Beside You
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu realmente não gosto daquelas histórias em que os personagens se apresentam. Quem está lendo isso aqui, me conhece por algum motivo, então não tem porquê, certo?
Digamos que eu levo uma vida normal de adolescente; exceto pelo fato de que, devido ao trabalho do meu pai, viajo sempre. Nos meus 16 anos de vida, já morei em 13 lugares diferentes, sendo que em quase todos morei só um ano, então não sou uma pessoa que tem muitas amizades.
É claro que eu conversava com as pessoas, afinal ninguém vive sozinho, mas nada além disso. Nunca fui tão amiga de alguém a ponto de fazer aquelas coisinhas clichês de ir em viagens juntos, como nos livros do John Green. Não mesmo.
Na verdade, toda essa paranoia começou quando eu tinha dez anos. Lembro-me muito bem de tudo o que aconteceu; Conheci uma menina chamada Thalia, e nós nos tornamos melhores amigas (na visão de uma criança) no mesmo dia em que nos conhecemos. Quando soube que iríamos nos mudar, quis colocá-la em uma mala e levá-la embora junto comigo. E, bom... Digamos que nós quase fizemos isso.
Mas essa é uma longa história. Vamos ao que interessa.
Agora eu morava em Nova Iorque, que é o lugar dos sonhos de muita gente por aí. Para mim, era completamente o oposto de sonho. Não me leve a mal, mas eu havia acabado de me acomodar em Los Angeles após dois anos, e sair de lá não foi tão fácil assim. Foram duas semanas só para admitir que eu iria me mudar, e olha que disso eu entendia (ou pelo menos achava).
O legal foi que um dia depois da mudança eu já tinha que socializar com as pessoas em outro colégio, e isso realmente não me animava. Não entendo a lógica disso, por que eu sou obrigada a estudar sendo que ACABEI DE CHEGAR? De qualquer modo, eu não poderia convencer meus pais (por mais que nem tivesse dormido direito) então levantei e coloquei a primeira roupa que vi e saí.
O colégio era realmente perto, podia ir a pé que chegava em menos de cinco minutos. O problema? Meu armário era um dos últimos, e o lugar era enorme. Quando finalmente cheguei, faltavam dois minutos para a primeira aula do dia. Um professor, presumi, parou do meu lado e me entregou um papel pequeno com os horários da semana e um código estranho logo abaixo.
– Você é... – ele parou de falar, pegou uma ficha com vários nomes e parou no meu – Ah, achei. Então, esse aqui é o código do seu armário. Pois é, aqui já têm códigos preparados. Infelizmente, eu acho.
Então ele saiu, sem mais nem menos, e foi até o final do corredor, falar com um outro – provável – novato.
Peguei minhas coisas rapidamente e me virei para ir até a sala. Entretanto, quando eu me virei, eu tive um mini ataque cardíaco. Um Deus grego (metaforicamente falando. ou não.) estava parado na porta da sala logo na minha frente.
Eu fiquei olhando para os olhos verdes (não me culpe, se você fosse eu, iria entender.) dele por um bom tempo, até que ele olhou pra mim. Droga, Annabeth. Por que eu sempre faço isso? Virei a cara, mas consegui ver de lado ele sorrindo pra mim.
Espera... ELE SORRIU PRA MIM? Quando tornei a olhar pra ele, você não imagina qual foi a minha surpresa quando vi que ele ainda olhava pra mim e estava SORRINDO. Acenei para ele e andei, meu coração batendo extremamente rápido. Cheguei a pensar em falar com ele, mas desisti, já que deveria ser mais um daqueles meninos populares que têm várias garotas aos pés dele, vulgo pegador, por mais que ele parecesse uma pessoa bem diferente.
Felizmente, a primeira aula do dia era de física, então foi um bom começo. Quando deu a hora do intervalo entre uma aula e outra, fui ver qual era a próxima, mas eu não achava o papel, até lembrar que estava dentro do meu armário.
E o pior de tudo: eu não lembrava o código para abrir.
Tive que perder duas aulas até abrirem, e mesmo assim não achei o papel. POR QUÊ? ELE ESTAVA COMIGO O TEMPO TODO! Um ótimo primeiro dia!
O resto da semana passou extremamente rápido, e eu até que estava me adaptando rapidamente, o que é um milagre. Geralmente levo de dois a cinco meses, e quando eu vejo, olha só, já está na hora de me mudar novamente!
A minha segunda segunda-feira (ignorem o 2ª segunda, pessoal. Mas ficou bonitinho até) foi horrível. Eu tive que passar duas horas seguidas ouvindo o colégio inteiro se apresentar – sim, super lógico. Uma semana depois!
Quando o sinal tocou, quis sair o mais rápido possível. Mas, quando eu estava saindo, alguém me chamou.
— Oi
Quando eu me virei, meu coração pulou uma batida. Era ele.
— O-Oi... — eu respondi
— Eu quero falar com você desde o primeiro... ou seria o segundo? Enfim, o primeiro dia que tivemos aula de Químca, mas você praticamente sumiu. Você é aluna nova, certo?
COMO ASSIM, VOCÊ QUERIA FALAR COMIGO?
— Ah, desculpa. Mas sim, eu sou, por quê?
— Por nada, não — ele respondeu — Só queria me apresentar... eu gosto de gente nova. Meu nome é Percy Jackson. Mas me chamam de Percy. E sim, antes que você me pergunte, meu nome vem do famoso Perseu.
— E eu sou Annabeth... Chase. Não que isso importe.
É, essa sou eu falando com as pessoas. Totalmente intimidante.
— Ah... Ok. então, Annabeth, você quer ser minha dupla na aula de química? ninguém presta pra ser dupla, fora que geralmente novatos são legais, e você parece ser.. inteligente. E eu sou um desastre na matéria, então seria bom ter alguém que soubesse alguma coisa do meu lado.
SOCORRO, ELE ME ACHAVA INTELIGENTE?
— É... É claro. Pode ser. Enfim, eu preciso ir. Até amanhã, Perseu. — me despedi, sorrindo.
— Até, Annabeth. — ele retribuiu o sorriso e foi embora
Eu saí com meu coração a mil. O que tinha acabado de acontecer comigo? Eu só sabia que esse ano seria um dos melhores da minha vida... ou não.
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