Believing

1 Moving house.


Notas iniciais
Bom meus amores, aqui está o primeiro capítulo, espero que gostem, e que me mandem reviews, pois assim irei postar os capítulos mais rapidamente u.u Então, é isso, obrigada por lerem (:

As primeiras gotas de chuva daquela manhã de inverno começaram a cair. Claire pôde sentir os pingos gelados em sua pele e em seu cabelo o deixando delicadamente molhado.

– É melhor colocar as suas malas no carro, está começando a chover! – Ela se virou para poder ver sua mãe. Elizabeth, uma mulher que deveria ter uns 36 anos, com seus cabelos pretos enrolados em um coque, Claire poderia ver a delicadeza da mãe carregando suas coisas, e a felicidade estampada em seus olhos azuis.

– Já estou indo mãe!

Claire e a mãe viveram naquela pequena casa por anos, desde sua infância. A casa das duas era enfrente a uma linha de trem, mas a ferrovia já estava inativa havia bastante tempo. Elizabeth criou Claire a vida inteira sozinha. Seu pai John era alcoólatra. Claire não se lembra de nada de seu pai, nem ao menos o rosto dele, e parecia que sua mãe fazia força para fingir que ele nunca existiu, pois sempre se recusava a tocar no assunto. Tinha alguns pesadelos, com ela e a mãe quando eram pequenas, fugindo de algo, as vezes os pesadelos eram algo normal para ela, normalmente nas noites sonhava com coisas desse tipo, mas não era nada que precisava se importar. Seu pai saiu de casa quando ela era pequena, pois dizia que ela não era sua filha verdadeira, Claire sempre teve uma vida normal, sua mãe nunca tinha negado nada a ela, e tentou cuidar dela sozinha, e ela não tinha do que reclamar.

Ela não tinha muitos amigos Claire era agradecida pela amizade de uma de suas melhores amigas, Anne, uma garota ruiva, de olhos claros com um sorriso encantador. Infelizmente Anne teve que se mudar enquanto eram pequenas, mas nunca perderam contato e agora mesmo com toda essa distância continuam inseparáveis, quando eram pequenas, a mãe de Anne, Katherine, teve que se mudar para Nova York, e ela teve que ir junto com, pois não tinha outra família sem ser a mãe. Agora Claire estava se mudando para o mesmo lugar que Anne havia ido a anos atrás, Nova York, não conseguia mais esperar para aquilo tudo acontecer, iria estudar junto com sua amiga.

Claire entrou novamente em casa, agora sem a mobília poderia ver claramente cada detalhe. As rachaduras no teto, algumas partes da tinta da perde descascando, o chão de madeira que já tinha seu brilho ofuscado. Tudo completamente diferente do que se lembrava. Ela se lembrava de quando era pequena e corria por aqueles corredores, sua mãe sempre foi super protetora, e ficava preocupada com ela caso ela se machucasse.

Com cuidado entrou no quarto da mãe, poucas vezes estivera lá, não se interessava muito, e sempre que a mãe estava no quarto era porque estava resolvendo alguma coisa do trabalho, ou era por estar dormindo. Claire viu a imensa estante em que a mãe guardava as fotos de família, mas Claire se sentia entranha por nunca ter visto uma foto do pai, ou se lembrar do rosto dele, era como se ele nunca tivesse existido. Elizabeth sempre guardava no quarto uma caixa grande papelão, Claire se lembrava que não poderia nunca abrir aquela caixa, e quando era pequena sua mãe colocou um cadeado para que Claire nunca a abrisse. Na verdade Claire não precisava mais pensar nisso, aquela caixa deveria estar no carro guardada com as outras coisas.

Ela parou com seu pequeno devaneio e percebeu que já era hora de ir para o carro, apagou as luzes, e deu uma ultima olhada para sua casa.

Sua mãe estava guardando a ultima caixa com suas coisas e chamou Claire para ir embora, ela saiu de onde estava, entrou no carro e ficou olhando para aquele lugar, um lugar tão calmo. Sua mãe entra no carro, e Claire olhou para o telhado de sua antiga casa, achou que viu alguma coisa, mas quando olhou novamente viu que não havia nada. Quando sua mãe ligou o carro.

– Mãe! Você viu aquilo? — As pupilas de Claire estavam dilatadas, como se alguma coisa estivesse realmente lá, e não fosse algo comum.

– Não tem nada querida, esqueça e vamos embora. — Elizabeth deixou a casa para trás.

Claire olhou novamente para trás com esperança de não haver mesmo nada lá, ela estava tensa, como se alguma coisa a estivesse observando, nunca teve aquela sensação antes, e não conseguia descrever como poderia ser aquilo, achou estranho o que viu, mas continuou olhando para o bairro que agora não vai mais fazer parte de sua vida, mas a imagem que viu em sua casa ainda estava em sua mente. Algo que poderia ser um animal, mas era grande de mais para ser um pássaro.