Believing

5 The letter of the sacrifice.


Notas iniciais
Bom aqui está o 5º Capítulo, era para ele ser uma junção com o 6º mas resolvi dividi-los em 2 *-* Então, espero que gostem (:

Claire acordou se sentindo cansada. Estava deitada, com uma roupa que não era sua, o quarto tinha as paredes pintadas em tons claros, sentiu uma dor terrível no pescoço, e logo encostou sua cabeça no travesseiro, quando virou, viu no canto perto da porta uma cadeira, alguém estava sentado nela, era James.

– Olha quem acordou! — Ele mantinha um sorriso sarcástico no rosto, como sempre.

– Onde estou? — Claire perguntou, sem se importar com qualquer coisa que ele pudesse dizer.

– Onde mais estaria? No instituto. Ou seja dentro da escola que você estava ontem a noite. Lembra-se? Melhor não mexer muito no curativo, se não a dor vai piorar. Um dos demônios devem ter te machucado, e você teve que vir para a enfermaria imediatamente para o sangue de demônio ser tirado do seu corpo. Ainda bem que sou forte, porque você é mais pesada do que pensei.

Claire revirou os olhos.

– Sophie estava preocupada, vai gostar de saber que acordou.

– Não estou entendo mais nada.

– Você teve muita sorte, mas o que aconteceu? Esquece, conte essa história para a Sophie, tenho que ir agora, pedirei para que ela venha aqui.

James virou e a porta se fechou atrás dele, dentro de uns cinco minutos, Sophie entrou no quarto, seguida por uma garota que talvez fosse da mesma idade de Claire.

– Vejo que está melhor... Essa é minha filha, Emilly, terão mais tempo para se conhecer depois. Agora, me fale o que aconteceu.

Claire olhou para a menina, era de sua altura, cabelos lisos, e longos, em um tom escuro, seus olhos eram dourados, e sua pele tão branca, como a de Sophie, se pareciam muito.

– Estava em casa, e minha mãe chegou desesperada em casa, então vi aquela... Coisa, o demônio. Não sei o que aconteceu, minha mãe disse que estaria segura aqui e me deu minha bolsa, com algumas roupas e deu o endereço daqui. Disse que minha melhor amiga, Anne, viria também, ou hoje, ou amanhã. Só sei disso.

Claire olhou para Sophie, ela tinha um olhar pensativo.

– Não sei o que talvez esteja acontecendo, mas... Você, e sua amiga, se precisarem irão ficar aqui, até isso tudo se ajeitar. Entrarei em contato com os superiores. Se quiser pode se levantar, Emilly mostrará o quarto em que deixei sua bolsa, e se quiser pode ir pra lá. Se precisar de mais roupas, peça a ela, vocês tem o mesmo corpo.

Sophie saiu, com um andar depressa, e deixou Claire e Emilly no quarto.

– Não liga pra ela, vive sempre correndo, o importante pra ela é sempre viver nas leis. — Emilly começou a falar. Sua voz era doce, parecia um garota bonita e delicada. Parecia. — Venha comigo, te levarei até o quarto.

Claire levantou, e Emilly a levou pelos corredores, eram enormes, poderiam haver milhares de quartos naquele lugar. Quando Claire chegou, viu um quarto com paredes em um tom de rosa claro, e uma cama perfeitamente arrumada, suas coisas estavam em uma poltrona do lado da cama.

– Depois voltarei aqui, qualquer coisa é só pedir tudo bem? — Emilly disse e saiu do quarto.

Claire deitou em na cama. Tudo aquilo era diferente, não estava acostumada em estar com tantas pessoas juntas, e era estranho estar em um quarto que não fosse o dela. Sentia falta de sua antiga casa, de como as coisas eram, de sua mãe. Não sabia que tipo de perigos Elizabeth poderia estar correndo, ou o que estaria acontecendo com ela. Claire só queria deixar de pensar em tudo aquilo, então pegou sua bolsa, pegou algumas roupas, e foi tomar um banho.

Saiu do quarto, e começou a andar pelos corredores, aquilo era enorme, poderia se perder naquele lugar, em cada corredor tinha uma decoração diferente, os papéis de parede pareciam antigos, e muitos deles tinham imagens de anjos e de símbolos que Claire não tinha ideia do que poderia significar. Quando ela encontra alguém nos corredores. Era James.

– Perdida? — Ele começou a dizer.

– Só estou tentando conhecer melhor aqui. Sophie disse que irei ficar. Até ela descobrir o que está acontecendo.

– Ela é caridosa, vai ser bom pra você ficar aqui, protegida pelos Nephilim. Ela talvez esteja deixando você ficar até descobrir o porquê de você e sua mãe terem sido atacadas por um demônio. Será bom enquanto estiver aqui, pois estará segura.

– Está feliz por eu ficar aqui? — Claire disse.

– Disse que seria bom para você, e não pra mim. Se continuar perdida, a sala de armas é na porta a esquerda, e seguindo reto, chegará até a sala de estar.

Ele disse e dentro de alguns minutos desapareceu nos corredores. Depois de muito andar Claire tentou lembrar-se do caminho de seu quarto e voltou. Estava cansada, e era difícil para ela continuar daquele jeito.

Ela pegou a bolsa, e começou a mexer em alguns cadernos que a mãe colocou na bolsa, quando cai um pedaço de papel, era a mesma carta que havia encontrado naquela noite. Agora poderia ler.

Abrindo ela com cuidado, pôde ler:

"Charles W.,

Anjos caídos no futuro poderão voltar para o céu.

Falta apenas passar 16 anos, para que a profecia se torne realidade. O fruto que devolverá o céu para os anjos estará maduro. É preciso cuidar bem dele, e o seu sacrifício valerá pela alma de todos os anjos que foram expulsos do céu.

Começa a contagem de anjos, 1996. Faltam 16 anos."

Fechando a carta, Claire não sabia o que dizer, o que aquilo poderia significar? Pensou por um momento, mas o sono foi tomando lugar em sua consciência. Até que dormiu.

Amanhecendo, Claire acordou cedo, e se vestiu, pensava se deveria sair ou não para falar com as outras pessoas, mas uns minutos depois Sophie apareceu no quarto dizendo que tinha alguém querendo vê-la. A levou até a sala, e lá estava Will.

Will estava sentado esperando Claire na cadeira da sala, ele mantinha uma pose séria, até que ela se aproxima dele, e ele se vira para ela.

– Claire, sei que é difícil tudo isso que está acontecendo.

– Não entendo, não entendo nada… O que aconteceu com minha mãe?

– Não sei, acho que ela foi para a grande cidade. Olha, ela não me disse nada nos últimos dias, sei que era para vir aqui porque sua mãe disse que se perdêssemos contato por muito tempo, te procurar no instituto de Nova York. Ela é inteligente, sei que estará segura.

– E por que isso tudo está acontecendo comigo?

– Desculpa Claire, mas tem coisas que não sabemos, e mesmo assim cabe a sua mãe contar toda a verdade para você. Não sei muito bem o que está acontecendo. Sua mãe guardou grande parte da história para ela. Quero que fique bem enquanto isso, se precisar de ajuda ligue para esse número. – Ele entregou um papel para Claire com um número de celular. – Confie nos Nephilim.

Ele se virou, disse que tinha que ir, e foi embora. Claire ficou lá parada na sala o observando sair, quando virou foi procurar por Sophie.

Notas finais
Reviews? *-*