Better.

1 nothin' feels better than this.


Notas iniciais
Eu não sou a pessoa dos smuts mais gráficos e explicativos... HAHAHAH espero que o sentimento seja transmitido nessas poucas palavras ♥

Eu não conseguia esconder o desejo que sentia todas as vezes que olhava para ele. Não era como se ele fosse o mais belo galã de todos com suas roupas de tons sóbrios e parecidos... Aliás, era como se não se preocupasse com sua aparência de modo geral.

Não que precisasse se preocupar de qualquer forma já que mesmo sendo um rapaz sem muitas vaidades, ele tinha aqueles cabelos de tons castanhos dourados, um olhar bondoso e um sorriso de bom moço. Ele não tinha uma beleza de parar o trânsito, mas se você olhasse duas vezes, talvez se encontrasse perdido como eu nos olhos cor de floresta quente salpicado com tons de âmbar.

Eu nunca fui de ficar perdido por alguém... Mas tinha algo em seu olhar, algo em suas palavras, algo em seus exemplares lidos e relidos de Henry James, algo excepcional na maneira em que cruzava os braços e olhava para o teto quando estava pensando em alguma coisa intrigante de um modo completamente distraído...

Os que tem cara de anjo são os piores.

Era difícil não prestar atenção naquele corpo mais alto que o meu, magro e com as pernas torneadas de quem faz longas caminhadas de reflexão e gosta de andar a pé. Eu não conseguia acreditar que gostava de alguém que caminhava por diversão, mas não podia negar que gostava dele por inteiro, gostava de estar com ele, talvez mais do que com qualquer outra pessoa.

Entretanto, como todo menino órfão com pais vivos, eu tenho um espiral de tristeza para o qual eu tento não arrastá-lo. Enquanto ele puder estar envolvido comigo sem ter que segurar a barra do ex-menino rico cujos pais não suportam a cara e por isso reage sendo um bosta em todos os seus relacionamentos amorosos, eu o manteria comigo. Não sei se saberia viver de outra forma, para falar verdade.

Quando nos beijamos pela primeira vez tínhamos vinte e um ou vinte e dois anos. Agora com vinte e cinco, eu me arrastava com meu Chevy Malibu de 73 a 30 por hora com um Lupin de cara amarrada do meu lado. Mesmo com o semblante irritado, ele era sexy demais.

Talvez ele fosse, de fato, de parar o trânsito.

— Tenho certeza de que estamos perdidos — ele murmurou, puxando um mapa do meu porta luvas. — Deveríamos estar nessa tal fazenda ou qualquer coisa de campo que James tem há pelo menos duas horas e meia.

— Não estamos perdidos — murmurei, sabendo que sim, estávamos perdidos. — Talvez eu só tenha confundido alguma saída, não sei.

— Admita que estamos perdidos. — Lupin me desafiou com o olhar. — Já passamos por esse motel de beira de estrada pelo menos três vezes.

— Você sabia que os motéis surgiram há algumas décadas nos Estados Unidos para os motoristas não dormirem na estrada? — tentei dobrá-lo com uma curiosidade, o que quase sempre funcionava, uma vez que ele olhava pra mim com os olhos amendoados curiosos. — Veio da junção motor com hotel.

— Certo. — Remus deu de ombros, não podendo ligar menos para minha história.

— Você sabia que em alguns lugares, por motéis serem afastados da cidade e geralmente na beira de estradas, os estabelecimentos são considerados locais próprios para encontros sexuais? — ergui a sobrancelha, tentando diverti-lo. — A promessa de sigilo e privacidade, entre paredes onde você pode gemer e gritar à vontade sempre foi atraente para a maioria dos casais.

— Ou assustadora. — ele sorriu de maneira enviesada, se mexendo de maneira inquieta. — Essa é a sua proposta?

— Você quer que eu o leve para um motel no meio do nada? — confesso que não tinha sido minha intenção quando contei minha pequena curiosidade. Mas aquela cara de anjo que ele tinha escondia um pervertido que apenas eu conhecia.

Ele assentiu, com uma mão já em minha coxa, me fazendo ter uma reação instantânea na virilha. Remus sabia o que provocava em mim e como fazê-lo.

— Já parou para pensar que eu talvez tenha nos "perdido" de propósito para arrastá-lo para a cama? — o vi morder o lábio inferior. — Não que eu precise de muitos artifícios.

— Você é tão arrogante — Remus girou os olhos com a mão direita em minha virilha, me fazendo gemer e quase fechar os olhos. — Olhos na estrada.

— Fica difícil quando você tenta me distrair. — fingi indignação e ele fingiu que tiraria as mãos de mim.

— Não é como se eu precisasse de muitos artifícios. — Remus me imitou com seu tom de voz grave e ao mesmo tempo juvenil.

Ele estava dando aulas em uma escola de ensino médio atualmente. Aquele era um dos fins de semana que eu conseguia tirá-lo do mundo dos livros e pastas com pautas e burocracias. Me perguntava diariamente quantos alunos tinham uma queda por aquele cérebro gigante, pela paciência carinhosa eterna e aquele rosto encantador.

Ele tinha aquele olhar de que ligava para o que você estava sentindo e que sentia junto com você — ou até mais. Seus sentimentos eram transparentes em seus olhos grandes e todas aquelas expressões faciais que indicavam sua dor, alegria, amor, tristeza e, naquele momento em especial, paixão e desejo.

Pedi pelo melhor quarto daquela espelunca, girei os olhos quando a recepcionista com chiclete emborrachado e um autofalante ensurdecedor que tocava Into The Groove, da Madonna, me perguntou se era um quarto ou dois, já que éramos dois caras.

Quando eu disse que era um apenas, ela me perguntou se era uma cama ou duas. Eu odiava o rosto de tensão de Lupin nessas situações. Ele colocou as mãos nos bolsos e balançou o corpo para frente e para trás num claro sinal de nervosismo.

— Uma cama só bem grande, num quarto com banheira e se tiver champanhe e pétalas de rosa, eu aceito. — falei da maneira petulante que parecia ser clássica para mim pelo olhar de censura de Remus.

— Temos um quarto com banheira. — ela disse com desdém, não ligando a mínima para minha insolência. — São 65 libras a noite.

— Certo. — tirei as notas da carteira, desesperado para arrancar Remus de seu desespero de cutucar as cutículas do polegar com a unha do dedo indicador.

Às vezes a maneira como ele fugia de situações conflituosas era irritante. Porém, depois de anos de convivência eu já estava acostumado a não tentar arrancar dele algum tipo de reação em momentos desconfortáveis. Eu o vi suspirar de alívio ao entrarmos no pequeno quarto depois de três lances de escada.

— Tire essa camisa para poder respirar melhor. — propus com um sorriso no canto dos meus lábios.

— Você sabe que eu não gosto quando você é insolente com as pessoas. — Remus me olhou com os ombros encolhidos e os olhos em chamas.

— E você sabe que eu não posso evitar. — dei de ombros. — Do jeito que eu estou acostumado com seu jeito travado, você já deveria estar acostumado com o meu raivoso.

Ele me encarou daquele jeito que me fazia questionar se ele queria me beijar ou me jogar na parede — e me beijar.

Qualquer resultado me satisfaria.

— Eu te trouxe até aqui para brigarmos? — o olhei de cima a baixo.

— Você me trouxe até aqui porque não sabia onde estávamos. — ele ergueu as sobrancelhas em um desafio claro ao meu senso de direção.

Com a sobrancelha erguida eu o vi sorrir, sabendo que agora a tensão já tinha partido e eu poderia olhar em volta para aquele quarto pequeno de motel, com lençóis brancos numa clara tentativa de mostrar que eram limpos, uma cama redonda de mal gosto com um estofado vinilizado e impermeável — o que eu achei uma boa ideia, apesar de não ser das confortáveis; aquela era até bem macia se esquecêssemos do tecido rígido e emborrachado.

O ar condicionado central fazia um barulhinho agradável de vento, apesar de supostamente não dever fazer barulho algum. O banheiro que ficava de frente para o quarto tinha de fato uma banheira que deveria ter sido feita para o lado de fora com aquela madeira rústica e o tamanho circular grosseiro. Em uma das paredes tinha uma televisão presa numa jaula com um cadeado, o que denunciava que os donos do motel não confiavam em seus hóspedes.

— Não é tão ruim. — Lupin murmurou vendo que eu olhava em volta. — Veja, tem até um frigobar, com uma garrafa de vinho mequetrefe que custa o triplo do valor real.

— Eu não estou tão interessado no quarto e mais na finalidade dele. — sorri vendo-o me corresponder com os olhos colados aos meus, só perdendo o contato visual quando sua camisa saiu de cena.

Seu peito parecia brilhar nas luzes amareladas e fracas do quarto do motel. Ele tirou o cinto escuro que prendia sua calça jeans e puxou a calça até os pés.

— Não tive tempo de colocar uma cueca hoje. — ele coçou os cabelos envergonhado porém gloriosamente nu há seis passos de distância.

Eu não tinha vergonha alguma de agir como o homem sem pudores que sou na presença dele e também não pude evitar passar a língua nos lábios enquanto diminuía a distância entre nós agarrando seus quadris.

— Você não deveria tirar as roupas também? — ele me perguntou, impaciente.

— Só me deixe admirar você por um segundo. — pedi, olhando para ele da ponta dos dedos, passando por suas pernas finas e torneadas, até o último fio arrepiado de seus cabelos castanhos.

— Você já me viu centenas de vezes. — ele girou os olhos puxando os botões da minha camisa de flanela.

— Você já deveria ter se acostumado. — sorri, enquanto ele abria o botão superior de minhas calças pretas.

Com um sorriso malicioso, me abaixei com as mãos na lateral de seu corpo quente. Querendo mostrar apreço a sua iniciativa de se despir totalmente para mim, me inclinei e beijei a ponta de sua ereção, fazendo-o gemer levemente e então lambi toda a sua extensão e o olhei.

— Há algo excitante em estar em um lugar como esse. — falei, ainda abaixado.

— Eu concordo. — ele disse com os olhos turvos e escuros. — Estou com sentimentos nada puritanos desde que passamos por aquela porta.

— Eu gosto quando você não é puritano. — eu sabia que meu sorriso era safado pelo suspiro que saiu de seus lábios.

Como alguém podia ser tão... Gostoso?

Com esse pensamento, o tomei em minha boca com força e vontade, enquanto ele segurava meu rosto e meu cabelo com as mãos. Havia algum tempo que eu tinha descoberto que as coisas com ele não era apenas diversão, de certa forma eu sempre soube. Havia algo no jeito em que ele me dava carinhos ao mesmo tempo em que me exigia para ele.

Percebi que ele jogou a cabeça para trás quando me aprofundei o máximo que pude em toda a sua extensão, até senti-lo em minha garganta. Eu adorava ouvi-lo gemer e xingar coisas obscenas, o que me deixava ainda mais excitado: o jeito que ele puxava meus cabelos e dizia que gostava assim.

Ele puxou minha cabeça e me olhou com os lábios marcados pelos dentes que o impediam de gritar. Eu queria fazê-lo gritar, mas ele tinha outros planos.

— Sua boca é irresistível como você, agora é minha vez. – a voz rouca me arrancou arrepios, quando ele me jogou na cama vermelha e redonda de lençóis brancos e me colocou de uma vez em sua boca terminando de abaixar e tirar minhas calças jeans.

Deveria ser errado sentir tanto prazer. Ele sabia exatamente onde sua língua deveria ir para me dar o máximo de êxtase possível. Era impossível me manter quieto, mesmo com suas mãos firmes me segurando as coxas.

E então ele ficou em pé se inclinando sobre mim com as mãos em meu peito.

— Foi para isso que você me trouxe aqui, não foi? — ele me provocou naquele tom sacana de quem se esfregava sem roupas em mim.

Então ele abriu minhas pernas e colocou os quadris entre os meus, levantando minhas pernas e entrando em mim, centímetro por centímetro de maneira deliciosa, enquanto eu gritava coisas que eu nem mesmo entendia e por um deus que eu nem mesmo sabia se acreditava com as costas arqueadas, a cabeça jogada para trás e o quadril para frente.

— Eu quero te ver. — Remus pediu com a voz rouca. — Abra os olhos.

Ele estava me encarando profundamente e com as mãos me agarrando firme me observou enquanto me penetrava fundo. E eu sabia que nada era melhor que aquilo. Nada mesmo era melhor que aquilo. Ao mesmo tempo em que ele me fazia perder o rumo dentro de mim, me estimulava e eu estava mais uma vez perdido.

Quando o orgasmo me atingiu de jeito de uma maneira ricocheteante, talvez eu não soubesse mais o meu nome e apenas o dele, então eu o abracei de uma maneira que não me era tão característica, o que o fez me olhar surpreso. Envergonhado, porém ainda pronto para mais, o puxei de forma que fosse minha vez de ficar sobre ele. Beijando seus lábios com vontade fiquei ainda mais cheio de tesão enquanto brincava com sua ereção e ele aumentava a minha.

Sem tempos para preliminares depois de já termos passado pelo primeiro assalto, Remus se sentia no controle naquele dia. E por isso apenas se ajeitou sobre mim me puxando de lado, colocando uma das pernas sobre minha coxa e me deixando entrar de uma vez. Eu senti meu corpo se retesar enquanto ele se movia violentamente em mim, com força me empurrando contra o colchão e gemendo alto e descontroladamente. Movi minhas mãos em seu corpo enquanto ele movia os quadris sobre o meu, cada vez mais perto dos céus novamente, com os dedos cravados em sua pele branca a cada impulso de nossos corpos quentes e suados. Quando eu me coloquei quase todo para fora de seu corpo e então entrei de uma vez, senti os meus dedos dos pés se curvarem e os deles se torcerem quando o clímax nos atingiu como um desastre natural: forte, violento, devastador.

Ninguém era capaz de me fazer sentir o que ele me fazia sentir. Ninguém era ou seria melhor que ele. Nos arrastamos cansados até a água quente da banheira.

— Eu sinto que vou desmaiar. — ele me confessou com um sorriso travesso nos lábios. — Estava com saudades suas.

— Se eu confessar que eu também estava, você não joga na minha cara? — perguntei mordendo o canto do meu lábio inferior.

— Talvez. — franziu o nariz sentado de um lado oposto ao meu.

— Você trabalha muito. — eu disse com os ombros encolhidos e de uma maneira que eu queria que fosse displicente, porém só parecia de certa forma carente. — Quase não nos vemos.

— Eu não acho que seja o momento de eu te dizer sobre as possibilidades a mais de me ver que você teria se simplesmente, bem... — Remus respirou fundo. — Ficasse apenas comigo, em um lugar nosso.

— Você sabe que acabaríamos nos magoando e você eventualmente se cansaria de mim. — sorri, pesaroso. — Não é que eu não queira, é que eu não sei fazer isso.

Remus nunca se dava por derrotado e voltava com o assunto da monogamia e de ficarmos juntos apenas eu e ele com frequência. E, para falar a verdade, não se passava um dia em que eu não considerasse isso, não considerasse nós dois, porém éramos muito diferentes e uma hora colidiríamos, numa explosão maior que o big bang. E sabe quando alguém é tão importante para você que você não consegue imaginar magoá-lo num ponto em que ele não gostaria de te ter nem como amigo?

— Eu só quero estar para sempre na sua vida. — murmurei.

— Você só não estará se não quiser. — ele me respondeu com seu semblante mais sério.

Eu não queria que ele dissesse que me amava mais uma vez, era doloroso nunca saber dizer as palavras para retribuí-lo como ele gostaria. Mudei de assunto, vendo seu corpo sob as espumas esparsas do sal de banho barato e fajuto daquele lugar.

— Deveríamos comer alguma coisa. — eu falei, pegando uma toalha para mim e um roupão para ele. — Deve ter alguma coisa nessa geladeirinha.

— Tem sanduíches. — ele murmurou em algum lugar atrás de mim. — Mas não sei se confio.

— Tem nachos. — disse, levantando o pacote e sorrindo.

— Uma pena que não tenha chocolate derretido. — ele fez uma careta.

— Você se lembra. — falei com um sorriso nostálgico e uma sensação mista de calor e carinho no meu interior, lembrando-me do dia de nosso primeiro beijo no dormitório da faculdade anos atrás.

Não o ouvi se aproximar de mim pelas costas e me abraçar por trás com os lábios em meus ouvidos.

— Jamais esquecerei. — ele mordeu meu lóbulo levemente e depositou um beijo. Seus dentes morderam o espaço macio entre meus ombros e meu pescoço. Eu senti o peito dele se mover com o som da minha respiração ofegante.

— Você é a pessoa mais bonita que já conheci. Por dentro e por fora. — ele murmurou, e mesmo sabendo que não era verdade, desejei ser a melhor pessoa do mundo para ele, pelo menos naquele instante.

— Não. – eu sorria, mesmo que ele não pudesse me ver. — Você que é tão bonito que enxerga sua beleza e bondade em todos. Ninguém nesse planeta te merece, Remus.

Tinha verdade em cada sílaba das minhas palavras e ele sabia disso, ele sabia o quanto eu o admirava.

— Eu deveria te mostrar o quanto eu te acho incrível? — ele me perguntou, desenrolando a toalha de minha cintura.

Ele segurou meu membro endurecido e mordeu minhas costas me fazendo gritar de prazer e dor. Girou o polegar na parte de cima, fazendo minhas pernas bambearem e fraquejarem enquanto ele me mantinha firme num abraço com seu braço desocupado.

Eu o sentia duro e firme me pressionando, enquanto ele me acariciava para cima e para baixo, primeiro devagar e depois mais rápido e forte, apertando-me mais forte, mas com a pressão certa. Eu afastei meus braços, me segurando na parede e buscando um equilíbrio enquanto ele continuava a me fazer gemer num ritmo alucinante.

Eu sabia que aquele era o ponto em que me perdia novamente quando comecei a balbuciar coisas sem sentido e me virei para ele, pegando sua ereção com a mão enquanto ele continuava me deliciando com a sua. Parecíamos dois adolescentes fogosos descobrindo o corpo de outro rapaz e gostando.

Por isso resolvi beijá-lo mesmo com o corpo trêmulo pelos movimentos e pelo prazer constante. Seus dedos me apertavam lá embaixo e os meus o exploravam como um todo, quando ele mordeu meu lábio inferior com força e eu apertei seus músculos dos braços com uma das mãos, senti nossos corpos se voltarem um para o outro enquanto gemíamos em mais um clímax desesperado.

Nos olhamos ofegantes em silêncio por alguns minutos.

— Acho que vamos ter que tomar banho de novo. — ele massageou os locais onde seus dentes me deixaram marcas. Eu mal as sentia.

— Não me importo de tomar quantos banhos forem se forem com você. — confessei com a voz baixa, mas um sorriso no lábio.

— Porque gosta de me ver pelado. — Lupin já esperava algum comentário menos doce ou romântico de minha parte. Nos conhecíamos bem.

— Não só por isso, mas também. — falei, conduzindo-o até a ducha do banheiro. — Você não pode me culpar.

— Eu também não posso me culpar. — ele encolheu os ombros e colou a boca na minha. — Nada no mundo parece melhor que isso.

Eu sorri porque era verdade.

Pensaria sobre nós dois, sobre o nosso paradeiro e sobre qualquer outra coisa amanhã. Porque hoje, realmente não havia nada melhor que isso no mundo inteiro.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!