Beloved
1 Capítulo 1 - Loved
Notas iniciais
Sou nova neste mundo dos Yaoi, Yuri, Fluffy e essas coisas então qualquer coisa errada me dêem um toque.
A princípio, essa oneshort era pra ser postada mais para frente porque estou escrevendo uma fanfic long TodoDeku ABO e esperava postar ela antes, mas não resisti.
Agradeço a todos que vão ler e comentar desde já, já te considero pakas!
Qualquer erro de português que acharem me desculpem, deve ter vazado pela a revisão.
É isso, boa leitura.
O dia estava quente, o tipo de quente que fica confortável só com uma ótima atividade na piscina ou com um picolé bem refrescante.
Na escola do ensino médio U.A estava tendo reforço para aqueles alunos que haviam se saído mal em mais de duas matérias no resultado final bimestral, e por algum motivo três dos melhores alunos do 2° ano estavam inclusos nesse meio.
Shouto, Izuku e Katsuki eram os três alunos mais exemplares do 2° ano... Rivais e amigos entre si mesmo que ainda houve uma competição saudável ali, isso era quando se falava da relação de Todoroki com Midoriya, já em relação a Katsuki...
A realidade era que não era para aquilo ter começado se o Bakugou não fosse esquentado de mais e cabeça oca de mais. Midoriya havia por incrível que pareça naquele bimestre ficar em primeiro lugar no ranking fazendo Shouto ficar em segundo, seu amigo Ilda em terceiro, consequentemente fazendo Katsuki ir para o quarto lugar. O qual ele tinha apostado com Karishima que nunca ia estar.
A junção de Midoriya primeiro lugar e com Bakugou no quarto causou numa discussão calorosa começada pelo o loiro, mas quando Katsuki não se contentou apenas em falar alto e encurralar Midoriya contra a parede e começou a gritar furioso e chegar a machucar Midoriya, Shouto que passava no lugar interveio, e ele e o loiro nunca se bateram mesmo então foi questão de tempo até que Bakugou começasse a explodir tudo e Shouto começassem a congela-lo, o resultado disso era os três sendo obrigados a fazer aula de reforço sem nem mesmo precisar.
Mas nem era de tudo ruim... Assim Shouto podia ter uma desculpas para passar mais de duas semanas ainda nos dormitórios da escola e evitar ficar mais de duas semanas seguidas com o seu progenitor masculino. E o outro ponto que ele precisava levar em consideração era que assim... Conseguia ver Midoriya todos os dias e como praticamente só haviam eles nos dormitórios nisso dava a solução de que eles tinham mais tempo para conversar.
Midoriya como forma de pedir desculpas a Todoroki por meter ele naquela confusão enorme prometeu de forma de se redimir fazer todas as refeições com Shouto, então quando Shouto toma café, almoçava ou jantava, Midoriya fazia companhia para ele e eles conversavam muito mais tempo o que levava um ponto a mais para Todoroki não achar ruim o fato de estar ali, com Midoriya.
Era o último dia de verão, pelo menos para Todoroki Shouto.
Era o último dia de aula de reforço e no dia seguinte Shouto era obrigado a ir para a casa enfrentar o pai de frente a frente e tentar fazer como Midoriya sempre estava o recomendando e dando até dicas para treinar seu lado esquerdo. E assim que aquele dia acabasse Shouto só voltaria dali a três semanas as quais ele ficaria preso em casa treinando até vomitar no tatame ou desmaiar de cansaço provavelmente. Aquele também seria o último dia que Todoroki veria Midoriya que tinha planos de ir pra a casa e aproveitar suas férias com a mãe. Todoroki se sentia inquieto naquele momento onde ele via Midoriya abrindo um saco com um pão de melão dentro.
Eles haviam subido para o terraço o clima estava quente mas ventava, e a cada minuto Shouto de sentia mais perto do pai e mais longe de Midoriya.
Ele já havia se conformando com um sentimento estranho que havia se estalado no peito dele desde que havia conhecido o esverdeado, sentimento esses que após aquele longo ano cheio de coisas e mais coisas a se fazer foram se intensificando e ganhando um nome mais específico.
Apaixonado.
Todoroki estava apaixonado e agradecia a inocência do menor mesmo que o mesmo tivesse um dom analítico afiado, pois o meio a meio se sentia muito obvio às vezes como estava fazendo exatamente naquele momento, mas a cartada era que Midoriya nunca havia percebido.
Eles havia terminado de lanchar e Midoriya estava encostado na grade do terraço, se apoiando e levemente inclinado para frente enquanto ele era beijado pelo o vento nos cabelos, ele tinha um sorriso inocente e inicial no rosto, olhos fechados e o corpo inclinado. Se Shouto tivesse uma câmera ele gravaria aquela cena e ele tinha certeza que era nesses momento que ele deixava sua atração por Midoriya mais do que óbvia porque ele sequer conseguia desviar seus olhos do menor.
Midoriya havia crescido bastante desde que eles haviam se conhecido, agora conseguindo chegar na mesma altura de Katsuki que havia parado de crescer o que rendia certas discussões até mesmo em alguns dias quando o loiro acordava com o pé esquerdo, Midoriya também havia ganhado mais músculos que era facilmente visto por cima da blusa de manga curta da UA quando ele estava sem o uniforme completo. E por mais que ele houvesse mudado, e no ponto de vista de Todoroki se aprimorado e ficado melhor ele ainda continuava o mesmo menino simplista. E o que Shouto ia fazer chegava a ser loucura porque o meio ruivo tinha certeza que queria levar seus sentimentos ao túmulo junto com seu “eu” inútil. Mas lá estava ele ficando lado a lado com Midoriya e se inclinando para trás se apoiando com o braço na grade também, apesar de ficar de costas para o pátio e olhasse diretamente para o céu azul e límpido que tinha naquele dia.
— Midoriya... Se você gostasse de alguém, você se confessaria? — Naquele momento ele conseguiu ver o esverdeado ficar rígido mas segundo depois suavizando os músculos.
— Po-r quê, Todoroki-kun? — Shouto suspirou e mordeu os lábios cogitando novamente em suas opções, mas de uma forma ou outra... Ele queria mesmo falar, um impulso estranho vindo de um embrulho no estômago e um aperto na garganta fazendo ele ter um sentimento que além dele conseguir fazer qualquer coisa, ele precisava expor esses sentimentos que a mais de meses estavam instalados dentro de si.
Começou a sentir seu lado esquerdo esquentar ao mesmo tempo que o direito esfriava, produzindo uma fumaça quase mínima e que qualquer uu não perceberia, mas no momento ele sentia os olhos de Izuku fixos em si e questionando silenciosamente o fato inegável de Shouto estava criando vapor.
— Eu gosto de alguém... Mas não sei como me expressar, sabe já faz algum tempo... E... Acho que quero ser mais do que amigos dessa pessoa em questão.
Midoriya demorou pra falar, mas Shouto não teve coragem de olhar para o esverdeado se não ele desmoronaria.
— Ah! B-bom... Acho que a sinceridade é prezada nesses momento. E você é bem popular Shouto tenho certeza que seja qual for a garota ela vai retribuir seus sentimentos e vocês serão felizes. — Midoriya diz se afastando de Shouto um passo e se sentando no chão ainda na grade. Shouto franziu a sobrancelha e se virou para Midoriya ficando frente a frente com o esverdeado o olhando de cima.
— Então acha que se eu falar... Essa... Pessoa, ela vai aceitar? — Midoriya assentiu. Shouto se apoiou na ponta dos pés abaixando e se inclinando para Midoriya. — Mesmo ela não sendo uma garota?
A expressão de Midoriya havia sido cômica ao ponto de Shouto querer rir, mas ele permaneceu impassível, tentando preparar seu psicológico para a resposta de Midoriya que estava corado até as orelhas, fazendo as sardas espalhadas em seu rosto conquistarem um charme e encanto único nesses momentos.
— A-acho... Que sim, Shouto-kun. — Shouto mordeu os lábios ao ouvir isso, e ficou encarando Midoriya de forma continua se sentindo ansioso e entrega ao sentimento ele assentiu para si e engoliu em seco levando o medo junto.
— Eu gosto de você, Midoriya Izuku, não como amigo, mas... De forma romântica. Estou e sou apaixonado por você desde que você me puxou para aquela escuridão que era o meu próprio ser... Me desculpe por demorar de mais e eu vou entender se por algum motivo você não retribuir esses sentimentos.
Shouto viu os olhos meigos e doces de Midoriya se arregalaram e suas bochechas que ainda estavam coradas assumirem um tom de vermelho mais forte que o de um morango maduro e suculento, Todoroki queria morde-lo, mas se manteve paro e respirando fundo controlando a individualidade que queria se manifestar.
— Ham... E-eu não sei... O que falar, Todoroki-kun. — Midoriya sussurra desviando o olhar, Shouto se põe em pé com um salto, sabendo na hora que aquilo era um não.
Não era como se ele fosse desistir de ficar perto de Midoriya, ele no momento apenas precisavam esfiar a cabeça e deixa o esverdeado fazer o mesmo.
— Não é como se isso fosse arruinar nossa amizade... Mas eu agora vou deixar você sozinho.
Shouto se virou indo embora e ia embora quando ele ouve Midoriya o chamar.
— Todoroki! — Ele se vira Midoriya está em pé mais vermelho do que já esteve e se apoiava na grade de proteção, se não tinha certeza que cairia. — E-eu também gosto de você.
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