Notas iniciais
Espero que gostem! Boa leitura.

●•Bem perto de mim●•

-você esta pálido, ta passando mal Uruha?-Reita se aproximou e fez com que o loiro se sentasse no sofá.

— Não.Eu tenho ir lá e resolver tudo, acabar de uma vez com esse sofrimento- Ele estava inconformado e chorava muito.

O baixista o abraçou forte, proucurava as palavras certas e como não as achou, percebeu que o seu silêncio seria o ideal.

— Só não entendo o porque...-Uruha se lamentava, fez uma pausa e prosseguiu -Rei...não me sinto muito bem, estou zonzo.

Reita se agitou um pouco, estava sozinho naquela sala com o guitarrista. Decidiu ir chamar Kai que saberia melhor o que fazer, ele estava em outra sala.

Pediu educadamente Uruha que esperasse e não saisse de lá e então, saiu atrás do baterista. Chegou na sala em que ele se encontrava e junto com ele estavam Aoi e Ruki.

— kai me ajuda la com Kou, ele ta estranho- Reita entrou na sala assustando os amigos.

Aoi estava sentado jogado no sofá com cara de irritado e ao mesmo tempo uma certa tristeza, Ruki e Kai estavam de pé enfrente o moreno ambos com os braços cruzados.

*Supiros*

— E isso vai ser só a metade do problema- Kai disse sério.

— Ei, que aconteceu com Uruha?- Ruki não conteve a preocupação em meio o agito.

— Ele ta pálido e diz esta se sentindo bem, anda logo.-Apressou eles.

Reita se retirou daquela sala seguido por kai, Ruki e Aoi. Todos estavam indo para a sala que Uruha estava, Ruki escutou pequenos passos e notou que havia alguém a mais, sabia que era o guitarrista moreno e se irritou.

— Onde pensa que vai?- Se virou de costas e fez sinal pro Aoi parar.

— Como assim? Eu vou ver se Uruha esta se sen...

-NÃO!- O vocalista o interrompeu.- você vai voltar pra quela sala onde estava, será que não pensa que a última pessoa que ele deve querer ver agora seja você?-Empurrou Aoi de leve, alarmando Reita e Kai.

Reita se apressou e puxou o chibi pelo braço e Kai segurou Aoi, afastando ambos para evitar brigas.

-Aoi, sinto... só que Ruki pode estar certo. Uruha se magoou e acho que te ver não vai ser bom, pelo menos não agora, certo?- Kai em momento algum levantou a voz.

O moreno fechou a cara franzindo a testa, suspirou e deu meia volta com muita raiva e voltou aquela sala que antes estava.

Os outros três prosseguiram rapidamente para a sala onde Uruha estava. Ficaram surpresos ao ver que ele não estava ali. Reita se disisperou e proucurou o loiro por toda parte, e não o encontrou.
Kai tentava falhosamente ligar, mas Uruha não atendia. Ruki percebeu algo e precisou comentar.

— Reita, o Uruha veio de carro.

Ele olhou de Ruki para Kai e arregalou os olhos, tentou achar as chaves do carro que estava na mesa e não as encontrou.

— Como pude ser tão burro?! Não podia ter deixado ele aqui sem ninguém,DROGA! -Reita se sentou e pesou a cabeça sobre as mãos quando alguém entra na sala.
Era uma secretária contratada recentemente.

— Kai-chan, o senhor Uruha-san se sente bem?

— Sim senhorita Yoko, porque?- O baterista deu um sorriso desanimado.

-Eu acabei de passar por ele e estava estranho no corredor e não estava nada bem.

Os rapazes se entreolharam, Kai agradeceu a secretária que ficou confusa na sala assim que viu os três saindo correndo. Chamaram o elevador e entraram depressa, apertaram o botão da garagem.Ruki tinha ficado,queria ver como Aoi estava.
Reita e Kai chegaram no estacionamento e avistaram Uruha perto do veículo.

-Uruha espera! — Reita gritou ao notar que ele entrava no carro.

Ao perceber quem gritava Uruha entra no carro e tranca as portas, em seguida liga o carro e não sai do lugar, se recostou todo no banco e ainda sim chorava muito.
Deu tempo para Reita e Kai chegarem, Reita dá a volta e tenta em vão abrir a porta do motorista, não consegue.

-Kou abre a porta! Não sai desse jeito, veja só o estado que ficou.Fica aqui, por mim?-Reita disse docilmente e dava leves batidas no vidro.

Diante das palavras do amigo, Uruha se lembrou do dia em que começou a namorar com Aoi, por alguns minutos pensou que poderia ter cometido um erro. Não sabia se estva certo ou errado nisso.
Com as vistas embaçadas e ainda do choro, ele arrancou o carro fazendo os pneus cantarem e reita na última tentatica de fazer o carro parar.

-URUHAAA!!! espere...-fracassou.

O carro logo deixou o estacionamento, já não podiam fazer mais nada.

-Vamos ele já foi embora, temos que voltar pra sala e conversar com Aoi.-Reita bufou e concordou com a cabeça.

Aoi estava sentado na sala escutando os próprios pensamentos e relembrando da briga com o namorado, as coisas frias que falou. Seus olhos se encheram, estava prestes a chorar quando Ruki entra na sala.Ele fica observando o moreno, estava parado e ambos se encararam.

-Aoi o que aconteceu?-Tentou falar o mais calmo possivel.

-Não te entereça.

Ruki franziu a testa e abriu a boca para falar algo mas foi interrompido por Reita,que entrava com muita raiva.
O moreno percebendo que algo estava fora do lugar, se levantou.

-O que foi?

-Uruha foi embora de carro — Kai tentava manter-se calmo.

-HÃ?! sozinho?

-É Aoi, ele pegou o carro e saiu sem a menor condição de dirigir -Reita andava em circulos. — Kai tente ligar pro celular dele.

Ele retirou o celular do bolso e tentou ligar para Uruha, suspirou e desligou o celular acenando negativamente com a cabeça. Não estavam com sorte.

-Será que ele foi em casa?-Ruki tentava ser racional.

Aoi lembrou do dia em que beijou Uruha pela primeira vez.

-Não seria o primeiro lugar que iriamos — Pensou alguns segundos — Só pode ter ido a um lugar... é isso! -O moreno proucurava alguma coisa.

Ele pegou as chaves da moto que estava em cima de uma mesa entre papéis, parou na porta da sala.

-Vai aonde? — Reita estreitou os olhos e encarou o moreno prestes a sair da sala.

-Se eu achar ele aviso vocês, ok? — Aoi deixou a sala rapidamente.

-Ele não vai avisar.

O vocalista teve o peso dos olhares dos outros dois, abaixou a cabeça e ficou encarando seriamente o chão.

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Aoi logo chegou na garagem, subiu um uma moto de cor preta com escritas em inglês de branco e katakana verde limão em neon.
Deixou o prédio da PS Company as pressas, esperava encontrar o namorado e pedir desculpas mesmo que ele não aceitasse de imediato, por conta disso não respeitou muito alguns sinais vemelhos.
O tempo de diferença em que Uruha e Aoi sairam da PSC girava em torno de 10 ou 15 minutos.

Não demorou muito até que o moreno chegasse ao lugar especial.Era um parque aberto com lindas cerejeiras que se espalhavam por toda extensão do parque e a grama verde que davam um ótimo contraste junto ao por do sol. Poucas pessoas estavam no local, as luzes dos postes se acenderam.

Uruha estava sentado no pé de uma dessas árvores com as pernas encolhidas próximo ao corpo se abraçando, e deixando a cabeça pesar sobre os joelhos, soluçava e suspirava fundo tentando prender o choro desesperado.
Aoi viu ele sentado e foi se aproximando aos poucos e devagar, se sentou. Se odiou ao ver o estado do loiro que ainda não percebeu a presença do tal.

-hm...-Aoi tinha medo, só que precisava tentar alguma coisa se não perderia ele- Kou, olhe pra mim...

Os sons do choro deminuiram, Uruha buscou ar entre pequenos ofegos e lentamente levantou a cabeça, dando para ver claramente o rosto avermelhado e a marca das lágrimas que escorreram sem parar.Ficou encarando Aoi sem pronunciar uma palvra e tentando conter o choro.
Diante da cena, Aoi desviou o olhas encarando agora seus próprios pés.

-Me...me desculpa- Ficou brincando com pedacinhos de folhas caidas na grama.

-É só isso?-Uruha respirou fundo e encarava Aoi- Teve o trabalhão de sair do prédio e me proucurar pra dizer \"disculpas\"? — Aoi encarou ele boquiaberto não podendo acreditar, loiro que sempre o tratou bem estava sendo tão frio. Não era para menos.
Voltou a encarar os sapatos e pensou\"parabéns Aoi, você é muito esperto.\" Ele estava puto consigo mesmo.

-Eu sei que errei e falei besteiras... eu estava nervoso com o que vi.

-Sei, agora todas vez que eu for carinhoso e estiver brincando com Reita ou qualquer outro amigo meu,você vai dar chiliques egoístas.

O moreno olhava incrédulo com o rebate do jovem.

— Eu sei que errei valeu? Eu estou aqui porque percebi meu erro...tambem fui um idiota.Vim na tentativa de concertar tudo.

-Realmente eu adimiro isso- As lágrimas do mais novo aindão não cessaram- So que você acha mesmo que vou passar uma borracha em tudo o que aconteceu e ir fuder no seu apartamento?

Aoi nunca pensou que escutaria Uruha dizer isso se sentiu um montro, seu peito chegou a doer como se alguém cravasse uma estaca em seu coração. Apenas sabia que Takashima tinha razão de estar assim e que pelo visto não iria ceder.

-A minha intenção nunca foi só fuder, se algo rolou entre nósm, foi AMOR e não sexo,foda ou...

-Me traçar, como você disse — Uruha não dava dexa.

-É...ou isso, eu te amo e não quero te perder assim e nem de maneira nenhuma, eu daria minha vida por você, preciso muito de você ao meu lado e se não me permitir ficar ao seu, eu não deixarei que ninguém fique ao meu. Eu vim nesse parque porque esse lugar é especial tanto para você quanto a mim. Se for preciso eu me abaixarei até seus pés e direi \"desculpe\".Sabe o por quê? Eu te amo e faria muito mais que isso se for preciso.

Uruha fechou os olhos diante de tudo o que era dito e chorava, se levantou e Aoi também, por alguns instrantes achou que Uruha o pediria para se ajoelhar.
De frente para o outro Uruha desabafou um pouco.

-Yuu, por mais que eu queira te beijar não posso e você sabe disso, até mesmo por princípios, com tudo o que aconteceu eu estou com medo... medo de continuar te amando e acabar pior que já estou...

-NÃO VAI...

-Isso você não pode me garantir, quero esquecer... que ja te amei um dia- Ao citar a última frase Uruha foi frio e por um instante \"sem coração\", talvez ao moreno tais palavras precisavam ser citadas.

Aoi não aguentou escutar tudo aquilo,não sabia que essas seriam as consequências, pensava que iria gritar,xingar pedir um tempo talvez,esquece-lo... NUNCA.
Gelou de baixo à cima com o choque das frias palavras quase cuspidas daquele modo e sem esperar, seus olhos se encheram e tentou reprimir a maldita vontade de chorar.

Uruha passou devagar ao lado do moreno que estava parado com olhar um pouco morto. Aoi segurou o outro pelo braço, impedindo de sair de perto dele.

— Não faça isso comigo... com você... conosco. Por favor, descula... — Aoi tentava segurar o loiro que estava querendo se soltar.

-Se estiver falando da boca pra fora?Como acreditar em você? — Pensou por algum tempo em dizer que aceita as desculpas.

Aoi puxou Uruha pelo braço e o abraçou como se fossse o último abraço do casal. Kou se manteve parado e não retribuiu o carinho.
Se passaram alguns minutos e aquele abraço foi morrendo.O olhar frio do mais novo fez Aoi recuar e ficar pior do que estava.

-Vou pedir direito, não me toque mais e isso inclui abraços.

-Não faça...isso- A voz falhou um pouco.

-Só sabe me pedir isso?

-Chega! Eu prefiro morrer do que perder você assim, não deixarei você ir embora e mesmo que me peça para nunca mais me aproximar de você, não farei sua vontade. Mesmo que se afaste, nunca esquecerei você e o que sinto, estou magoando você e você a mim. Não adianta, eu sei que fui um babaca mas EU TE AMO e não vou abrir mão disso e te abandonar — Aoi se alterava- NÃO VOU DEIXA SAIA DE PERTO DE MIM!

*Um vago silêncio*

-Me responde uma coisa e pelo menos uma vez não deixe a verdade escondida, Ruki me disse que me traiu. Quantas vezes?- O moreno ficou paralizado por certo momento, ele iria acabar com Ruki se Uruha não o perdoasse.

-Uruha por favor...

-ME RESPONDE!

-Foram... três vezes, já faz muito tempo e me arrependi.Pensava que não iriamos ter futuro.

-Transou com eles?-A pergunta direta lança pelo loiro fez Aoi abaixar a cabeça.

-Só com... um, eu estava bebado e me odiei por aquilo...eu te amo e so quero você.

-NÃO, não me venha com essa de amor, será que toda vez que encher a porra da cara vai sair fudendo com qualquer um e seu namorado vai ficar em casa igual a uma puta otária na cosinha? Não existe respeito mais... não existe mais amor entre nos dois..... e sinceramente, não existe mais nos dois — Suas lágrimas escorriam pelo rosto avermelhado.

-Ta... terminando... comigo, Uruha? — A voz chorosa do guitarrista moreno deixou o clima um pouco mais pesado do que estava.

-Desculpa, estou. Não vou aguentar mais sofrer por sua causa, eu chor...

-Pára de frescura, nã..não fale como se fosse...

-ESPERO que não termine essa frase. É exatamente disso que tô falando — A voz do mais novo saiu com leves ênfases.

— Eu não queria...-Abaixou a cabeça novamente um tanto constrangido.

-Não querendo e quase falou. Eu tenho sofrido por você, Aoi e não me deixarei chorar mais... nem valeria a pena. Meu maior erro foi tentar levar essa loucura adiante, mesmo sabendo que não teria futuro. — Respirou fundo — Francamente, acha que eu passaria minha vida toda escutando seu lamentors e pedidos repetitivos de desculpas sempre que fazer merda?-A frieza do tom e das palavras deixaram Aoi sem chão.

-Isso não foi um erro e sei disso, caralho todo mundo erra eu tambem não posso errar? Uruha, prometo que não vai sofrer denovo...

A discussão estava sendo longa e cansativa para ambos.

-Eu não quero acreditar novamente em você Aoi, eu me sinto insuguro agora e nada do que falar vai me fazer mudar de idéia.

-Acha que isso vai se resolver assim?Não vai — O orgulho ferido do moreno não deixava desistir do seu maior amor.

-Está sendo teimoso.Veremos.

Uruha abandonou o local em condições nada boas, indo em direção ao carro estacionado de frente ao parque.

-PERA AÍ,NÃO VAI! PORRA URUHA! — Aoi ainda tentou, Uruha se quer olhor para trás. O moreno decidiu segui-lo.

Taka deu partida no carro, ingatou a primeira e abandonou o local. Ao olhar pelo espelho retrovisor, viu uma moto conhecida piscando os faróis.

●•Bem perto de mim●•

Percebendo quem o seguia, começou a acelerar mais um pouco, chegou na velocidade média de 78 Km/h.

Aoi notou a mudança na velocidade e resolveu acelerar tambem, na tentativa de dispistar a moto Uruha entrou em uma rua que estva com a metade da pista em construção.Não adiantou Aoi continuou seguindo e dando sinais para o loiro encostar,novamente não conseguiu.

Yuu conseguiu emparelhar os veículos e com uma das mãos tentou fazer sinal. Uruha olhou.Ficaram se incarando um pouco e mesmo que tenha sido por milésimos de segundos, Uruha viu Aoi chorar. Tornou a olhar para a estradinha e uma expressão de expanto se formou, Aoi percebendo algo errado olhou reto, freou mas não diminuiu muita coisa.

Existia um muro de contenção de concreto com cerca de 75 cm de altura, o moreno não freou o suficiente para parar.
A moto acertou em cheio o muro capotando várias vezes,e se estilhaçando a cada volta. Aoi foi brutalmente arremessado à 15 metros de distância do acidente.

Assim que encostou o carro incrédulo com a cena,saiu correndo do carro todo histérico, aquilo não podia estar acontecendo!
Se ajoelhou diante do moreno que estava esticado no asfalto de barriga para cima, o que viu o acidente estava em prantos.

-POR KAMI! AOI TENTE, ABRA OS OLHOS!!!

Não houve um sinal de vida,Uruha percebeu que no capacete escorria sangue, estava prestes a surtar.

-Uh..uru... — O loiro escutou um sussurro quase mudo.

-Shii. Não se esforce e porfavor não durma.

A face do moreno escorria sangue, o loiro pegou o celular e discou o número da emergência, após chamar socorro discou outros núnemos.

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-Ainda não ligaram, os dois sumiram a mais de 2 horas e não dão notícias — Reita estava apreensivo, ele foi para casa do Kai jundo a Ruki.

*musica de celular tocando*

-Moshi-moshi... Uruha?! — Kai se levantou da cadeira aliviado por saber que uruha estava aparentemente bem.

-Pergunte onde ele esta .- Reita logo se apressou.

Ruki ficou parado no canto olhando o baixista inqueto, estava com um certo ciúme idiota.

-Que? Qual hospital?

Reita olhou para Ruki que arregalou os olhos.

-Fique calmo, estamos indo... -Kai desligou o celular sério.

-Oque aconteceu com Uruha?- Reita mal deixou o baterista respirar.

-Não..foi com ele, Aoi bateu de moto.

Ninguém disse mais nada diante disso, logo se apressaram em sair dalí e eir para o hospital.

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-Aoi já chamei ajuda e avisei Kai e os outros...

-Não... se for ter que... continuar vivo e... não ter você pre... prefiro morrer agora... nesse... instante... — Uma linha de sangue escorre da boca do maior, o medo que Uruha estava era visto de longe e se ele estivesse com hemorragia?

Tal frase fez com que Uruha parasse para encarar o outro, era isso mesmo Aoi queria e desejava morrer agora que não tinha mais ele. Os pesnamentos de Uruha foram cortados pelo assustador barulho das sirenes, a ambulância chegava.

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Se passaram algumas horas e Aoi estava no hospital, estava na sala de cirurgia.
Reita, Uruha, Kai e Ruki aguardavam notícias numa pequena sala de espera, onde tinha apenas pequenos sofás, uma mesinha central e um bebedouro.Tiveram que dar seus nomes verdadeiros, se chamassem uns aos outros pelos apelidos, correriam o risco de ficar expostos a fotógrafos e consequentemente acabariam nas primeiras páginas de diversas revistas.

Um médico aparentando ter 30 anos de idade chega no grupo que aguardavam notícias a 2 horas, era o Dr. Yoshiko Tanaka.
Uruha olhou Kai com uma aflição notável.

-Bom... a cirurgia foi um pouco complicada e demorada, o senhor Shiroyama perdeu muito sangue e precisou ser reposto com uma bolsa, por final, correu tudo bem.

-Ele fraturou algum coisa?

-Calma Kou, Dr. acabe de falar por favor.- Kai percebeu o agito do amigo.

-Sim, ele teve fraturas leves fora ter deslocado o braço, ele permanescerá na UTI em observação. O capacete fez parte do trabalho, ajudou na proteção durante a queda, porém não pode evitar tais enpactos. Se o Sr. Shiroyama não estivesse com ele, a possibilidade de ter morrido na hora seria grande- Uruha olhoi para Kai com ar de desespero.

-E qual o estado dele agora?- Ruki que até agora se mantinha em silêncio se manifestou.

-A falta de informação ainda nos deixa um pouco insiguros. Teremos que esperar 24 horas para ver se o jovem acordará, caso não acorde faremos alguns exames mesmo no estado dele, afinal bateu violentamente a cabeça repetidas vezes, isso poderia ter causado traumatismo craniano.

-Q-que estado? — O brilho dos olhos do guitarrista eram opacos.

-Sinto muito, o jovem está em estado de coma que podem ter sido causadas devido as mesmas batidas. Teremos sorte se ele não estiver com fraturas na colunas e sair vivo.

-Sorte? Como pode falar de sorte um hor....

-Calma Taka, ele o disse assim para tenta amenizar- Uruha se calou diante das palavras do baterista.- Gomen.

Yoshiko acenou com a cabeça e se retirou da sala, os outros ficaram lá durante mais algumas horas. O empresário da banda já tinha sido avisado do acidente, ele estava tentando evitar o máximo possivel que a imprensa não descobrisse o hospital em que estava Aoi, isso é, se eles soubessem do acidente, já que se passaram 5 horas e ainda nenhum reporter apareceu lá. Para disfarcar um pouco mais, o empresário marcou uma falsa entrevista, faltavam apenas 4 horas para a tal,isso não era importante agora.
Uma hora se passou e Yoshiko passava em frente a pequena sala de espera, Uruha o chama.

-Dr. quero ver o estado dele, posso?

-Acho que sim, só por favor não poderá ficar na sala por muito tempo, peço que entenda.

Ele aceitou as condições e foi seguindo o médico que mostrava o caminho.

-Meu jovem, infelismente não posso lhe autorizar a entrada, terá que parar por aqui.- Yoshiko falou calmamente.

Uruha não estava com forças para discussão e além de tudo os amigos pediram para não chamar muito a atenção, balançou a cabeça. Parou de frente a uma parede que um pedaço da metade de cima era vidro .
Uruha estava com o olhar sombrio e distante, olhava para Aoi se lembrando de tudo... As cenas do acidente que o castigavam vindo com um flashback, o olhar que Aoi lançou acompanhado de uma lágrima, a moto se chocando contra o muro, Aoi capotando junto da moto,ele caido no asfalto, o estado da moto depois disso e tinha dado PT do veículo(perda total), Aoi dizendo que ... que queria morrer.
Sem perceber, Uruha já chorava, as lágrimas escorriam na face macia do jovem que permanesceu presente por mais um tempo até ser \" expulso \".

***

Se passaram 3 dias e o moreno ainda estava em coma, estava fora de risco e não foi detectado hemorragias ou traumatismos, apenas em coma.
Kai e Reita foram levar Riki para casa,o vocalista queria descansar melhor, os quatro estavam no hospital desde o acidende do outro e Uruha ainda não tinha saído dela para passar a noite em casa.

Para não levantar suspeitas de nada, Kai e Reita apareceram algumas vezes na PSC e fingiram levar um bolo do resto dos integrantes, o empresário precisou fazer Kai, Reita e Ruki aparecer um duas entrevistas e quando os repórteres perguntavam sobre os outros dois entegrandes, Kai dizia que estvam em ensaios fotográficos.

Uruha era o único que não dormia direto, ele ficava praticamente acampado com Aoi, que já estava no quarto. Finalmente conseguiu dormir, seu selular tocou acordando o loiro que não descansou nem por meia hora.

-Hã?...Oi Kai... não só cochilei..sim quero, pegue algumas coisas no meu apartamento...Arigatou . *suspiros*

Taka se levandou e caminhou até o leito do outro que aparentava estar apenas dormindo como sempre, ele estava com uma expressão calma como se sonhasse com anjos ou coisas do tipo. Aquilo parecia um pesadelo, queria que Aoi acordasse a qualquer momento falando que foi um pegadinha ridícula para algum reality show, não adiantava ele se encontrava mesmo em coma.
Uruha segurou a mão do moreno, estava um pouco fria.

-O que será que eu fiz? Se... — A voz não saiu, seus olhos estavam com olheiras visíveis que parecia ter apanhado um pouco. Começou a chorar ao lado do Aoi — Se eu não tivesse bri... brigado daquela forma com você, estariamos cada... um na sua casa... estariamos brigados sim...e não aqui. — Parou

Takashima buscava respirar e não começar a soluçar, e não negava que pensava que culpa podia ser dele e ficava se castigando porisso.

-Se eu tivesse pedido...um tem-tempo quem sabe estariamos juntos...merda...vai me per... perdoar algum dia? — Abaixou a cabeça choroso.

Uruha sentiu leves movimentos na mão isso o fez levantar a cabeça, Aoi parecia estar consiente e acordando. Uruha deu um sorriso ainda abatido e saiu correndo para abrir a porta do quarto.

-Uma enfermeira Por favor ! -Após gritar por ajuda entrou no quarto novamente e ficou perto do ex... se contraiu ao lembrar desse detalhe.

-Kou... — O moreno o chamava.

-Estou aqui Yuu...

Não puderam trocar mais palavras pois logo entraram duas enfermeiras acompanhando o médico, que pediu Uruha que se retirasse da sala.
Fecharam a porta do quarto, Uruha se encostou na mesma, pegou o celular e ligou para alguem.

-Uke? Oi sou eu... ele... — Parou chorando bastante e tentando manter a calma.

Diante das meias palavras do garoto, Kai estremeceu.

-Uruha está aí? O que aconteceu?

-Acho que ele acordou!

-Por Kami! Vamos pro hospital o mais rápido possível.

Uruha não respondeu apenas desligou o celular.
15 minutos se passaram, Kai e Reita chagaram Ao hospital.

-Kou! -Reita o chamou baixinho.

Uruha se levantou com um olhar que deu uma certa pena e abraçou os amigos.

-Como ele está?- Kai perguntou sereno.

-Não sei, ainda não me deram noticias desde que ele acordou.

*silêncio angustiante e constrangedor*

O médico se aproxima devagar.

-Dr. podemos ver Aoi agora? -uruha mal deixou Yoshiko chegar.

— *suspiro* Sim, apenas peço que não o agitem muito.

Kai foi o primeiro a entrar na sala e foi recebido com um enorme sorriso cansado do moreno que permaneceu ao ver Reita e morreu ao ver Uruha, desviou o olhar.

-Como se sente?- Kai perguntou e se abeirou da cama do moreno.

-Zonzo...quero me levantar um pou...- Aoi parou com uma espressão de espanto e em silêncio.

-O que houve?- Reita ficou alvoraçado

-O..que aconteceu...(?)

Todos na sala se entreolharam.

-Sr. Yuu sente alguma dor?- O médico perguntou receoso.

-Não, o preblema é esse...ME AJUDA....eu não sinto minhas pernas.. .- O olhar vago de Aoi fez Uruha tampar a boca com lágrimas já no olhar.

O médico de aproxima e examina, tenta acalmar o moreno e sabe que será em vão.

-Não percebemos isso antes pela questão do coma.

-OQUÊ? Co-coma? eu apaguei... por quanto tempo?

-Quatro dias- Reita falou baixo e não defrontando Aoi.

O guitarrista moreno ficou mudo por uma sequência de tempo. Dr. Yoshiko acaba de examina-lo.

-Sr. Yuu, a início é paralisia. Teremos que fazer algumas sessões de físio, quem sabe seus movimentos voltem, eles podem estar retardatários devido a perda de consiência.

-NÃO, EU NÃO POSSO FICAR ENTREVADO NESSA CAMA IGUAL UM INÚTIL! EU TENHO QUE SAIR DAQUI....

Aoi não podia ficar agitado, ele acabou de acordar de um coma e saber que estava com paralisia foi difícil, ele estava tentando se debater na cama, estava quase caindo para o lado de fora, o médico o segurou.

-NÃO ME SOLTA! EU TENHO QUE TENTAR SAIR DAQUI, EU NÃO VOU FICAR COMO UM RETARDADO PARA O RESTO DA MINHA VIDA, EU TENHO UMA CARREIRA MERDA! EU TENHO QUE TER UM FUTURO... — Estava muito alterado e chorava muito, fazia escândalos.

-Yuu... por favor pare! — Pela primeira vez Uruha falou com ele, estava chorando tambem. Os olhares se Reita e Kai se voltaram para ele, tambem com olhares profundos.

O médico precisou pedir a todos que deixasse a sala mais uma vez e que iria sedar o moreno pois poderia passar mais mal ainda. Sedaram ele, não demorou muito e em questões de segundos ele apagou. Estava tomando soro já que não se manteve acordado para se alimentar.
Um dia se passou e ainda não havia acordado dos sedativos, Uruha sempre alí presente.

-U...uruha..

O loiro deu um suspiro de aflição ao ver que o moreno delirava de febre enquanto sedado, mesmo na cituação horrível em que se encontrava, ainda sentia preocupação pelo loiro.

Mais um dia perdido se passa. uruha estava dormindo no sofá quando acorda com um barulho alto, se deu conta e olhou para a cama do moreno e não estava lá. Deu um pulo do sofá, foi quando notou algo se debatendo no chão.

-Por Kami! Aoi você está bem?

Takashima correu em direção ao outro jogado no chão, Aoi não incarava o loiro.

-Es-estou- A voz saiu rouca deixando Uruha apreensivo.

Uruha agachou, chegou perto e colocou a mão na testa do mais velho verificando a temperatura do tal.

-É sua febre baixou- sorriu meigo.

-Febre?

-É sua temperatura estava alta,acho que foi um tipo de reação por conta do sedativo.

-Eu sou sempre o último a saber das novidades- Aoi disse para si mesmo fazendo Uruha franzir a testa.

Uruha segurou o moreno para ajudar a se levantar novamente, já que não podia mecher as pernas.

-NÃO, me solta eu consigo me levantar sosinho! — Aoi deu um berro assustando o loiro que o soltou já que ele o impurrou com violência.

Senti-se rejeitado, uma pequena lágrima se formou . Ficou observando o ex que por mais que tentasse não mechia se quer os dedos dos pés.
Uruha sem hesitar, voltou a segurar o moreno e o ajudou a levanatar e deitar-se na cama novamente.

-Não pedi sua ajuda- Aoi ainda não olhava o loiro.

-Era o mínimo que eu te devia.

-Acha isso o MÍNIMO?- Carregou ironia.

Uruha ficou mudo abaixando a cabeça com aquele olhar vago que o perturbava desde o acidente, com uma pequena fungada deixou a sala e novamente sofria com tudo.
Assim que Kai viu que Uruha deixou a sala chorando ele entrou.

-Não o trate dessa forma, nem sabe como ele ficou.

Continua...

Notas finais
Peço desculpas pelos erros... Foi minha primeira fic postada, agradeço a quem tenha gostado e para quem não gostou prometo me esforçar ao máximo para melhorar nas proximas!