Believing

36 I remember you.


Notas iniciais
EU VOLTEEEEEEI *-*
Leitores miiiiil desculpas, de verdade por ter demorado todo esse tempo. Agora voltarei a postar normalmente, pois estou de férias *-* e agora poderei postar tudo direitinho :3
Espero que gostem, e comentem
E posso pedir uma coisinha? Comentem por favor, gostaria de saber quem ainda está lendo, e a fic está quase no finalzinho, gostaria que vocês pudessem recomendar também, ela está quase acabando.
Espero que gostem. Ate a proxima :3

James apertava cada vez mais o pescoço de Claire, ela não conseguia entender o motivo que o levava a fazer aquilo e sentia raiva da situação, de como se rendeu a Charles para protegê-lo, para salvá-lo, não deveria ter confiado nele...

- James, você não quer fazer isso... – Ela disse olhando em seus olhos.

- Pelo contrário, Claire. – Ele sorriu secamente. – Eu devo fazer isso... Agora.

- Você não pode estar falando sério...

- Tudo bem, você tem razão. – Ele segurou seu pulso com força. – Acho que mereço um pouco de diversão primeiro.

Ela ficou surpresa com o que ele havia acabado de dizer.

- Charles, poderia nos dar um tempo? – Ele gritou e sua voz ecoou pelo local.

- Leve o tempo que precisar, James. – A voz alta ecoou novamente. – E divirta-se.

James a levou em direção a uma porta no canto esquerdo da sala. Quando ele abriu a porta percebeu que era um quarto com uma imensa cama de casal no centro com dossel.

- James... Não faça isso. – Ela gritou em direção a ele.

Ele tocou em seu rosto, quase sendo carinhoso.

- Você vai gostar. – Ele a jogou na cama. – Se não for bom pra você, será para mim.

James não hesitou em tirar a blusa de Claire, a garota o olhava amedrontada, mas não conseguia evitar com o que ele fizesse isso. Ele era bem mais forte que ela.

Então quando ele estava deslizando os dedos pelo seu sutiã, ouviu um barulho. Como um ranger de uma janela, como se algo estivesse sendo empurrado. Até que ouviu o som do vidro trincado e logo em seguida uma explosão por todos os lados. James saiu correndo do quarto, e quando abriu a porta Claire pôde ver bem do que se tratava tudo aquilo. As janelas haviam sido quebradas e quando percebeu todos estavam invadindo o local.

Ela pegou sua blusa rapidamente e saiu correndo do local para ver se os encontrava.

Flashback On

Todos estavam sentados na sala de Robert. Claire olhava para a melhor amiga que parecia estar abalada com tudo aquilo, mas tentava se manter forte.

- Tem certeza do que está fazendo, querida? – Dessa vez era Sophie falando.

- Sim. Mas isso só irá dar certo se todos vocês quiserem me ajudar.

- Ainda acho que você não deveria fazer isso, amiga. – Anne disse com um tom de incerteza na voz. – É muito perigoso.

- Correrei o risco. – Claire disse totalmente decidida. Todos sabiam que não iriam fazê-la mudar de ideia.

- Tudo bem... – Robert começou a dizer. – O plano é o seguinte: Deixaremos um rastreador em seu casaco, com GPS. Seguiremos você até lá, e quando virmos que está precisando de ajuda invadimos o local. Talvez seja mais fácil pegar todos de surpresa, e assim conseguiremos fazer tudo direito e todos acabem vivos. Entenderam?

Ninguém questionou. Todos aceitaram o plano.

Flashback Off

Claire encontrou Robert no meio da multidão segurando duas adagas. Lançou uma delas para ela, e agarrou a lâmina no ar. Fez o primeiro lance atingindo um dos criados de Charles que corria com um martelo rústico em uma das mãos. Mas ela estava a procura de outra pessoa, ela tinha que achar James... E se o achasse encontraria Charles.

Correu em direção a um dos corredores esquivando-se de golpes e de coisas lançadas em sua direção. Até que encontrou um lugar escuro onde não a veriam. Quando olhou para a multidão viu Robert carregando uma adaga para cima de um demônio que estava no local, talvez Charles pudesse controlá-los, e Anne e Alan lutando lado a lado. Em questão de segundos Claire viu uma lança sendo jogada para o alto, não deu tempo de nada e quando piscou a lâmina caiu sobre o peito de Will.

Claire fechou os olhos rapidamente e correu para a escuridão do corredor. Não acreditava no que tinha acabado de ver, Will morto? Não poderia ser verdade. Não poderia ser ele, tinha que ser outra pessoa...

- Claire? – Uma voz ecoou do fim do corredor em que estava então um vulto surgiu. – É você que está aí?

Ela não precisou ver quem era para saber a quem pertencia aquela voz.

- Estou aqui. – Ela sorriu e correu ao seu encontro. – É tão bom ver você.

Ele sorriu para ela. Há tanto tempo não via aquele sorriso.

- Tenho que te tirar daqui, você não está segura. – Trevor disse rapidamente. – Vamos, eu acho que conheço uma saída.

- Trevor... Preciso encontrar James.

- Ele sabe se cuidar, por todo o tempo que estive aqui descobri isso. – Ele olhou para ela e segurou seu rosto. – Preciso te manter segura.

Ele a puxou. Estavam chegando ao fim do corredor, era comprido, frio e as paredes eram feitas de pedras. Pareciam que a construção era bem antiga, apesar do resto do lugar parecer novo. Quando chegou até o fim do corredor estava em uma sala, não muito grande, com portas em suas laterais. Estavam todas abertas, mas a escuridão do local não a deixou ver o que havia lá. O lugar era mal iluminado por tochas, e ao lado da porta do centro havia um livro com um cálice ao lado, estavam em uma mesa. Claire reconheceu isso de algum lugar. Quando olhou para o chão viu um enorme pentagrama.

- Trevor... Tem certeza que a saída é por aqui?

- Claro. – Ele afirmou. – Tenho certeza disso.

Ele andou rapidamente pelo local em direção ao livro que Claire tinha visto e o pegou.

- Acho que não seria uma boa ideia roubar esse livro. – Ela murmurou.

- Claire, como eu poderia roubar algo que é meu? – Ele respondeu com tom seco em sua voz.

- Mas o que... – Ela olhou para ele até ver um sorriso aparecer em seu rosto.

- Acho que está na hora. – Ele olhou para uma das portas. – Pode entrar.

Quando Trevor acabou de dizer essas ultimas palavras, James apareceu pela porta e a olhou.

- O que está acontecendo aqui? – Ela perguntou alto, preparando-se para correr.

- Acho melhor não tentar voltar por onde viemos. – Trevor suspirou. – Está protegido. Com magia demoníaca. Apenas um toque seu ali e puf! Será queimada. Acho que não iria gostar de tentar não é?

Claire paralisou, não conseguia absorver tudo que estava acontecendo.

- Por que Trevor? – Ela perguntou.

- Acho que você não entendeu ainda... – Ele disse.

Então as formas começaram a mudar. Como quando viu Will mudou de forma quando descobriu o que ele era. Trevor não era mais ele, seu novo corpo era maior e esguio. Os cabelos jogados, negros como os de James.

- Me reconhece agora? – Ele a encarou.

- Trevor... Mas... Charles? – Claire gritou.

- Isso mesmo. – Ele sorriu.

- Eu não acredito... – Claire se sentia como se tivesse levado um soco no estomago. Ele era o pai de James? Como não havia percebido antes? Ela havia acreditado nele, em tudo que ele tinha dito, confiado nele. Ela o havia beijado, o pai de James.

- Não temos tempo para conversamos sobre como você está surpresa. – Ele falou sarcasticamente. – Temos coisas a fazer.

Ela engoliu seco, imaginando o que estaria por vir.

- James, está na hora.

Então, James se aproximou de Claire a puxando para o centro do pentagrama. Ela não conseguia recuar, não havia saída, ele era mais forte do que ela.

- O que está acontecendo? – Ela perguntou olhando fundo nos olhos de James.

- O ritual será cumprido. – James disse em um tom mais parecido com um murmúrio.

- Você não entende o quanto isso é importante Claire Underwood? – Charles perguntou com os olhos frios. – Eu trabalhei dia e noite no passado, tentando arranjar um jeito, criar uma forma de libertar todos os anjos caídos. Na verdade, fazê-los voltar para o sua casa. Os anjos caídos foram expulsos injustamente, e falta só um pouco para eu conseguir com que eles tenham o que é de direito a eles.

- É impossível você fazer isso. – Gritou Claire. – Eu sou só uma garota com sangue Nephilim.

Charles soltou uma risada alta.

- Você é muito mais do que isso, garotinha. – Ele andou ao redor do pentagrama com os olhos cravados nela. – Eu a criei, como criei James. Quando estava pensando em meus planos, acertei quando criei James, e então preparei tudo nos mínimos detalhes quando criei você. Você não é como as outras pessoas Claire. Você não é quem pensa...

Ele parou o que estava dizendo e olhou o relógio.

- Eu poderia ficar aqui, falando sobre sua criação, sobre como tudo aconteceu, ou pelo menos dizer o que você é. Mas acho melhor começarmos logo com isso.

Charles estendeu o livro, balbuciando algumas palavras. Que se transformaram em gritos mais tarde.

- Sammael. – Ele começou. – Per cultum ego te invocamus nomen vestrum vobis.

- O que ele está dizendo? – Claire perguntou a James.

- Sammael, por amor a você invoco seu nome. – Ele disse rapidamente.

- Care pater, nunc faciam quod promisi. – Charles prosseguiu.

- Querido pai, hoje farei o que lhe prometi. – James completou.

Pai. Charles chamou Sammael de pai, como aquilo poderia ser possível?

O pentagrama emitiu uma luz forte, as linhas negras desenhadas no chão tomaram um tom de vermelho vivo.

- Está na hora, James.

James pegou o cálice que estava em cima da mesa. Pegou seu punhal e o segurou no pulso de Claire.

- James, não faça isso, não é o que você está querendo fazer. – Ela gritou. – Olhe para mim.

Ele se virou sem largar seu punhal.

- Sou eu, Claire Underwood. – Ela dizia em meio as lagrimas. – Aquela que chegou no instituto a pouco tempo, a quem você confiou mesmo sem ter motivos. Você tem que se lembrar de mim James, do que passamos nos últimos dias. Do térreo. Se lembre de mim.

Ele segurou seu punhal mais firme, pronto para feri-la.

Ela apenas relaxou, e deixou que ele fizesse o que bem entendia. Esse era o fim, não havia mais nada que ela poderia fazer. Não tinha como mudar aqui.

Até que ele hesitou por um minuto.

- James? – As palavras não conseguiam sair.

Ele a olhou confuso. E seu olhar pareceu ter um pouco mais de vida.

- Eu me lembro. – Ele disse.

Notas finais
Reviews?