Notas iniciais
Erros de ortografia,pontuação,qualquer coisa,me falem ok?

Minha mãe e irmã estavam sentadas sorrindo. Assustei-me, mas logo corri para seu encontro, não podia deixar que nada acontecessem a elas. Abracei-as firmemente. Um cheiro podre entupiu meu nariz, os seus corpos ficaram frios, e algumas larvas percorrendo os seus corpos imóveis. Soltei-as imediatamente, e vi que ela eram cadáveres com larvas percorrendo seu corpo, as órbitas oculares vazias, os cabelos sem cor e o rosto horrível. Saltei para trás e soltei um grito, tropecei em uma pedra e me afundei em uma poça de lama.

Tentei me levantar. Inutilmente. Não sabia porque meu corpo não respondia aos meus comandos. Desesperei-me. Tentei levantar-me outra vez, em vão.

Fiquei muito tempo tentando fugir dali, mas nada acontecia, então finalmente desisti e comecei a gritar, ou era isso que eu queria, porque nenhuma voz saia.

Veio lagrimas aos meus olhos. Eu estava ali parado com lama por todo o corpo, terra na boca, cheiro podre de cadáveres a entupir meu nariz e lágrimas percorrendo pelo meu rosto.

A imagem de minha irmã e minha mãe como cadáveres me assustava cada vez mais. Elas eram minha única família e era meu dever protegê-las. Agora elas estavam mortas. Por minha causa, elas deviam saber que eu estava por aqui perto e vieram me buscar em seu velho Chevrolet azul, viram esse parque, que a primeira vista te deixa tão nostálgico que te impede de pensar, é tudo culpa minha.

Eu merecia morrer aqui em desespero, paralisado, sujo e incrivelmente estúpido. Fiquei ali parado olhando para aquele céu sem estrelas. Era aqui que eu iria morrer? Neste lugar imundo? Com o cheiro de cadáveres da minha família a entupir minhas narinas? A morte comparada aquilo é algo fácil e gentil. Desejava que aquele palhaço viesse e enfiasse uma faca em meu peito ou atirasse na minha cabeça. Qualquer coisa, qualquer coisa que me livrasse daquelas imagens da minha família, destas sensações, desse medo, horror, paralisação, desespero... Tudo.

– Está querendo morrer garoto? — Perguntou o palhaço — É inútil. Eu não irei te matar. Deixariam as coisas muito mais fáceis para você e nada divertido.

Continuei a observar o céu. Então ele não iria me matar? Iria me deixar apodrecendo ali?

– Você sabe por que o nome deste parque é ''parque do suicídio''? — O palhaço chegou perto de mim, me encarando.

– É porque não há jeitos de morrer aqui com mortes naturais. Fome, sede, dor e também por causas como assassinato. Há apenas um jeito de escapar daqui. O suicídio. Mas não seria divertido se fosse tão fácil né? – Ele fez uma pausa – Eu atraso os suicídios dos convidados. Assustando eles, paralisando-os e fazendo meus outros truques. Por exemplo, se eu jogar um canivete para você se matar, você não iria conseguir pegar não é? Você está paralisado. Mas antes que pense que isso é um dos meus truques, eu vou lhe dizendo que não. Eu pretendia fazer isso depois. Mas você estragou a brincadeira. Essa sua paralisação é de medo. Mesmo não sendo uma de minhas fantásticas obras está sendo muito divertido. Você deve estar muito desesperado não é?

O palhaço começou a rir. Aquelas gargalhadas irritantes, gargalhadas do meu desespero e medo.

– Mas você não perde por esperar garoto. Isso é apenas o começo.

O céu começou a ficar vermelho sangue.

– Eu não estou falando? — Disse o palhaço rindo


Notas finais
reviews?