Capítulo 3 – Homúnculos – Narrado por Ed

-Inveja? – perguntou Ed

-Isto mesmo. Inveja. IN-VE-JA!

-Você é um homúnculo, não é? – Ed

-Éhhh... O baixinho não é tão burro assim, não é?

-QUEM... QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE PULGA, HEIN, HEIN?

-Nii-san... Ele não disse isto...

-Quieto, Al!

-Mas, nii-san...

-Al...

-E eu aqui, hein? – Inveja.

-Cala a boca você também ou...

-Ou? Se esqueceu de que não consegue mais usar a alquimia?

-...

Fiquei quieto. As outras pessoas do trem também. Não podia implicar com um homúnculo até que minha alquimia voltasse, certo? Então... só basta ficar quieto, né? “O silêncio é de ouro” lembrei. Verdade...

-Olha, eu não quero nada com você, ok? Nem lutar, nem nada. – Eu.

-Eu só quero uma coisa.

-O que?

-Sacrifício... Abra a porta da verdade... Apenas isto...

-Hã?

-...

-Nii-san... – Al entrou na conversa.

-Vamos descer, Al.

-Então os Irmãos Elric vão fugir de mim, éh? Pois bem...

-Eu ouvi dizer que vocês não podem matar um sacrifício...

-É verdade, caçula. Mas nada diz que não podemos arrancar um dos seus membros, não?

-Al , vamos descer.

-Nii-san...

-AL, VAMOS DESCER AGORA!!

-T-tá!

-Fugindo de mim... Então tá...

Eu e Al descemos do trem, que acabara de parar, e fomos até Lior a pé.

-Temos que ver Rose, né Al?

-É. Nós prometemos isto para ela. Que nós íamos vê-la novamente, vivos.

-Verdade... E sabe, Al... Eu que queria te falar uma coisa... Mas não tenho coragem...

-O que?

-Não, nada...

-Fala, nii-san!

-... Eu só queria saber se... Se, eu sei lá... se você não me culpa...

-Pelo que?

-Por toda a sua vida, Al.

-Como assim?

-Por eu... sei lá... ter colocado a sua alma nesta armadura... que não sente frio nem calor, fome, nada... nem dor...

-Ed, não se culpe por isto...

-Mas mesmo assim, Al!! Eu sempre vou me culpar por isto! Não importa o que me fale! Al, você não entende!!

-Não mesmo... Desculpa...

-Então deixa quieto, Al... Faça como eu nunca tivesse tocado neste assunto, tá, Al?

-Tá.

Então nós seguimos para Lior. E fomos á procura de Rose.

-Senhor, Rose está? – perguntava para uma pessoa que estava sentada no chão, cantando uma música.

-Rose? Claro. — *aponta para um barzinho onde Rose está sentada*

-Hum, obrigada. – respondeu Al.

Nós corremos até ela, ritando “Rose, Rose!!”.

-Ah, oi Ed, oi Al!!

-Oi! – disse Al.

-Oi... – disse.

-Então... o que vieram fazer aqui?

-Bom nós... bom, Al me disse que você pediu para ele e eu virmos aqui, quando pudéssemos...

-Claro.

-E o que você queria. O Onii-san...

-Agradecer.

-Agradecer? Pelo o que? E o Onii-san me disse que...

-Por vocês terem nos ajudado a não acreditar no Padre Cornello. Ele era mesmo um enganador fajuta e barato!

-Ahn, de nada – Al corou e disse.

-Bom, eu e Al queremos um lugar para ficar...

-Tem um hotel aqui perto. Podem ficar lá se quiserem. — *Aponta um hotel*

-Claro. Eu e Al estamos indo para lá, tá bom?

E assim, seguimos para o hotel. E entramos.

-Bom dia – disse um secretário.

-Er... Eu sou Edward Elric e este é meu irmão Alphonse, e nós gostaríamos de um quarto...

-Quarto? Só temos mais um, o único. Podem ficar lá, se quiserem — *Entrega uma chave com o número 12 para Ed e Al*

-12? Hum... Vamos Al!

Nós saímos do hall e fomos para o quarto. Tomei um banho, me vesti e pulei no sofá, na esperança de assistir TV, mas uma forte batida na porta do quarto nem deixou eu ligar a TV.

-Quem é? – perguntei

-Sou eu, Winry.

-Winry?? O que você está fazendo aqui? – corei

-Nii-san... Você está vermelho – Al murmurou.

-Eu, vermelho? Imagina...

-Ed, Al! Eu ainda estou aqui, sabiam?

-Hã, claro. Já vou abrir a porta. Al!

-O que?

-Abre a porta para a Win, please.

-Claro, nii-san.

-ED! AL!! Tudo bem com vocês??

-Sim, por que? — respondi

-Porque eu soube que teve um assalto no mesmo trem e na mesma hora que vocês... Oque aconteceu?

-Digamos que um certo “Coronel Mustang” estalou os dedos e o queimou... — respondi

-Só vim ver se vocês estavam bem...

-Bom, nem tanto...

-O que foi, Ed?

-Eu, de uma hora para a outra, não consegui mais usar a alquimia...

-Serio? E eu perdi a vontade de fazer automails...

-AHN? Uma maníaca por máquinas como você?

-E eu perdi a vontade de jogar uma chave inglesa em vocês...

-Como? Al, ela está bem?

-EU ESTOU BEM TÁ? E NÃO ME CHAMA DE MANÍACA POR MÁQUINAS, SEU MANÍACO POR ALQUIMIA, TÁ LEGAL?

-Winry, sua...

-Sua o que?

-Ò____________Ó

-Não adianta ficar bravo, Ed! Al, fala para o seu irmão sossegar!

-Nii-san... Pela Winry...

-Pela Winry...

-Eba!! Ed ficou quieto!!

-=8(

-=P

-Não mostra a língua para mim, sua... sua... MANÍACA POR MÁQUINAS!

-Não faz cara feia, tá legal, seu MANÍACO POR ALQUIMIA!!

-Hunf...

-Hunf...

-Ed, Winry... Está tudo bem?

-NÃO! – gritamos.

Mas no fundo, eu sabia que amava Winry. E eu sabia que ela me amava. Estamos quites. Pronto.

CONTINUA...!

Até o próximo capítulo: Trocando de lugar – narrado pela Winry

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.