Notas iniciais
Olá pessoas! A Musa Anônima12345 me convidou recentemente para escrever uma fanfic Big Four, e o resultado é esse! Nunca escrevi Big Four antes, só Mericcup - como algumas pessoas estão carecas de saber - mas espero que vcs gostem da nossa fic! Beijos. - Lirael.

Merida sabia do novo relacionamento de sua mãe. Elinor jamais esconderia uma coisa dessas dela. Anos após perder seu pai para uma doença grave, Merida ficou feliz por saber que a mãe conseguiu finalmente superar e seguir em frente. North Noel era, para todos os efeitos, um cara legal. Engraçado, gentil e companheiro, era a pessoa certa para a sua mãe, e Merida sabia disso. Ele a fazia feliz. Então, mesmo sabendo que North jamais ocuparia em seu coração o lugar que antes era de Fergus, Merida tentou apoiá-la e encorajá-la, apesar de detestar o filho único do namorado dela, Jack.

Afinal, seu pai Fergus, morrera a mais de sete anos e Elinor merecia ser feliz. Era o que seu pai iria querer.

Após vários meses de encontros, conversas, passeios e visitas, Merida começara a gostar dele. North trabalhava em uma filial de uma marca muito famosa de brinquedos. Era conhecido como “Papai Noel”, pois nas festas de final de ano trabalhava como voluntário organizando e distribuindo brinquedos a crianças carentes. Em uma dessas vezes, Merida e seus irmãos tinham ido com ele, e ela ficou deslumbrada ao ver como todos pareciam admirá-lo. Sem dúvida, ele era a pessoa certa para sua mãe.

Mas mesmo com esse presente sentimento de admiração e respeito, Merida jamais esperava que North e sua mãe fossem se casar realmente. Ela gostava dele, sentia-se confortável com sua presença, mas nunca, nunca imaginaria que ele a pediria em casamento.

Por isso, não foi sem surpresa que certa noite, North aparecera em seu apartamento ao lado de Jack, seu filho. Sua mãe fizera um jantar, e por estranha coincidência, preparara comida italiana — o prato preferido de Merida e dos irmãos. Até mesmo deixou Merida escolher sua toalha de mesa preferida e colocá-la a mesa, toalha esta que Elinor detestava pois achava que as cores eram muito berrantes. A própria Merida abriu a porta, sorrindo de orelha a orelha ao ver North, mas fechando a cara assim que notou Jack atrás do pai. Tudo estava bem para Merida, apesar da presença irritante de Jack. Como muitas vezes antes daquela, eles jantaram, North elogiou a comida de Elinor e segurou sua mão por debaixo da mesa, o que a fez desviar o olhar e sorrir levemente. Merida revirou os olhos, como sempre. Sua mãe não precisava ser tão discreta. Todos ali sabiam que ela o amava. Então houve um momento constrangedor de silêncio, um pouco antes que seus irmãos se levantassem correndo e arrastassem Jack – Jack, aquele intruso – e não Merida para o videogame para jogar com eles. Mas antes que o sugerissem isso, Elinor bebeu um gole de vinho branco e pigarreou baixinho, para chamar a atenção deles.

– Merida. Hamish, Hubert, Haris. – ela fez uma pausa, e deu um sorriso para o garoto de cabelos brancos. – Jack.

Merida se irritou quando Jack sorriu para sua mãe daquele jeito, como se estivesse totalmente a vontade com ela. Elinor continuou.

– Eu não organizei esse jantar por acaso. Queria que estivessem todos presentes por um motivo muito especial.

A cabeça de Merida rodou. Ela desejou secretamente que aquilo não fosse o que ela pensava que seria.

– Há alguns dias, North pediu minha mão em casamento, e ontem a noite eu disse sim. Nós dois vamos nos casar. – concluiu, em um tom de voz suave, e North passou um braço ao redor do ombro dela.

Como era mais do que óbvio, nem Jack nem Merida gostaram dessa ideia, embora os trigêmeos sorrissem com a ideia de ter Jack morando junto com eles:


– O que? Por favor mãe, me diz que não é verdade! — a garota perguntou indignada com o que acabara de ouvir da mãe.


– Porque não filha? Achei que você ficaria feliz por que eu finalmente encontrei alguém. — Elinor disse abraçada ao noivo.

Logo o garoto também se pronunciou:


– Pai, eu sei que vocês se amam e tal, mas... ela é a pior pessoa do mundo todo para ser uma irmã! — o garoto de cabelos brancos protestou apontando para a ruiva provocando assim uma discussão.


– Pelo menos não fui eu que pintei meu cabelo de branco só para causar. — ela revidou no meio da briga.


– Eu já disse um milhão de vezes que eu nunca, NUNCA pintei o meu cabelo. Já nasci assim.

Os dois continuavam a brigar enquanto North e Elinor se afastaram um pouco.

– Vai ser bem difícil fazer esses dois se entenderem. – North comentou, e Elinor sorriu.

Alguns meses depois...

– E então filha, estou bem? — Elinor estava com um vestido perolado com detalhes em branco. Era o dia de seu casamento e a filha tentava fazer a mãe mudar de ideia a qualquer custo.


– Está linda como sempre mãe... tem certeza de que quer fazer isso? Quero dizer, você parecia tão feliz do jeito que vocês estavam... Quem garante que um casamento não vai estragar tudo? – Merida fez uma pausa quando sua mãe a olhou com uma expressão que conseguia ser frustada e cansada ao mesmo tempo. – Além disso... Eu não sei se vou suportar aquele branquelo chato me enchendo o saco todo dia de manhã. – reclamou, revirando os olhos.


– Merida, eu sei que vocês não deram tão certo logo de primeira. – tocou-lhe o rosto e a olhou nos olhos — Mas você tem que entender que eu amo o North e quero formar uma nova família com ele. – Merida assentiu e desviou o olhar para o espelho, frustada com a resposta de sua mãe. — Agora vamos, está na hora de entrarmos na igreja. Não é educado deixar os convidados esperando

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– Pode beijar a noiva. — o padre disse por fim, após um longo e chato discurso. Meu pai e Elinor se beijam, e embora eu não consiga ignorar o quanto eles parecem felizes e certos um com o outro, eu faço uma careta sentado do lado daquela ruiva insuportável que em menos de três minutos seria minha meia-irmã.


– Bem-vindo ao inferno Jack Frost. — ela me disse e eu revirei os olhos.

– Bem-vinda ao inferno que virou a minha vida. – disse, concordando com ela.