Beta - The Play [Fanfic Interativa]
2 Capítulo 2 - Incansavelmente Uma Heroína
Notas iniciais
Capítulo 2 – Incansavelmente Uma Heroína
Em plena adolescência e com essa droga. Filha de um policial e de uma professora de ensino fundamental, eu sou Christina. O que eu mais gosto é de ir ao cinema com minhas amigas e passear com o meu namorado. Mas agora que eu descobri que só me restam oito meses de vida... Tenho um problema aonde meu coração vai desacelerando aos poucos, até que pára. A solução é fazer um coração artificial, ou seja, bombear sangue através de máquinas. Se isso acontecer, eu simplesmente vou ficar “vegetando”. Não estarei realmente no mundo. Não terei consciência. Mas talvez, se eu estiver dentro de um jogo eu possa viver eternamente, ou até onde o coração artificial agüentar. Isso seria o paraíso para mim, alguém que perdeu o namorado e tem somente três amigas confiáveis e fiéis. Quando digo que sou filha de um policial todos já pensam que sei manejar uma arma, mas essa é a verdade. Meu pai me ensinou auto-defesa, caso eu precise e tenha uma arma em mãos. Eu sei alguns golpes para me desvencilhar de estupradores ou deixá-los inconsciente. Se isso é legal? Claro que é! Sou uma menina com cartas da manga! Embora a carta fundamental de resolver o meu problema de coração eu não tenha...
Fiz algumas coisas que Rafa, uma das minhas amigas, disse que seria bom: Coloquei lentes azul e pintei o cabelo de ruivo! Sim, é loucura, mas que liga? Meu pai não gostou da idéia das lentes, mas mamãe disse que eu fico bem de cabelo ruivo. Acho que isso foi uma aprovação! E fico feliz em ser aprovada por mamãe. Ela é tão linda... Tem cabelos castanhos e olhos pretos corajosos. Talvez, se eu dissesse que meus pais são policial e professor, alguém pense que mamãe é policial e papai professor, já que papai usa óculos e tem um jeito mais culto de ser.
Eu também queria ser policial. Gosto de sair com os amigos do meu pai, o tenente Ronaldo e o Sub-tenente Gringo, como todos o chamam. Há também os policiais comuns, como Junior e a única mulher da equipe, a Senhorita Mônica, como a chamam por respeito. Por se a única mulher, ela é tratada como a verdadeira tenente, porém o tenente é oficialmente Ronaldo. Mônica tem um filho chamado Mário, Mário e eu namoramos. Ou namorávamos. Desde que eu soube resolvi terminar com ele sem contar por quê. Acho que era melhor assim, antes dele saber e me abandonar, eu o abandonei primeiro.
Desde então sofro com algo chamado necessidade de Mário. Saudade de como ele dizia Chris, saudade de como tocava no meu ombro para se acalmar e saudade de beijá-lo. Sabe, os hormônios em mim fazem com que eu sinta uma necessidade maior de ter esse carinho e conforto. E era justo neste momento da minha vida que eu precisava do apoio dele. Mas como conheço muito bem os homens, e principalmente Mário, ele nunca conseguiu dizer que me ama, mesmo eu também nunca tendo falado o mesmo a ele.
- Flores! – Mamãe entrou sorridente, como sempre fora.
Sorri para ela, fechando o livro que estava lendo. Sempre muito positiva e energética, essa era minha mãe. Eu gostava de seu jeito. Ela sempre conseguia me animar, era como a minha amigona. Na verdade, a minha melhor amiga. Dividíamos tudo, desde sutiãs até esmaltes! Quando eu ia cortar meu cabelo, ela cortava igual e quando ela ia usar um salto escarlate, eu usava um esmeralda. Simples, morem confortável. Mamãe era assim, como um salto esmeralda: Simples e confortável. Era uma jóia rara, sei que muitos jovens gostariam de ter a mãe que eu tenho.
- Flores do Mário! – ela completou ainda mais sorridente.
Eu a encarei, com nojo. Ela suspirou, soprando a franja para cima. Seu cabelo estava vermelho vivo como o eu, e ela tinha comprado lentes iguais as minhas. Suas unhas estavam pintadas de vermelho escarlate e ela usava uma blusa bem parecida com a minha. O fato era que: ela não queria deixar de ser jovem. E por isso, eu acho, ficava se vestindo e agindo como eu, para parecer mais jovial.
- Ele disse que adoraria conversar com você.
- A mãe dele disse, não? Ela disse que eu tenho... – rolei os olhos para o lado.
- Você sabe que a Senhorita Mônica não iria esconder isto do filho. Ele também não estava acreditando que você tinha se cansado dele. – mamãe se sentou em minha cama, onde eu estava deitada, com o livro em mãos.
- Queria que as coisas fossem mais fáceis...
- Eu também, Chris... – mamãe me olhou com seus olhos bondosos e carinhosos – Eu a amo...
- Eu também te amo, mãe. Mas isso não vai mudar nada... Não vou voltar a trás. E o médico? Ele passou aqui de manhã... – falei – O que ele disse?
- Ele... – Mamãe sorriu como se fosse uma criança escondendo um segredo importante. – Ele disse que os remédios não estão dando efeito...
Sorri de volta, como se realmente fosse uma coisa de criança. Ele fechou o rosto e me abraçou forte. Eu sabia que ela sofria tanto quanto eu. Agora nós duas sabíamos que eu iria morrer, mas ninguém queria admitir. Ela estava com lágrimas rolando o rosto e eu não posso dizer que estava agüentando firme.
- Mário está vindo para cá às quatro e meia.
- O quê? – exclamei.
- Eu o convidei para tomar um lanche da tarde conosco. – ela sorriu esperançosa de que eu iria aceitar. – E ele disse que estava ansioso por te ver...
Suspirei. Ninguém merece ter uma mãe-cupido...
Notas finais
Beijos e mandem fichas, viu! E me dêem notas de 0 á 10. Desde já, grata.
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