Best Thing I Never Had
2 Lufanos Podem Ser Surpreendentes... E Bipolares
Notas iniciais
Nunca achei minha cama tão perfeita como está hoje: confortável e quentinha. Por mim não sairia dali nem se Merlin fosse aparecer para tomar café da manhã com os alunos.
Mas como nada é fácil nessa vida a janela estava aberta e a luz que entrava por ela chegava até mim, diretamente na minha cara como se fosse proposital para que acordasse. E eu, como Lily Evans, me obrigava a levantar por estar me sentindo angustiada por ter faltado nas aulas ontem. Incrível como a minha consciência não mudou nem pela razão de ontem eu ter “tomado todas” — como Lene diz. — e de estar com uma dor de cabeça dos infernos. Ter ressaca é um inferno, acho que não vou conseguir tomar mais nenhuma gota de álcool na vida.
– Merlin! — Resmunguei baixo enquanto me sentava e tentava me acostumar com a claridade. Por que ninguém pensou em fechar essa janela ontem? Tudo bem Lily, você pode ser mais inteligente que isso para saber que ninguém estava em condições de lembrar da janela. Revirei os olhos enquanto caminhava aos tropeços até o banheiro onde tomei um susto ao ver meu reflexo, eu estava horrível!
Sendo totalmente sincera estava pior que horrível.
Meu cabelo, que sempre foi liso e muito bem penteado, agora estava totalmente desgranhado e alguns fios estavam espetados; parecia um panda depois que o rímel que usava escorreu e eu tinha um cheiro de bebida impregnado em mim. Nojo, nojo, nojo e nojo.
Depois de me despir entrei no chuveiro e ao mesmo tempo que minha cabeça latejava, alguns flashes de ontem preencheram a minha cabeça, mas nada muito concreto. Lembro de mim dançando no quarto com Marlene, eu tropeçando em tudo, descendo as escadas para o Salão Comunal e de sentir a respiração do Potter batendo no meu rosto pela nossa proximidade. Fico me perguntando como não levei um tombo enquanto descia as escadas, até sóbria eu tenho medo de tropeçar nelas e eu… ESPERA AI! Como assim Potter mais próximo do que o considerado “apropriado” de mim? Não, não, não, não! Isso só significava que a gente... Isso só pode ser um pesadelo.
Terminei meu banho, me vesti e fiz questão de escovar os meus dentes duas vezes para tirar qualquer vestígio de Potter. Precisava confessar que estava assustada com a possibilidade de eu ter o beijado. E se ele tivesse boqueira? Bem, eu não ficaria assustada, com o tanto de garotas que ele beija…
– LILY! — Dei um pulo com o grito de Alice, saindo dos meus devaneios. — O que você está fazendo? Vai dormir, sua louca. E fecha a porcaria dessa janela! — Acenei com a cabeça e ela voltou com sua cabeça ao travesseiro. Já estava acostumada com as meninas depois de suas bebedeiras. Alice e Marlene sempre faltavam nas aulas da manhã para dormir, e Dorcas as vezes me acompanhava mas pelo visto hoje ela vai dormir até mais tarde também. Sorte a delas que hoje é sábado.
Tentava achar meu suéter que tinha ganhado no último natal da minha mãe no meio daquela bagunça que chamava de dormitório. Se eu não estivesse em cima da hora teria ajeitado as coisas, pois não me agradava nem um pouco os elfos limpando a sujeira que eu tinha feito mesmo eles dizendo que era uma honra e blá blá blá.
Quando finalmente encontrei, quase dei pulinhos de felicidade pois ainda sentia um pouco de frio mesmo que já fosse Abril. Depois de terminar de me vestir peguei minha varinha e alguns livros que tinha que devolver para a biblioteca e sai, mesmo não estando muito animada para encarar o mundo lá fora.
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– Está louco, Peter? A Mary é gostosa, sim. — Sirius dizia com a boca cheia de ovos mexidos. — Porém quem está por dentro de o quão gostosa ela é não sou eu, e sim o Prongs. — Dei de ombros, continuando em silêncio. Não estava com muito humor hoje e não queria provar o contrário para ninguém.
– Lily de novo? — Remus, que até o momento lia um livro de Astrologia, perguntou para Sirius em um falho sussurro. Revirei os olhos.
– Sei lá, ainda não são nem nove horas e Lily ainda não apareceu para tomar café. Mas duvido muito que apareça, ela estava muito doida ontem. — O cachorro respondeu e, como se soubesse que seu nome estava em nossa conversa, Lily Evans apareceu pelas portas laterais conversando animadamente com um cara qualquer da Corvinal. Com seus cabelos irritantemente chamativos muito bem escovados e um dos seus convencionais suéteres que só deixavam aparacer o colarinho da camisa branca e a gravata da Grifinória. Se fosse classificar Lily com uma só palavra eu diria “oposto”. Ela era completamente o oposto de mim desde as atitudes até o estilo. E isso me irritava demais.
Bom, acho que vocês devem estar um pouco confusos sobre o que eu sinto pela Evans. Mas para falar a verdade nem eu sei.
E acho que prefiro ficar sem saber.
A nossa história contada pelos anos que passamos na escola era o seguinte:
No primeiro ano eu era um babaca e ela desde sempre fora toda certinha, e era amiga do Ranhoso.
No segundo ano eu era um babaca e ela ainda era amiga do Ranhoso.
No terceiro ano ela já tinha peitos praticamente formados, o que chamou a atenção de muita gente, já que aquilo era novidade. E eu já havia começado a minha longa lista de garotas. Ela continuava amiga do Ranhoso.
No quarto ano ela entrou para a lista de garotas mais bonitas de Hogwarts e eu até chamei ela pra sair, mas fui tratado como lixo. Resolvi importuná-la mais do que antes, não deixando o amigo dela de lado.
No quinto ano ela recusava todos os meus pedidos para sair, ocorreu aquele momento trágico entre ela e Ranhoso e eu fiquei arrependido.
No sexto ano continuei chamando ela para sair, mas parei de vê-la mais como a garota bonita que eu não conseguia pegar, e sim como ela não conseguia ficar sem gesticular em uma conversa ou que colocava sempre uma mecha de seu cabelo atrás da orelha quando estava envergonhada. Eu vi que ela era alguém.
No sétimo é o que estamos, então não sei resumi-lo além de que Lily continua linda e eu sou bem diferente do que antigamente. Difícil de explicar.
Depois que passei a ser monitor-chefe junto com ela passei a ver mais coisas interessantes nela, que me fez querer ser seu amigo, mesmo nunca tendo uma brecha pra isso. Eu gostava dela como pessoa mas, ao mesmo tempo, não gostava por ser sempre tão politicamente correta e nojentinha. E ela conseguia me tirar do sério.
E me tirou do sério ontem, me deixando frustrado. Ela era muito má por ter me feito acreditar que queria me beijar para depois dizer que “não funcionamos juntos”. Meu pau! Qual era o problema dela em me dar uma chance? Além se ser James Potter, eu tinha amadurecido.
A ruiva passou pela nossa mesa e eu acenei — Eu poderia estar bravo com ela, mas um velho hábito como sorrir igual a um idiota é difícil de controlar. — e ela acenou também, linda e contagiante como sempre, só que para o Remus. Morgana! Se esse cara não fosse meu amigo já teria perdido os dentes a muito tempo.
Acho que eu gosto de sofrer.
Acho que sou meio louco também.
– Monny eu te odeio, você sabia disso? — Fecho a cara ao mesmo tempo que ele da de ombros, com o sorrisinho convencido especialmente de Remus querendo aparecer.
– Sinto muito, Prongs. — Ai está! O sorriso convencido. Remus poderia ser muitas vezes um amor de pessoa, super educado e estudioso porém com aquele jeitinho dele de quem não quer nada conseguia tirar um sarro legal.
Eu ia contestar ele quando, um pouco atrás de um Sirius cochilando com a cabeça apoiada na mão, vi Lily de novo. Só que agora com o idiota do Amos. Percebi de longe que Lily não queria conversa com ele e olhava para o chão, mas Amos continuava a falar, será que ela perdoaria ele? Ela não faria esse tipo de coisa… Ouvia meu nome sendo dito ao fundo, só que no momento a única coisa que poderia e queria fazer era ver e tentar fazer leitura labial naquela pseudo conversa.
Se passou um tempo com Amos gesticulando e a menina sem demonstrar nenhuma atitude quando, depois de tanto escutar, Lily começou a se afastar. Em vão, Amos a segurou pelo pulso mais forte do que deveria. Pude ver Lily arregalando os olhos surpresa com aquilo, mas não fez nada porque, se a conheço bem, não queria chamar atenção para a conversa dos dois. Fiz menção de levantar e ir até eles pois não tinha vergonha nenhuma de armar uma algazarra. Mas, antes que pudesse fazer alguma coisa, fiz me ouvir a voz de Remus.
– James, melhor não. — Olhava pra mim com seriedade e aquele olhar de insegurança pensando que eu poderia mesmo ir lá. — Eles acabaram de terminar, normal ele querer conversar com ela e querer voltar. — Ele tinha razão, só que a expressão que Lily tinha no rosto não era das boas. Era incontrolável o que eu sentia em querer ajudar ela. Nem tinha percebido antes mas meus punhos estavam cerrados.
– Acho que ela precisa de ajuda, eu só vou checar…
– No mínimo o que ela vai fazer é te mandar vazar. — Retrucou, e eu não queria concordar mas e teria muita sorte se ela não o fizesse. Olhei mais uma vez para os dois e depois para Monny em dúvida do que fazer. Depois de um tempo nesse impasse, mesmo contrariado, optei por me sentar de novo. Em seguida vi Amos a puxar até a saída.
Ótimo, isso ajudou muito mais no meu humor matinal.
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Puxo meu pulso com força depois que ele para de andar, em uma sala de aula vazia. Seus dedos deixaram uma marca vermelha em torno do meu pulso e sentia um pouco de dor, olho pra ele horrorizada e irritada.
– Você é louco, Amos?! — Pergunto alto demais, irritada demais e não acreditando naquilo.
– Você estava praticamente me ignorando, Lily. O que você queria? — Passou as mãos pelo cabelo loiro, mostrando claramente que estava frustrado.
– Nunca mais faça isso, Amos! Se não eu…
– Você o quê? Vai me bater ou me estouporar? Por favor, você não faz mal nem para uma mosca. Só ameaça. — Me abraço ao ouvir as grosserias dele. Com certeza não era o Amos que eu tinha começado um namoro. Respiro fundo.
– Afinal, o que você quer? E não ouse falar “voltar” novamente.
– Por quê? — Coloca as mãos no bolso da calça preta, mudando de irritado e grosseiro para inseguro e desapontado em segundos.
– Porque você teve a sua chance ontem, quando você poderia ter tentado conversar comigo ao invés de sair por ai ficando com outras garotas. Sinceramente, você nem pensou em mim ou no que as pessoas iam pensar enquanto saia com outras pessoas na frente de toda Hogwarts não é? Se é esse tipo de cara que você é, não acho que vale a pena te dar outra chance. — Sou sincera e direta.
– Por favor, Lily! Eu...Eu te amo. — Eu não aguentava mais toda aquela bipolaridade, todo aquele melodrama. Eu sentia que se eu me mantivesse daquele jeito, minha vida não iria prosseguir, ele simplesmente não me fazia bem.
– Me desculpe Amos, não posso. — Neguei com a cabeça rapidamente, querendo por um ponto final naquilo tudo. Afinal, quem era ele para fazer o que fez e depois querer voltar comigo? Definitivamente isso era uma coisa que fugia das minhas regras.
– Claro que você pode, Lily. — Seus olhos azuis flamejaram em descontentamento, em um tom de voz irritado. Ele não gostava de ser contrariado e não seria eu que iria fazer as vontades dele. — É só você deixar de ser orgulhosa, você sempre espera que as pessoas venham até você e nunca corre atrás das pessoas. Vai acabar sozinha assim, Lily Evans. Aproveite que estou me voluntariando. — Escancaro a boca, não acreditando em suas palavras.
– Como é que é?
– É isso mesmo, esse é um dos seus piores defeitos. — Afirma. — E tem mais.
– Verdade? Quer desabafar, Amos? — Pergunto irônica, já cansada daquela discussão sem fundamento. E ele, que me olhava de um jeito curioso, começou a falar.
– Okay, espero não machucar muito o seu orgulho. — Me da um sorriso que sabia que era falso. — As pessoas não te admiram, elas riem pelas suas costas; Você, quando se abre, é a pessoa mais idiota que eu conheci na vida; você pensa que tem amigas mas até elas não te suportam, acha que a sua irmã te abandonou por que?; você é mesquinha, se faz de durona mas é uma pessoa incrivelmente dramática e insegura; a única coisa que te salva é ser bonitinha mas, mesmo assim, não passa de ser uma das vadias que já fiquei. — Ao fim de seu discurso muitas coisas se passavam pela minha cabeça, aquilo não era verdade, ou era no que eu queria acreditar. Segurei o choro e semicerrei os olhos.
– Não sei porquê quer voltar comigo se acha isso de mim, seríamos um péssimo casal, pois você não é muito pior do que eu…. Por Merlin! Não acredito que estou perdendo tempo com você. Sai daqui, Amos. — Aponto para a porta, respirando descompassadamente. Ele não merecia palavras vindas de mim. E por incrível que pareça, depois de segundos me encarando como se eu fosse louca, ele sai, deixando a porta aberta.
Quando tive certeza que ele não voltaria mais — por quê sempre acho que ele vai voltar? — desabo no chão. Me deixando chorar.
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O café da manhã já havia acabado a algum tempo e como em todo sábado algumas pessoas iam até Hogsmead, com seus pares românticos ou amigos. No meu caso, todos meus amigos tinham me abandonado. Já que Sirius tinha saído com uma garota, Remus estava jogado no nosso dormitório e Peter tinha ido se divertir na Dedos De Mel. Já eu, tinha acabado de dispensar uma garota e andava pelos corredores cantando uma música que não saía da minha cabeça a dias e, mesmo odiando admitir, pensando naquela “conversa” entre Amos e Lily.
O plano para o dia era ir até o campo de quadribol e treinar um pouco, para espairecer. Virei em um dos corredores e em uma das várias portas naquele corredor, ouço um soluço seguido de um choro. Eu poderia muito bem seguir em frente e ignorar, mas o meu dever como monitor-chefe me impedia de prosseguir. Suspirei, entrando no cômodo de porta escancarada.
O lugar estava escuro e reconheci logo como uma das dispensas da cozinha, bem perto do salão comunal da Lufa-Lufa. Apurei meus ouvidos no meio de prateleiras com panelas e ingredientes conhecidos e desconhecidos, tentando saber de onde se originava o choro, e descobriu uma garota a alguns passos a frente. Toda encolhida aos pés de uma das prateleiras de panelas.
– Eu estava passando e… Está tudo bem? — Eu não era muito bom com palavras, na maioria das vezes quem fazia esse trabalho era Lily. Preferia cuidar da papelada. — Olha, sou James Potter e não sei o que aconteceu, mas se quiser me dizer sou todo ouvidos. — Quando termino de dizer, o choro é interrompido instantaneamente e ouço a voz que reconheceria mesmo estando rouca e falha como agora.
– Vá embora, Potter. Estou bem. — Lily diz, passando as costas das mãos nos olhos para limpá-los. Meu coração se aperta, e o que eu mais queria fazer era guardá-la em um pote. Dane-se a frustração que estava mais cedo ou a raiva que tinha ficado da conversa entre ela e Amos, ela precisava de alguém agora e felizmente esse alguém seria eu.
– O que foi quele idiota te fez? — Além de terminar com você e sair com mais de três garotas nesse mesmo dia e depois te forçar a conversar com ele no outro, óbvio. — E eu não vou ir a lugar algum, sou monitor-chefe e cuido doa alunos da minha casa. — Usei a frase que ela sempre usava comigo e a mesma revirou os olhos, que no momento estavam vermelhos e inchados, esboçando um sorriso.
– Eu terminei com ele, de novo. — Dá de ombros, e eu enxergo isso como uma chance de me sentar ao lado dela, me encostando no mesmo armário de panelas e roçando meu braço esquerdo no direito dela.
– Graças ao bom Merlin, não é mesmo? — Respondo sem pensar e ela me encara com uma sobrancelha arqueada, em um ar interrogativo. Sou um idiota. — Não queria dizer isso, desculpa. — Ela nega com a cabeça e fixa seu olhar no chão, suspirando.
– O pior é que eu nem estou triste por ter terminado com ele, sabe? Eu até pensei que era porém ele sempre foi um babaca. — Lily não tinha toda aquela vida que sempre transparece quando anda pelos corredores, ela estava quieta e pensativa demais. Mais um motivo para aguardar ansiosamente o dia em que poderia socar aquela cabeça loira daquele lufano.
– Que bom que você sabe. — Falo em um tom óbvio. — Agora me conta o que aconteceu. — Exijo dela, não ligando se aquilo seria invasão de privacidade ou me aproveitar muito da bondade que ela exalava. Lily passa um tempo cutucando o esmalte verde que tinha na unha, provavelmente pensando se contaria ou não para mim, e eu aguardo em silêncio. Quando termina de tirar o esmalte da unha do indicador é a hora que finalmente começa a falar.
– Eu realmente não quero relembrar as coisas que ele me disse detalhadamente. — Ela faz uma careta para o chão. — Mas ele jogou os meus defeitos em cima de mim, os que eu era muito boa em ignorar. Ai estou aqui chorando. — Resume em um sussurro e olha pra mim, com seus olhos lacrimejando. Instintivamente passo meu braço por cima de seu ombro, a trazendo mais perto de mim. E, incrivelmente ela não se afasta, encostando sua cabeça em meu ombro e sua cabeleira ruiva caindo pelo meu peito. Estou surpreso.
– Lily… — Engulo seco, formulando minha frase. — Não sou a melhor pessoa do mundo com palavras mas eu acredito que o ser humano não é feito só de qualidades positivas, e acredito que o que os tornam únicos são seus defeitos. Poucas pessoas valorizam tudo o que as pessoas tem a oferecer, entendeu? Espero que tenha feito sentido. — Franzo o cenho, repassando no que tinha acabado de dizer.
– Você foi bem, Potter. — Sinto sua respiração em minha pele. — Pensei que não fosse bom com palavras. — Tento evitar um sorriso idiota e ela coloca uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, dando mais um de seus suspiros.
Ficamos em silêncio por mais algum tempo depois disso, cada um absortos em seus próprios pensamentos. E os meus eram em como Lily não sabia a pessoa legal e divertida que ela era e como Amos piorou a situação.
Sinceramente tinha a impressão que bater nele não seria o suficiente, Lily deveria se vingar dele.
– Olha, sobre Amos… Tenho uma ideia. — Interrompo o silêncio cômodo.
– O quê? — Ela desencostou a cabeça de meu ombro, olhando para mim interessada.
– Vamos acabar com o ano dele.
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