Betrayed (Traídas)
2 Eu sou Hanna Marin. E eu não sou tão fabulosa.
Hanna Marin saiu do consultório da clínica de cirurgia plástica William Atlantic. Seu castigo por ter roubado e batido o carro do pai de Sean Ackard, seu ex-namorado, após ele dispensar ela e dar um sermão sobre respeitar seu corpo. Idiota.
Ela estava caminhando até seu carro quando ouviu uma risadinha. Ela se virou e viu Sean encostado em uma árvore no parque, junto de uma garota loira. O queixo de Hanna caiu e o sangue ferveu em seu rosto. Ele já tinha uma nova namorada?
Caminhou com mais força. Entrou no carro, mas não deu partida. Ela encostou seu rosto no volante e deixou uma lágrima escapar. O que está acontecendo ?, ela pensou. Sean terminou com ela, Mona anda mentindo para ela — ela vira Mona saindo da clínica e quando perguntou o que estava fazendo lá, Mona mentiu -, seu pai, Tom Marin, achava que Hanna era uma ladra, Ali está morta e A ainda a estava provocando. Hanna esperou que que tudo fosse um sonho, ou que quando chegasse em casa, todos os seus amigos tivessem preparado uma festa surpresa para ela e por isso haviam a tratado mal. Bom, pelo menos ela havia feito uma boa ação na clínica, portanto o Universo iria recompensa-la com alguma coisa boa, certo?
Seu celular apitou na bolsa. Ela esticou o braço para pega-lo. Ela havia recebido uma mensagem. Seu coração parou de bater.
Hannakins: Esfregar o chão em Bill Beach não vai ajuda-la a ter a sua vida de volta. Nem mesmo você pode arrumar essa bagunça. E, além disso, sei de algo que vai garantir que você nunca volte a ser a musa de Rosewood — nunca mais. -A
Rá. O que A poderia saber que prejudicaria sua reputação na escola? Nada. A não ser que...
Jenna... A Coisa com Jenna... Seus distúrbios alimentares...
Você não sabe de coisa nenhuma. Hanna digitou e apertou ENVIAR.
Em alguns segundos, A respondeu:
Eu sei de tudo. Eu poderia DESTRUIR VOCÊ.
Hanna gelou.
Deu partida no carro e dirigiu para a casa.
Quando Hanna chegou, não havia nenhuma festa surpresa. Subiu para o seu quarto. Ela deitou na cama e chorou. Chorou por muito tempo. Ela só parou de chorar quando Dot subiu na cama e lambeu seu rosto.
– Você tem razão, Dot. Hanna Marin nunca chora.
Ela foi ao banheiro e enxugou as lágrimas. Retocou a maquiagem e arrumou o cabelo. Ela voltou ao quarto e pegou seu celular para ligar para Mona. Deu caixa postal. Ela deixou um recado, convidando-a para ir ao shopping King James. Hanna esperou, mas seu celular não tocou. Decidiu ir ao shopping sozinha. Umas comprinhas era tudo o que ela precisava.
– Eu sou Hanna Marin. E eu sou fabulosa — disse para seu reflexo na janela do quarto.
Ela entrou na Sacks e foi atendida por uma mulher gordinha que usava tanta maquiagem que poderia ser confundida com um palhaço. Hanna escolheu uma bolsa preta de uma prateleira e a levou para o caixa. Ela entregou a bolsa para a atendente e o seu cartão.
Ela olhou para um grupo de meninas que estavam maravilhadas ao ver uma bolsa rosa e verde, que estava na promoção por ser da coleção passada. Perdedoras.
– Desculpe, senhora, seu cartão foi recusado.
Hanna se virou para a atendente do caixa.
– Ah, minha mãe deve ter esquecido de pagar a fatura. Tente este. — ela entregou um novo cartão para a mulher.
Ela passou o cartão na máquina.
– Recusado.
Hanna entregou todos os tipos de cartão que haviam em sua bolsa, todos recusados. Ela fez uma cara de horror.
Se celular apitou. Graças a Deus, Mona.
Uma nova mensagem. Hanna abriu.
Hannakins: Desculpe, precisava de um pequeno empréstimo seu, espero que não se importe. Com amor, -A
Isso não poderia estar acontecendo. As únicas pessoas que sabiam a senha de seus cartões eram sua mãe, Mona e... Ali.
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