Better Days
13 Capítulo 13
Quando Tom chegou em casa, no dia anterior, Elisabeta estava compenetrada em seu trabalho, por isso sequer viu o filho entrar. Soube por seu pai, mais tarde, que Tom estava radiante com a ideia de ter um pai, fazendo questão de contar a novidade para Felisberto e Ofélia.
Elisabeta passou a noite em claro, refletindo sobre a mudança radical em sua vida nos últimos tempos. Passara sete anos acreditando que o Darcy que conhecia era uma ilusão, acreditando que escolhera não ser pai de Tom. Agora, já não sabia mais nada. Era difícil imaginar que alguém fosse capaz de uma atrocidade como a que se apresentava.
Sua história com Darcy era linear. Não levara mais do que dois dias para Elisabeta encantar-se com seu coração, com sua visão de mundo, com o respeito que ele demonstrava por ela ou por suas irmãs. Darcy podia ter qualquer mulher, mas nunca tirara os olhos dela.
E a ajudara a construir seus sonhos, apoiara suas ambições mesmo quando todos diziam ser loucura. Ao saber que Elisabeta gostava de escrever, Darcy fez questão de comprar uma infinidade de livros. A ensinou a falar e escrever em inglês, e a ensinou sobre amor, respeito, desejo e paixão.
Agora novamente via suas qualidades, e Darcy continuava exatamente da forma que o conhecera. Mais maduro, era verdade. Mas era doce com sua família, e os acontecimentos daquele dia provavam que ser pai era inerente à Darcy. Ela o via ter o mesmo cuidado, respeito e paciência que tinha com todos à sua volta.
Era cada vez mais difícil acreditar naquelas cartas, quando o homem à sua frente era o mesmo que despertara tantos sentimentos anos antes. Quando mostrava-se digno, respeitoso e disposto a amar Tom. Quando mudara os rumos de sua vida para se estabelecer no Vale do Café, apenas para ficar perto do filho.
Pensou em procura-lo no dia seguinte, mas estavam em meio aos preparativos para o aniversário surpresa de Lídia, e Ofélia parecia necessitar sua presença em tempo integral. Mariana, Jane e Cecília também já ajudavam, enquanto as crianças corriam pela casa.
— Elisa! – as três apareceram na cozinha, de repente. – Por que é que Tom está tagarelando para todos os primos que Darcy é o pai dele?
Em meio a confusão estabelecida por Ofélia, Elisabeta ainda não conseguira contar às irmãs sobre o dia anterior.
— Darcy apareceu ontem com um presente para Tom. – ela deu de ombros. – Nada menos do que um cavalo.
— Um cavalo? – Jane riu. – Isso é tão Darcy.
— É, um cavalo. Então o chamei para uma conversa, pedindo para que ele não faça esse tipo de coisa.
— Por que não? Ele é o pai, e é rico. – Mariana revirou os olhos.
— Porque Tom precisa aprender a viver com simplicidade. – Elisabeta olhou severa para Mariana.
— Isso não importa! – Cecília cruzou os braços. – Nos conte o que aconteceu.
— Tom acabou ouvindo parte de nossa conversa, e ouviu Darcy dizer que era pai dele.
— Meu Deus! – as três pareceram em choque.
— Mas conversamos com ele, e ao que parece ele está realizado. – Elisa sorriu, mais tranquila.
— Meninas, ao trabalho! – Ofélia surgiu na cozinha, já irritada. – Vocês acham que essa festa vai se organizar sozinha?
— Mamãe, Elisa está nos contando sobre Darcy e Tom. – Cecília reclamou.
— Elisabeta pode contar mais tarde. – Ofélia ralhou. – Inclusive podem perguntar à Darcy, porque ontem o fiz prometer que viria para a festa de Lídia.
— Fez? – Elisabeta ergueu a sobrancelha.
— É claro. Agora voltem ao trabalho.
Mas não passou despercebido à nenhuma das irmãs o sorriso que brotou no rosto de Elisabeta diante daquela notícia.
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Como era de se esperar, Lídia foi as lágrimas diante de sua festa de aniversário. A mais nova das Benedito ainda guardava certa mágoa por ser excluída das conversas das mais velhas, quando ainda eram menores, e ficava profundamente emocionada quando era homenageada.
Sua alegria contagiou a todos, e apesar de Elisabeta, Jane, Mariana e Cecília terem passado o dia recebendo ordens de Ofélia enquanto tentavam cuidar das crianças, o sorriso da irmã fez o trabalho valer a pena. Por isso agora estavam as cinco sentadas juntas, bebendo um pouco de vinho.
Elisabeta contara, agora com detalhes, sobre todo o acontecido no dia anterior. Não precisou dizer para nenhuma de suas irmãs o quanto Tom parecia adaptado à ideia, pois quando Darcy apareceu, todos da família foram novamente apresentados à ele pelo garoto. E à todos Tom fazia questão de dizer que aquele era seu pai.
Elisabeta podia ver a emoção de Darcy ao ouvir aquelas palavras, mesmo quando já as ouvira repetidamente. E não foi nenhuma surpresa que Tom permanecesse grudado ao pai em todos os momentos da noite. Como sempre, Darcy parecia paciente e genuinamente feliz.
— Eles parecem se dar bem. – Mariana disse, sorrindo. – Brandão está muito feliz de ter mais um no time dos pais.
— E Rômulo, então? – Cecília sorriu para o marido, que brincava com os filhos. – Estava mais preocupado que eu com a reação de Tom.
— Pois eu não tinha preocupação alguma. – Lídia disse, sorrindo. – Quem não gostaria de ter um pai como Darcy? Alto, forte, lindo e endinheirado?
— Lídia! – Jane ralhou. – E como estão as coisas entre vocês, Elisa?
— Não existe exatamente um a gente. – Elisa disse, tranquila. – Ainda não sabemos o que aconteceu de verdade.
— Sempre existirá um “vocês”. – Mariana a cutucou. – Você nunca esqueceu Darcy.
— Darcy é o amor da minha vida. – Elisabeta pousou os olhos nele e em Tom. – E vê-lo com Tom me emociona. Mas é como se não fosse o momento, entendem?
— Não. – Cecília riu. – Se eu fosse você já estaria correndo atrás do tempo perdido.
— Eu posso fazer isso por você. – Lídia disse, sugestiva, fazendo as irmãs gargalharem.
— Lidiazinha, eu acho que você já bebeu vinho demais. – Elisabeta revirou os olhos.
— E você, de menos. Venha, vamos pegar mais um pouco.
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Darcy estava radiante. Se alguns meses antes, alguém contasse à ele sobre a felicidade que sentiria, seria impossível acreditar. Mas era como se Tom fosse a peça que faltava em um quebra-cabeças, a que trazia sentido à tudo. E naquele dia talvez fosse o vinho, talvez fosse o fato de finalmente sentir-se novamente aceito entre os Benedito, mas tudo parecia ainda mais bonito.
Após uma longa conversa com Rômulo, Brandão e Camilo, agora Darcy ensinava Tom, pacientemente, a embaralhar as cartas. O menino prestava atenção nas mãos do pai, e tentava repetir os movimentos. Estavam sentados em um banco de madeira, quando Elisabeta aproximou-se e sentou ao lado de Darcy.
— Posso saber o que estão fazendo? – perguntou, curiosa.
— Darcy está me ensinando a embaralhar cartas. – Tom respondeu, seus olhos no baralho.
Elisabeta e Darcy observavam a cena atentamente. Quando errava, Tom reiniciava seus movimentos e fazia uma nova tentativa. Era focado, como seus pais, e não desistiria na primeira tentativa. Darcy virou-se para trás rapidamente, buscando seu copo, e o inclinou para Elisabeta, propondo um brinde.
Bateram seus copos e sorriram um para o outro. Foi sem perceber que Elisabeta começou a inclinar-se para ele. Estavam observando os movimentos de Tom, e ela instintivamente ia mais para frente, buscando uma visão melhor. Tom quase deixou o baralho cair, fazendo os dois rirem.
E veio como um choque a realização. Quando a risada de Darcy balançou seus cabelos, causando um arrepio em seu corpo. Seu corpo estava grudado ao dele, suas coxas em contato, a lateral de Darcy na lateral de seu corpo, enquanto os cotovelos de Elisabeta quase encostavam em uma das coxas dele, e a mão de Darcy estava apoiada no banco, atrás dela, quase como um abraço.
Ela soube que ele estava próximo quando a risada rouca invadiu seus sentidos, e Elisabeta rapidamente virou-se para ele. Mas foi quando seus narizes quase se encostaram que ela percebeu o quanto estavam próximos. Engoliram em seco, um olhando nos olhos do outro. Se movessem um pouco, seus lábios se encontrariam.
— Consegui! – Tom disse, fazendo os dois olharem para ele.
Darcy esperava que Elisabeta se afastasse, mas ela sequer moveu o corpo. Continuou observando Tom, que já iniciava uma nova tentativa. E por isso ele viu sua mão ganhar vida própria, sair do banco e buscar a dela. Entrelaçou seus dedos aos de Elisabeta sem dificuldade, e quando beijou as costas da mão da mãe do seu filho, recebeu apenas um sorriso.
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Ofélia, Felisberto e as crianças já estavam dormindo há algum tempo. Jane e Camilo foram os primeiros a ir para casa, e pouco tempo depois, Lídia e Randolfo. Lídia protestara por ir embora de sua festa de aniversário, mas Randolfo precisava trabalhar no outro dia e a convenceu sem maiores dificuldades.
Elisabeta, Darcy, Cecília, Rômulo, Mariana e Brandão estavam sentados no pátio, aproveitando o exagero de vinho que Ofélia havia encomendado, e relembrando os velhos tempos. Darcy fora o primeiro a entrar na família, e não demorara a fazer amizade com Rômulo e Brandão.
Brandão já era encantado por Mariana, mas os dois precisaram de uma força extra para um entendimento, e o responsável era Darcy. Também ajudara Rômulo a conquistar Cecília, e quando viraram formalmente três casais, não se desgrudavam. Eram companheiros de jogos, nas festas da cidade, e nos jantares de Ofélia.
Darcy estava feliz por estar ali. Estava sentado em frente à Elisabeta, e mal conseguia tirar os olhos dela. Pela primeira vez a via aberta com ele, seu riso fácil aparecendo, uma cumplicidade e familiaridades que ele agora percebia o quanto mudavam seu dia. As histórias transportavam os dois para o passado, e era quase impossível imaginar como poderiam estar, se a vida fosse mais generosa.
Mas aproveitaram a noite assim mesmo, em meio a brindes, risadas e memórias. Eram lembranças que se misturavam com seu crescimento, enquanto outras eram construídas sem Darcy. Mas as irmãs de Elisabeta e seus maridos estavam genuinamente felizes por finalmente poderem relembrar o passado.
Darcy era um assunto a ser evitado. Primeiro porque Elisabeta costumava ficar aborrecida e triste, e depois, a medida que Tom foi crescendo, era apenas prudente não citá-lo. Mas agora ele estava ali, e podiam finalmente rir daquelas lembranças tão peculiares, tão deles.
Já era madrugada quando suas irmãs decidiram voltar para casa. Elisabeta sentia o efeito da bebida, deixando-a mais feliz, mais leve. Enquanto os pais foram buscar as crianças, Elisabeta e Darcy deram a volta pela casa, lado a lado.
— Eu preciso conversar com você. – ela disse, de repente. – Se puder ficar mais um pouco.
— Eu posso, mas posso voltar amanhã, se preferir. – Darcy coçou a cabeça, fazendo Elisabeta lembrar-se do filho.
— Não, estive procurando o momento a noite toda. – Elisabeta riu.
Logo Cecília, Rômulo, Mariana e Brandão se despediram, e Elisabeta e Darcy subiram as escadas, permanecendo na varanda. Não estavam completamente bêbados, mas também estavam longe da sobriedade. Por isso seus olhares eram mais longos, os pensamentos tinham uma linha própria de raciocínio, e penumbra do lugar deixava o ar rarefeito.
— Fale logo. – Darcy soltou o ar, após um tempo de silêncio.
— Me desculpe. – Elisabeta riu. – Não queria assustá-lo. Eu queria agradecê-lo, na verdade.
— Pelo que? – ele arqueou a sobrancelha.
— Eu posso ter ouvido uma parte pequenininha da sua conversa com Tom. – ela disse, com um sorriso travesso.
— Ah, é mesmo? – Darcy cruzou os braços. – A senhorita estava nos espionando?
— Um pouco. – ela confessou, ficando séria de repente. – Mas eu preciso agradecê-lo. Foi muito generoso da sua parte.
— Generoso? – Darcy sorriu de lado. – Elisa, generoso é você me dar um filho como Tom. Eu só disse a verdade, só apontei a mãe maravilhosa que ele tem.
Ela ficou em silêncio, e uma eletricidade se apossou do momento. Tantos olhares, elogios, sorrisos, lembranças. Era como estar de volta, depois de um longo tempo.
— Maravilhosa, é? – o tom de Elisa era diferente, provocante, e o passo que ela deu à frente deixava isso claro.
— Maravilhosa. – ele afirmou, a segurando pela mão e puxando-a lentamente de encontro ao corpo dele.
Elisabeta repousou sua mão no peito de Darcy, e a mão dele segurou sua cintura. Era um toque antigo, mas parecia uma novidade. Darcy colou a testa na dela e sorriu, vacilante. E foi por isso que Elisabeta aproximou-se, juntando seus lábios aos dele. Nenhum dos dois se moveu por uma fração de segundos.
E então Darcy grunhiu baixo, juntando ainda mais seus corpos e tomando a boca de Elisabeta. Como faísca no álcool, fazendo os dois explodirem. Suas línguas se tocaram, e Darcy sentiu a excitação no mesmo momento. Sentiam saudade e urgência naquele beijo. E a familiaridade quase fazia com que quisessem correr para lados opostos.
Ao invés disso, Darcy a encostou na porta dos Benedito, como fizera tantas vezes quando mais jovem, antes de entrarem para um jantar, ou antes de se despedir. Elisabeta gemeu ao sentir o corpo dele pressioná-la ainda mais, com uma necessidade urgente de ser tocada.
Quando Elisabeta inclinou os quadris em direção a ele, Darcy deixou a razão de lado, puxando uma das pernas dela para cima, encaixando-se naquele espaço. Sua boca deixou a dela, trilhando beijos por sua mandíbula, chegando ao pescoço e chupando a pele no ponto exato em que sabia que ela enlouqueceria. Sorriu entre sua tarefa quando ouviu o gemido baixo, e sentiu a mão dela invadir seus cabelos.
Era como se Darcy houvesse apertado algum botão, fazendo com que o corpo dela aquecesse, despertasse. Como se aquela parte dela estivesse adormecida desde que Darcy fora embora, e agora ganhasse vida. Por isso ela deixou que ele a beijasse, que afundasse seus dedos na coxa dela, não impediu quando a mão dele segurou um dos seios dela.
E só conseguiu explorar, segurando os cabelos dele, descendo as mão por suas costas, apertando seus braços. Ela o sentiu crescer entre eles, e movimentou os quadris. Tinha a intenção de provoca-lo, mas quase assustou-se com a reação de seu próprio corpo, e por isso repetiu o movimento uma e outra vez.
Darcy apoiou uma das mãos na porta, a outra ainda na coxa dela, prendendo-a contra ele. Beijou seus lábios, mas a respiração ofegante dos dois impediu a tarefa. E então ele causou um arrepio no corpo dela ao chegar perto de sua orelha, sussurrando em seu ouvido.
— Ah, Elisa... – ele suspirou, mordendo-a. – O que você faz comigo?
— Nada que outras não tenham feito nesses anos. – ela provocou, movimentando os quadris mais uma vez.
— Minha menina, se você soubesse o quanto meu corpo rejeitou outra boca que não fosse a sua, um cheiro que não fosse o seu. – ele a mordia, ao mesmo tempo em que agora se movimentava contra ela. – Se soubesse o quanto eu fui mecânico, a repulsa que eu tinha a cada toque que não fosse das suas mãos...
Elisabeta aproveitou para beijar o pescoço dela, fazendo com que Darcy respirasse ainda mais fundo, perdesse ainda mais o controle.
— E eu sei o que você quer ouvir. – a mão de Darcy desceu da porta, encontrando o ombro dela, e descendo até seus seios, acariciando, apertando. – Eu sigo sendo eu, e você segue sendo minha.
Darcy buscou a boca dela em mais um beijo apaixonado. Queria tocá-la, queria deixar toda a razão de lado, mas foi com prudência que desacelerou o beijo, deixou que Elisabeta voltasse ao chão, e acariciou o rosto dela.
— O que fizeram com a gente? – foi ela a perguntar, com a respiração acelerada.
— Eu não sei. Mas vamos descobrir, no tempo certo. – Darcy sorriu.
— Eu adoraria poder esquecer que temos um filho, que toda essa história não nos abalou, e voltar pra gente. – ela sorriu, triste.
— Não há pra onde voltar, minha menina. – Darcy beijou a testa dela. – Alguém roubou a nossa história, nos deixou quebrados.
— Você acha que, quando a hora chegar, nós vamos conseguir reconstruir tudo? – Elisa suspirou.
— Elisa, eu não tenho dúvidas. – Darcy segurou a mão dela, e a levou a seu peito. – O meu coração bate por você desde o primeiro dia em que a vi.
— Você entende, não é? – Elisa afastou-se dele. – Por que não podemos?
— Nós temos um filho. – ele sorriu. – E se isso for possível, eu te amo e te admiro ainda mais por colocá-lo em primeiro lugar. Por me deixar construir minha relação com ele antes de tudo.
Ele não pretendia dizer que a amava. Mas era tão forte e tão certo. Aquele beijo despertara neles os sentimentos que estavam jogados em um canto, adormecidos, aqueles que passaram anos fingindo que não existiam.
— E eu te amo e te admiro pelo que vejo nos seus olhos toda vez que você olha para o Tom. Você acha que algum dia vamos nos perdoar por acreditar em tantas mentiras?
Elisabeta não teve a real dimensão do quanto estava convencida de que Darcy não havia escrito aquelas cartas, até a frase sair de sua boca. Não havia mais dúvidas.
— Eu acho que eu vou construir uma relação com nosso filho, e nós vamos aprender a ser uma família. – Darcy se aproximou, segurando-a pela cintura. – Você vai conhecer o homem que eu sou hoje, e eu vou conhecer a mulher belíssima que você se tornou.
— E vamos aprender a confiar um no outro. – Elisabeta sorriu. – Eu gosto desse plano.
— Mas antes de ir pra casa e voltarmos a ser pais responsáveis, eu vou beijar você de novo. E por favor, Elisabeta Benedito, não tente me seduzir. – Darcy soltou uma risada abafada ao sentir um tapa em seu braço.
— Eu jamais faria isso. – disse, em um sorriso malicioso, se aproximando ainda mais.
Sentiu os lábios de Darcy nos seus, mas dessa vez em um beijo doce e cheio de promessas. Promessas de um futuro que precisariam construir, nos escombros de um passado doloroso. Mas sentia que os primeiros passos já estavam sendo dados. Seu filho tinha um pai, e Darcy estava de volta a sua vida.
E o amava. Com todo seu coração e sua alma. O mais puro e resistente sentimento. E ela esperava que pudesse ser um amor resiliente. Porque quando Darcy se despediu com um sorriso, tudo em seu ser pedia para que ele voltasse. Mas havia Tom. E haveria tempo para eles depois.
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