Believing
20 He's a vampire.
Notas iniciais
Então é isso, qualquer outra pergunta sobre a fic é só fazer nos comentários ^^
Claire saiu correndo deixando Alan e Emily para trás, não conseguia conter as lágrimas que insistiam em escorrer, ela quase nunca chorava, mas agora estava mais vulnerável do que nunca, chorava por sua mãe que estava em perigo, por sua vida ser tão complicada, por Anne ter sido quase morta por sua culpa. Ela pegou o telefone, precisava desabafar com alguém, mas ninguém poderia ajuda-la, então apenas ligou para Trevor.
– Oi Claire. – Ele disse, estava animado.
– Trevor... – Claire começou a dizer, mas não conseguia falar muito.
– Claire? O que está acontecendo? Está chorando? – Ele estava desesperado agora.
– Não se preocupe... – A voz de Claire estava longe.
– Onde você está? Estou indo até aí agora! – Ele disse gritando.
– Estou perto do instituto... – Trevor iria dizer alguma coisa, mas Claire não queria escutar mais nada então desligou.
Ela continuou andando pelas ruas, e agora sua cabeça latejava. “Não, agora não” ela pensou, mas já era tarde, ela já estava em outro lugar ou pensava estar. Era o mesmo lugar que tinha sonhado quando Alexander mandou a mensagem em seus sonhos, aquele corredor escuro, aquele pentagrama no chão, na sala que era iluminada por tochas, ela ainda não tinha pisado naquele pentagrama então deu um passo adiante, quando alcançou as primeiras linhas do desenho o pentagrama se iluminou, não era algo normal, mas... Ela continuou enfrente, e aquele mesmo homem com um capuz entrou no salão, agora ela conseguia enxergar o detalhes, ele segurava um cálice cheio de sangue, e tinha um cordão, o pingente era um crucifixo, ele segurava uma lamina que reluzia na altura do fogo das tochas, ele estendeu a mão para Claire, a principio ela não entedia que deveria fazer, mas ela sentiu alguma coisa, como se fosse um flash de consciência, e sabia que deveria entregar-lhe o braço, ele segurava seu punho, levando a lamina em direção ao pulso de Claire.
Claire abriu os olhos rapidamente voltando a realidade, Trevor estava em sua frente e a encarava com horror nos olhos, ele estava preocupado, Claire sabia disso. E nem tinha rapado, mas estava com os joelhos no chão, como se não tivesse aguentado aquilo tudo. Ela se levantou, equilibrando-se nos braços de Trevor.
– O que está acontecendo? — Ele perguntou, Claire percebeu o quanto estava aflito.
– Eu... Fiquei um pouco tonta, mas já estou bem. — Ela não poderia contar o que tinha acontecido para Trevor, ele nunca a entenderia, só tinha contado o acontecido para James, achou justo ter contado para ele, afinal ele tinha contado tudo sobre seu passado a ela.
James, seu nome veio nos pensamentos de Claire agora, er aimpossivel parar de lembrar dele, agora o que tinha acontecido com Anne poderia tornar as coisas mais dificeis ainda, e se atacassem Trevor? Ou James? Nunca iria se perdoar o se acontecesse alguma coisa ruim a eles. James, aquele sorriso não saia de sua mente, não poderia sorrir por lembrar dele, estava com Trevor não seria legal pensar em James estando na companhia de outro garoto, se sentia como se estivesse traindo Trevor de alguma maneira.
– Vamos para o instituto. — Claire disse, puxando a mão de Trevor o guiando.
– Se lembra que não posso entrar lá não é? — Ele sorriu.
– Verade, mas pode me deixar na porta,
– Tudo bem. — Ele virou os olhos novamente para Claire. — O que aconteceu?
– Anne. — Ela disse, se segurando para não desabar em lágrimas. — Ela foi atacada, a encontramos em um beco, coberta por sangue, mas Alan disse que estava viva.
– Eu não acredito! Anne, espero que ela fique bem, não posso perder ela, ela sempre foi uma ótima amiga.
–Ela sumiu hoje, e agora descobrimos que foi atacada, mas não sabemos por quem.
– E o ataque de hoje para resgatar sua mãe? O que vai acontecer?
– Acho que ainda vai acontecer, só que Anne não irá com a gente.
– Espero que consigam resgatar Elizabeth.
Claire chegou ao instituto, todos estavam na enfermaria, e pela primeira vez Claire foi até aquele local. O lugar era enorme, e havia outros comodos puxados daquele, portas no corredor levanto a outros quartos, e quando chegou até o quarto de Anne, viu todos envolta dela. Ela estava deitada em uma cama de hospital, Alan segurava em sua mão, Emily estava ao seu lado chorando, Sophie tentando consolar os filhos e Patrick ao lado dela com uma cara de tristeza, James estava longe de todo aquele grupo, sentado em sofá do outro lado da sala. "Nem em uma situação séria, nem se preocupa" pensou Claire, ela se aproximou da cama de Anne.
– Ela vai ficar bem? – Claire perguntou.
– Vai, mas parece que ela vai demorar a acordar.
– E a missão de hoje? – Claire olhou para Sophie. – O que vai acontecer?
– Vamos ter que ir, só que Alan não poderá ir com a gente, vai ficar cuidando dela.
Claire soltou um ruído de desgosto, estava realmente mau com tudo aquilo. O ataque de Anne era sua culpa, ela deixou o local indo para o seu quarto. Quando fechou a porta James estava atrás dela.
– O que está fazendo aqui? – Ela olhava nos olhos azuis de James, e ele mantinha aquele olhar malicioso de sempre.
– Não foi culpa sua. – Ele apenas disse isso.
– Como assim? Você quer dizer que estão atrás de mim, tentando me matar, minha mãe está presa e você ainda quer dizer que nada é culpa minha? É claro que isso é culpa minha!
– Não diz isso! – Ele gritou. – Vamos dar um jeito, Anne vai ficar bem e sua mãe será resgatada hoje.
– Será que iremos conseguir? E se tiver alguém lá e tivermos que lutar? Alan não estará lá, vai ser menos um. — Claire disse entrando no quarto sentando em sua cama, James a acompanhou sentando ao seu lado.
– Vamos conseguir, e... Alan não vai fazer tanta alta assim.
– Como pode falar assim dele James? — Ela mantinha um olhar de raiva para ele.
– Alan foi o primeiro filho de Sophie ele... Nunca desenvolveu talento nenhum, ele é um Nephilin, mas não sabe lutar como Emily ou eu, ele se esforçou para aprender a lutar com os discos elétricos, ele faz um bom trabalho, mas não como eu ou Emily ou qualquer um dos outros. Ele faz o melhor que pode. — Ele voltou a encarar Claire. — Ele é descendente de Nephilin mas é mortal, isso o faz ser mais fraco, mas ele decidiu lutar, isso foi escolha dele.
– Como assim? Ele é mortal?
– Nephilins são imortais, eu sou descendente de anjo. Já pode imaginar não é? Alguns nascem com dom próprio por causa do anjo, alguns conseguem ler mentes, prever o futuro, outros tem a habilidade maior para luta a maioria é imortal. Mas há casos raros que descendentes de Nephilins não herdam o poder do anjo.
A campainha do instituto soou por todo o corredor, alguém estava na porta.
– Eu vou lá. — James disse se levantando. — Normalmente eu que atendo a porta nesse lugar.
– Como quando cheguei aqui não é?
– Isso mesmo, nunca pensei que você poderia encontrar esse lugar.
Ele estava quase na porta do quarto de Claire.
– Espera, eu vou contigo. — Ela se levantou da cama indo ao encontro dele.
– Você não precisa ir. — Ele disse.
– Não, deixa... É melhor.
Eles caminharam em silêncio pelos corredores até chegar à porta. Ele colocou a mão na maçaneta, e a girou revelando a figura do outro lado. Ela viu os cabelos loiros e olhos castanhos do homem que estava logo ali. Era Will.
– O que você esta fazendo aqui? – Claire ficou surpresa com ele parado ali na frente.
– Achei que seria melhor se eu viesse aqui.
– Entra então. – Claire disse.
– Ele não pode. – James olhou para Claire.
– O que? Por que ele não pode entrar no instituto? – Claire disse.
– Engraçado Will, não contou para a Claire que você é um vampiro? – James concluiu rapidamente.
– Will... Você...? – Claire não conseguia dizer, nunca poderia imaginar que ele era um vampiro, pensava que era um homem normal.
– Sim. Eu sou um vampiro, fui transformado a muito tempo. – Ele disse rapidamente.
– Então como entrou da ultima vez aqui? – Claire perguntou, se lembrando de quando Will foi visitá-la no instituto.
– Eu entrei pela porta da sala, a sala é o único cômodo que não é protegido por símbolos e outras coisas contra vampiros e lobisomens. – Ele disse. – Claire... Eu só gostaria que soubesse que não lhe tratei do jeito que deveria tratar sua mãe... Elizabeth, sempre foi importante para mim, e ela confiou em mim para te ajudar caso acontecesse alguma coisa. Eu posso ter medo, mas se precisar de qualquer coisa estarei aqui.
Aquelas palavras foram um golpe para Claire. Will, vampiro, o que mais agora?
– Tudo bem. – Ela disse tentando ser rápido. – Só isso?
– Quando precisar... Ligue para esse numero. – Ele disse entregando um papel com numero de celular para Claire. Depois desceu as escadas e saiu andando pela rua.
Já estava na hora de se prepararem para ir até Manhattan.
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