Berlock Safe
14 Das Doenças
Com a notícia de que houve uma tentativa de roubo do Núcleo Berlock, volta a Pandora.
— Berlock — Lee chama —, foi ontem à noite, os guardas viram duas pessoas tentando tirar o coração, estava escuro então não viram a aparência deles.
Berlock analisa o local, ele sabe que só duas pessoas teriam problemas em carregar os 174 quilos que pesa o Núcleo, a sorte das pessoas foi que o peso atrapalhou o roubo.
Por conta da habilidade resistência, o aventureiro tem força sobre-humana, por isso faz parecer que o Núcleo é leve quando o está carregando.
— Nossos homens estão investigando e perguntando às pessoas — diz Karin.
— O Núcleo de Mana foi moldado para ser usado na fonte, a água dela serve toda a população, roubar só traria de volta o sofrimento a todos — Berlock comenta.
— Se alguém quisesse roubar para vender, seria uma possibilidade — Lee comenta.
— Vender para alguém daqui seria arriscado, o Núcleo é difícil de se esconder.
— E se os responsáveis não forem daqui?
Berlock para e pensa, então olha em volta para as pessoas na praça e pergunta.
— Alguém contou da fonte para outras pessoas? Pessoas de fora da cidade?
— Vocês contaram da fonte para alguém de fora? — O príncipe pergunta.
As pessoas começam a comentar umas com as outras enquanto Berlock espera.
— E-Eu contei à minha irmã, ela mora em Hawk, eu enviei um jarro com a água — diz uma jovem garota.
Berlock chama Karin.
— Os serviços de entrega da capital ainda funcionam?
— Sim, trocamos mercadorias com a cidade vizinha Hawk, imagino que foi assim que ela conseguiu enviar algum jarro com água.
— Ok, vamos ter que investigar isso, teremos que ir para lá.
Berlock, Karin e Lee pegam os cavalos. O Aventureiro diz para irem sem soldados, dito isso, ele orienta que Karin fique, mas Karin diz que está tudo bem e que sua irmã ficará no comando.
BS finalmente se lembra de que Karin tem uma irmã, o aventureiro ainda não a viu.
O trio parte a cavalo levando 5 horas de viagem até chegar na cidade vizinha que está mais próxima a capital.
Durante a viagem Berlock falou que se não cuidassem agora das relações entre as cidades as coisas poderiam ficar difíceis, os vizinhos poderiam querer a capital para conseguir o Núcleo de Mana e isso levaria a uma guerra.
— Entendi, mas o que faremos quanto a medicina? — Karin pergunta.
— Negociamos a um preço justo, só temos uma fonte e precisamos atender a população da capital também.
— Certo.
— Estamos chegando — Lee anuncia.
Logo ao entrar na cidade, os aventureiros veem que a situação ali está um pouco mais tranquila, as pessoas não estão doentes como na capital, isso se deve ao desespero que tomou conta dos doentes que fugiram para a capital em busca dos melhores curandeiros.
Karin pergunta como eles estão conseguindo se manter e, como resposta, o trio é levado até a praça da cidade e lá vêem algo.
— B-Berlock — Lee diz enquanto vê.
— Estou vendo e não acredito.
A dupla encara a estátua do Arauto das Doenças, Soa.
— F-Foi ele que prendeu meu mestre na espada. — Lee comenta baixinho, apenas para que Berlock escute.
"Isso é uma surpresa, não tenho dados sobre isso, Arautos não deveriam ter seguidores", o Adm notifica.
"Precisamos de um plano."
— Com certeza, é um bom plano.
— O que vamos fazer? — Lee pergunta enquanto aperta as mãos com força.
— Vamos nos acalmar e descobrir o que está acontecendo.
Um homem se aproxima.
— Como podem ver, essa é nossa divindade. Desde que ele nos visitou, não tivemos mais tantos problemas com doenças. Só precisamos adorá-lo e as doenças diminuem.
— Isso é incrível — Karin comenta.
— Realmente é, vieram conhecer nosso Deus? — O homem pergunta e Berlock responde — Na verdade, viemos investigar uma tentativa de roubo ontem na capital, acreditamos que os responsáveis vieram daqui.
Karin é chamado e se reúne com os guardas para descrever o que aconteceu.
Berlock e Lee se reúnem.
— Acho que tenho uma ideia de como trazer o Arauto para cá, vou destruir a estátua.
— Está louco? Vão te matar se virem você fazendo isso?
— Por isso não vão ver, serei rápido, farei isso quando estivermos saindo da cidade.
— Vai ser rápido o suficiente?
— Terei que ser.
Karin se aproxima.
— Falaram que ninguém saiu ou chegou na cidade ontem à noite.
— Estão acobertando — Berlock comenta.
— Com certeza — Lee diz.
O trio se prepara para sair depois de olhar um pouco a cidade.
— Adm, está me ouvindo?
"Estou."
— Preciso que coloque Karin no mesmo barco que nós.
"Será a segunda pessoa de Pandora a descobrir e é da realeza, tem certeza?"
— Tenho sim.
"Entendido."
Berlock, Karin e Lee pegam seus cavalos e começam a sair da cidade.
BS olha ao redor e não vê ninguém, ele desce do cavalo e, em velocidade máxima, entra na cidade e, com um soco enquanto corre, ele destrói a estátua, ao mesmo tempo um raio cai no lugar.
— Deu certo — Lee comenta.
— O que ele fez? — Karin pergunta.
— Destruiu a estátua.
Berlock volta para o cavalo e segue com a dupla.
— Karin — Berlock chama o príncipe enquanto para o cavalo —, tem coisas que você precisa saber.
— Que tipos de coisa? Tipo o motivo de você destruir a estátua?
— Isso é mais, Adm.
Nesse momento, a carga de informação chega a Karin, mandando-a para o chão. Ele passa cerca de dois minutos gritando de dor, que foi o tempo que as garotas também passaram.
Ele para de se contorcer e gritar. Berlock e Lee aguardam ele falar algo.
Karin se levanta e sobe no cavalo.
— 3 Arautos, aquele era um deles.
— O mais fraco, até onde sabemos, destruir a estátua dele deve atraí-lo.
— Certo... e vocês vão matar todos.
— É nosso objetivo.
— Peço que me deixem ajudar, agora que sei de tudo isso não posso ficar parado, saber que todas as vidas são como brinquedos para eles, isso me enoja.
— A nós também, mas temos que nos mover com um pé de cada vez.
O trio volta a cavalgar em direção à capital.
No caminho, o trio vai conversando sobre a situação até agora.
— Então você morreu no seu mundo e veio para cá, e agora terá que enfrentar os Arautos.
— Isso mesmo, é uma missão complicada.
— Berlock, eu te respeitava antes, mas agora o admiro.
"Um Arauto se aproxima, acabo de receber uma notificação de entrada em Pandora."
Um raio cai próximo do trio que é derrubado dos cavalos.
Mais alguns raios caem e, de dentro de um deles, Soa sai caminhando em direção ao trio.
— Foram vocês que quebraram minha estátua? — Soa pergunta, olhando para o trio que sente a pressão eminente do Arauto.
Eles se sentem intimidados, o Arauto é diferente dos monstros, é algo maior.
— Pessoal, foquem na defesa, não tentem ir para cima, não sabemos do que ele é capaz, vou na frente descobrir.
Berlock pega uma espada do inventário e dispara em velocidade para cima de Soa, que bloqueia o golpe com as garras da mão.
— Você é rápido — Soa golpeia para frente, mas Berlock desvia do golpe que corta o terreno à frente.
— Mais rápido — Berlock acelera e começa a golpear de várias direções diferentes, mas o Arauto segue bloqueando usando suas garras contra a lâmina da espada.
O aventureiro volta para perto da dupla.
— Droga, não consigo fazer nada.
Lee percebe que Berlock está alterado.
— Ei, calma, nós todos vamos enfrentá-lo, ok?
Berlock respira fundo e solta — Ok.
Karin saca a espada e Lee as manoplas, a dupla corre para cima de Soa, Berlock usa sua velocidade para ir para trás do inimigo que se vira e defende, nesse momento Lee e Karin investem para frente golpeando.
Soa é obrigado a soltar a espada de Berlock para se esquivar do ataque, mesmo assim a espada de Karin consegue cortar a bochecha do Arauto.
— Vocês não são qualquer um, pelo jeito.
Ele se move bem rápido e se aproxima com um soco na direção de Karin, que bloqueia usando a espada.
A força do golpe faz Karin quicar no chão.
— Lee vai para cima e desfere socos, mas Soa desvia de todos eles.
Ele então golpeia com um soco que acerta a barriga de Lee e manda para cima, então salta e pega velocidade bem rápido, passando a altura de Lee.
No ar, Soa golpeia Lee em direção ao solo, ela desce em alta velocidade e pega por Berlock.
Soa pousa e encara o trio, ele une as duas mãos e invoca uma área onde doenças são manifestadas.
— Quanto mais tempo passarem aqui, pior será, sejam rápidos e morram.
— Vamos tentar de novo — diz Karin e Lee e Berlock concordam.
O aventureiro acelera e, nas costas do Arauto, que novamente defende os golpes, Lee e Karin vêm e golpeiam, mas todos os ataques são parados pelo inimigo.
Berlock então puxa a espada e golpeia mais uma vez, no meio do ataque, enquanto Soa se prepara para aparar o golpe, Berlock a solta a espada e desfere um golpe.
— Palma sufocante!
Aplicando o golpe com sucesso após usar uma finta, Berlock quebra as costelas do lado direito de Soa.
O Arauto demonstra sentir dor nesse momento. Karin ataca e tem seu ataque parado, porém Lee ataca e soca o braço de Soa que segura a espada de Karin.
Sem perder tempo, Berlock surge de repente e desfere um golpe cortando na direção do pescoço de Soa.
O inimigo usa a mão esquerda para defender e tem ela decepada, a dor atrasou o tempo de reação de Soa.
Lee e Karin também entram na zona de doenças.
Soa fica sem entender nada, já que as doenças são mortais, mesmo assim os humanos continuam indo para cima.
— Chega!
Ele carrega um poder e dispara na direção de Berlock, que começa a desviar. Soa também mira em Karin e Lee, mas não consegue acertá-los, isso porque Berlock estava movendo-os de lugar com sua alta velocidade.
— Foi uma péssima ideia ter vindo aqui, Adm, me mande de volta.
Nada acontece.
— Adm!
"Pedido negado, chegou sua hora de morrer, Soa."
Enquanto o Arauto estava distraído, Berlock vem em alta velocidade e corta fora os dois braços dele. Karin vem em seguida, golpeando de forma perfurante, mas Soa salta e, enquanto está no ar, lança uma nuvem tóxica no chão.
Berlock salta e desfere um corte para cima, Soa golpeia com um chute e impede o corte da espada.
Enquanto eles caem, Karin dá suporte para Lee, jogando-a para o alto. Ela golpeia, mas o Arauto também segura seu golpe.
Nesse momento, Soa se dá conta de que não estava vendo Berlock, que surge por trás e corta fora as duas pernas de Soa no ar.
Todos caem no chão, Soa não consegue fugir.
Berlock se mostra cansado, usar sua velocidade máxima é cansativo e consome mana, ele não pode ir além devido o Selo de Morte.
Lee se aproxima do Arauto caído no chão, Berlock pega a espada de Lee de seu inventário e joga para ela, a espada de Lee emana um brilho azul que é a alma de seu mestre.
— Vocês não vão sair dessa, esperem até — sem mais nem menos, ela decapita o Arauto que prendeu a alma de seu mestre na espada.
Um breve silêncio toma conta do lugar e é possível ver a alma finalmente livre, deixando a espada após a vingança de sua discípula.
"Parabéns, aventureiros, deram o primeiro passo para tornar esse mundo um lugar melhor."
— Conseguimos — Berlock diz, meio sem jeito.
— Sim, conseguimos — Lee ressalta.
— Menos um, faltam 2 — Karin comenta.
"Retirem o coração dele, é lá onde sua mana se concentra, é o local onde se formam as doenças, com isso Bianca pode produzir a cura para as doenças."
Berlock encara o corpo um pouco.
— Eu faço isso — Lee toma a frente em abrir Soa.
— Certo — Berlock abre espaço para Lee fazer o serviço.
— Ele era um problema, como alguém consegue reagir tão rápido? — Karin comenta enquanto limpa a espada.
— Quase não conseguimos, apenas depois de criar uma abertura, ele não tinha experiência lutando, mas sabia se defender.
— Bem pontuado.
— Ele ficou surpreso com a traição do Adm e isso abriu mais brechas, se ele não tivéssemos distraído, não sei como teríamos vencido sem acertar.
Karin fica pensativo e Berlock continua.
— Soa agia apenas com doenças, por isso era o mais fácil, já a Arauto das Bestas e Bra serão complicados, têm perfil de combatentes como já sabe, essas não podemos contar com distrações apenas.
— Acabei — Lee anuncia enquanto chama seu cavalo.
Ela pega um saco e coloca o coração do Arauto.
Karin manca um pouco até seu cavalo e tosse, Lee e Berlock também tossem. Esse é feito da Zona de Doenças que Soa usou no trio, agora eles se encontram doentes também.
"Vocês podem lidar com isso assim que a cura for preparada ou podem voltar e tomar da fonte. Berlock, leve o coração para Bianca."
— Ok.
Berlock pede um pergaminho que tinha entre suas coisas.
— Vejo vocês na cidade.
— Certo.
Ele retorna para Bianca.
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