Bem-vindo Ao Parque Do Suicídio

1 Bem-vindo ao parque do suicidio


Notas iniciais
Esta é minha segunda fic,mas é muito diferente do outro Genêro,por favor me avisem se eu tenho algo para melhorar ou idéias,obrigada por tudo.

Abri os olhos. Minha visão estava embaçada. Pisquei algumas vezes, e foi voltando ao normal.

Tudo o que eu via era névoa e um céu escuro, sem estrelas. Levantei e me senti um pouco tonto. Esperei a tontura passar e olhei ao meu redor. Névoa e mais névoa. Eu não sabia onde estava e o que me fez parar neste lugar. A única coisa que quero fazer é voltar para casa.

Será que eu havia bebido? Me drogado? Afastei esses pensamentos de minha mente, mas essas eram as únicas explicações que conseguia pensar para estar em um lugar assim e não me lembrar de nada daquele dia.

Decidi que deveria voltar para casa de um jeito ou de outro, será que alguém sabia que eu estou aqui? Não, se alguém soubesse que estou aqui, teria vindo me buscar.

Comecei a andar, sem rumo, sem saber que lugar é este. A névoa foi se dispersando conforme eu continuava a andar. A alguns metros adiante havia um grande portão azul aberto, com muros coloridos, e após o portão,havia um carrossel com várias crianças, vendedores de pipoca e algodão doce rodeados de pessoas,montanha russa e diversos brinquedos com crianças,adolescentes e adultos se divertindo.

Porque haveria um parque de diversão em um local tão vazio? Bem, não há motivos para se perguntar coisas assim, eu deveria estar aliviado por achar um lugar com várias pessoas que poderiam me ajudar. Corri para o parque.

Tudo me fazia feliz naquele lugar, o cheiro de guloseimas, o som das risadas e pessoas se divertindo, aquele lugar inteiro era mágico.

Eu havia me esquecido do que tinha que fazer aqui. Fui até a bilheteria. Eu queria poder rir e me divertir como todos naquele local.

– Me dê ingressos para cada brinquedo deste lugar.

– Como o senhor quiser. — O homem era um palhaço, seu rosto esbanjava alegria e felicidade.

Ele me entregou vários ingressos, então lembrei que precisava de dinheiro. Remexi os bolsos a procura de dinheiro, mas tudo que encontrei foi uma foto dobrada ao meio.

– Desculpe-me senhor, eu não tenho dinheiro.

– Não se preocupe Jaime, você foi premiado por ser o nosso cliente número 3.

– Sério?Quer dizer que vou poder me divertir aqui sem precisar pagar nada?

– Isso mesmo, Jaime.

– Que legal! HAHA, eu sou muito sor...- Foi então que percebi,aquele palhaço me chamou de Jaime e como assim cliente número três?

Dei um passo para trás.

– Como você sabe meu nome e porque sou seu cliente número três?

– Sua mãe que me contou do lindo garoto que ela tinha como filho, o maravilhoso Jaime. E você é o cliente número três, porque sua mãe e sua irmã foram as duas primeiras.

– Cadê elas?! — Perguntei desesperado

O cenário começou a mudar. Não havia mais pessoas sorridentes, cheiro de guloseimas e sons de risadas. Agora só havia brinquedos enferrujados e vazios, o cheiro de coisa podre, o som do vento soprando, um gramado negro e um céu sem estrelas. O palhaço a minha frente já não era mais sorridente e alegre, sua maquiagem ficou branca e preta, os seus olhos era negros e ele sorria de uma maneira maligna.

– Você está cego garoto? Elas estão logo ali.

Vi minha mãe e irmã sentadas no chão, sorrindo.

– Ah, e antes que eu me esqueça, bem-vindo ao parque do suicídio.

O som de suas gargalhadas ecoava.