Bem Vinda Ao Campo
8 Rendição
Notas iniciais
Então pras curiosas de plantão segue o link da imagem:
http://img171.imageshack.us/img171/5379/fpttwmo7lo7zfgvcmpgooa.jpg
Dentro do quarto, o frio inverno alemão deixou de existir ou de significar qualquer coisa. Anne e Heinrich queimavam consumidos pelo desejo.
Não tinham mais consciência de quaisquer coisa que não fosse o corpo, o cheiro, o gosto do outro,
A moça mal respirava, segurava os cabelos loiros do major, arranhava de leve sua nuca, puxava-o ao mesmo tempo em que o empurrava. Veltheim a deitou e cobriu-lhe com seu corpo, beijou seu pescoço.
Ao contrário do que acontecera com Engels fizera o mesmo, Anne sentiu um arrepio, corrente elétrica passando por todo o corpo, línguas de fogo a lambendo sua pele.
– Deixe-me ter você... – sussurrou Heinrich, a voz carregada de lascívia.
Ergueu o tronco para vê-la, os olhos azuis-violeta embaçados de luxúria.
– Não major... – negou ela quase sem forças, querendo tanto quanto ele.
– Se quer que eu desista – segredou-lhe – precisa ser mais convincente.
Tornou a beijá-la e Anne não pode mais dizer qualquer outra coisa. Queria despi-la, ver a cigana nua, queria morder sua carne tenra e morena. Levantou-se, puxando-a consigo.
– Deixe-me ver você — e enquanto beijava sua boca, erguia a camisola branca, mesmo sentindo que Anne tentava baixá-la. – Por favor Anne, preciso ter você...
Ela o afastou, as longas mechas negras escondiam partes de seu rosto, Veltheim não conseguia ver sua expressão.
– Não me quer Anne?
Um breve silencio e ele jogou seus cabelos para trás, precisava ver seus olhos.
– Não me quer Anne? – tornou a indagar.
– Não enquanto o senhor usar isso... – falou passando a mão sobre o peito fardado do major.
Então ele sorriu, iluminado pelo súbito entendimento.
– Não vou deixar de ter você por uma farda Anne.
Arrancou-a sem se importar com as medalhas presas nela, jogou longe. Tirou também as botas e a calça, ficou só com as ceroulas brancas. Anne sorriu, mordendo o lábio inferior.
– Agora venha e seja minha.
Puxou-a para perto, arrancando dela uma gostosa risada de prazer. A timidez se esvaia cada vez mais, prestes a sumir.
Beijavam e mordiam, apertavam-se como se tentassem fundirem-se num só corpo, Heinrich já não podia mais suportar aquela expectativa, puxou a camisola de uma vez, sem dar a Anne a chance de o impedir novamente.
Jogou a cigana na cama, ela soltou outra vez aquele riso, cristalino, quase infantil, cheio de pecado.
O major perdeu o fôlego com a visão, havia sentido as curvas dela com as mãos, mas ver era muito mais impressionante. Perfeitas, delineadas e volumosas nos locais corretos. Estava maravilhado, jamais tivera mulher tão voluptuosa, naturalmente sensual.
Derramou-se em beijos sobre ela, pernas, barriga, seios. Demorou-se nos seios, a primeira coisa que vira ao conhecê-la, túmidos e firmes, cheios e macios. Perdeu algum tempo dedicando-se a eles, a eles e aos bicos morenos, pontudos de excitação. Sentia queimar os lábios sobre a tez macia, ouvia os suspiros de Anne a cada novo toque.
– Deixe-me ter você cigana, lhe prometo muitos mais suspiros.
Ela gostava do jeito como o major falava “cigana”, cheio de paixão, ardor. Gostava de como a voz rouca dele dançava ao pé de seu ouvido.
Sabia da gravidade da situação, sentia a urgência do major crescendo entre suas pernas, sabia que se não parasse imediatamente não poderia parar mais. Deveria parar, mas não queria.
Queria o major por cima de seu corpo, queria o major dentro de si.
– Então me tenha – rendeu-se Anne num sussurro, os lábios roçando de leve na orelha de Veltheim.
***
Anne não se lembrava mais dos breves momentos de dor, quase não poderiam ser considerados. Sentia o major indo e vindo e isso era imensamente bom.
Gemia baixo gostando de sentir o peso do corpo forte dele sobre o seu. De olhos fechados e mordendo os lábios, ela era a personificação do prazer.
Heinrich a via e ouvia embevecido. A pequena cigana era viva e abrasadora como uma fogueira, e seus gemidos eram a coisa mais erótica que ele já escutara na vida. Aumentavam-lhe a vontade, assim como o leve arranhar das unhas dela em suas costas.
A sensação de possuí-la era única. Anne era única. Ainda tão moça e tão mulher, ardente, atrevida, correspondia-lhe os estímulos, pedia por mais em voz cálida, gemia alto quando ia mais fundo.
Ficou assim, aproveitando a sensação de vê-la, ouvi-la e de estar dentro dela, tudo ao mesmo tempo. Quanto tempo teria ficado assim? Não sabia, só o que existia era ele e Anne, o tempo não era nada. Podia amá-la para sempre.
– Gosta Anne? – indagou ele sôfrego.
– Sim, gosto...
– Então diga que é minha.
Ela sorriu de canto, seus olhos eram a promessa de mil prazeres.
– Sou sua.
Disse muito baixo, um murmúrio que soou como musica no peito do major. Não havia mais o que dizer. Ela era sua, lhe pertencia. Nada mais importava.
Beijou-lhe a boca sem parar de se movimentar, Anne o apertou mais forte, prendeu a respiração por alguns segundos, quando a soltou estremeceu num último ai de amor. Heinrich então se permitiu, explodiu de prazer dentro dela, estremecendo e suspirando também.
***
Deitado com ela em seu peito sentia-se feliz como nunca, completo como jamais fora. O cheiro da cigana ainda o embriagava.
– Você cheira tão bem... – disse ele sorrindo.
Anne deu uma risada, deitou-se sobre ele.
– Diz isso porque quando me conheceu eu estava cheirando como um cachorro sujo.
Riu também, mesmo não sendo aquilo o que quisera dizer.
– Não Anne, você realmente tem um cheiro muito bom.
– Não sei de onde pode vir esse cheiro, eu não tenho perfume.
Heinrich se sentou, ajeitando-a em seu colo.
– Você me lembra infância, férias no campo. Bosque, flores e frutas...
Anne cheirou seu punho, não identificou o aroma descrito pelo major.
– Não sinto nada...
– Já deve estar acostumada. Mas a questão é que cheira assim, sua pele, seus cabelos...
Afagou-lhe os cabelos, adorava-os. Ficou um tempo observando o semblante dela, nunca se cansaria de ver o quanto ela era bonita.
O fato de ela estar sentada em seu colo, completamente nua, sem a menor vergonha e exalando felicidade com aquele sorriso encantador era motivo mais que suficiente para querê-la, gostar dela de um jeito que jamais gostara de sua esposa.
– O que está pensando? – indagou ela curiosa.
– Pensando que você é o meu melhor pecado...
Beijou-a longamente, queria poder ficar com ela em seus braços para sempre. Queria parar a vida ali, naquele momento, Anne sorrindo recolhida em seu peito, os olhos azuis de gelo derretidos.
– Temo não poder deixá-la mais Anne, preciso ter você...
Notas finais
Dessa vez não me pronunciarei. =X
Espero pelos comentários... >_>
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