Best Years Of Our Lives
2 Capítulo 1 - Manhattan.
Notas iniciais
ficou curto, mas espero que gostem!
beijooos
deixem seus comentarios.
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-Desculpe-me – Digo e olho para os lados procurando o papel. -Ei! Você... Você me parece familiar – Diz o garoto ruivo com uma touca que cobre a maior parte de seu rosto. -Pareço? – Fico imaginando de onde ele me conhecia. -Claro... Do Arizona! Nós estudamos juntos há uns cinco anos atrás, se não me engano você era o garoto nerd que ficava compondo músicas durante a aula de Educação Física. – Ele sorri e então me lembro de quem ele é. -Simon! Meu velho amigo – fazemos nosso toque de mão secreto. — O que faz perdido na minha cidade? – Ele zoa e abre os braços indicando que Manhattan é dele. -Não fiz sucesso no Arizona, uma gravadora de lá me indicou a um caça talentos daqui, não recusei a oferta então... Agora sou da sua cidade. – Sorrio. -Meu brother – Ele começa a caminhar então o sigo. Sem ideia de onde estamos indo o sigo sem reclamar apenas pensando como encontraria o hotel que minha mãe havia feito reserva para mim “se ao menos eu soubesse o nome...” pensei me arrependendo de não ter lido direito aquele papel. -E ai Evan onde está indo? – Ele pergunta entrando em uma cafeteria. -Estava tentando achar um hotel que fiz reserva, mas perdi o papel com o endereço – abaixo a cabeça. -Ah cara eu aluguei um apartamento que fica algumas quadras daqui, ainda não fui ver, estava indo pra lá quando você me atropelou... – ele para de falar comigo para fazer um pedido no balcão – dois cafés com leite desnatado e cobertura de chantili, por favor – você gosta de café com leite desnatado? -Gosto – digo e começo uma caçada ao meu celular dentro de minha bolsa. -Então são três cafés com leite desnatado e chantili – ele grita para a mulher. -Você vai beber dois? – pergunto indignado e desisto do meu celular. -Um é para minha namorada, todas as manhãs passo no serviço dela para deixar um café – ele sorri – Depois que eu passar lá nós vamos ao apartamento, já fechei negócio então rachamos o aluguel. -Como você fecha negócio sem ver o local antes? – encaro ele. -Brother preciso sair de casa urgente, meus tutores estão me enlouquecendo já, no começo eram carinhos e tal agora que tenho 21 anos ele querem que eu saia de lá. -Tenso... – Digo pegando meu café e seguindo Simon ao balcão para pagar. -E você não esta namorando? – Ele pergunta pagando os cafés. -Estou livre como um pássaro – ele da uma gargalhada – Isso foi gay? -Muito Gay – ele continua gargalhando. -E essa sua gíria ai de surfista? Brother... – digo tentando afetá-lo. -Fui passar uns dias na Califórnia aprendi a surfar e comecei a namorar graças a essa gíria. Stefany adora quando eu diga brother fêmea para ela. -Essa Stefany é completamente maluca – gargalho junto com ele. -Pelo menos eu tenho uma namorada – Simon sorri e eu me enfureço. Sigo ele pelas calçadas até chegar a uma oficina de artes, uma garota ruiva sai de lá e abraça Simon, pensei na ironia dele encontrar uma garota ruiva e conseguirem namorar e difícil ver casais ruivos, pelo menos eu nunca vi. Ela sorri e pega seu café acena para mim e beija Simon, logo depois corre de volta á oficina. -Agora vamos ao apartamento. – diz ele tomando um gole de seu café. -Você não pensa em dividir com ela o apartamento? – pergunto também bebendo um gole de meu café. -Eu planejava isso, mas os pais dela sabe... Querem que a gente se case primeiro e eu... Bem não sei bem se quero me casar – ele sorri amarelo. -Mas vocês formam um casal perfeito! – altero o tom de voz percebendo que ele deveria casar com ela sem ao menos conhecê-la. -Eu sei disso eu amo a Stefany, mas no momento eu quero curtir a vida, namoro ela há três anos e te confesso ela foi à primeira menina que eu beijei e você sabe aquelas coisas... – ele ri. -Se a ama não a deixe, cometi uma vez essa burrice com a Nancy, se lembra daquela morena, branca como a neve e cabelos negros como a escuridão? – meu coração aperta e milhares de memórias de nós dois enchem minha mente. -A Branca de neve! – ele sorri abobalhado – Claro que me lembro, você pegava ela. -Pegava é uma palavra vulgar, eu namorava ela e... Cometi o erro de querer viver a vida, terminei tudo com ela... E me arrependo. – digo parando junto com Simon em frente á um apartamento de aparência velha.
-Acho que é aqui – ele pega um caderno e confere o endereço – 10º andar lá vamos nós. Adentramos o local, silencioso porem cheio de gente, observo a caixinha de correio de todos os inquilinos está lotado o que dá a entender que muitas pessoas vivem aqui. Não tem elevador, portando seguimos de escada tais sujas de comida, lixo e preservativos, subo dez lances de escadas e minhas pernas começam a formigar. -Aqui número 50 – Simon enfia a chave na fechadura e abre a porta. O cheiro de mofo impregna no corredor, ele tenta acender a luz, mas tenta em vão não há energia lá dentro. -Acho que tenho uma lanterna aqui – zombo dele mesmo sabendo que é dia e que esta claro. -Não iremos precisar agora – ele tampa o nariz e adentra o local. Abro minha mochila super equipada que comprei com muito esforço antes de vim para cá, procuro um desodorante, perfume ou qualquer coisa com um cheiro melhor do que o que saia deste apartamento. Encontro um Rexona de chocolate que comprei semana passada “não tenho mais perfumes esse é o ultimo” lamento mentalmente, “tudo pra acabar com esse cheiro” penso espirrando o perfume em todos os locais do apartamento. -Brother eu me ferrei. – Lamenta Simon ao avaliar o apartamento e perceber que tudo estava caindo aos pedaços. -Não você ainda pode reivindicar, ao menos é só aluguel não é? -Eu ia te contar... – ele começa a falar e eu me preocupo – Eu comprei esse apartamento ia pagar parcelado isso seria o “aluguel” que eu te disse. Coloco as mãos nas têmporas e começo a massagear, minha cabeça dói demais com uma informação dessa. -Eu devia ter te encontrado antes de cometer essa burrice. -Ah cara não dá nada a gente reforma – ele sorri descaradamente. -Bom... Eu estou desempregado, nenhum tostão no bolso e você? – Minha paciência está prestes a acabar, me arrependo de ter saído do Arizona. -Paguei a primeira parcela ontem 350,00 estou sem nada. -Ótimo então ficamos sem reforma, você ao menos tem móveis? Não vou dormir neste sofá centenas de pessoas já transaram ai. – Reviro os olhos. -Tenho os móveis do meu quarto – diz ele sentando em uma cadeira podre. -Já é alguma coisa vou sair para me encontrar com Deryck o caça talentos que eu te disse. -Ok eu vou arrumar essa bagunça. Saio pelas ruas de Manhattan procurando pelo endereço do cara que me esperava, entro em ruas desconhecidas, passo por becos e finalmente saio na rua desejada, corro até o estabelecimento. -Boa Tarde! Deryck whibley?! – pergunto e afirmo ao mesmo tempo sem saber se esse era o nome dele. -Você é? – A secretaria grã fina me avalia dos pés a cabeça concerteza me achando um desleixado. -Evan... Evan Taubenfeld. – Sorrio para parecer simpático. -Primeira porta a esquerda, ele espera por você. – Ela faz um bico me fitando. Viro as costas e sigo até a sala de whibley, o cara louro com cabelo espetado e olhar de mal me encara. -Taubenfeld? Ouvi falar de seu pai grande homem foi lutar por New York? Ou missão de paz? tanto faz, senta ai. – ele diz com certa grosseria em sua voz. -Jorge me indicou ele... – começo a falar, mas Deryck me interrompe. -Já estou sabendo, deixa eu ver suas músicas – ele diz e pega uma pasta de minha mão. Ele lhe detalhadamente cada verso da minha música I Love The Both of You. -Cante e toque para mim – ele me entrega um violão. -Eu acho que você é esquizofrênico Mas eu juro que eu não me arrependo Sim, eu amo as coisas que você faz Eu prometo que é verdade Aqui está a minha confissão Sim, eu peito suas imperfeições... – canto uma frase da musica e ele faz careta. -Não gostou? – lembro de Nancy foi pra ela que escrevi essa música. -No meu mundo... Músiquinhas de boiola não se encaixam – ele zomba da minha música. -Não preciso estar no seu mundo eu encontro o meu – puxo com força minha pasta da mão daquele imbecil e como se não bastasse jogo o violão dele no chão e piso em cima. -Ei você vai ter que pagar! – grita um japonês do outro lado da sala. -Deixa pra lá John ele vai ter o que merece. – Deryck me fuzila com os olhos. Volto desolado para o apartamento velho e fedido, sinceramente eu preferia estar em minha casa e não aqui, faço uma bola de neve com as mãos e fico brincando com ela imaginando o porquê deu jogar tudo pro alto e mudar de cidade previa meu futuro e nele eu seria um músico completamente fracassado e sem um lar descente.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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