Best Friend's Brother
1 Capítulo 1 - O Cavaleiro Grifinório
Notas iniciais
Pra quem me conhece, olá, estamos nos reencontrando mais uma vez mas prometo aquietar o facho depois disso!
Pra quem não conhece, olá, vamos nos ver muito ainda. Ou assim espero, caso você escolha continuar a ler. O que eu realmente espero que faça. Assim, se não for muito incômodo.
Sobre o shipp... Sim, vocês provavelmente nunca viram uma fanfic com ele antes. Eu gosto de inovar, ou de fazer a estupidez de colocar dois personagens que ninguém jamais imaginou juntos, pode escolher, acho que é algo entre os dois... A questão é. Eu amo o Regulus Black com todas as minhas forças. O esquecido herói sonserino... Eu poderia fazer uma redação sobre o porque eu amo esse menino mas essa são só as notas inciais então é melhor não. E então comecei uma vibe de ler fics dele em inglês. Até que uma me surpreendeu quando James era seu par amoroso. Então eu pensei: Por que não? Hehe.
Espero que gostem! E comentem! E favoritem!Por favor?
James queria poder dizer que não sabia quando ou como tudo havia começado. Que tudo acontecera lenta e naturalmente, como pegar no sono. Que não pudera evitar os sentimentos ardilosamente crescendo dentro de si porque sinceramente não percebera a existência deles até recentemente.
Mas James Fleamont Potter era um desastre como mentiroso.
Sabia muito bem como toda aquela catástrofe havia começado. Jamais conseguira esquecer.
Era o primeiro dia do segundo ano e tudo parecia extremamente promissor. Sua vida estava perfeita. Por mais que tivesse levado bronca dos pais por conta das incontáveis detenções, nem mesmo os sádicos castigos de Euphemia Potter foram capazes de tirar sua alegria – e secreto orgulho – pelo que havia feito. Ele tinha amigos incríveis e seu objetivo, o de se tornar um dos mais infames de sua era, parecia estar sendo vagarosamente alcançado. E havia Sirius Black, seu melhor amigo. Que mal podia conter a euforia sendo que seu irmãozinho – Oh, eles tinham ouvido Sirius tagarelar sobre ele o ano inteiro. – estaria finalmente se juntando a eles em Hogwarts. O primogênito Black tinha muitos planos. Talvez ele se tornasse um maroto, Reg sempre foi um nerd, mas ei, conseguimos fazer lavagem cerebral no Remus! Pelas cartas trocadas durante as férias, dizia que Regulus tinha aquele jeito refinado e meio prepotente característico Black, mas era um moleque legal. Talvez a única outra pessoa decente dentro daquela família. Ele tinha certeza de que todos iriam adorá-lo.
E ele estava certo. Talvez um pouco certo demais...
Quando se encontraram pela primeira vez, na estação no dia de primeiro de setembro, o Black caçula era meramente uma sombra de seu irmão mais velho. O oposto total de tudo que Sirius se mostrava ser. Enquanto o grifinório era extrovertido e desbocado, lá estava ele, imensamente introvertido e envergonhado, escondido atrás de Sirius com as mãozinhas pálidas tremendo com a ideia de conhecer pessoas fora de seu ciclo normal de conhecidos. Sirius contara que mesmo que fosse tímido de natureza, o tratamento exageradamente protetor de seus pais tinha tido um efeito um tanto quanto negativo no irmão. Ele quase nunca deixava a mansão Black, e quando o fazia, sempre tinha Sirius em seu encalço, quando de repente ficara tão sozinho dentro daquela propriedade enorme e sinistra, o problema parecia ter se agravado, fazendo com que Regulus quase nunca falasse, a não ser quando extremamente necessário.
—Oi, pessoal! – Disse Sirius correndo ao encontro de James e Remus com seu típico sorriso de desculpas na face. Eram quase onze horas e os dois amigos estavam começando a ficar preocupados com a ausência sem explicação do moreno. James se conhecia bem demais para negar o fato de que se Sirius tivesse de fato se atrasado ele teria arranjado um jeito de parar aquele trem até que o amigo estivesse presente, mas não seria inteligente de sua parte incentivar ainda mais os problemas de pontualidade de Sirius.
—O trem está praticamente partindo, Sirius. – Repreendeu Remus num tom nem um pouco feliz, estreitando os olhos como uma verdadeira mãe faria. James não pôde deixar de sorrir um pouco, sem o Lupin, a dupla dinâmica Potter e Black provavelmente já teria tido um trágico e patético fim antes mesmo do segundo ano começar. Remus dizia que possuía uma infeliz extensa experiência em situações perigosas de verdade para permitir que os dois imbecis morressem de um jeito apalermado. Não que eles não estivessem tentando com força...
—Eu sei, desculpe. Eu juro que acordei no horário... –Começou ele com aquele tom de absoluta certeza que a esse ponto já não enganava nenhum dos dois. Sirius era um excelente mentiroso, até que você o conhecesse o suficiente para saber distinguir coisas que ele faria das quais nem sequer passavam por sua cabeça, não importa o quão firme sua voz estivesse ou inocente seus olhos parecessem.
—Não acordou não... – Uma vozinha suave o interrompeu. – Você praticamente dormiu mais que a cama, Sirius. O elfo teve de jogar água em você. – E de repente uma raridade aconteceu bem diante de seus olhos. James viu as bochechas de seu amigo ficarem levemente avermelhadas e gargalhou, virando sua atenção para um garotinho que se estendia atrás daquele com quem falava.
—Ora, ora... Se não é o famoso irmãozinho do Sirius. – Disse o Potter, e Regulus virou a cabeça. Sirius, talvez se sentindo um pouco vingativo por ser sido constrangido na frente dos amigos, puxou o mais novo a força para frente de si e o apresentou.
—Esse é o Regulus. – Apresentou o mais velho batendo as mãos de leve em seus ombros. A semelhança entre os irmãos Black era quase ridícula. A maioria das pessoas diria que Regulus era apenas uma versão mais nova, menor e mais assustada de Sirius. Mas James Potter era muito mais atento e observador do que parecia. Claro, eles se pareciam muito, era inegável, porém, ele jamais descreveria Regulus como um clone do irmão. As diferenças estavam ali, claras para quem quisesse ver. Eram sutis naquela época, contudo, Potter foi incapaz de não notar.
Regulus era consideravelmente menor que o irmão, mesmo levando em conta a quase inexistente diferença de idade. Um ano era pouco para se crescer onze centímetros. Regulus era espontaneamente pequeno, assim como era retraído. Ele era mais pálido também, talvez essa sequer fosse uma diferença antes de Sirius passar o ano inteiro debaixo do sol escaldante treinando quadribol secretamente ao lado de James, para que assim que a oportunidade surgisse ambos pudessem se tornar estrelas do esporte para a grifinória. Entretanto, era um traço explícito agora. Sirius possuía um bronzeado tom de caramelo visível, enquanto seu irmão ainda parecia branco como uma vela. James, que nunca fora muito alvo ele mesmo, muito pelo contrário, achou inevitável, no entanto, não apreciar o contraste evidente entre a cútis clara do menino e seus cabelos assustadoramente negros. As madeixas eram lustrosas, mas diferente de Sirius, que tinha fios ondulados e relativamente longos, como alguém que há um ano inteiro não tomasse um corte – o que era provavelmente a mais pura verdade... – Regulus tinha cabelos lisos, devidamente aparados e penteados com gel. O maxilar era mais suave, os cílios mais longos, o nariz menor e as orelhas mais evidentes, talvez por conta do corte. Além das diversas pintas castanhas que Regulus continha e que em Sirius estavam em falta. No rosto havia cinco. Uma na testa, uma no queixo e duas juntinhas como uma reticência incompleta, bem debaixo de seu olho esquerdo. Quando Sirius estava nervoso – o que era altamente raro – ele coçava um dos braços e desviava o olhar para o outro lado. Regulus – que estava tenso por estar de frente a dois estranhos – mordia o lábio em um dos lados e olhava para o lado contrário.
Mais tarde, James se arrependeria profundamente de ter sido tão perspicaz quanto à aparência do mais novo. Talvez se tivesse ignorado todas aquelas diferenças e peculiaridades poderia, assim como todos os outros, considerá-lo apenas uma versão mais serena do mais velho, e muito possivelmente não teria desenvolvido nada por ele, afinal, não sentia nada além de amor fraternal por Sirius...
Oh, quem ele estava querendo enganar? O sentimento estava na primeira troca de olhares. Não teria mudado em nada nem mesmo que eles fossem gêmeos. Mas James Potter gostava de se iludir.
—Sou James Potter e esse é Remus Lupin. – Apresentou James com um sorriso maroto, estendendo a mão. Regulus finalmente o encarou. O azul glacial de Regulus entrou disputa contra o âmbar escaldante de James. Um arrepio violento percorreu todo seu corpo em menos de um milésimo de segundo, como um choque. E o toque entre suas mãos fez seu coração perdeu um compasso e foi sua vez de desviar o olhar, o rosto esquentando fora do seu controle.
—Prazer, James. – Murmurou o Black caçula. James riu um pouco histérico, sem realmente ter uma razão para isso e balançou os braços rapidamente.
—O prazer é todo meu, Reg.
Fale com o autor