Believing

24 You don't know what are you saying.


Notas iniciais
Hey meus amores, quem tá online na madrugs?
Então, estou trazendo aqui para vocês mais um capítulo *-*
Espero que gostem, e comentem sua opinião é claro.
Obrigada, e boa leitura.
~Leiam as notas finais.

James não disse nada. Encara Claire se ela estivesse ficado louca, e era assim mesmo que ela como ela se sentia. Emily logo voltou com uma roupa para dar de presente para Anne e alguns enfeites. Elas foram andando sozinhas e deixaram James para trás.

– Comprei uma roupa linda para Anne. – Emily começou a dizer. – Acho que ela vai gostar, é bem a cara dela.

– Se for rosa ou roxo com certeza ela vai gostar. – Claire virou-se para Emily e olhou as roupas que ela vestia. Emily sempre se vestiu com uma calça jeans normal totalmente diferente de Anne. – Emily, nunca vi você usando aquelas roupas lindas que você tem, como aquele vestido azul que me emprestou. Por que não usa?

– Odeio vestidos daquele tipo. Na verdade não gosto de usar muitos vestidos. Gosto de vestidos claros ou pretos, o básico. Não acho que faz muito meu tipo, mas minha mãe insistiu em me dar. A única ocasião em que uso alguma coisa é em festas, tirando isso eles ficam jogados no meu armário.

– Lembrei-me do vestido azul que usei quando fomos para a festa de Megan. – Claire sorriu.

– Ele? Pode ficar se quiser. Realmente tinha ficado lindo em você. – Emily sorriu de volta. Enquanto as duas foram andando James seguiu em silencio até chegar ao instituto.

Quando ela chegou ao instituto foi para seu quarto e guardou algumas coisas que havia comprado e colocou no armário. Lembrou-se do cordão que Trevor havia lhe dado, pegou a caixinha abrindo e viu o cordão com um pingente de coração mais uma vez. Tinha suas iniciais, ela resolveu colocá-lo por um instante. E depois ficou admirando-o, realmente era bonito, e não iria fazer desfeito com o presente de Trevor. Pegou seu celular por um momento, Trevor ainda não tinha ligado para ela, e era meio estranho aquilo. Pegou o celular e discou o numero dele até ouvir uma voz no fundo “Oi você ligou para Trevor e... Eu não posso atender no momento, por favor tente novamente mais tarde”. Ele nunca tinha deixado de atender o celular quando Claire ligava, na verdade ele nunca deixava o celular de lado. Ela tentou novamente e agora dava sinal que o celular havia desligado.

Ela jogou o celular em cima da cama e resolveu sair do instituto, não aguentava ficar lá dentro, mesmo que pudesse correr algum risco. Pegou um casaco e saiu escondida antes que qualquer um pudesse vê-la. Caminhou sozinha, ficou vagando em algumas ruas, sem rumo, sem nada. Estava bem em ter ela mesma, em estar sozinha sem ninguém para dizer o que ela queria, sem as suas preocupações diárias. Ela olha diretamente para uma das casas e vê um homem familiar, Will. Ela dá alguns passos em sua direção até chegar bem perto dele.

– Ei. – Ela grita até ele se virar. – Você mora aqui?

– Claire. – Ele abriu um sorriso. – Sim moro aqui. – Ele apontou para uma casa não muito grande de esquina, arquitetura antiga, mas parecia um belo local para se viver. – Quer entrar?

– Se não for incomodar. – Ela disse e se aproximou mais um pouco dele, até ele a levar para dentro.

Ela entrou dentro de uma sala bem decorada, Will definitivamente tinha um bom gosto.

– O que estava fazendo sozinha no meio da noite? – Ele disse fazendo um gesto para ela se sentar no sofá e sentou-se em uma cadeira em frete a dela.

– Precisava esfriar a cabeça. – Ela olhou em volta, observando quadros, livros antigos. – E você o que fazia?

– Acho que sair de dia não é uma opção para um vampiro. O que me resta é esperar pela noite e sair.

– Vive aqui sozinho? – Ela disse olhando mais uma vez, viu uma porta que estava aberta e que dava diretamente para a cozinha.

– Sim. – Ele disse e levantou-se. – Não sou daquele tipo de vampiro que vive em um clã, isso não faz meu tipo. – Ele foi em direção à porta da geladeira. – Quer alguma coisa?

Claire se levantou indo ao encontro dele.

– Se não for sangue. – Ela disse e ele riu.

Quando ela entrou na cozinha, viu as prateleiras organizadas e milhares de utensílios que poderiam ser usados. A geladeira apesar de ser de um vampiro tinha muitas comidas dentro, talvez ele esperasse alguém para se encontrar com ele. As garrafas de sangue estavam no freezer, ela conseguiu olhar quando ele abriu-o rapidamente. Quando olha para o lado vê outra porta aberta, o chão agora tinha a cor de um carpete avermelhado, ela se lembrava de alguma coisa, vagamente.

– Que sala é aquela? – Ela disse tentando olhar um pouco além.

– Nossa... – Ele ficou surpreso, talvez não devesse ter deixado aquela porta aberta, correu em direção a ela fechando-a. – Meu escritório.

Ela estava reconhecendo aquilo, não se lembrava de onde.

– Espere. – Ela foi em direção a ele, que ainda mantinha sua mão na maçaneta. – O que está escondendo? – Ela olhou nos olhos cinzas dele.

– Eu... – Ele segurou a maçaneta com a maior força que pode, e ela não iria conseguir vencê-lo. Era impossível vencer um vampiro.

Um flash de memória se passou por sua mente, aquele chão vermelho, as cadeiras de veludo, aquele lugar que ainda dava arrepios. Era muito parecido com o lugar que tinha encontrado Alexander pela primeira vez.

– Alexander... – Ela sibilou. – Abra essa porta agora Will. – Ela disse gritando e retirou uma adaga de sua bolsa, não sabia usar aquilo, mas tentou usar como poderia.

Ela não quis lutar com ela, então logo depois de alguns golpes em sua pele ele cedeu, e abriu a porta revelando a decoração de veludo chamativa que havia visto naquela mesma noite.

– Que lugar é esse? Quem é você? – Ela gritou a ele, que mantinha um olhar de vergonha.

– Eu... – Ele deu dois passos adiante, mas Claire foi para trás analisando o local. – Não poderia te contar, mas eu tinha que te contar. Eu sei, fui cruel. Mas eu sou um vampiro, não tenho emoções, não tenho nada. Mas você merecia saber um pouco.

– Quem é Alexander Black? – Ela disse ainda com os olhos cerrados.

– Ele não existe. – Ele deu um passo para trás se transformando, era ele. Ele havia se transformado naquele homem cabelos brancos. – Você merecia saber um pouco sobre quem você é, ou pelo menos o que eu sei sobre você.

– Aquilo era o máximo que você sabia? – Ela disse, e deu um passo adiante. – O que foi tudo aquilo?

– Eu tinha que dizer tudo, eu tinha que te alertar. Você não poderia viver uma ilusão, esse mundo existe Claire e você não pode fazer nada. Sou a única pessoa que sua mãe guardou do antigo mundo, sou o único. Não se lembra do Josh? Aquele amigo de sua mãe? Era eu o tempo todo, te vi crescer, de longe. Sei algumas coisas sobre você. Não poderia te deixar desamparada. Você merece saber a verdade.

– Por que vim para Nova York? – Ela olhou nos olhos dele, ele não conseguia encará-la. – Me responda!

– Alguma coisa estava errada. – Ele sentou na cadeira que estava em frente a ele. – Estavam seguindo sua mãe. Ela voltou para a mesma casa em que morava antes de ir embora. A gente pensava que estava tudo bem... Mas não podemos fugir Claire. – Ele gritou na ultima frase. – É muito mais poderoso do que pode parecer.

– O que está acontecendo comigo? – Ela ainda estava de pé. – Por que sou seguida? Ameaçada? O que é tão poderoso em mim assim? Minha mãe esta entre a vida e a morte! O que tem de errado comigo? O que tem de errado com James? – Ela não conseguia parar de gritar, e as lágrimas começaram a descer mais fortes.

– É a profecia Claire. – Ele disse, e agora a olhava fundo nos olhos. – Há muito tempo um Nephilin tentou fazer experiências. Queria devolver os anjos caídos para o céu. Não sei por que ele quis fazer tudo aquilo, o pai dele era um anjo caído. Charles Kramer, esse era o nome do Nephilin, da ultima vez que ouvimos algo dele, estava tentando fazer uma experiência em uma mulher... Que estava grávida. Ele a injetava agulhas todos os dias de algum liquido, não me pergunte o que é ninguém sabe o que ele fazia. Ela pensava que eram hormônios, seu marido a deixava fazer tudo aquilo, Charles era seu melhor amigo então ele poderia fazer o que quiser com ela.

– Quem era a mulher? – Claire perguntou.

– Sua mãe. – Ele não se importou com a pergunta dela. – Seu pai era melhor amigo de Charles. Sua mãe não sabia de nada, e Katherine sempre esteve ao lado dela, a mãe de sua amiga. Tentaram fazer os mesmos experimentos com Anne, mas não deu certo. Com você foi diferente. Mas quando sua mãe descobriu fez de tudo para se livrar de John, ela o chamava de louco e psicótico. Fugia dele, mas ele sempre a encontrava. Charles continuava com seus experimentos, injetava sangue de anjos em crianças, de demônios em bebes, da ultima vez que ouvi falar dele aconteceu uma grande explosão em seu laboratório. Ninguém sobreviveu, mas não encontraram seu corpo. Passaram-se dezessete anos, e você Claire, foi a única que deu certo. Não sabemos o que Charles lhe deu, não sabemos o que você é, nem porque é tão especial. Mas todos querem você, você é preciosa. Uma guerra pode iniciar por sua causa, não percebe isso? No dia do seu aniversario vai ser realizada a profecia, por isso todos estão atrás de você. Querem saber se realmente é tudo real.

Ela não conseguia digerir tudo aquilo.

– Você sempre foi amigo da minha mãe em tudo isso?

– Eu era irmão de seu pai Claire. – Ele viu a expressão de Claire mudar. – Ajudei a sua mãe a fugir dele. Você não consegue imaginar como seu pai era.

– O que aconteceu com ele?

– Depois que sua mãe fugiu para onde vocês moravam, Charles o matou. Você tinha apenas três anos.

– Esses dias eu fui atrás da minha mãe. – Claire começou a dizer. – Encontrei uma vampira, Ellen, ela falou coisas sobre James, coisas que o mudaram. E naquela mesma noite você foi tão cruel ao ponto de falar que alguma coisa me ligava a ele. Do que você estava falando?

– Ellen? Ela é uma das vampiras mais poderosas! – Ele esqueceu que estava fugindo do assunto e voltou rapidamente para ele. – James era filho de Charles. – Claire congelou ao ouvir tudo aquilo, ela não poderia acreditar no que estava ouvindo. – Ele foi destinado para uma grande função na profecia, Charles reservou isso a ele. James não pode fugir Claire, ele é tão destrutivo quanto o pai. Na verdade não sei qual dos dois é mais perigoso.

– Do que você está falando? – Ela gritou mais ainda.

– Você tem um poder em suas mãos, você é procurada pelos mais fortes demônios. Todos os seres te conhecem! Isso te faz ser perigosa, mas James... Ele tem sede por sangue Claire, ele vive disso. Ele é um Nephilin que tem o sangue de Charles correndo nas veias. Acha que as coisas estão sendo complicadas entre vocês? É normal esse desejo, e logo depois essa fúria. Isso tudo foi previsto há muito mais tempo, você não pode controlar nada!

– Você não sabe o que está dizendo Will! – Claire começou a gritar o mais forte que podia.

– Claire, James não é quem você pensa. – Ele levantou da cadeira tentando segurar a garota, mas ela se afastava. – Você não pode confiar nele! Não queria ter que te dizer tudo isso. Ele já foi destrutivo com você? Já mudou de personalidade? Isso prova que tudo está se cumprindo. Ele vai estar presente na profecia, de qualquer jeito. Ele tem um papel a cumprir nisso tudo, ele vai ter que...

– Cala a boca Will. – Ela começou a dizer indo para a fora da sala com lágrimas nos olhos. – Não quero ouvir nada do que você tem a dizer sobre ele!

– Você precisa saber disso Claire. – Ele gritou indo atrás dela. – Você precisa ter conhecimento de tudo.

– Não preciso de nada do que você vai falar. – Ela gritou pela ultima vez saindo pela porta da casa de Will, deixando-o parado sem opção.

Ela não estava em si, pensou em gritar. Ela não poderia ficar daquele jeito, procurou pelo celular e lembrou-se que tinha atirado ele na sua cama antes de sair pegando apenas a bolsa. Ela foi em direção de uma cabine telefônica e discou o numero de Trevor “esse número de telefone não existe”, ela gritou alto. Não conseguia se conter, não poderia estar ali sozinha. Não queria voltar para o instituto, encarar todas aquelas pessoas.

Apenas saiu correndo pela rua até esbarrar em uma figura escura, ela caiu no chão e ficou encarando a pessoa que se aproximava mais ainda dela. Sua visão estava turva por um momento, as lágrimas não ajudavam. Quando reconheceu aqueles olhos verdes.

– Claire? – A voz familiar soou, a pessoa desceu até ela. A rua estava deserta, estavam em alguma parte da cidade que não era muito movimentada. – O que está fazendo aqui? – Ele pegou sua mão levantando-a.

– Robert? É você? – Ela disse entre os soluços. – Como me encontrou aqui?

– Perguntas mais tarde. – Ele disse levando os dedos até o rosto dela enxugando suas lágrimas. – Me diz o que aconteceu com você!

– Nada de importante. – Ela disse abraçando-o forte. – Sabe é meio estranho, eu estar aqui na rua abraçando um quase desconhecido.

– A gente pode se conhecer isso não é problema. – Ele sorriu para ela e a confortou.

– É muito estranho. Não sou boa em fazer novos amigos. – Ela disse e pela primeira vez depois daquilo tudo sorriu. – O que estava fazendo por aqui?

– Eu só tinha que estar aqui, agora. – Ele virou o rosto dela para olhar para ele, ela quase ruborizou encarando-o. Sentia-se envergonhada. – A gente pode começar de novo tudo bem? Quer ir para casa?

– Não. – Ela disse baixo.

– Tudo bem, venha comigo. – Ele segurou em sua mão e ela permitiu ser guiada.

– Para onde vamos? – Ela o encarou.

– Você precisa de um lugar para ficar, ou você fica na rua ou você chega e relaxa um pouco na minha casa até eu poder te levar de volta. – Ele sorriu. – Uma dessas opções.

– Não acha meio estranho isso? Você pode ser algum pedófilo. – Ela riu para ele. Ela nunca se sentiu bem rindo com alguém que não fosse conhecido o bastante, nunca foi boa em ter amigos novos, mas estava se saindo bem com aquilo.

– Tenho cara disso? – Ele foi guiando-a no meio da rua. – Vai me contar o que aconteceu?

– Quem sabe... – Ela não completou a frase.

E os dois seguiram seus caminhos naquela noite fria, Claire tremia e ainda havia marcas em seu rosto do caminho que as lágrimas percorreram. Ele tirou o casaco e deu para ela. Aquilo ficava enorme dela, mas mesmo assim foi útil. Segurou seu maxilar que batia, e seguiu encolhida. Robert passou seus braços abraçando-a, e pela primeira vez ela deixou que ele a abraçasse para se esquentar. Ela segurava a mão dele como apoio, não conseguia se segurar. Estava fraca, sem energia. Então ele a ergueu segurando-a nos braços, ela estava perdendo a consciência com o passar do tempo. Tentou se encolher nos braços dele, e o abraçou de um modo que pudesse ficar mais aquecida. E assim eles foram até chegar ao destino.


Notas finais
Criticas? Recomendações? Reviews?
E aí o que vai acontecer com Claire? Quais são as intenções de Robert? O que vem pela frente?
Vamos ver né.
E agora venho dizer uma notícia.... Que acho que muitas vão gostar....
O TREVOR VAI SUMIR UM POUCO DA FIC U.U
E aí o que me dizem disso?
Obrigada, e espero vocês no próximo (: