Betty La Fea !!! Uma vez na praia
2 Capítulo 2
Armando bebia algo e olhava o mar pela janela. Não tinha sono. Olhava a cama vazia e fria e tampouco tinha vontade de deitar-se. Estava sozinho, queria tanto que ela estivesse ali para uma apaixonante de amor. Mas não podia pedir-lhe isso. Iriam devagar dessa vez, estavam apenas se conhecendo.
—Só dela aceitar namorar contigo. Pensei que tinha terminado tudo para sempre. Ai, Mendoza, precisa fazer certo esta vez. Betty, sua Betty que vai comandar as coisas dessa vez e toca a você mimar sua rainha, que estava tão linda hoje. –sorriu.
Haviam passado uma bela noite, sonhando um com outro.
—Bom dia, Betty!
—Bom dia, Armando! Que bom encontrá-lo aqui.
—Esta padaria é melhor da região segundo o app.
—Hum, o senhor é moderno.
—Tento ser.
Ele afastou a cadeira para ela sentar, ela riu de seu jeito que o encantava tanto.
Ficaram se olhando.
—Bem, melhor que nos sirvamos ou iremos perder o passeio.
—Estando a seu lado, posso ir a qualquer parte, até prefiro que o façamos sozinhos.
—Como ousa falar algo assim para uma pessoa que mal conhece?
—A pedi em namoro, esqueceu?
—Ojojo!
—Vamos!
Serviram-se de frutas, pan de bono e arepas. Betty como sempre, comeu pouco, tomou suco de laranja, pois não havia o de amora.
Depois iniciaram o passeio com o grupo a pé e seguiram de ônibus.
—Quando esteve aqui há 20 anos teve tempo de fazer todo este passeio?
—Não, só passei pelos lugares, pois estava trabalhando.
—Tampouco o fizemos em nossa Lua-de-Mel.
—Apenas passamos por aqui para pegar o navio.
—Queria ter feito este passeio antes contigo já que esta cidade te encanta tanto. –disse acariciando seu rosto
—Aqui foi onde recomecei um dia. Onde descobri coisas que não sabia que tinha.
—Entendo. Gostaria de ter estado contigo neste momento.
—Você está! –disse sorrindo-lhe.
Armando deu-lhe um beijo doce.
—O senhor veio desfrutar da paisagem ou me beijar?
—Você é a paisagem que quero desfrutar.
—Com tantas belezas naturais tem coragem de dizer isso? –apontou para as moças que ali estavam com seus vestidos coloridos e biquínis reveladores.
—Não havia reparado nelas até agora, só tinha olhos para a beleza que está a minha frente.
—Armando!
—Betty?
Betty lhe deu um beijinho.
Armando queria mais, mas sabia que eram como um casal de namorados que se conheciam. Agora, era hora de conhecer lugares, fazer fotos, passear, almoço, tomar café. Coisas que não puderam fazer antes. Desta vez fariam, sem pensar em outras coisas.
O passeio havia terminado, fizeram amizade com alguns casais que não acreditaram que eram apenas um casal de namorados e não um casal completando bodas.
—Ninguém acredita! Pensam que somos velhos.
—Isto que dá se conhecer tão velhos.
—Você não está velho, está um triplepapito!
—De verdade?
—De babar.
—A senhorita que está um bombom! Com este corpo é a inveja de todas as mulheres da praia. Quer me matar com este biquíni?
—Ojojo! Bobo! –se beijaram.
Betty saiu correndo para a praia
Armando foi atrás dela e não sossegou até alcançá-la e pegá-la em seus braços. A mulher se contorcia e acabaram por cair e rolar na areia.
—ojojo!
—Jajaja! Te amo, Betty!
—Também te amo.
Os dois pararam, Betty deitou no peito de Armando que estava sentado e juntos contemplaram o por do sol.
—O que vai acontecer?
—Como assim?
—Com nossa vida.
—Não sei, estamos aqui namorando. –beijou a mão dela –nos conhecendo e as coisas explodindo em Ecomoda.
—Como aconteceram quando...
—Quando você foi embora aquela vez. Foi desesperante, não sabia o que fazer. Mas tinha meu pai ele sabia como comandar a empresa, mas sem você não podíamos fazer nada.
—Agora, estou de volta.
—Só você para consertar tudo!
—Mesmos com todos contra mim!
—Estarei de seu lado, e tem Nicolás e seu advogado.
—Não comece!
—Desculpe! As meninas do quartel, Mila, ela tem o seu senso de comando.
—Mas temos muitos inimigos por perto.
—Sim, este Ignácio não me desce.
—Também seu Hugo. Mário Calderón.
—Não vou deixar que façam nada contra você.
—E sua advogada.
—A Majo, digo dra. Maria José Não fará nada contigo. Prometo.
—Ela não vai desistir de você, ainda mais sabendo que está divorciado.
—Isto é fácil de resolver. Estamos começando de novo, não? Rasguemos aquele papel e entremos de mãos dadas naquela empresa.
—Isto não será possível!
—Entre nós, continuemos com nosso plano –beijou sua mão –estamos apenas namorando, apenas nos conhecendo. Mas para os outros temos quase 25 anos de casados.
—Para eles nos divorciamos.
—Não, Betty.
—Eles nos querem assim divorciados.
—Eles quem?
—Tanta gente! –disseram quebrando a quarta parede.
—Teria que enumerar o tanto de pessoas.
—Entre elas minha própria filha, Mila.
—Isto vai passar, ela só está decepcionada.
—Preferia morrer que magoar alguma de vocês duas.
—É temporário te garanto. É que era uma espécie de super-heroi, de homem perfeito para ela.
—Eu sei. –disse soltando uma lágrima.
—Vai passar.
—Não podemos nos divorciar.
—E não vamos. Somos livres, esqueceu?
—Não pensei que levaria tão a sério. É que estando livre, você pode... desculpe, prometi que a deixaria livre.
—Estou livre, mas... –beijou-o –Meu coração está preso a você. –Também tenho medo de vê-lo livre, o solteiro mais cobiçado de Bogotá.
—Leu esta besteira?
—Não pude evitar ao ver a revista no aeroporto.
—Não acredite em nada que está escrito. Nem vou a festas!
—Não acredito, mas não me importa. Prometemos começar de novo. Não importa beijos e muitas coisas que aconteceram. Promete?
—Sim. Como vai ser, Betty?
—O Ignácio quer me entregar como cúmplice e aquele dia em que visitei você na cadeia.
—Que delícia! -disse virando os olhos e apertando-a contra ele -Um dos melhores momentos de minha vida, me levou ao céu em meio ao caos.
—Armando!
—Confessa, ainda sou um bom amante?
Betty ficou vermelha.
—Não sei dessas coisas, namorado!
—Ah me esqueci.
—Por conta desta visita, não sei como, mas todos em Ecomoda ficaram sabendo.
—Como assim? Não contei para ninguém.
—Mas alguém ficou sabendo. E espalhou para todos! Por conta disso todos pensam que sou sua cúmplice. E me ameaçaram colocar na cadeia.
—Isso nunca! Nunca colocará seus belos pés naquele lugar imundo. A menos para me amar como fez. Visita íntima dizem.
—Armando!
—Nunca.
—Eles pensam que sou cúmplice porque somos casados, e foi um dos motivos pelo qual assinei os papéis. E também pela pressão de meu pai e Mila.
—Muito triste que tenhamos acabados assim.
—Não acabamos.
—Para os outros sim.
—Armando, será provisório.
—Foram anos sem você, sem sentir seu calor, sem tocar sua pele, como pode me pedir que me divorcie de você e me condene à morte em vida?
—Será provisório, te prometo. Esquece que estaremos namorando escondido?
—Como antes?
—Sim, mas agora seremos um do outro. Sem compromissos com outras pessoas.
—Mesmo assim.
—É necessário, entende?
—Entendo, mas...
—Será uma prova para nosso amor. Disse que concordava em recomeçar.
—Sim, concordo, mas aqui neste paraíso, mas no inferno não. Lá precisávamos um do outro.
—Eu sei, mas teremos um ao outro. Lembraremos de cada momento aqui.
—Falando nisso, ainda temos o passeio noturno e jantar. –disse Armando
—Pensando bem, não estou muito a fim disso, preferia passear na praia contigo.
—E também preferia estar a solas contigo, neste momento, vai saber quando o teremos novamente.
—Te prometo que breve, se soubermos ser discretos. –disse Betty
Assim, decidem caminhar pela praia, descalços, molhando os pés, Armando carregou Betty alguns momentos, para que pudesse senti-la em seus braços.
—Queria eternizar este momento.
—Eu também!
—Melhor irmos para o hotel.
—Não vamos jantar.
—Não tenho fome. Tem fome?
—Na verdade não. Mas está cedo para irmos dormir. Poderíamos passear mais um pouco. –disse ele, não querendo se separar dela
—Ah não, teremos que pegar o avião cedo. De modo que melhor que nos recolhemos.
Armando estava triste, queria ficar mais tempo com ela, mas não queria contrariá-la. Ela tinha um plano na cabeça.
—Está bem. Vou levá-la a seu hotel. Qual é?
—O Coralia las Américas.
—Ótimo hotel. Mas não tinha quarto disponível hoje quando procurei.
—Estou lá. Quando vim com Catalina fiquei lá!
—Boa escolha!
Betty sabia que Armando estava triste.
Chegaram rápido demais no hotel.
—Bem, Betty. Te deixo. –disse ele, no corredor, na porta do quarto -Quer que ligue para acordá-la para não perder o voo? Sempre teve problema para sair da cama cedo.
—Por isto estamos aqui mais cedo.
—Bem, boa noite! –disse ele, virando-se.
—Armando!
—Ah claro, namorada. Um beijo de boa noite!
Ele a tomou em seus braços para dar-lhe um beijo doce.
Ela passou os braços pelo pescoço dele.
Armando lambeu aqueles lábios e aprofundou o beijo.
—Melhor que eu vá, antes que cometa uma loucura.
—Me deseja?
—Como um louco!
Ela o puxou para dentro da porta aberta.
—Betty. –disse ele.
Ela pendurou-se no pescoço dele e começou a beijá-lo, ele a apertou contra ele e a beijou com paixão.
—Betty, o que faz? Não tínhamos que ir devagar como namorados ajuizados? –disse coma voz rouca
—Continuaremos, mas esta é nossa última noite, vai saber quando teremos uma noite como esta.
—Apenas nós dois.
Os dois se entregaram ao beijo, até caírem sobre a cama de Betty, ainda com roupa. Mas aos poucas as mesmas voaram pelo quarto.
—Betty mi Betty. –Armando contemplava o corpo daquela mulher que amava. Tocava-a por todas as partes. Fazendo com que cada fibra de seu corpo explodisse de desejo.
—Ah!
Ela se remexia, implorava para que ele a fizesse sua, mas ela queria estender ao máximo todas as sensações e guardar tudo em sua mente.
—Por favor, Armando.
—Quero conhecê-la, senhorita. Nunca fiz amor antes.
—Armando, por favor!
—Shiu! Vai gostar!
Assim, alisou e adentrou seus dedos naquele corpo, achou caminho entre suas coxas para saciar sua sede naquele manancial que jorrava água de puro prazer.
—Ah! Ah! Armando!
Ela se contorcia em sua boca, implorando para que a fizesse dele. Mas ele queria mostrar a ela que nenhum homem a amaria mais que ele.
Quando ela estava chegando lá, ele parou de beijá-la intimamente e antes que ela pudesse reclamar, ele tomou-a de uma só vez, fazendo-a estremecer.
—Isto Armando! Ah!
—Você é minha! Solteira! Casada! Divorciada! Só minha! Este corpo! Sua boca!
—Ah! Só sua!
—Seu namorado! Seu amante!
—Ahhh! Você é maravilhoso!
—O melhor! Sim?
—Sim.
—Te amo, Betty! Te amo! Obrigado por esta noite!
Ela o beijou. O amava demais, não conseguiria deixá-lo ir. E sentiu este pertencer na forma como a amou esta noite. Esta noite foram um do outro. Sem cobranças, pressas, pudores, sem inimigos, Ecomoda e nada. Mas sabiam que os problemas os aguardavam na capital. Mas hoje se amariam como loucos.
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