Believing
16 Fallen Angel.
Notas iniciais
Espero que gostem.
Já tinha se passado uma semana desde que Claire e Trevor tinham saído, e alguém teria cortado o seu cabelo. Trevor agora sabia sobre os nephilins, Claire nunca iria se perdoar por isso. James não falava mais do que o necessário com ela, Trevor e ela estavam bem, apesar de não se sentir apaixonada nem nada disso. Sophie vigiava e tentava tomar as medidas necessárias para proteger o instituto. Nenhum ser estranho nem nada do tipo procurou por Claire. Seus pesadelos ainda eram constantes, ainda pensava e tentava armar um jeito salvar sua mãe.
– Vou sair. – Claire avisou, Emily e Anne estavam sentadas no sofá da sala.
– Como? – Emily começou a dizer. – Você não pode deixar o instituto. É muito perigoso.
– Eu sei me cuidar. – Claire disse na defensiva. – Preciso sair.
– Primeiro venha comigo, você vai precisar se defender caso alguma coisa acontecer.
Emily a levou até a sala de armas havia milhares de lâminas, punhais, espadas, coisas pontiagudas e longas. Claire nunca saberia mexer com alguma coisa daquelas.
– Pegue. – Emily estendeu uma lança para Claire, um calafrio percorreu sua pele quando segurou a lamina pela primeira vez. Nunca tinha pensado em usar uma daquelas antes.
– Eu não sei usar uma coisa como essa. – Claire disse.
– Poderia pedir para James treiná-la.
– Não! – Claire disse. – Não quero que... Acho melhor não.
– Claire o que está acontecendo? – Emily parecia estar realmente preocupada.
– Não quero ficar perto dele, e ele também não está querendo ficar perto de mim.
– James é assim mesmo, é o jeito dele. Ele é muito fechado por causa dos pais.
– E você Emily? Gostaria de saber mais sobre você. – Claire disse.
– Eu sou normal. Às vezes não gosto muito disso, sempre quis fazer coisas perigosas, mas nunca fiz nada de ruim, nunca fiz nada que pudesse ser perigoso. Além de ir atrás de alguns vampiros e feiticeiros, mas James sempre fazia tudo. Ele sempre preferiu lutar.
– Gosto do jeito que você é. – Claire sorriu para a garota que sorriu de volta.
– Sempre quis ser como Anne, decidida, extrovertida, ela adora usar roupas justas, se maquiar, dançar e não ligar para o que as pessoas poderiam pensar. Nunca fui assim. Sempre fui tímida.
– Essa é a hora de mudar então. – Claire a abraçou. – Agora acho melhor falar o que devo fazer com essa lança, ou vou sair assim mesmo.
– Existem maneiras diferentes de se usar uma lança. Primeiro, segure ela com força e no cabo. Mas antes pegue isso, e coloque. – Ela estendeu um par de luvas de couro.
– Pra que isso? – Claire pegou as luvas que couberam perfeitamente em suas mãos.
– Alguns de nós possuímos habilidades diferentes dos outros. – Emily disse. – Não sabemos a sua habilidade, eu uso adagas e essas luvas, cada uma é especializada para uma prática. Matar demônios, vampiros, lobisomens. Cada uma tem sua função, e tem requer um poder. James usa punhais. Alan usa discos elétricos. Entende? Cada um de nós é bom com alguma dessas armas. Acho que primeiramente você poderia começar usando essa lança. Ela é o mais fácil de todos.
– E quando vou descobrir minha habilidade?
– Isso é com o passar, do tempo.
Claire guardou a lamina e as luvas na bolsa e se despediu de Emily. Estava pronta para sair. Sentiu alguém puxar seu pulso, estava certa que era James, mas não era. Alan estava diante dela.
– Não tive a chance de te conhecer ainda. – Ele disse, Claire viu que ele tinha um sorriso galanteador. Milhares de garotas poderiam cair naquele sorriso, mas ela não. – Sou Alan, irmão mais velho de Emily.
– Olá, sou Claire. – Ela se virou, encarou Alan e sorriu. – Desculpe, mas tenho que dar uma saída agora.
– Tudo bem, teremos chance de nos conhecermos com o passar do tempo. – Ele virou e Claire continuou com seu destino.
Ela decidiu sair andar pelas ruas de Nova York, o passei não foi tão devagar, mas ela sentia que estava indo longe demais. Ainda tinha medo desde a ultima vez que encontrou um demônio do lado norte. Dessa vez resolveu ir andando pelas ruas mais movimentadas.
Ela resolveu entrar em uma lanchonete e comer algo. De qualquer jeito não queria ficar no instituto, não no mesmo lugar que James. Então se acomodou em algumas cadeiras, pediu um sanduiche comum e bebeu um suco. Ela não tinha costume de beber refrigerante, achava até sua personalidade diferente, aquele tipo de garota que não liga muito para aparências, gosta de viver impulsivamente, viver o perigo e simplesmente não gostava de conversar sobre moda, roupas, sapatos... Nem sobre garotos. Era entediante para ela.
Depois de um tempo ela se levantou e foi até o banheiro. O lugar estava vazio, checou as cabines e não havia ninguém. Então se olhou no espelho, viu os cabelos negros e lisos caídos sobre seus ombros, chegando quase aos quadris. Os olhos dela eram azuis como os da mãe, então em um momento ela percebe a total semelhança que tem com a mãe. Mesmo não sabendo de onde surgiram os outros traços, concluiu que era de seu pai. Apesar de John estar morto, sentia falta de ter um pai por perto. Ela não conseguiu aguentar por muito tempo, e desabou ali mesmo, as lágrimas lutavam para sair de seus olhos. Claire tentava ser forte, mas milhões de pensamentos sobre sua mãe chegaram até sua mente. Era inevitável imaginar Elizabeth em algum lugar, presa, sendo torturada. Ou estando morta.
Claire secou suas lágrimas, ela odiava chorar e só se permitia chorar ali mesmo, sozinha, sem ninguém, sem publico. Saiu do banheiro e se dirigiu para a mesa novamente. Mas havia alguém parado lá, uma silhueta de um homem alto, esguio estava em frente à mesa em que ela estava sentada. O homem deixou um pequeno papel na mesa, e saiu andando normalmente.
Claire saiu rapidamente do banheiro chegando até a sua mesa, havia um papel em sua mesa. Mas era ilegível, em alguma língua antiga que não conseguia entender. Ela pegou dinheiro suficiente para pagar por tudo, e deixou em cima da mesa. E estava disposta a seguir aquele homem.
Ela andou pelas ruas movimentadas, era quase impossível segui-lo. A cada passo que dava o cenário ia mudando devagar, as pessoas andando pela rua já não eram tantas, e o lugar ia ficando cada vez mais vazio. Ela apressava o passo, e chegou até uma rua que dava para um cemitério. Não era algo normal, havia milhares de estatuas de anjo perto das lápides. Não era algo comum. O homem parou em sua frente, e levantou a camisa. Ele estava de costas, e Claire percebeu o V de cabeça para baixo em suas costas. Um anjo caído, já tinha visto isso antes em livros. Ele começou a falar, e uma voz forte como um rugido chegou aos ouvidos de Claire.
– Underwood. – Ele disse. – Lhe aguardamos, sua mãe está com a gente. Não imagina o perigo disso? Não vai escapar por muito tempo.
– O que você quer? – Claire gritou.
– Não consegue entender? – Uma voz mais alta ainda ecoou no local. – Precisamos que você se entregue, ou iremos te levar a força, acho que não vai gostar muito disso. – Tome, ele estendeu a mão para Claire, e lhe deu um vidro. Parecia algo frágil. – Quando estiver certa de sua decisão, quebre. Voltarei para te buscar. – Ele soltou um riso. – Você tem dez dias para pensar, a vida de a sua mãe está em risco. Se depois da meia noite do décimo dia você se recusar a vir comigo, irei matá-la. E virei atrás de você.
Ele estava pronto para partir.
– Espere. – Claire disse. – Quem é você?
Ele sorriu, talvez com o mesmo sorriso quando foi expulso do céu.
– Azazyel. Iremos nos encontrar em breve.
Notas finais
Obrigada por lerem (:
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