Beta - The Play [Fanfic Interativa]
10 Capítulo 10 - O Mito das Loiras
Notas iniciais
O Mito das Loiras
Nanami Chiaki, ou somente Chiaki, era de uma família muito popular no Japão do século XXIV. A família Nanami, conhecida por ser a maior produtora de jogos do país. Com um acidente trágico aos quatorze anos, Chiaki perdeu os pais e as pernas. Assim, paraplégica, teve de se conter em ficar em casa todos os dias. Possuía surtos todo o tempo, chegando a ficar com s olhos inchados de tanto chorar. Sentia falta dos pais,sentia falta de correr.
Aperte Star para iniciar. Bem vindo ao Beta The Play.
Seus olhos se entreabriram sonolentamente. E então conseguiu sentir o movimento da grama balançando de acordo com o vento. Ela se levantou, colocando a mão no rosto. Bocejou e então olhou ao redor. A brisa era agradável, e o vale verde tinha lindas flores brancas. As colinas e logo em seguida os montes e montanhas se levantavam, imponentes. Então viu a bandeira branca e dourada cintilando. Correu em direção a ela, onde muitos e muitos se reuniam. Parou assim que conseguiu olhar para onde eles se aglomeravam. Havia uma caixa, uma caixa de embrulho como se fosse um presente. Empurrou os outros, a fim de poder ver melhor o quê que era aquilo. Uma garota de cabelos pretos e olhos ainda mais escuros estava lendo um pergaminho. Assim que terminou de ler, mostrou a todos.
- Aqui diz que, nossa guilda terá um mês para escolher o presidente, os vice-presidentes, líderes de batalhão, mestre de cerimônias, líderes de habilidade, guardião-mestre e mensageiro. – ela suspirou – Me candidato a ser presidente. Há alguém que queira exercer essa função comigo?
Uma mão se levantou. O mesmo veio até a frente e se apresentou com nome de Daniel. A seguir vários e vários se voluntariaram para serem líderes, vice-líderes ou guardiões. A presidente ordenou que todos se esforçassem. Todos podiam exercer habilidades variadas, e cada membro que não havia escolhido um pelotão, foi convocado para aumentar as habilidades que raramente alguém usa, como velocidade, audição, lábia, falar com animais, etc. A guilda Asa Branca era a única que podia se comunicar com animais, e logo perceberam que os animais que ali habitavam eram lobos selvagens, leões e leopardos. Cachorros do mato e algumas lebres.
Chiaki foi designada como uma ladra. Ladrões são os que roubam informações secretas das estratégias ou assuntos de outras guildas. Por isso teve de treinar agilidade, audição, camuflagem e uma porção de outras coisas. No final do dia tinha conseguido aumentar dois níveis de cada habilidade.
No The Play não havia níveis, porém se não houvesse nenhum nível não seria divertido, por isso foi criado o sistema de títulos. Cada título possuía sua cor e seu valor. Um membro era marcado pela cor branca em seu nome, um mestre espadachim era conhecido por sua cor cinza, um feiticeiro recebia a cor roxa e assim por diante.
Ao final do dia, cansada, teve de se recolher. Os quartos. Um conjunto de salas num labirinto sem fim. Seu número era o 560, um que ficava quase do outro lado da pequena cidade. E a cidade, um arredondado muro a protegia, as montanhas ao fundo deixavam o cenário belo. O frio era constante, embora a brisa de verão às vezes amenizasse tudo. A luz do final da tarde deixava o céu pintado em aquarelas. Belíssimo.
Diziam que havia muita mais terra pertencente a guilda, porém o lugar onde tinham iniciado era considerado a única e exclusiva casa. A cidade. Que mais tarde foi declarada capital de Asa Branca, ou Bela Vista. Assim que Bela Vista foi denominada capital, e outras cidades surgiram, o núcleo de membros também se espalhou, sendo assim povoado o restante do mapa.
Havia uma ponte, um pedaço de terra contínuo, que ligava o país de Asa Branca com Dragão Dourado. Mas levavam dias e mais dias e viagem para cruzas a ponte. Por causa dela, foi concordado que nenhum dos países iria invadir o outro, e que a ponte não pertencia a nenhuma guilda. Mais tarde, aquela seria denominada Ponte da Amizade, nome dado por Dragão Dourado em homenagem a aliança de comércio e batalha feita com Asa Branca.
Enquanto esse tempo se passava, o jogo parecia querer que seus jogadores se acostumassem com o mundo ali. E foi exatamente isso que aconteceu. Os primeiros navios foram construídos, as primeiras casas erguidas. Uma escola de habilidades criada e um centro de mercado livre. De pouco em pouco os jogadores iam esquecendo as suas posições como ladrões ou garimpeiros e iam virando comerciantes ou pescadores. Criaram a moeda local, que era o mesmo que um pedaço de cristal. Esse cristal era coletado das montanhas, e era bem raro.
Uma hierarquia tomou conta.
- Vamos pescar hoje? – Humber perguntou.
Chiaki fez que não com a cabeça. Estava começando a elevar a habilidade de camuflagem á um nível que nunca ninguém chegara antes, por isso resolveu tirar o dia para treinar isso. Humber era a amiga que Chiaki havia encontrado alguns dias depois de começarem os jogos.
Humber era uma fada. Uma espécie diferente, não era humana. Um personagem não jogável. Ou algo do tipo. Chiaki não sabia direito, só sabia que Humber pertencia a guilda, era uma fada da água e não possuía sentimentos. Ela tinha pensamentos de um humano comum, porém não existia. Ela era imortal, nunca morria.
Não houve nenhum combate durante dois meses, enquanto as guildas se instalavam e se acomodavam, enquanto os membros iam se acostumando a vida no The Play.
Notas finais
Stephanie: http://4.bp.blogspot.com/-RTfFbD4Sb9Q/T_crviytk_I/AAAAAAAAEFk/hLa2pgrCASI/s1600/anime+girl+katana+04.png
Daniel (Quero só ver quando esse guri ver que o arco está sem a corda...): http://fc05.deviantart.net/fs71/f/2010/103/e/6/character_design2_by_Cushart.jpg
Humber: http://img.meusrecados.com/fadas/0177.jpg
--TP--
Tomo a permissão de todos para fazer um capítulo de uma personagem minha (será tipo eu dentro do jogo, eu gosto de criar personagens fofas e... Inocentes [jujubas que leram YHG não curtiram isso]) Por isso capítulo que vêm eu a usarei. Mas não se preocupem, ela será uma "Personagem não Jogável". Beijos.
Fale com o autor