Bem-me-quer

1 Capítulo único


Notas iniciais
Acho que isso nem pode ser chamado de Drabble, né? Pois tem muito mais do que 300 palavras, mas não exijam de mim ou da Lari o que não podemos fazer.

HakuShuu — drabble

Na quietude da noite, em um lugar deserto nomeado como God Éden, um garoto de cabelos albinos descansava em uma alta planície sob a luz do luar. Mantinha- se sentado, apoiando o corpo numa pedra enquanto observava o céu, contando uma a uma as estrelas que o enfeitava. Porém sua mente não estava nem um pouco focada nos pontos brilhantes e sim em alguém de quem ele sentia saudade.

Estava indeciso sobre algo. Confuso. Deveria confessar a ele o seu amor? Precisaria de coragem. Aliás, seria um tanto estranho Hakuryuu, alguém tão respeitável, fazendo algo assim. Não, não podia se rebaixar. Por outro lado também não tinha escolha.

Suspirou. Olhou para os lados. Pensou em pegar uma flor. “Bem- me –quer ou malmequer” talvez o ajudasse. Não, isso seria infantil demais. Mais um suspiro. O garoto relaxou as costas sob a rocha, esperando que algo viesse à mente.

“Shuu...”

Porque esse nome não lhe saía da cabeça? Com tanta coisa boa, ou talvez com tantos outros problemas para preocupar-se, tinha que ser justo ele? Não podia confessar-se, seria ridículo. Se o outro não correspondesse faria papel de idiota. Porém precisava tomar alguma atitude sobre aquele aborrecimento.

Levantou um pouco o corpo, pegou uma flor. Seu destino estaria nas pétalas dela, estava decidido. “Bem -me –quer, malmequer...” E foi arrancando uma a uma. Se o resultado fosse negativo não se confessaria.

Porém, quando lhe faltavam poucas pétalas, um barulho chamou a atenção. Esteve tão concentrado em sua tarefa que nem percebera que Shuu agora se encontrava bem na sua frente.

-Hakuryuu... O que está fazendo? – perguntou o moreno curioso. Rapidamente o outro tratou de esconder a florzinha, antes que o amigo percebesse o ridículo.

- Nada. Não é algo do seu interesse. – respondeu simplesmente. Seu rosto ruborizou de leve e para que Shuu não percebesse levantou e bateu as mãos nas calças, deixando a flor perto da rocha. Foi assim que o moreno o observou se afastar, sem nada mais dizer.

“Ridículo Hakuryuu, ridículo!”

Repetia para si mesmo. Enquanto isso, Shuu pegava a flor quase “nua” nas mãos, olhando ternamente para a mesma. Um belo e divertido sorriso surgiu então em seus lábios e assim foi terminando de despi-la.

“Bem- me – quer, malmequer, bem – me – quer, malmequer... Bem – me – quer.”

Notas finais
Bom, Mioko chan, espero de coração que você tenha gostado. E a todos os outros que também lerão
E vocês sabem como eu sou!
!Flores ou Pedras!
.Reviews.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!