Belong

1 A aposta: menino ou menina


Notas iniciais
Repetindo os avisos da fic, terá 4 caps. Ok?
Eu amo esse casal. Sempre planejei postar uma fic delena, então... espero que gostem.
Boa leitura :)

Ansiava pela chegada do meu pequeno pinguinho de gente. Estava sentada no sofá da sala acariciando minha barriga volumosa e esperando Damon terminar de se arrumar para irmos logo saber qual era o sexo do bebê. Ele parecia mais ansioso do que eu. Eu apostei que o bebê seria um menino, mas ele queria mesmo era uma menina.

Eu queria um mini Damon para mimar, sabe? Ficava horas imaginando como seria seu rostinho. Se realmente fosse um menino, seria Louis, porque eu adorava esse nome. Um menininho lindo de olhos azuis e com o rostinho redondo igual ao meu (porque, obviamente teria que ter traços meus). Ele seria meu anjinho.

Damon apareceu na sala lindo e arrumado. Ele usava uma camisa social meio aberta e uma calça jeans. Fiquei incomodada pela sua camisa mostrar um pouco do seu peitoral. Ele percebeu o que eu estava encarando e tratou de alargar o seu sorriso atrevido. Bufei imaginando o que ele queria. Me levantei do sofá e me aproximei dele fazendo charme.

-Você está linda com esse vestido florido. — Ele disse com um meio sorriso.

Eu não respondi, apenas abotoei sua camisa imaginando se ele era louco de sair daquele jeito. Não que eu fosse uma esposa ciumenta, mas eu não suportaria sair na rua com um homem lindo daqueles, principalmente com mulheres loucas babando pelo meu marido. Ok, talvez eu seja ciumenta. Mas enfim... eu cuidava do que era meu. O anel de casamento e o meu sobrenome já confirmavam que ele era meu. Pensando bem, a gravidez deve ter me deixado um pouco possessiva.

-Você fica mais linda quando está com ciúmes- falou rindo. — Não precisa se preocupar pois sou todo seu.

-Querido, eu não estou com ciúmes. Mas não me importaria de sair no tapa com qualquer uma que olhasse para você com segundas, terceiras ou até mesmo quintas intenções.- Abri um sorriso cruel.

Ele me deu um selinho tentando aprofundar o beijo, mas eu me afastei dando um olhar reprovador.

-Estamos atrasados, você sabe. Vamos logo porque eu quero ganhar essa aposta.

Ele me acompanhou até a garagem e abriu a porta do carro para mim como um verdadeiro cavalheiro. Ele foi para o banco do motorista e saiu com o carro em ré. Assim, seguimos até o hospital. Durante o caminho, admirei meu anel de casamento e lembrei-me do dia em que ele fez o pedido.

Ele havia me convidado para um jantar especial em sua casa. Ele decorou toda a sala com flores e cartões de “Eu te amo”, balões e bichinhos de pelúcia. Damon não era muito criativo, mas pelo menos ele tentou. Foi um pedido de casamento clichê, mas eu adorava coisas clichês.

Ele foi um fofo puxando a cadeira para poder me sentar. Eu já imaginava o que ele planejava para essa noite. Minha amiga Caroline não sabia manter a boca fechada e deixou escapulir que Damon me chamaria para jantar. Ok, ela me levou para comprar a roupa ideal antes mesmo de Damon fazer o pedido para sair. Então lá estava ele, parado em frente a minha porta segurando um buquê de flores e me convidando para um encontro. Eu, obviamente, disse que sim.

Nos divertimos muito naquele momento, nós jantamos e... o momento que eu havia esperado... não aconteceu. Mas no final da noite, quando eu estava prestes a ir para casa, ele me parou em frente a porta para me dar um beijo. Durante esse momento quente e intimo, segurei seu paletó e... uma certa caixinha de veludo caiu aos meus pés. O olhei com os olhos brilhando de emoção. Por um momento, antes daquele beijo acontecer, eu pensei que ele não iria fazer o tal pedido.

-Damon... isso é...- não conseguia associar as palavras. Eu sonhava com aquilo a partir do momento em que me descobri apaixonada por ele.

-Não foi como eu esperava para essa noite. Mas, Elena Gilbert, eu quero que você saiba o quanto te amo. Eu quero passar o resto da minha vida ao seu lado, te ver todos os dias e... – ele tocou em meu rosto e enxugou uma lágrima de alegria que escorria – eu gostaria que você fosse minha para sempre. Porque sou apaixonado por você, Elena.

Ele pegou a caixinha de veludo e me mostrou o anel mais lindo que já vira. A pedra principal me lembrava a de uma safira (isso se não era), e em volta era cheia de diamantes minúsculos. Era perfeito ( e combinava com meu par de brincos).

Só percebi que havíamos chegado ao hospital quando Damon segurou a minha mão me trazendo para a realidade.

-Está tudo bem? Está sentindo alguma coisa? Você está muito quieta. – Sorri o acalmando. Seu olhar era apreensivo.

-Eu estou bem, só estava imaginando como seria nosso bebê.

-Eu imagino que seja como você. Uma linda menininha com seus olhos castanhos. No futuro isso será um grande problema para mim, vai ter uma fila de caras chamando minha princesinha para sair...

-Mas isso não será problema, porque tenho certeza de que vai ser um lindo menininho de olhos azuis. Quem terá problemas vai ser eu. Se já sou uma esposa ciumenta e possessiva, imagina como mãe. – Falei imaginando meu filho adolescente com um bando de garotas cercando nossa casa. Isso sim seria um problema.

-Bem, logo vamos descobrir qual será o gênero do bebê. Só espero que ele esteja numa boa posição porque da ultima vez...

Dei um beijo em sua bochecha e esperei que ele abrisse a porta para mim. Desde que o médico disse que não poderia fazer muito esforço, ele tem andado meio... chato. Se bem que eu adorava não ter que levantar do sofá para pegar o controle remoto que as vezes eu esquecia perto da TV. Damon fazia questão de pegar para mim. Saímos do carro e entramos na recepção.

Enquanto Damon falava com a moça do balcão, eu fiquei observando as mães com a barriga de aparentemente 9 meses. Para mim só faltava 4 meses para ver meu anjinho. Acariciei minha barriga novamente. A ansiedade de ser mãe me deixava louca. Uma das mulheres que segurava um bebê no colo sorriu para mim. Sorri de volta pensando no dia em que chegar a minha vez.

-Eu percebo o quanto está ansiosa. Mãe de primeira viagem?- Perguntou para mim.

-Sim. Ah, seu bebê é muito lindo.- Falei olhando aquela fofura gorducha que ela segurava. Ela riu.

-Quer segurar um pouco?- digamos que eu paralisei. Fiquei um pouco nervosa em segurar aquele ser tão frágil.- Vamos, não precisa ficar assim.

-É que... eu nunca tive coragem de segurar um bebê. Você tem certeza?- Perguntei me sentindo insegura.

-Eu sei o que você está sentindo. Eu também me sentia assim quando tive meu primeiro filho.- Olhei novamente para o bebê e não contive a curiosidade de segurar um ser tão... fofo.

Ela me entregou o embrulho de lençóis e pude experimentar a ótima sensação de segurar uma criancinha. Um lindo bebê. Como seria quando chegasse a minha vez? Quando eu fosse mãe... E novamente a ansiedade estava lá.

-Você tem quantos filhos?- perguntei. A mulher aparentava ter uns 30 anos.

-Contando com esse aí são dois. Dois meninos.- Ela falou em tom orgulhoso.

-Meninos... Eu queria um menininho. Mas pensando bem, se for uma menina, vou amá-la do mesmo jeito.

O bebê que estava em meu colo começou a bocejar. Ele fazia sons deliciosos que bebês costumam fazer. Adorável.

Damon apareceu ao meu lado e ficou me observando com uma cara boba. Para ele, me ver como mãe me deixava mais... atraente? Era o que eu costumava pensar desde que engravidei. Devolvi o bebê para a mulher e acompanhei Damon até o consultório. Acenei para ela e a mesma fez o bebê acenar com a mãozinha.

-Então, vocês já têm uma ideia de que vai ser um menino ou uma menina?- Perguntou a enfermeira.

-Bom, eu quero uma menina, mas a madame aqui quer um menino.- Damon falou rindo.

-Hmm, Logo matarei a dúvida de vocês.- ela disse também rindo.

Ela passou um gel gelado na minha barriga volumosa e logo pôs a maquininha. Eu não entendia nada do que a tela estava mostrando. Eu reconheci algo redondo na tela.

-É a cabeça do bebê?- perguntei.- Tipo, ele vai ser cabeçudo?- Damon e a enfermeira riram da minha pergunta completamente estúpida.

-Bem, que eu saiba nosso filho ainda está em desenvolvimento. Você ainda está de 5 meses, tenha paciência.

-Ok, desculpe, foi uma pergunta tola- eu disse fazendo bico.

A enfermeira desceu a maquininha próxima de meu ventre e...

-Eu tenho umas boas notícias para o pai. É uma menina. – Por um momento pensei que Damon iria explodir ao meu lado com a tamanha alegria que sentiu.

-HÁ! Eu ganhei a aposta. Agora você vai ficar me devendo o prometido.

Bom, a aposta era o seguinte: se fosse um menino, ele finalmente me ajudaria a reformar a cozinha. Se fosse uma menina, eu deixaria a gente ter um cachorro em casa. Na boa, EU é que teria que comprar o cachorro. Eu não curtia muito bichos em casa, mas se era para dar um sorriso no rosto de Damon, que assim seja. Mas o triste é que eu não teria a minha cozinha nova. Eu sei, foi uma aposta tola, mas fazer o que, né?

-Vou deixá-los a sós- disse a enfermeira se retirando.

Pensar que eu seria mãe de uma menina me deixava tão... não sabia dizer. Uma menininha para que eu pudesse vestir de princesa, pentear os cabelos e encher de lacinhos. Vestiria ela com todos os tipos de fantasia de princesas da Disney. Futuramente a ajudaria escolher roupas para sair com as amigas, compraria joias, vestidos de festa... E minha mente voava só de imaginar. Acho que nós duas daríamos trabalho para Damon, principalmente se fosse consumista como eu.

-E então, está feliz?- Perguntou com um sorriso que quase rasgava a cara.

-Sinceramente, eu estou muito feliz. Já estou até fazendo planos futuros para nós duas.- Falei contente.

-Essa sua cara é de quem vai aprontar muito.- Falou se aproximando para me dar um beijo.

Depois da consulta eu cismei de que estava com desejo de tomar sorvete de uva com mel e chocolate. Bem... na minha mente isso parecia delicioso. Damon me olhou com cara de nojo, mas mesmo assim passou em frente a sorveteria para comprar meu sorvete.

Liguei para Caroline, minha amiga, para contar a novidade. A mesma espalhou a notícia para o mundo.

-Que tal um chá de bebê? É bem melhor adiantar agora que já sabemos que é uma menininha, não é?

-Bom... só se você planejar tudo. Eu não sei se tenho a capacidade de fazer festas como você faz.

-Ok, eu e Bonnie vamos preparar tudo. Vai ser uma surpresa para você e para o pai-falou ela toda animada do outro lado da linha.

Já estava dentro do carro segurando o celular no ombro e apreciando meu delicioso sorvete de uva com chocolate e mel. Eu havia dito para o vendedor acrescentar nozes. Já estávamos quase chegando em casa.

Caroline era casada com Klaus a quatro anos. Eles têm uma filhinha linda de três anos e um filhinho de dois meses. Thomas e Hope era as coisinhas mais fofinhas do mundo. Mas obviamente, minha bebê é a coisinha mais linda do mundo. Nem nasceu e já sei que é.

-Obrigada por se dar ao trabalho de fazer esse chá de bebê por mim.

-Ah, que isso, né? Para isso que servem as amigas. Você que ajudou a planejar meu casamento com o Klaus, por que seria diferente? Você também ajudou no chá de bebê do Thomas. Agora é minha vez de devolver isso.

-Falando no Thomas, como anda aí?-Perguntei. D outro lado da linha ouvi choro do pequeno Thomas.

-Klaus, você não acordou ele com aquela música horrível de novo, né?- perguntou Caroline irritada.

Depois a linha do telefone ficou muda. Não me importei com esse fato pois finalmente havia chegado em casa e só queria saber de deitar em minha cama e dormir. Damon me ajudou a sair do carro e me acompanhou até o quarto.

Deitei em minha cama sem me importar em trocar de roupa. De repente fiquei com muito sono. Ouvi Damon conversar com o irmão no telefone.

-Stefan, é uma menina. Eu sei... mal posso esperar pela sua visita. (...) Obrigado irmão. Até mais. — Ele desligou o celular e se deitou ao meu lado na cama.

Ele começou a distribuir beijos pelo meu ombro, pescoço, passou pelo meu rosto até chegar aos meus lábios. Eu retribui o beijo deixando tudo mais profundo. Eu amava muito aquele homem. Nem dava para acreditar que ele era meu. Nos separamos e ele tocou minha barriga delicadamente.

-Papai ama essa menininha, e acredite, eu vou ser o pai mais bobo do mundo.- Ele disse próximo da minha barriga. Senti vontade de chorar ao ver aquela cena. Ver Damon falando com nosso pinguinho de gente era tão emocionante.

-Eu te amo, Damon — falei tocando em seu rosto.

-Eu também te amo, meu amor — falou me dando mais um selinho.

Notas finais
Obrigada por lerem :)
Logo postarei o novo cap.
Kisses :*