja porque eu sou real. -respondeu divertido.

Ela o encarou, incrédula.

COMO ASSIM REAL?

Levou sua mão tremula até tocar a face do moreno, que até momentos atrás não passava de uma ilusão.

Sua mão sentiu cada detalhe da pele do dragon slayer do ferro.

Os piercings, os traços marcantes, o contorno dos lábios.

Seus dedos pararam na bochecha do moreno surpreso.

__Real? -perguntou a azulada.

__É-É claro! -falou o dragon slayer, nervoso.

Ela corou.

Corou muito.

Corou além do normal a humanidade.

Ele riu escandalosamente.

__Estava tendo sonhos pervertidos comigo, nanica? -perguntou arrogantemente.

__N-n-não. -respondeu, virando o rosto corado para o outro lado.

Sentiu a mãos do dragon slayer tocar seu queixo, forçando-a a olha-lo.

__Vou lhe dar motivos para sonhar comigo.

Ele selou seus lábios aos da pequena maga Solid Script.

A azulada sentiu um braço erguer-a, sentando-a em cima da mesa.

As mãos de Gajeel abriram sua pernas, encaixando seu corpo entre elas, e puxando-a para perto.

Seus lábios não se separam nenhuma vez.

Era um beijo arrogante, mas ao mesmo tempo apaixonado.

Intenso.

Ele aprofundou o beijo, até o ar trair-os.

Ao separar-se do moreno, a azulada deixou que sua cabeça ficasse apoiada em seu peitoral.

Sentiu uma das mãos do moreno tocar seus cabelos, acariciando-os.

__E-eu quero poder ter mais coisas com que sonhar com você, Gajeel. -disse timidamente.

__Você terá, minha nanica.

Ela sorriu, tendo consciência de suas bochechas levemente coradas.

__E-eu te amo, Gajeel.

Ele a soltou, caminhando para longe.

Parou alguns passos dela, permanecendo de costas para a azulada.

__Eu te machuquei. Você não devia me amar, e sim me temer. -disse o moreno, amargurado.

Ela levantou-se, caminhando até ele e abraçando suas costas.

__Eu não o temo. E já te perdoei. Você me salvou tantas vezes, Gajeel. E eu lhe amei cada vez mais em cada uma delas.

Ele virou-se e segurou as mãos da azulada.

Encarou-a nos olhos, fazendo-a sorrir docemente.

__Você não merece alguém como eu. Devia procurar um dos príncipes das histórias que lê, e não um brutamontes como eu. Será melhor para você. -disse Gajeel, com um sorriso amargo.

__Eu não quero um príncipe! Eu quero você! Você é o melhor para mim. -disse a azulada, convicta.

Ele riu, abraçando-a.

__Eu te amo, tampinha.



~

''Não há amor tão puro como aquele que surge na infância.''

Leticia Horn

~

Wendy and Romeo

É como uma nuvem.


Natsu-nii me ensinou que devemos ser corajosos sempre.

E sim, eu aprendi muito bem está lição.

O grande problema surge quando Wendy está por perto.

Minhas mãos suavam muito.

Minhas bochechas queriam corar de qualquer forma.

E eu tinha uma vontade imensa de queimar qualquer pessoa que ousasse admirar a beleza dela.

E sim, isso eram grandes problemas.

Quando resolvia sair em missão com Bisca e Alsack, certamente sentia mais falta dela do que de meu pai.

Mas meu pai disse que isso era normal, apesar de ter ficado um pouco choroso nos dias que se seguiram.

Ele sabia o que estava acontecendo comigo.

Eu havia lhe contado sobre o meu problema.

E bom, ele disse que ele sentia o mesmo quando conheceu minha mãe.

Que por coincidência, foi com a mesma idade que eu e Wendy temos.

Conversei com Natsu-nii também.

Ele me disse que eu deveria ser corajoso.

E que eu estava atrasado, já que com minha idade já era ''casado'' com Lisanna.

Ou seja, esse é meu maior problema!

Como assim, Natsu-nii, conseguiu declarar seus sentimentos para Lisanna antes de mim?

Quer dizer, mais novo do que eu.

Logo após conversar com Natsu-nii, fui falar com Elfman.

E digamos que dessa conversa não pude tirar muitas coisas além de:

''Ser corajoso é coisa de homem!''

E...

''Homem que é homem deve arrumar uma namorada!''

E certamente, não eram boas coisas a se dizer.

Após tentar conversar com Elfman, falei com Alzack, Gray e Rogue.

E recebi respostas como:

''Treine tiro ao alvo com ela.''

''Não se preocupe, elas correm atrás de você.''

''Durma numa praça, abaixo de uma macieira e espere ela cair em cima de você.''

E novamente, não eram bons conselhos.

Conversou com Jellal, que lhe disse algo sobre levar-a para ver as estrelas.

Também não era muito bom, já que Erza não deixaria Wendy sair a noite.

E por algum milagre da natureza, o melhor conselho partiu do ser que Romeo nem perguntaria o que fazer:

Laxus Dreyar.

O loiro ouviu sua conversa com Jellal, e lhe chamou para conversar.

Romeo ouviu-o atentamente, tendo a certeza que aquele era o homem mais sensato daquela guilda de malucos.

E é claro, se repreendendo por não ter pensado nisso sozinho.

Naquela tarde passou o dia todo andando de um lado pro outro do salão da guilda.

Esperava a azulada chegar, acompanhada de sua fiel exceed, Charlie.

O que não tardou muito a acontecer.

Ele inflou o peito, caminhando decisivamente até a azulada.

Notou que ela corou ao ver-o indo em sua direção.

__Wendy... podemos conversar lá fora? -perguntou, um tando nervoso.

__H-hai, Romeo-kun. -respondeu a azulada, seguindo-o para fora da guilda.

Já na rua, Romeo parou em frente a garota.

__Wendy, você quer tomar um sorvete comigo? -perguntou o garoto.

__H-hai. Q-quando vamos? -perguntou a dragon slayer do céu, um tanto corada.

__Agora. -avisou o garoto.

__A-ah, vou avisar a Charlie.

A garota correu para dentro da guilda, logo reaparecendo um tanto ofegante.

Ela pareceu puxar o ar, e ficou melhor.

Provavelmente, usou sua magia.

Eles caminharam lado a lado até a praça, conversando animadamente por todo o caminho.

Falaram sobre suas missões.

Sobre os magos mais divertidos da guilda.

E também sobre os mais chatos.

Romeo pagou um sorvete para Wendy, e outro para ele e sentaram-se em um banco.

Eles passaram o dia conversando, e rindo, até que começou a escurecer.

Wendy avisou-lhe que precisava ir, ou Erza poderia tentar machucar-o.

Quando a garota virou-se para ir, o menino segurou-a pela mão.

__W-Wendy, e-eu acho q-que gosto de v-você. -disse Romeo, corado.

Ela riu baixinho, com as bochechas coradas.

Ficou nas pontas dos pés e depositou um beijo na bochecha do garoto.

__Eu também gosto de você, Romeo-kun.

Ele viu-a correr, chocado demais para segui-la.

Foi um beijo fofo como uma nuvem.

E Romeo tinha certeza que valeria a pena ter um problema como Wendy.

Esperava ter a mesma sorte de Natsu-nii.

Queria Wendy como sua esposa.



~

''O amor é como fogo: para que dure é preciso alimentá-lo.''

François La Rochefoucauld

~

Natsu and Lisanna

Eu nunca disse eu te amo.


Aquele era um dia especial.

Um dia inesquecível.

Melhor: Um dia que nunca deveria ser esquecido.

O rosado estava decidido a dizer as três palavrinhas que adiava desde o início do namoro com a albina mais nova.

Eu te amo.

As pessoas que Natsu havia conversado lhe disseram que o medo dele talvez fosse por Igneel ter partido.

Afinal, ele o amava.

E Igneel estava distante dele.

E Natsu não acreditava nesta teoria maluca.

Obviamente não era por isso.

Ou talvez tentasse se convencer disso, afinal não sabia o verdadeiro motivo.

Se achava extremamente cruel, afinal Lisanna vivia dizendo que o amava e ele não conseguia dizer o mesmo para a mulher que amava.

A verdade é que: Natsu já tinha até mesmo marcado Lisanna como sua parceira e mesmo assim não tinha conseguido falar que a amava.

Lisanna sabia que aquela marca significava amor, mas algumas meninas tinham lhe dito que se ele não falasse, Lisanna sempre estaria em dúvida.

E que ele a perderia.

Bom, isso quase o fez surtar.

Como assim perderia Lisanna?

Ela era sua esposa desde pequeno.

Não, isso não poderia acontecer.

Foi aí que tomou sua decisão.

Precisava urgentemente declarar seus sentimentos para ela.

E bom, tinha comprado algumas alianças também.

Parou em frente do espelho.

Usava uma camisa social vermelha, como seu pai, e calças sociais pretas.

Sapatos, e é claro, seu cachecol.

Tentou pentear os cabelos, mas não era possível isso.

Eles eram rebeldes demais para se renderem para um simples pente.

Respirou fundo, colocando a caixinha das alianças no bolço da calça.

Saiu de casa, caminhando até a floricultura de Magnólia.

Pediu um grande buquê de rosas vermelhas, pois a vendedora lhe disse que significavam amor.

Apesar de Natsu ter achado que as rosas cor-de-rosas eram mais divertidas, pois imitavam seus cabelos.

Pagou o buquê, e caminhou até a guilda.

Demorou alguns minutos para conseguir abrir a porta.

Estava nervoso.

Respirou fundo e chutou a porta.

Avistou a albina mais nova conversando com sua irmã, no balcão.

Caminhou até ela, que quando o notou cobriu a boca com as mãos, surpresa.

Notou Mira dar alguns pulinhos animados, e vários corações saírem de seu corpo.

Estranha que nem a Luce.

Caminhou até a albina mais nova, e ajoelhou-se na sua frente.

__Lisanna, eu te amo. -disse Natsu.

A albina ajoelhou-se em frente ao rosado.

As lágrimas escorriam de seus olhos azuis, enquanto ela o prendia em um abraço.

__Eu também te amo, Natsu. -disse a maga.

Ele riu, afastando-a.

__Lis, quer se casar comigo oficialmente? -perguntou-lhe, mostrando as alianças de noivado.

__É claro que sim! -exclamou ela, novamente abraçando-o.

Uma explosão de aplausos dominou a guilda mais bagunceira de Fiore.

Natsu soltou a albina, e subiu em cima de uma mesa.

Apontou para Gray.

__Veja, cueca de gelo! Vou me casar antes de você, perdedor! -gritou para o mago de gelo.

__Venha brigar então, fogueira de são joão.

O rosado pulou da mesas, soltando fogo.

Que atingiu o buquê de Lisanna, que chorava pelo buquê perdido.

Mas é claro que ele não notou, afinal estava muito ocupado brigando com Gray.

E certamente, quele seria um dia inesquecível.



~

''Amor são duas solidões protegendo-se uma à outra.''

Rainer Maria Rilke

~

Sting and Yukino

Uma nova chance de amar.


Sting não era o mesmo de antes.

Após perder Ayaka seu coração tinha assumido um grande medo de perder mais pessoas que amava.

Apesar de nunca ter tido nada concreto com Ayaka, ele a amava.

E talvez seja por ama-la, que ele nunca tentou nada.

Ele sabia que era um cafajeste...

E nunca em sua vida iria magoar sua flor.

Mas não teve chance de mudar.

Não teve chance de ter-a.

Apenas um beijo, nos mórbidos lábios pálidos e gelados de sua grande paixão.

Sorriu para o pôr do sol em sua frente.

Lembrava ela.

E o dia em que a perdeu.

__Sting-kun? -chamou um voz doce atrás de si.

O loiro virou-se, encontrando Yukino.

__Oi Yu.

A albina caminhou até ele, sentando-se na grama ao seu lado.

__Você está bem? -perguntou a albina.

__Você era amiga dela, não é mesmo? -perguntou Sting, fitando a grama em sua frente.

A albina sorriu para o pôr-do-sol.

Sabia muito bem de quem ele estava falando.

__Sim. Ayaka-chan era uma ótima pessoa.

__Ela costumava ter um sorriso tão bonito. -disse o loiro, permitindo que algumas lágrimas caíssem de seus olhos, ao encontro da verde grama.

__Sting... Não chore. -disse a albina, parando em frente a ele e secando suas lágrimas.

__C-Como pode me pedir i-isso? -perguntou o loiro, confuso.

__Ayaka ia gostar de ver-o sorrindo. E não chore por aquilo que se perde, sorria por tudo o que a pessoa lhe ensinou.

O loiro não sabia como aquilo aconteceu, mas em um segundo estava conversando com Yukino, e no outro estava puxando-a e beijando seus lábios.

Macios, deliciosos.

Ele enterrou aos dedos dos curtos cabelos da albina, puxando-os levemente e fazendo-a gemer.

Introduziu sua língua na boca da maga celestial, aprofundando o beijo.

Deitou-a na grama, ficando sobre ela.

Distribuiu vários beijinhos em seu pescoço e em seu decote.

Voltou aos lábios da albina, até que seu ar se acabasse por completo.

Quando deu-se conta do que havia feito, saiu de cima da garota.

Ela estava extremamente corada, mas parecia ter gostado.

__Me desculpe. -pediu o loiro, virando o rosto.

Sentiu os dedos delicados da maga tocar seu rosto, e sentiu seus lábios de volta aos dela.

Ele abraçou-apela cintura, colando seus corpos.

Quando o beijo foi interrompido, o loiro puxou-a para seu colo.

Colocou-a em sua frente. As costas apoiadas em seu peitoral.

Juntos viram o sol ir dormir, e a lua chegar.

Observaram as estrelas, com Yukino explicando-lhe sobre cada constelação.

Tentaram caçar vaga lumes, o que foi uma missão semi-impossível, já que o cabelo de Sting alertava todos os insetos em volta.

No final da noite, acabaram dormindo ali mesmo.

Deitados na grama, e sendo abençoados pelas estrelas.

Sting tinha certeza que aquela era a sua nova chance.

Yukino era doce.

Doce como sua estrela Ayaka.

Embora soubesse que elas não eram a mesma pessoa, Sting sabia que Yukino o aceitaria sempre.

E por isso tinha certeza:

Yukino era sua nova chance de amar.



~

''Nada é tão bom como o amor, nem tão verdadeiro como o sofrimento.''

Alfred de Musset

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Cobra and Kinana

A felicidade de te ver.


Nada é tão ruim como o sofrimento.

Érik sabia muito bem o que era isso.

A vida inteira ele só tivera um amigo, e quando foi preso pelo conselho de magia nem mesmo sabia se ele estava vivo.

Algo em sua mente lhe dizia que sim, mas deveria confiar?

Não acreditava, até aquela noite.

A noite em que finalmente enfrentara novamente a guilda que lhe levara a ruína.

Quando já não tinha esperança, ele a viu.

Era tão bela.

E ele soube que era 'seu amigo'.

Não pode falar nada, afinal, Cobra já estava novamente sendo levado pelo maldito conselho.

Em sua mente, o rosto da garota estava gravado.

Mesmo que jamais saísse daquela prisão, teria seu rosto como recompensa.

Mas então veio os Jogos Mágicos, e ele fora chamado para lutar contra os dragões.

Era um tarefa difícil, mas conseguiu concluir.

E sua recompensa:

Poderia ficar livre, se alguma das guildas envolvidas o aceitassem.

Naquele momento ele penso que passaria a vida na prisão, afinal quem o iria querer em sua guilda.

Mas então veio o convite do velhote da Fairy Tail.

Ele não estava em posição de recusar, então aceitou o convite de bom grado.

Foi recebido comum a grande festa, com bebida, música e confusão.

Mas nada disso lhe pareceu importante.

Afinal, ela estava lá.

Realmente, continuava linda.

Mais tarde descobrira que eles a acolheram como uma nakama, igual fizeram com ele.

Cobra não podia negar que já não nutria os mesmo sentimentos por 'seu amigo'.

Ele a amava.

Amava Kinana, sua companheira desde pequeno.

E ela, ele sabia, nutria os mesmos sentimentos por ele.

O tempo passava-se rápido demais,e Cobra quase não notava quando estava próximo à ela.

Não demorou muito e os sentimentos foram declarados, com um empurrãozinho de Mira, é claro.

E ele prometeu a si mesmo que não faria mais nada que pudesse magoar Kinana.

Afinal, ela era sua família agora.

Seu pontinho de amor, após um mar de sofrimento.


~

''O amor é uma fonte inesgotável de reflexão, profunda como a eternidade, alta como o céu, vasta como o universo.''

Alfred de Vigny

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Rogue and Lucy

As frias sombras fogem na presença da luz.

Sim.

As coisas estavam cada vez melhores entre ele e Lucy.

Embora ele ainda não entenda bem como foi que começou, ele a amava mais que tudo.

Naquela semana, completariam 6 meses juntos.

É claro que era uma semana especial, e por sorte tinha uma memória melhor do que a de Sting.

Afinal, quando o loiro esqueceu o maldito aniversário de um mês de namoro com Yukino, Sting passou uma semana com o olho roxo.

Imagine, Yukino fez isso só usando seus 3 espíritos celestiais.

Não gostava nem de pensar o que Lucy faria com ele com 10 espíritos do zodíaco e suas magias Estelares.

A verdade é que já fazia uma semana que Rogue organizava tudo para tornar aquele aniversário o melhor de todos.

Apurou seus ouvidos, ouvindo uma loira bater levemente na porta.

Rogue havia comprado uma casa, com o dinheiro que ganhou vendendo sua antiga casa em Crocus.

A loira sempre ia visita-lo, assim como ele vivia na casa dela.

Guardou as coisas dentro de uma arca, e escondeu-a embaixo da cama.

Caminhou até a sala, abrindo a porta para que a loira entrasse.

Ela ficou nas pontas dos pés, depositando um selinho nos lábios de Rogue.

Sorriu-lhe e caminhou até o sofá.

''Sofá dos deuses'' como ela o chamava.

Em um instante Frosch estava no colo da loira, e eles brincavam animadamente.

Rogue já havia se acostumado com isso.

- 3 dias depois -

Finalmente o grande dia tinha chegado.

Rogue quase não havia dormido de tão nervoso.

O que resultou em o moreno só ter conseguido dormir quando o sol voltava a nascer.

Foi para a guilda a tarde, combinando com Sting os detalhes da operação ''Unidos contra a morte''.

Que obviamente fazia referencia ao fato de que a loira mataria Rogue se ele esquecesse aquela data.

Respirou fundo, entregando para Wendy uma pequena bolsa em formato de sapo.

Frosch iria passar aquela noite no quarto da garotinha e de sua exceed, na Fairy Hills, junto com Lector, Lily e Happy.

Era a noite do pijama, segundo os exceeds.

É claro que Rogue sentia-se culpado por deixar seu exceed, mas ele parecia tão animado.

E não podia perder a oportunidade de ficar sozinho com sua namorada.

__Aqui estão as coisas de Frosch. Tem dois pijamas, a mamadeira dele, o suco preferido, meias se fazer frio, um cobertor extra e alguns brinquedos. -disse Rogue, apontando para a bolsa.

__Hai hai, Rogue-san. Não precisa se preocupar, vou cuidar bem do Fro. -disse a pequena dragon slayer, sorrindo.

__Fro vai se divertir muito com a fada do céu, enquanto Rogue-kun se diverte com a fada mãe. -disse o pequenino, com um sorriso inocente.

O moreno abaixou-se, depositando um beijo na testa de seu exceed.

__Se cuida, está bem? Qualquer coisa é só usar a lacrima de comunicação, que irei te buscar.

O exceed concordou com a cabeça, dando pequenos pulinhos até a mesa onde os exceeds estavam reunidos.

__Está bem, agora. -disse apontando para o loiro.

Sting riu debochadamente.

__Seu loiro inútil, não mude nada de lugar, está bem? Se eu ver uma uva fora do lugar, eu te mato e te dou de comida para os Vulcans. -disse o moreno, irritado.

__Eu sei, dragon slayer da depressão. -disse o loiro, rindo.

O moreno caminhou até a porta, e antes de sair avisou o loiro:

__Daqui 1 hora no lugar marcado.

E saiu porta a fora.

Ele a levaria naquela praça.

Na praça onde ele dormiu em baixo de uma árvore e acordou com uma loira caindo sobre si.

Procurou pela árvore distante daquele dia, encontrando-a bela como sempre.

Abriu a toalha de picnic, arrumando as frutas e as flores.

Faltava pouco para anoitecer, quando ele terminou o seu trabalho.

Foi ao mesmo tempo que Sting chegou.

O loiro sentou-se um pouco distante da toalha, mandando-o ir logo.

O moreno foi até sua casa.

Tomou um banho, vestiu uma camisa preta aberta, tendo por baixo uma camiseta cinza. Calças negras e sapatos.

Arrumou os cabelos, como conseguiu.

O que claro, não foi suficiente.

Estava em cima do horário.

Saiu de casa quase correndo.

Caminhou até a casa da loira, batendo em sua porta.

Ela a abriu parcialmente, escondendo seu corpo, e espiando pela fresta.

__Rogue? O que faz aqui? -perguntou a loira.

__Vim te buscar. -respondeu firmemente.

A loira abriu a porta, revelando suas roupas: um vestido rosa bebê e sapatinhas da mesma cor.

Os cabelos loiros estavam soltos, mas duas mechas estavam puxadas para trás, num típico penteado de princesa.

Linda.

__Eu sabia que viria. -disse ela, jogando-se em seus braços.

Ele aceitou o abraço, esperando-a fechar a porta.

Eles caminhavam lentamente na rua, de mãos dadas.

__Como sabia que viria? -perguntou o moreno, intrigado.

Talvez o loiro inútil tivesse aberto sua boca gigante e contado para a loira.

E é claro, que o mataria se isso fosse verdade.

__Você não esqueceria esta data. E se esquecesse... -a loira estralou os dedos, com uma expressão assustadora.

__F-Faria pior que Yukino, não é mesmo? -perguntou o moreno, temeroso.

A loira gargalhou.

__Yukino mal fez cócegas no idiota do Sting. -disse a loira, voltando a caminhar ao lado dele com expressão calma.

O moreno gelou.

Agradeceu a Kami e a todos os deuses que conhecia por ter uma boa memória.

E lembrou-se de pedir que nunca esquecesse de nenhuma data importante para a loira.

Não demoraram muito para chegar na praça.

Rogue cobriu os olhos de Lucy, com sua mãos, guiando-a até o local do picnic.

Quando finalmente chegou naquela árvore, descobriu os olhos da loira.

Ela sorriu, seus olhos brilhavam.

Talvez Rogue nunca tivera visão tão bonita como aquela.

O brilho da lua refletindo em seus cabelos loiros, os olhos tão brilhantes como a lua e o sorriso tão radiante como o sol.

Uma combinação perfeita.

Uma Lucy perfeita.

Sentou-se na toalha, puxando-a para sentar-se ao seu lado.

Puxou-a para um beijo, cheio de carinho e admiração.

Seus braços a puxavam pela cintura, enquanto ela puxava-o pela camisa.

Vários beijos foram trocados ali.

Vários beijos relembrando tudo o que passaram juntos.

E aquela noite realmente foi especial para o casal.

Eles comeram, riram e compartilharam as maçãs que um dia haviam lhes juntado.

Tudo isso com a companhia das estrelas e das sombras da noite.

Sombras frias que a tanto tempo não atormentavam o moreno.

Sombras espantadas pelo brilho de sua estrela mais brilhante.

Sua Estrela Lucy.



Notas finais
Nhá, quem quiser dar sua opinião sobre o RoLu, e já havia comentado antes, deixe no próximo capítulo ou me mande por mensagem privada *-----*

E as que estão lendo agora, comentem *------*

Kissus de maçã ♥