Belo Horizonte
2 Bem vindos á selva.
Narrador: Arthur
Primeiro dia de aula! Meu coração batia de emoção! Morria de ansiedade enquanto eu e Henrique íamos até a escola.
Tínhamos sorte de morarmos perto, pois em 5min já estávamos no Colégio Pitágoras.
O colégio, lotado de gente. Muita gente bonita e arrumada. A ansiedade só aumentava...
Pouco tempo depois, identificamos nossa sala, 1º C, e entramos.
A hora chegara.
Narrador: Henrique
Arthur só não estava mais ansioso do que eu. Durante essas férias ocorreram tantas coisas inesperadas que a cada dia que passava, eu desejava mais ir para cá.
OK. Eu e ele nos sentamos ao lado um do outro, e então reparávamos nos nossos colegas. Nunca vi tanto playboy e menina gostosa reunidos na minha vida.
Ótimo! Uma sala cheia de meninas bonitas e sujeitos com cara de ser gente fina, só espero que não quebre a cara, pois meu dia já começou bem.
Interessantemente, todos olhavam para Arthur. Deve ser o cabelo, sim, com certeza era... Risos.
Narrador: Arthur
Tava todo mundo olhando para o meu cabelo! Ah não! Nunca viram um ruivo antes não?
Ah, antes que perguntem: é genético, meus pais são filhos de imigrantes escoceses. Não sou o único ruivo da família.
Estava ficando tenso, tinha muita menina bonita na sala. Esse é um problema, não percebem? Eu não posso pegar as meninas da minha sala, é ruim.
Pararam de olhar para mim cada duas garotas entraram na sala. A primeira era loira, com o cabelo preso num rabo-de-cavalo, olhos azuis, usava brincos de brilhante, era bonitinha até.
Mas quem me chamou a atenção foi a segunda. Uma garota alta, de olhos verdes, um sorriso atraente, com um bumbum e os seios empinados (*-*), era linda e tinha uma pinta sexy na ponta esquerda do queixo. Um par de óculos fashion ficava por cima de seu cabelo longo e perfeitamente liso.
Ah, o cabelo, a única coisa que estragava a garota. Um cabelo mais exótico que o meu. Bem, como vou dizer...
Narrador: Henrique
A garota tinha cabelo ROSA! Isso mesmo, ROSA! Porra, tão bonitinha e tem que pintar o cabelo?! Ah va...
Ta, após já ter minha ilusão despedaçada, a professora chegou na sala. Matemática no primeiro horário? Sacanagem, só pode.
A professora abriu a boca e foi bem... cômico.
- Senhoras e senhores, bem vindos a mais um ano de esforço duro e sofrimento! E vou ter o prazer de fazer parte disso! E eu só gostaria que vossa senhoria cooperasse comigo, não é mesmo senhor Pedro? Senhor Guilherme?
Nisso, dois sujeitos começaram a reclamar. Ambos playboys, fortinho, bonitinhos. Um de cabelo castanho claro, e outro de cabelo preto.
- Ah que isso profs. – disse Guilherme, o de cabelo preto – Nós mudamos muito nessas férias
- É sim! – disse Pedro, o de cabelo castanho – Pega leve com a gente sô!
- Aham Claudia, senta lá. – retrucou a professora — Vocês dizem isso o ano todo, e continuam a mesma coisa de sempre!
E eles falaram mais alguma coisa, e depois a professora deu sua aula. Muito boa aula, por sinal. Já comecei gostando.
Narrador: Arthur
Eu tava rindo com a aula, sério. O jeito como a professora falava era hilário. Só mesmo quem presenciou para entender. E então, alguém no nosso lado disse:
- Oi garotos novatos!
Quando fui ver era a garota rosada, a amiga loira dela também disse:
-Oi boys! Tem nome?
- Henrique, prazer.
- Arthur. As duas também têm nome?
- Sou Alexandra, prazer. – disse a garota de cabelo rosa, piscando olho.
- Ana! – disse a loira
A gente conversava enquanto a professora não chamasse atenção.
- Senhoritas Ana & Alexandra! Eu sei que as duas são ótimas pessoas, a ponto de já socializarem com os novatos, mas dá pra fazer isso depois? Obrigada!
Ficamos calados, mas eu dei uma olhada rápida em Alexandra, e ela me correspondeu com um sorriso.
Narrador: Henrique
O sinal do próximo horário tocou. A professora de matemática já ia saindo, abriu a porta da sala quando deu de cara com uma garota que chegava atrasada.
- Atrasada como sempre não é senhorita Mariana?
- Ah, profs, relaxa! – Dizia a garota com um sorriso
Ela veio perto das duas garotas e falou com um ar de tristeza.
- Acabou.
- Ah não, sério? Mas por quê? Vocês dois eram tão apaixonados! — disse Alexandra
- Não dava filha, aquele menino era um traste, como todos os outros.
- Homem é assim mesmo. – disse Ana – Relaxa, você ainda encontra um que se salva.
- To duvidando muito.
Quando ela se sentou eu pude reparar em sua aparência. Era muito gata. Tinha um cabelo médio castanho claro, com luzes nas pontas, olhos castanhos sedutores, um belo par de peitos e uma boca carnuda. Arthur teve que tampar minha boca, pois foi difícil parar de babar.
Narrador: Arthur
Até o 3º horário já estava conversando bem com a sala. No recreio, Henrique e eu conversávamos com Pedro e Guilherme, fitando as três garotas: Alexandra, Ana e Mariana.
- Não repara não que elas são só as garotas mais tops da sala. – explicou Pedro
- Sonho de consumo da cidade inteira. – explicou Guilherme
- E o que leva um ser humano a pintar o cabelo de rosa?
- Vai saber, mas eu encarava de qualquer jeito, fácil.
Rimos.
- Mas a Mariana é bonitassa mesmo. – disse Henrique
- Pode tirando o olho. Agora que ela tá solteira o papai aqui já pode fazer o que sabe fazer de melhor – disse Guilherme
- Humildade é um dom próprio, não? – retruquei com ironia
- Ih o celta, relaxa ai.
- Celta? Haha. Seria um ótimo apelido não? – disse Henrique
- Haha com certeza! – concordou Pedro
- Mais essa agora. – resmunguei
Rimos apesar de tudo. Os playboys eram gente boa, mas metidos, né
Narrador: Henrique
Após as aulas acabarem, fiquei sabendo de um absurdo: tinha aula de tarde! Porra! Mais cinco aulas depois do almoço! É dose.
Mas nós dois aproveitamos a situação para almoçarmos no McDonalds que fica perto do colégio. Amo muito tudo isso.
Estávamos lá: eu com meu McLanche Feliz & Arthur com seu Big Mac
- Tem muita menina bonita na sala. – disse enquanto almoçávamos
- Sim, e aquela Alexandra me deixou bolado.
- Muito linda né? To babando até agora.
- Aiai. Linda é a Mariana fio.
Uma coisa que aprendi com Arthur é: NUNCA discuta sobre mulher com ele.
Na aula de tarde, o professor de Biologia explicava sobre ecossistemas e desenhou algum animal no quadro.
- E o que seria isso? – perguntou Guilherme com uma risada retardada
- Ahh é um cabrito. – notou Ana com toda sua inteligência de loira.
Sabe aquelas horas que parece que algo te mandou fazer alguma coisa? Foi assim mesmo que se deu o ocorrido: por algum motivo, do nada eu... imitei um cabrito.
- Béééééééé
A sala inteira começou a rir, eu morri de vergonha. Odeio isso, sempre faço coisas idiotas sem pensar. Só depois que eu perceberia que isso mais me ajudou do que atrapalhou.
- Que cabritinho fofo gente! – disse Mariana rindo
E foi estabelecido: meu apelido era ‘cabrito’ e o de Arthur, ‘celta’.
Narrador: Arthur
Depois das aulas, cheguei em casa morto de cansaço. Deitei na cama como uma pedra.
- Foi boa a aula filho?
- Demais, só gente bonita na sala.
- Fez novas amizades?
- Eu espero que sim. – sorri
Após alguns minutos, me levantei e peguei minha guitarra, comecei a tocar ‘Welcome to the Jungle’.
Sim, sou roqueiro. Acredite se quiser. O rock ‘N’ roll vive em minha alma. E não é essas bandas emos/coloridas ou o caralho a quatro, só ouço o bom e velho rock, que se depender de mim, não morrerá.
Naquele momento a Nanda (minha guitarra, amo muito) era minha única companhia. E eu apenas tocava, pensando no dia de hoje.
You know where you are?
You\'re in the jungle baby
You\'re gonna die!
Nota do Autor: Esse capitulo foi uma série de apresentações dos personagens. No próximo capitulo a história, e o romance, vão começar de verdade. Criticas sugestões e comentários, postem abaixo! (;
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