Believing
27 The Factoy.
Notas iniciais
Então, estou aqui mais uma vez trazendo este capítulo, desculpa não ter postado antes, mas a falta de inspiração me atingiu.
Espero que gostem do novo capítulo e mais tarde posto mais, talvez amanhã ^^
E feliz natal para todos *-*
Emily seguiu calada pelo caminho até a casa de Claire, ela usava um vestido longo preto.
– Pode começar a dizer. – Emily parou no meio do caminho olhando para o rosto Claire e depois de James.
Ela enrijeceu, teria que contar a história para Emily.
– Lembra-se de tudo que você disse sobre... Poderes herdados pelo anjo? Acho que herdei algum deles. – Claire iniciou dizendo.
– Todos herdaram poderes, por que se sente tão mau em dizer isso?
– Não sei. – Claire olhou para James. – É estranho para mim. – Ele se virou para Emily e continuou dizendo. – Acho que consigo prever o futuro. Tenho flashes de visões às vezes, e tudo realmente acontece. – Claire fez novamente outra pausa olhando a expressão de Emily, ela não se importava. Realmente Emily já deveria ter conhecido outros Nephilins assim. – Tem alguma coisa lá que precisamos encontrar.
Eles chegaram até a casa de Claire, ela os levou até o quarto e abriu a passagem para o sótão. Emily foi a primeira a subir, e James foi logo depois de Claire. Ela se lembrou de quando esteve naquele lugar com ele.
Eles entraram no recinto e Emily viu a parede destruída.
– O que aconteceu aqui? – Ela disse olhando para as ruínas da parede.
– A parede apenas quebrou. – James disse, virando-se para o local. – Agora Claire, você já pode começar mostrando o que você quer fazer aqui.
Claire entrou no cômodo e começou a procurar pelo cofre que tinha visto em sua visão. Ela passou suas mãos pela parede procurando alguma coisa, até que encontrou o cofre, na verdade ele foi pintado com a mesma cor da parede. Assim olhando de longe não era possível percebê-lo.
Claire procurou por uma chave, e encontrou uma na ultima gaveta, enquanto isso Emily olhava o resto da sala, sem olhar para os vidros na prateleira. Ela estava aterrorizada com aquilo. James estava sentado ao piano, sem tocar, apenas olhando-o. Claire pegou a chave e colocou no cofre. Lá tinha um mapa, e uma chave estranha, não sabia o que poderia abrir com aquilo. O mapa mostrava uma localização em algum lugar de Nova York, mais tarde eles deveriam investigar aquele local.
– James... – Ela começou dizendo, ele se aproximou dela e a olhou. – Traga aquele caderno aqui.
Ele puxou o caderno o entregando a Claire. Ela passou a mão pelas correntes grossas que envolviam o caderno, e pegou a chave. Ela encaixou perfeitamente no cadeado, quando abriu a tranca, deixou as correntes de lado e se preparou para ler. Ela passou algumas páginas.
“Você não deveria ler isso se for destinado, escrevo para que entenda tudo que um dia possa duvidar, mas eu lhe peço, se for apenas um humano deixe esse caderno de lado. Não o leia, pode ser perigoso demais. Já avisei, mas se insistir em continuar não esqueça que é a sua decisão.” Ela engoliu seco, e virou a pagina, o caderno tinha um cheiro estranho, e era todo escrito a mão, as paginas eram velhas e antigas, ressecadas com o passar do tempo. Ela começou a olhar as gravuras do caderno, começava com uma fabrica enorme e um homem de costa olhando os funcionários, parecia uma fabrica comum. Mas com o passar das paginas mostra o homem sentado em uma mesa estava anotando algumas coisas. Claire não se preocupou em ler tudo que o caderno estava descrevendo. Depois mostrava o mesmo homem segurando uma criança e uma seringa com a outra mão, ela sentiu um calafrio na espinha. Não conseguia ver o rosto dele, por algum motivo o rosto do homem estava inundado pelas sombras. Com o passar das paginas ela viu o que deveria ser um experimento perfeito, desenhos de crianças com asas, com garras, com olhos negros. E um grande “x” em vermelho em cada uma, como se nada estivesse dando certo. Mais para frente havia algumas outras anotações falando sobre um novo jeito, que poderia dar certo. Não dizia como, mas Claire achou que poderia estar falando sobre ela, afinal ela foi a única que deu certo. Mostrava os planos, tinha figuras de anjos caídos com olhos negros repletos pela escuridão. Ela leu uma parte que mostrava a profecia, tudo aquilo que parecia o destino, grandes partes estavam em latim, inclusive uma frase grifada. Ela leu a historia dos anjos que se rebelaram e foram expulsos do céu na grande guerra. Miguel, o grande arcanjo e seus anjos lutaram contra Lúcifer e seus anjos. O caderno tinha até as gravuras feitas a mão, e o tudo que tinha sido escrito depois da pagina que Claire leu estava em outra língua. Ela o deixou de lado, aquilo lhe dava calafrios, levaria para Sophie talvez algo pudesse ser feito com ele.
– O que é isso? – James começou dizendo estendendo o mapa que Claire encontrou.
– Estava junto com o caderno, pode servir para alguma coisa, o que acha? Devemos ir até o local? – Claire começou a perguntar e Emily se juntou.
– Podemos encontrar alguma coisa, acho melhor irmos agora. – Emily disse.
– Eu guio vocês, sou melhor nisso. – Ele disse e olhou para Claire. – Agora vamos.
Claire pegou o caderno e o segurou. Deixando o sótão para trás e depois disso sua casa.
James as guiava pelas ruas escuras, Claire tinha certo medo em andar a noite na rua, desde o ultimo acontecimento com o demônio. Mas estava com Emily e James, então se acontecesse alguma coisa tinha certeza que eles dariam conta. James passou por algumas arvores até chegar próximo a um posto de gasolina, Claire reconheceu que estavam bem longe do centro de Nova York, aquele era o mesmo posto de gasolina que ela e sua mãe pararam.
James e Emily caminharam por ele, até chegar a parte gramada que Claire tinha ido, e olharam para o lugar onde ela tinha visto o lago e as plantas. James caminhou até lá, e ficou um pouco afastado do terreno.
– Aqui não há nada. – Ele disse. – Mas é esse o local.
– Dá ultima vez que vim aqui. – Claire começou a dizer. – Minha mãe disse que o terreno era amaldiçoado.
– Tem alguma coisa errada aqui. – Emily disse, e se aproximou do local. – Parece... Magia.
Emily deu mais um passo adiante, e com forme o tempo que eles encaravam aquele terreno o lugar começou a aparecer, as altas arvores, a grama e a trilha. Como o dia que ela tinha ido lá pela primeira vez.
– Vamos. – Claire disse passando na frente de Emily e James.
Ela seguiu o caminho da trilha até chegar ao lago. Ela sorriu por um momento se lembrando de como tinha se sentido bem naquele local, até aparecer àquela sombra no meio das arvores.
– Que lindo. – Emily disse, andando em direção ao lago.
– O que estamos esperando? – James disse.
Ela pegou o celular e olhou as horas. Faltava um minuto para a meia noite, tinham passado quase uma hora e meia andando até aquele loca, sem contar o tempo que tinham passado em sua casa.
Quando o relógio deu meia noite, uma enorme estatua de um anjo levantou-se no meio do lago. Era um anjo escuro, com os olhos negros e apenas com algumas partes de suas asas. Parte do V em suas costas estava a mostra. A asa dele foi arrancada.
– O que vamos fazer agora? – James disse novamente.
– Cale a boca James. – Claire o interrompeu.
Ela estava olhando para a estátua, ela já tinha visto aquilo em algum lugar. Alguma coisa iria acontecer.
– Scandere caeli et requiram thronum meum super astra. – Claire começou a dizer. — Ascendam super nubes, ero altissimo adaequare summam.
Ela olhou firmemente para o anjo. Até o ver descendo para o fundo do lago, e uma escada se abrir a partir dele. Os degraus foram se desenrolando até ter seu começo a sua frente. Ela olhou para James, e sorriu para ele.
Ele tomou sua frente descendo os degraus e Claire foi com Emily.
– O que você disse? – Emily perguntou. – Desde quando aprendeu latim? Como sabia que aquilo iria ser feito?
– Apenas soube, havia aquela figura no caderno em que abri com a frase logo abaixo da imagem. – Claire fez uma pausa se lembrando das palavras que disse. – Não sei falar latim, as palavras apenas saíram.
– Pronuncia perfeita. – A voz de James ecoou nos degraus abaixo. — Escalarei os céus e exigirei meu trono acima das estrelas. – Ele disse e parou um minuto até olhar para Claire. — Subirei sobre as nuvens mais altas e me tornarei igual ao Altíssimo. – Ele sorriu para Claire. – É esse o significado. Claire ficou em silencio, pensando no significado daquelas palavras.
Eles desceram as escadas até chegar ao centro de uma enorme sala. Lá estava a fábrica de Charles.
Notas finais
Espero que gostem e comentem (:
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