Beta - The Play [Fanfic Interativa]

4 Capítulo 4 - Um Tigre Branco Escurecido


Notas iniciais
Espero que gostem. Olhe: Acho que cometi um erro, eu comecei escrevendo em narração de primeira pessoa, e acho que sou péssima nisso. de agora em diante narrarei em terceira.

Um Tigre Branco Escurecido

Pessoas idiotas, pessoas burras. Quanto mais vivia no mundo das pessoas, mais tirava a conclusão de que eram inúteis. De manhã o sol estava fraco e as nuvens queriam devorá-lo. Os pássaros cantavam notas que se cruzavam e tornavam tudo aquilo um caos. As avenidas tinha fluxo de carro assim como as mulheres fluxo de sangue. O jeito que eu comparava as coisas era interessante. Quase sempre personificando algo.

E isso era uma das coisas que eu mais gostava em mim.

Com o rosto sempre no tom neutro, entrei no elevador, pronto para tirar aquela entrega debaixo do braço. Um rapaz de roupas surradas e sujas como eu não deveria entrar num prédio comercial grande e rico como aquele, porém, pelo dinheiro, eu faria isso. Fui até a recepção do quinto andar e lhes dei a caixa, dizendo que era para entregar ao número 42.

Pronto. Agora era só esperar a noite e receber o dinheiro. Nunca deu errado. Enquanto descia para o térreo no elevador, parei para pensar se deveria ir para a escola. Não, que isso! O elevador parou no segundo andar, onde duas senhoras entraram. Uma delas fumava. Conversavam como dois papagaios! Aquilo era absurdo! Tentei ignorar aquilo. Quando sai, aquela velha coroca esbarrou o cigarro em meu braço. Ardeu como o diabo! Mas... Senti-me excitado, a dor era algo... Bom. Sorri, erguendo os cantos dos lábios.

Agora: hospital. Fazia três dias que eu estava indo visitar o hospital onde minha irmã estava internada. Eu era proibido de entrar lá, como procurado pela polícia. Peguei a bala de remédio e enfiei goela abaixo. Se tivesse uma convulsão seria o fim.

º º º

Memórias de Cho Kyun Su

Enquanto minha mãe e meu pai se ocupavam colocando sua atenção em cima do ganha pão, a floricultura, eu tinha de cuidar de minha irmã. Ela tinha uma séria doença, porém papai e mamãe não ligavam para isso. Era o que e mais odiava neles. Além de serem ignorantes e faladores. Desde cedo demonstrei minha personalidade agressiva. Mas as poucos fui moldando-a e me tornei alguém sem nada por dentro. Uma casca vazia. Descobri que não passo disso.

- De novo? – ela fez cara de quem não queria tomar remédio.

- Sim, de novo. – lhe obriguei a abri a boca.

Babeu piscou várias vezes, para evitar que as lágrimas de nojo caíssem. Era horrível, eu sabia. Já tinha experimentado aquilo. Suas garganta começa a regozijar e arder. Parece que você pega fogo por dentro!

Enquanto ela dormia, eu me dirigia para a cozinha, onde prepararia mais tarde um belo prato de macarrão instantâneo. Nem para isso meus pais serviam. Acho que virei uma dona de casa bem cedo. Assim, me tornando independente, mais tarde eu iria dar valor a isso.

Quando numa bela manhã de sol castigante, eu caminhava para a floricultura, que ficava alguns quarteirões de distância. Meus pais já tinham ido para lá, porém eu tinha de ir á escola primeiro. Levei Babeu para a escola, também. Quando cheguei para o serviço, Oh! Que surpresa! Papai e mamãe estavam mortos no chão, com seu sangue espalhado por todo o lado. Seria uma bela vista, se o assassino ainda não estivesse no local do crime. Consegui domá-lo, porém... Ele fugiu. Com a arma do crime em mãos, me virei para meus pais, que agora já agonizavam seus últimos suspiros de vida.

A policia chegou quando eu me atrevi a olhar para trás. Com a faca nas mãos, o sangue de meus pais nas solas do tênis e eles, cadáveres, no chão. Isso sim era um ótimo palpite de: “Ah, foi o garoto ali!”. Tentaram tirar Babeu de perto de mim, mas eu era mais esperto. Consegui fugir. Mudamos de cidade, eu e ela. Ela sempre comigo, sempre perto, para que eu pudesse ter certeza de sua segurança.

Mas eu me descuidei. Quando percebi todo o problema, Babeu já havia sido levada de meus braços, e agora eu era mantido preso num carro de policia. Fugi na primeira oportunidade. Agora, fazendo trabalhos para gangues e malfeitores, ganho o dinheiro para me sustentar. Vou até o hospital e fico admirando minha irmã de longe. É isso que posso fazer para mantê-la perto de mim.

Infelizmente eu também tenho uma grave doença cardíaca, acho que é de família. Assim, um dia vou ter de me hospitalizar, e, quando isso acontecer, será o fim da linha. Não terei como fugir nos fardados.

º º º

Narrador

Como se enxergasse um palmo a sua frente, ele caminhou com firmeza para dentro do prédio. Tinha que ser discreto. Ninguém o conhecia, e as enfermeiras ainda não sabiam o que ele tanto vinha fazer no hospital. Graças a Deus nunca tinha vindo perguntar.

Ele não saberia o que fazer caso isso acontecesse. Ou melhor, tinha várias alternativas e todas pareciam boas, e isso o deixava meio atordoado e era difícil de escolher somente uma...

Chegou até o corredor onde a irmã estava. Ela dormia quase o tempo todo. Uma máquina marcava as batidas de seu coração. Aquilo era doentio, era... Algo natural. Sempre tivera de levar a irmã para os prontos socorros quando ela tinha uma crise... Agora... Ela vivia num hospital. Não teria futuro se continuasse ali. Na verdade, ela jamais teria futuro. Quando nasceu, os médicos disseram que não passaria dos quatro anos. E ela já tinha doze. A morte era algo que viria logo. Infelizmente isso não o deixava triste. Quanto mais rápido sua irmã saísse do mundo, menos sofreria.

Saiu do hospital de sua irmã e se encaminhou em direção ao metrô. Demoraria pelo menos duas horas para cortar a cidade e chegar no hospital onde ele estava “internado”. O que não era verdade, pois ele conseguia escapar de lá facilmente. Fora preso uma vez, mas o soltaram por causa das convulsões, mantendo-o no hospital. Logo ninguém se interessou por ele, e assim ficou fácil fugir.

Eram seis horas da tarde quando pulou a janela de volta para o quarto. Fechou o vidro e se sentou na cama, tentando fingir que estivera ali todo o tempo. Mas assim que se virou, viu a face do demônio lhe sorrir um sorriso de alegria completa. Era o diabo.

Kyun demorou alguns minutos para entender quem era aquele homem. O assassino. O mesmo homem que matara seus pais e fugira. O homem que lhe fez se tornar suspeito e acusado do assassinato dos pais.

- Pensou que eu deixaria por aquilo mesmo? Odeio sua família profundamente, e irei acabar com o nome dela de uma vez por todas.

Ele lhe rodou uma pulseira diante os olhos. Era a pulseira do hospital onde sua irmã estava internada. Era a pulseira rosa que as meninas usam. E ela tinha o nome Cho Babeu Su.

Notas finais
Kyun: http://growl-blr.tumblr.com/image/60852217671
(Ignora o chapéu, e a roupa, a blusa é um pouco mais fechada, os cabelos são um pouco abaixo do queixo, mas do mesmo modo, sempre amarrados).