Beta - The Play [Fanfic Interativa]

21 Capítulo 21 - Xeque & Bispo


Notas iniciais
Espero que gostem, escrevi enquanto estava na casa da minha avó. No final teremos as fichas. Não deixem de ler as notas do perfil da fanfic. Obrigada.

Xeque & Bispo

A seleção de soldados foi feita de uma maneira bem típica. Todos em linha reta, o oficial chamando os nomes de uma lista que tinha em mãos. Eram somente chamados os soldados que possuíam destaque e habilidade. Principalmente aqueles que sabiam domar fogo ou terra e usar espada ao mesmo tempo. Kieran tinha um espírito de terra dentro de si, e assim podia dominar o solo. Já Aguia tinha um espírito de água, o que já os colocava como uma boa dupla para lutar.

Mas eles tinham recebido um castigo por desobedecerem uma ordem do presidente. Isso já os colocava no final da lista... Mas eles queriam lutar, queriam colocar os treinamentos em ação! Além de tudo queriam ter seu nome na tabela dos membros que ajudaram a Dragão Dourado vencer. Mas... Será mesmo que queriam aquilo? A idéia de fugir e ir morar na deserta floresta dos exilados era muito boa, e isso formigava a mente de Trevor. Parecia um plano quase idiota, mas ao mesmo tempo maravilhoso.

Descobriu uma coisa sobre si: Queria amar. Queria amar alguém ou alguma coisa para poder se apegar a ela. Assim iria poder batalhar com mais garra quando preciso. Alguém... Pensava no que poderia ser... Mas nada lhe surgiu na mente. A mera lembrança de Felicita já o fazia estremecer. O que será que estavam fazendo com ela? Será que ela estava bem? Ele tinha sido egoísta demais vindo sozinho para o Jogo, tinha de ter trazido ela junto. Seria melhor, mais seguro e ele não estaria inquieto como estava agora.

- Aguia e Arkin, dupla 754. – o oficial leu os nomes na lista – Batalhão 42. Arthur e Alexi, dupla 755. Batalhão 42...

Kieran soltou um sorriso. Tinham sido escolhidos para a guerra, isso o deixava feliz. Do outro lado da fila de homens, Aguia estava quase se corroendo, descrente. De repente sentiu uma vontade enorme de ir para a floresta dos exilados. Mas agora que tinham sido convocados para o exército seria impossível.

Quando os dois mil homens do Batalhão 42 foram chamados, eles marcharam até seu esquadrão, onde ficariam confinados por três dias, treinando e se conhecendo. Claro, Kieran ficou num canto, somente jogando xadrez com Trevor. E claro, ele ganhava sempre. Cada rodada do jogo demorava quinze minutos, pois Trevor demorava demais. Porém Kieran não reclamava, pois percebeu que isso era como um treinamento para sua paciência, e isso o tranqüilizou. No final dos três dias ele já estava acostumado com a velocidade do pensamento de Trevor. Bateram o recorde ficando mais de três horas somente jogando uma partida de xadrez. Kieran aprendeu a ter paciência para formular jogadas, e isso o fez quase ganhar um dos jogos. Quase, pois mesmo que estivesse bem avançado Trevor já estava mais acostumado com aquela vida de lentidão.

- Aguia, Arkin. – um oficial os chamou na frente da mesa. – Tenho ordens para enviá-los para a floresta dos exilados.

- Como é que é? – Trevor virou a cabeça na direção do oficial, quase querendo abraçá-lo e beijá-lo.

- Há uma missão para vocês, infiltrem-se no território Asa Branca e certifiquem-se de que eles estão mesmo do nosso lado. – o oficial parecia meio desconfiado – Não sei por que deram essa missão justo para vocês dois, mas espero que a cumpram. Se o fizerem, receberam o perdão de nosso presidente. Se não, podem ficar por lá mesmo.

Trevor virou a cabeça para Kieran, que ainda prestava atenção no oficial. Quando o homem saiu de perto, eles trocaram olhares que queriam dizer:

É agora, certo?

Sim, agora nós vamos fugir.

Pego as malas quando?

Kieran estava meio hesitante em relação a isso, porém gostava de saber que não teria mais a responsabilidade da guerra nem da guilda sobre seus ombros. Poderia ser livre, agir como bem entendesse. Esse era um dos pontos positivos de ser um exilado. Um ponto negativo é estar sozinho, sem ter ninguém para poder recorrer quando precisasse de ajuda.

Atravessaram a Ponte da Amizade pouco depois do meio dia. Estavam a cavalo, por isso logo chegariam a capital de Asa Branca. Trevor adorava aquela sensação de vento jogando-o para trás, e o seu cavalo era bem rápido. Kieran ficava somente um focinho para trás de Trevor, mas ele não gostava de correr, por isso sempre ficava atento se estivesse indo rápido demais, pois poderiam precisar parar rapidamente e talvez o cavalo não agüentasse.

Quando pararam e desceram dos cavalos, que já estavam cansados, os amarraram numa cerca e começaram a andar em direção as casas que ali tinham. Era uma vila pequena, e os moradores em sua maioria eram pescadores ou comerciantes. Donas de casa e crianças brincando de pega-pega. Alguns elfos tocavam flauta, faunos corriam de um lado para o outro, e ninfas se transformavam em árvores, flores ou bolhas de sabão. Filhotes de dragão da terra se divertiam movendo a areia de um parquinho de crianças. A vila era confortável e ótima para se ter uma vida de família pequena.

- Vamos ali. – apontou Kieran.

Chegaram perto da mulher que lavava as roupas de um homem, que supostamente poderia ser seu marido. Ela ergueu os olhos e sorriu, acenando e voltando a bater a roupa nas pedras ali colocadas exatamente para aquele serviço. Kieran limpou a garganta e disse com a voz mais amistosa que conseguia fazer:

- A senhora poderia nos dar um pouco de água ou pão? Somos andarilhos, viemos da terra de Dragão Dourado.

- Claro. – a mulher se levantou com certa dificuldade por causa da barriga e dos seios grandes. Vestia uma roupa de camponesa e um cabelo amarrado num coque alto.

Ela tinha pele clara, enrugada e rugas e marcas da idade presentes no rosto. Sobrancelhas grossas e era gorda. Tinha cabelos castanhos claros e cheio de arrepios. Olhos azuis tão claros quanto a água que estava usando para lavar aquela roupa.

Ela os deixou entrar em sua humilde casa e se sentar na cadeira em frente a mesa de madeira. Preparou um café rápido e doce, que fez com que Trevor se apaixonasse de cara. Quando terminara de tomar o café, pediram por um mapa. Agradeceram e foram buscar seus cavalos, que tinham se alimentado da relva ali presente perto da cerca.

- Será que vai demorar mais uma noite? – perguntou Trevor para Kieran, que estava com o mapa.

- Não. É perto. Devemos chegar lá no final da tarde. – Kieran montou seu cavalo e guardou o mapa numa das bolsas presas nele. – É melhor irmos logo.

º º º

Dito e feito, a noite começava a despontar no céu quando eles chegaram lá. A floresta era mais sombria e escura do que eles tinham imaginado. A barulho de grilos, sapos e corujas era perturbador. O vento não conseguia entrar no interior da floresta, por isso era quente e úmido. Aquilo era uma selva, não uma floresta. Deveria ter onças e lebres selvagens. Cachorros do mato ou patos, tanto faz. No alto das árvores os olhares das corujas eram vidrados, e pareciam querer ler o que estava dentro deles. Os grilos e sapos pararam de coaxar quando adentraram na selva. Os cavalos estavam ainda mais assustados que eles, por isso se negaram a entrar mais do que cinco metros na floresta.

- Vamos amarrá-los nessas árvores, eles não irão fugir e ninguém vai vir tão longe nesta floresta para roubá-los. – sugeriu Trevor.

- Está certo. – Kieran amarrou as rédeas de seu cavalo na árvore mais próxima.

Quando terminaram, começaram a se aventurar na mata. Com um facão em mãos, Kieran ia abrindo caminho. Trevor anotava mentalmente os animais que conseguia distinguir por som ou aparência. Eram veados, corsas e javalis, todos com certo receio de fazer amizade com os dois.

- Acho que só tem animais e umidade aqui. – Trevor parou de andar. – É melhor acharmos um lugar para passarmos a noite, se não irá anoitecer e os animais irão sair de suas casas para caçar.

- Certo, vamos amarrar nossas calças numa árvore e fazer camas. – Kieran se virou. – Precisamos de fogo para manter os animais longe.

- Não, se o fogo for intenso demais pode tomar conta da mata toda e isso seria horrível. – interveio Trevor. – Vamos usar as lamparinas e só. O frio não é tanto aqui, por isso devemos ficar mais atentos aos animais do que com o clima.

Kieran assentiu e voltaram para onde tinham amarrado os cavalos.

- Acho que era para aquele lado. – apontou Trevor.

Foram até lá.

- Não, era mais para aquele lado. – afirmou Kieran.

Eles caminharam até onde ele tinha sugerido.

- Onde estão os cavalos? – por fim Trevor perdeu a calma – Fomos roubado!

- Nosso mapa e nossos suprimentos...

- O café daquele doce senhora... – Trevor se lamentou – Ah, mas eu vou matar o desgraçado que... – Kieran colocou a mão na frente de seu peito, impedindo-o de terminar de falar.

Trevor seguiu os olhos de Kieran, até pousá-los numa sombra que se movia lentamente. Uma sombra que segurava a rédeas de dois cavalos negros. Trevor cerrou os punhos. Seu precioso café doce... Quando a sombra parou de andar e notou a presença deles, deu um tapa no traseiro de cada cavalo e eles saíram correndo para fora da floresta.

- Ah! Desgraçado! – ele foi para cima da sombra.

- Não é certo maltratar animais inofensivo como esses. – a sombra saiu da escuridão e veio para a luz da lamparina que Kieran segurava.

- Mas foi você quem bateu neles! – Trevor quis pular no pescoço dela. – Nossas coisas estavam com eles!

- Perdão, não percebi este detalhe – ela deu de ombros – Bom, vocês não irão precisar disso aqui na floresta.

Kieran colocou a mão sobre o ombro de Trevor, acalmando-o e impedindo-o de esganar a menina de lindos olhos vermelho escuro. Seus cabelos eram longos e iam até o final das costas. Ela era linda. Quando a observou com mais atenção Trevor notou isso, e não pôde evitar soltar um longo suspiro de aprovação.

- Me chamo Aletea. – ela contou sem muito entusiasmo – Sou um demônio que mora nesta floresta. Eu fiz um favor para vocês, sabia? Quando os líderes perceberem que vocês estavam usando um cavalo como transporte iriam condená-los a morte certa.

- Obrigado, demônio, mas não queremos nos envolver com gente da sua laia. – Kieran deu meia volta.

- Esperem ai! – Aletea se enfezou – Gente da minha laia? Eu sou um anjo! Um dos seres mais puros do mundo. Sou somente um pouco mais esclarecida que os outros anjos. Vocês podem achar que eu faço o mal, mas é tudo conversa fiada dos elfos. Eles não aceitam que sua líder tenha se apaixonado por Angel e então feito filhos com ele.

- O quê?

- Os demônios em suas raízes são filhos de elfos e Angels. – contou ela – Os elfos não aceitaram isso e por isso inventaram que somos essas coisas feias... Mas eu sou igual a qualquer anjo.

Kieran olhou-a de cima a baixou e cerrou os olhos. Tinha de ter alguma coisa errada nela, ela não poderia ser assim tão igual aos anjos. Possuía um olhar maléfico e meio sádico. Parecia querer matá-lo com as unhas e depois dar seu sangue para os filhotes de lobo tomar...

- Não irei confiar em um demônio. – Kieran se negou – Devolva nossos cavalos que iremos embora imediatamente.

- Imploro que fiquem conosco. – ela pediu. – Seus espíritos estão querendo ficar.

- Como?

- Seus espíritos de terra e água. Eles querem ficar.

- Como sabe que nós somos domadores de terra e água? – Trevor quis saber.

- Sou um ser com certas habilidades superiores que as dos outros dragões, grifos e tal. Posso sentir seus sentimentos e ver seu espírito. Assim como os anjos podem ler sua mente. Mas como deixei de ser anjo, não possuo mais este dom.

Kieran e Trevor permaneceram em silêncio.

Notas finais
FICHAS PARA A FANFIC INTERATIVA (QUE AINDA VOU FAZER):
NOME COMPLETO:
IDADE(12-18):
DISTRITO(1-12):
CARACTERÍSTICAS(PERSONALIDADE E FOTO):
GOSTOS:
DESGOSTOS:
HABILIDADES(FÍSICAS E MENTAIS):
HABILIDADES MANUAIS (ARMAS):
FAMÍLIA:
AMIGOS DA FAMÍLIA:
CLASSE SOCIAL:
BIOGRAFIA ANTES DOS JOGOS:
ALIANÇAS (NO MÁXIMO 3 DISTRITOS ALIADOS):
QUANTOS VOCÊ ACHA QUE SEU TRIBUTO PODE MATAR(NO MÁXIMO NOVE TRIBUTOS):
DÊ UMA NOTA QUE VOCÊ ACHA QUE SEU TRIBUTO IRÁ TIRAR (DE 0 Á 12):
QUAL ESTILO DE ROUPA PARA DESFILE E ENTREVISTA:
SE OFERECEU OU FOI SORTEADO:
SE ELE SE OFERECEU, POR QUÊ:
--THEPLAY--
1) Somente uma ficha por leitor.
2) Só começarei a Fanfic quando tivermos 5 vagas ocupadas (ou quando a Midnight responder minha MP).
3) Quem não leu a série THG pode participar também, eu costumo explicar tudinho e fica fácil entender.
4) Sou eu e a Mid quem escolhemos a ordem das mortes, da aparição dos tributos, as alianças e etc. Se quiser dar sugestões tudo bem, mas não quer dizer que eu irei aceitá-las.
5) A Arena e tudo mais eu irei inventar e pegar fotos, por isso quem quiser me ajudar nisso, pode soltar a voz. Aceito fotos e dicas de climas.
6) A Fanfic será uma secundária, por isso minha atenção estará voltada para Beta - The Play, e assim não postarei diariamente.
7) AVISO PARA AS JUJUBAS LEITORAS DE YHG: não será continuação da Your Hunger Games V. Como eu disse, a saga acaba na 5, por isso não esperem por personagens como Lucy, Tabitha, Kaya, Selene, etc.
8) Acho que é só isso '-'
--THEPLAY--
Espero que dêem uma chance. Beijos e este é o único por hoje. Mas não percam as esperanças, posso ter um surto de criatividade e depois da igreja vir escrever!