Believe in your Dreams
20 Capitulo 20 - Ciumes
Notas iniciais

20.
Ciumes
A história de Isabella não saiu de minha mente. Acredito que devido a isso eu não consegui dormir muito bem, pois acabei sonhando logo com ela, e o sonho não fora nada bom, poderia chamá-lo até mesmo de pesadelo.
No sonho a vejo fugindo de Alec no meio de uma floresta, ela me chamava, me pedia por socorro, parecia realmente desesperada. O que me fez acordar assustado, com a respiração ofegante e com a testa pingando de tanto suor.
— Foi só um sonho Edward... – falei para mim mesmo, porém o meu coração ainda batia forte, e eu sabia que depois dessa não iria conseguir dormir novamente.
Olhei a hora no celular e vi que ainda era de madrugada, ao perceber que não iria conseguir dormir, acabei decidindo tomar um banho gelado, para ver se melhorava mais a minha expressão de cansaço. Depois escovei os dentes e me olhei no espelho, lembrei novamente do sonho e pensei em ligar para Isabella, mas eu sabia que não faria muito sentido, em breve eu a veria na empresa.
Ao amanhecer, eu me vesti, antes de sair do quarto, eu pensei novamente naquele sonho estranho e em como a história de Isabella havia me impressionado. Assim que terminei de me arrumar, pensei em passar no apartamento dela para lhe oferecer carona, porém, assim que desci a sala de jantar, tive uma surpresa ao ver Riley sentado a mesa com minha madrasta, tomando café da manhã.
— Ola filho, que surpresa, te ver acordado tão cedo, você sempre teve problemas para acordar... – Esme comentou.
— Ele deve ter caido da cama! – Riley comentou num tom brincalhão.
Me aproximei de Riley e o olhei com um olhar desconfiado.
— Eu ou seria você? Sei que costuma acordar depois do meio dia... – perguntei, sentando ao lado dele na mesa.
— Ah esse é o velho Riley, o novo Riley é um homem cheio de responsabilidades... – ele falou num tom meio esquisito, fiquei o encarando sem entender. Não estava entendendo onde Riley queria chegar com aquele comentário.
— O que isso de homem cheio de responsabilidades quer dizer? – perguntei, ele abriu a boca para responder, mas Esme o interrompeu.
— Riley vai trabalhar... – ela disse, enquanto bebia um copo de suco de laranja.
— É e vamos ser colegas de trabalho, isso não é legal Edward?... – ele disse, sorrindo para mim de uma forma estranha.
— Você? Querendo trabalhar? – perguntei, estranhando a atitude dele.
— Isso mesmo, cansei da vida de desocupado que levava, resolvi tomar jeito e trabalhar, pedi trabalho para Esme e acabo de ser contratado, sou o mais novo funcionário da Casa Esme... – ele falou, depois pegou um bolinho da mesa e começou a comer.
E porque justo na casa Esme? Logo, não precisei pensar muito para entender qual é a de Riley.
— Mãe, o que ele vai fazer lá? – perguntei, ainda digerindo a nova noticia.
— Ainda não sei, irei fazer um período de experiencia com Riley para ver em qual setor ele se encaixa melhor. – disse minha mãe, com desdem.
— Riley, quer ir comigo para casa de modas? – perguntei logo em seguida.
Riley me olhou, confuso.
— Eu estou com meu carro e... – ele começou.
— Eu insisto! – eu logo o interrompi. – Vamos tomar rapidamente café, e vamos juntos a empresa... – vi que ele ficou confuso, mas não negou.
Sinceramente eu queria dar carona para Isabella, mas tive que mudar de ideia, afinal, eu não tinha achado nada bom essa de Riley trabalhar na casa de modas, com certeza essa ideia surgiu por causa de Isabella, era algum plano idiota dele para continuar infernizando-a, e isso estava me incomodando completo.
Suspiro frustrado por ver as coisas voltando a dar errado, lembrei novamente da história que ela me contou e de como ela já tinha sofrido, ser modelo era um sonho dela se tornando realidade, eu não queria que Riley estragasse tudo, na verdade eu iria impedir que isso acontecesse.
— Por que você mudou o trajeto? – Riley perguntou, enquanto já dirigia em direção a casa de modas, mas decidi passar em um lugar antes de ir para casa de modas e então mudei de trajeto, afinal, ainda estava cedo.
— Vamos tomar um café antes... – respondi.
— Não acabamos de comer? – ele perguntou, sem entender.
— É, mas eu quero ter uma conversa com você... – disse.
— Ah, já saquei... – ele falou, mas fiquei em silencio, estacionei o carro em frente a uma cafeteria não tão longe a casa de modas, fui descendo na frente e Riley foi descendo logo atrás, assim que entramos na cafeteria e escolhemos a mesa, a garçonete já se aproximou para pegar nossos pedidos, optei por um expresso já Riley um cappuccino.
— Está bem, fala logo o que tem que falar! – Riley disse já impaciente.
— A gente já conversou sobre a Isabella, não já conversou? – fui direto ao assunto.
— Ah claro, você acha que a minha decisão de trabalhar na casa de modas tem haver com a Isabella... – ele disse.
— Ah e não tem? – perguntei num tom irônico, e então arqueei as sobrancelhas. Riley suspirou, mas não dei tempo para que ele respondesse. – Riley, você vai prejudicá-la, essa garota precisa do trabalho, ela não é você que é podre de rico e pode viver sem trabalhar, para ela comer ela tem que ter dinheiro, então não seja um estupido e egoísta a ponto de fazê-la perder essa oportunidade, só porque você é um caprichoso e não aceita a ideia de que essa garota não te deu bola, porque simplesmente ela não se importa que você seja riquinho, e que tenha status, ela é diferente Riley, ela só quer viver a vida dela, trabalhar e crescer na carreira sem precisar ser bancada por um cara, será que é difícil você entender isso?
— O que é isso hein? Virou o defensor dos pobres e oprimidos? Ou você também tá afim dela e quer me tirar do caminho? – ele perguntou, na hora bufei e passei a mão no cabelo, com Riley era necessário paciência.
— Riley, primeiro você nem tem chance com ela para começo de conversa, então eu nem teria que me preocupar com você, segundo, não, não é isso, eu tenho sentimentos e eu sinto pena dela por você não ter limite algum e não entender que ela não quer nada com você, cara, eu sei que ela é bonita, mas tem tantas outras mulheres ai tão bonitas quanto ela, e que são mais fáceis, você só precisaria estralar os dedos para elas estarem na sua cama...
— É e o problema é esse! – ele me interrompeu. – Você não entendeu? Esse é o problema, Isabella é diferente, ela não me quis como as outras, ela é um desafio, isso a torna extremamente interessante e... – Riley se calou, quando parou o olhar num lugar especifico, fui olhar para onde Riley tanto olhava, e entreabri os lábios ao ver logo ela, a mulher de quem estávamos falando, Isabella.
Ela estava acompanhada de um outro homem, conversavam bem íntimos, notei que ela o olhava com carinho, sempre sorrindo, e ele parecia deslumbrado com ela, senti uma coisa estranha ao ve-los juntos, não sei definir o que, os vi escolhendo uma mesa, e um sentando em frente ao outro.
— É isso... – falei, com a voz tremula, olhei para Riley, vi que ele ainda os encarava, com o rosto todo vermelho. – Se ela não te dar bola, é porque ela tem namorado... – acrescentei.
Embora eu me incomodasse ao pensar na possibilidade, fazer Riley acreditar que Isabella tá de romance com outro, poderia fazê-lo desistir, pelo menos era o que eu desejava.
— Esse marica ai tem cara de um zé ruela, sem um centavo no bolso, como ela pode preferir esse zé ninguém do que eu? Sou bem mais bonito, posso dar tudo que ela quer... – Riley dizia, totalmente irritado, até mesmo se levantou da mesa e fechou as mãos, me levantei logo em seguida preocupado com o que ele poderia tentar fazer.
— Sente-se e pare de ser idiota, você não vai incomodá-los, ela tem direito de ficar com quem ela quiser, se você arrumar briga você vai acabar é parando atrás das grades! – eu disse irritado. Riley bufou, pegou seu cappuccino, e deu longos goles nele, depois simplesmente falou:
— A conversa acabou Edward, paga a conta que eu te espero no carro! – ele disse, e depois deu de costas e saiu da cafeteria. Eu suspirei, passei a mão no cabelo e então voltei a olhar para Isabella, que estava numa mesa um pouco distante, mas agora não conversava mais com o seu acompanhante, percebi que tantos os olhos dela, como do homem que a acompanhava, estavam parados diretamente em mim.
Respirei fundo, coloquei as notas de dinheiro em cima da mesa, com certeza a mais do que Riley e eu gastamos, e em seguida sai dali, não tendo coragem nem mesmo de olhar para trás.
***
Riley durante todo o caminho até a casa de modas demonstrou estar irritado, eu também confesso que fiquei pensando quem poderia ser aquele homem, mas claro, eu não estava tão descontrolado como Riley. A obsessão dele por Isabella já estava realmente me preocupando, as vezes nem mesmo o reconhecia, ele nunca demonstrou tanto interesse por uma mulher como estava sendo com Isabella, eu sabia que não era amor. Quem ama com certeza não age como Riley agia com ela, ele era apenas um caprichoso, não se conformava por uma mulher ter lhe dado fora, era simplesmente aquele sentimento que só existe até conseguir o que quer, se Isabella desse uma chance para ele, com certeza em uma semana ele se desencantaria e simplesmente partiria para outra.
Mas como eu sabia que ela não iria dar nenhuma chance a ele, essa obsessão iria continuar até não sei quando.
Ao chegarmos a empresa, Riley desceu do carro, entrou na casa de modas em passos pesados e ao mesmo tempo apressados, suspirei e simplesmente tranquei o carro e entrei na empresa, sem me preocupar para onde ele teria ido e o que ele iria fazer.
Fui para minha sala, mexi em algumas papeladas, depois de quase meia hora olhei a hora no relógio de pulso, pelo horário provavelmente Isabella já estaria na casa de modas, Esme também já deveria estar em sua sala.
Peguei alguns papeis na minha mesa que Esme teria que assinar, e sai da minha sala e procurei Esme na sala dela, mas não a encontrei e então fui até o salão de desfile da empresa, lá, bingo, estava ela e não apenas sozinha, mas com Isabella, Esme estava a ensinando a desfilar, fiquei algum tempo parado, distante, para que elas não me visse e apenas a observei, tão linda, obedecendo cada palavra de Esme.
— Levanta a cabeça – minha madrasta instruia. – Um pouco mais, não, não tanto, o queixo elevado, mais sem rigidez, o olhar mais distante, displicente nada ao seu redor deve importar, uma modelo tem que parecer misteriosa, distante, intocável! – ela explicava e Isabella fazia tudo que ela pedia, notei que ela estava indo muito bem, parecia ter realmente nascido para isso. – Isso, muito bom... – Esme a elogiou, enquanto Isabella andava pela passarela, até se aproximar dela, virou para um lado e para o outro, depois voltou para trás e desceu as escadas para chegar até Esme. – Está ótimo... Mas não vai se acomodar, está ouvindo? Você tem muito o que aprender... – ela disse, assim que Isabella parou ao seu lado.
— Eu sei! – Isabella concordou. – E eu só tenho que agradecer por tudo que a senhora está fazendo por mim...
— Se estou fazendo é porque vejo que você tem potencial, mas muitas também tiveram, mas não chegaram longe por não serem inteligentes, você me parece ser uma mulher inteligente, e espero que eu esteja certa, seria uma decepção se você se perdesse no meio do caminho por não ter disciplina! – ela falou para Isabella. Respirei fundo, e então fui obrigado a interromper, aproximando-me delas com os papeis.
— Com licença, Esme, você precisa assinar esses papeis... – eu disse, entregando os papeis e a caneta para ela. Meus olhos já foram parando em Isabella e vi que ela olhava para mim, era um olhar estranho, desconfiado e ao mesmo tempo envergonhado.
— Querida, eu acho que em breve você poderá desfilar... – Esme falou, devolvendo os papeis para mim, meus olhos ainda permaneciam nela.
— Tem certeza? – ela perguntou, olhando para Esme, parecia insegura.
— Não me diga que está com medo? – Esme perguntou.
— Um pouco... – ela disse.
— Você nunca pode demonstrar insegurança, ouviu? – ela falou, e então Isabella concordou com a cabeça. Suspirei irritado, não concordando com a forma que Esme falava, mas acabei sendo obrigado a ficar quieto, afinal, Esme odiava ser contrariada. Então, eu apenas pedi licença e já ia voltando, quando, no corredor, ouvi a voz de Isabella me chamar. Olhei para trás, e então a avistei, se aproximando de mim as pressas.
— Você não está treinando com Esme? – falei.
— Sim, mas menti dizendo que ia ao banheiro, é que, eu preciso falar com você... – ela falou, parecia sem graça. – Eu vi você e Riley na cafeteria, e quero agradecer, pois sei que você segurou o Riley para não fazer escândalo, então muito obrigada...
Na hora senti meu rosto me esquentar, não sabia o por que, logo as palavras saíram de minha boca, sem eu conseguir controlá-las.
— Não foi nada, mas, bom, desculpe se eu parecer intrometido, mas fiquei curioso, aquele homem que estava com você na cafeteria é seu namorado? – perguntei, ela no mesmo momento sorriu.
— Não, é um amigo de infância, foi uma coincidência eu encontrá-lo, pois você sabe que fugi do meu passado... – ela disse, suspirando. — Ele conseguiu um trabalho próximo da rua onde nos encontramos, foi tudo muito por acaso, e então aproveitei para conversar com ele, para saber como estão as coisas por lá! – ela acrescentou. – É idiota, não é? Eu querer saber sobre o homem que praticamente me vendeu para um desconhecido!
Na hora eu me senti um idiota, por ter enxergado malicia em vê-los juntos, mas fora uma coisa que confesso que não consegui me controlar.
— Você sente falta dele? – perguntei.
— Do homem que me criou? – ela perguntou e eu concordei com a cabeça. — Difícil, ele só sabia me fazer de empregada e criticar tudo o que eu fazia... – ela deu de ombros. – Mas eu queria saber se ele está bem, afinal, ele sempre viveu uma vida decadente...
— E ele está? – perguntei.
— Bom, segundo Mike, ele ainda bebe, mas por incrível que pareça, menos... Conseguiu outro bico para fazer, espero que esse ele segure! – ela respondeu. – Bom, é então, eu vou voltar para lá, antes que Esme me procure e veja que eu menti para ela!
— É claro, é, se puder a gente almoça juntos, e nós conversarmos melhor... – falei, lembrando que ainda terei que falar sobre Riley com ela. Vi que o sorriso dela se alargou, ao mesmo tempo em que ela colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha.
— É, pode ser! – ela disse, antes de virar as costas e voltar para a sala.
Com um sorriso no rosto, voltei para minha sala, não sabia porque ainda, mas me sentia melhor, por saber que aquele homem não era namorado de Isabella.
***
Entrei em minha sala me sentindo um pouco melhor, mas o alivio não durou muito, pois logo Riley entrou lá dentro, irritado, como eu já imaginava.
— Você falou com a garçonete? – Riley já fora perguntando, logo revirei os olhos, enquanto voltava para minha mesa.
— Ela não é mais garçonete... – já fui dizendo.
— Tanto faz... – ele falou, bufei, e me sentei a mesa, olhei para Riley com um olhar sério.
— É esse o seu trabalho? Ficar perseguindo Isabella na casa de modas? – perguntei.
— Eu nem a persegui, acho que ela ainda nem me viu aqui... – ele falou.
— E que função Esme te deu? – perguntei.
— Ainda nenhuma, não a vi pela casa de modas... – ele falou.
— Isso porque ela está ocupada treinando a Isabella, então, não vá atrás dela, se você não quiser que Esme perceba que você ainda está obcecado pela modelo dela, e com certeza ela te botará no olho na rua, na verdade nem sei como ela não percebeu suas reais intenções em querer trabalhar para ela... – eu disse.
— Eu falei que não queria trabalhar com minha família, para não acharem que eu consigo tudo muito fácil... – ele falou.
— Então, já que você está aqui para trabalhar, vamos trabalhar, organize essa papelada aqui em cima, vê o que Esme já assinou, o que falta assinar... – falei.
— Ahm... Eu nunca fiz isso! – ele disse.
— Tem sempre a primeira vez... – falei, sorrindo para ele.
Riley, mesmo sem gostar muito fora me obedecendo, fiquei a mesa alguns minutos, de braços cruzados, o observando. Pela cara dele, enquanto fazia o que eu mandava, eu não acreditava que ele aguentaria o trabalho por muito tempo.
***
Riley ficou por um tempo em minha sala revisando tais papeis, até que então Esme entrou na minha sala o procurando, e o levou para ver uma função para ele dentro da empresa, olhei a hora no relógio, vi que estava perto da hora do almoço, logo fui atrás de Bella para convidá-la para almoçar comigo, logo a encontrei próximo a passarela, onde estava sendo treinada por Esme, em sua volta havia outras modelos, que já vi proxima a ela antes, inclusive entre elas estava Rosalie.
— Esta tudo bem por aqui? – logo perguntei, ao notar que pelo rosto de Isabella, ela não parecia muito feliz.
— Esta sim Edward, estávamos apenas conversando com a nova modelo da casa Esme, estávamos comentando como ela é sortuda, já que para uma aprendiz um contrato como esse que ela acabou de assinar é uma coisa muito rara de se acontecer, claro a não ser que ela tenha usado outros métodos para conseguir algo do tipo. – disse Ashley, uma modelo negra, alta, de cabelos volumosos e crespos.
— O que está insinuando com isso? — perguntei olhando para Isabella que estava visivelmente irritada com a situação.
— Nada Edward, estamos apenas querendo dizer que se Isabella conseguiu um contrato dessa proporção com certeza foi porque a direção achou atributos nela que não encontrou em nenhuma de nós, provavelmente o trabalho extra que ela realizou agradou. – ela insistiu.
— O que vocês estão querendo dizer? Que a casa Esme compactua com esse tipo de coisas? – perguntei, já irritado.
— Não... – ela iniciou.
— Se Esme ouvir você falando isso com certeza ela irá te demitir Ashley, tome muito cuidado com que você fala, pois esse lugar repudia esse tipo de coisas, nunca foi pedido que modelos realize esses tipos de trabalhos extras, se Isabella Swan está aqui, é porque Esme acha que ela tem que estar, Esme gostou dela e ponto final, eu sei que mexe um pouco com ego de vocês, mas é melhor controlar a língua, uma porque o que vocês falam ofendem Isabella, e segundo porque vocês estão manchando a integridade do local em que vocês trabalham... – eu adverti, Ashley suspirou e olhou para o baixo.
— Desculpa! – ela pediu.
— Certo, só não quero mais ouvir vocês insinuando algo desse tipo novamente... – falei, agora olhando para Rosalie, que me encarava, com um olhar raivoso enquanto discordava com a cabeça.
Com certeza, ela parecia ainda irritada por não ter sido a escolhida e sim uma modelo que acabara de entrar na casa de modas, mas naquele momento eu não podia falar nada. Afinal, eu nem saberia o que dizer.
— É vem Isabella, Esme está lhe chamando! – falei, e puxei ela pelo braço, afastando-a das demais modelos.
— O que será que ela quer? – ela perguntou, assim que chegamos no corredor.
— Na verdade fora uma desculpa para tirá-la dali, o que quero mesmo é te chamar para almoçar, vamos? – perguntei, olhando para ela e ela sorriu para mim.
— Sim, é claro! – ela concordou.
***
Fomos para o restaurante da qual já havíamos ido anteriormente, acredito que sentamos na mesma mesa do que a outra vez, depois de fazermos o pedido, comecei a reparar em Isabella, vi que ela parecia um pouco nervosa.
— Sabe, eu não queria arrumar inimigas... Mas elas me odiaram desde o primeiro dia! – ela falou.
— É normal, como disse, tem muita competição no mundo da moda, muitas não tiveram a oportunidade de serem estrela de uma coleção, se você não sabe, as suas fotos tiradas, estampará outdoors, capas de revistas, colunas de modas, programas de TV e o principal o desfile para a apresentação da coleção que será feito em Paris, você ira disputar o titulo de melhor modelo do evento e a casa Esme disputará o titulo de melhor roupa, que obviamente o modelo principal sera usado por você. – expliquei.
— Não acha que é muita coisa para uma modelo iniciante? Eu não sei se conseguirei algo tão grande, ainda mais não tendo experiencia... –ela disse, parecia insegura.
— Se Esme acredita, por que você não pode acreditar? – perguntei.
— Não sei, eu acho que sou exigente demais comigo mesma... – ela disse, dando de ombros.
— Fora difícil de encontrar uma modelo que Esme acreditasse que combina com a linha de roupas dela, quando Esme coloca algo na cabeça, ninguém tira, então, pode ter certeza que ela fará de tudo para que você esteja preparada o suficiente para o grande dia... – falei.
— Espero mesmo! — ela falou, mas pelo tom de voz parecia ainda nervosa. – E me diga uma coisa, por que eu vi o seu amigo idiota andando pela casa de modas? Não me diga que ele venho aqui me procurar... – ela perguntou, na hora eu percebi que ela estava falando de Riley.
— É... Bom... – gaguejei, olhando para baixo. – Ele está trabalhando aqui agora...
— O que? – ela falou, voltei a olhar para ela, vi ela discordar com a cabeça, totalmente indignada com isso. – Não, isso não é possível, por que?
— Bom, ele simplesmente quis, pediu e Esme aceitou, a família de Riley, é amiga da nossa família, então, minha mãe nunca negaria um pedido desses... – respondi.
Bella passou a mão no cabelo num gesto nervoso.
— Ele vai me infernizar, com certeza vai ficar no meu pé até dizer chega, isso se ele não fizer eu ser demitida! – ela falou, realmente preocupada. Suspirei e meio comovido com sua preocupação, coloquei minha mão por cima da dela, vi que ela no mesmo momento olhou para minha mão e depois olhou para mim, mas não a tirou debaixo da minha.
— Isso não vai acontecer, não se preocupe, eu farei o possível para mantê-lo longe de você! – eu prometi, ela então me encarou com os lábios entreabertos, parecia surpresa com minha atitude.
Ela ficou calada por alguns segundos, apenas me analisando, o que me deixou um pouco envergonhado.
— Por que? Por que você é tão bom comigo? – ela perguntou, com uma voz um pouco baixa e ao mesmo tempo fraca.
Eu abri e fechei a boca varias vezes sem conseguir respondê-la, na verdade nem eu mesmo sabia da resposta.
— Bom... Bom... – eu gaguejei. – Na verdade, eu, é, eu fiquei comovido com sua história, e você já sofreu muito... – comecei a falar, finalmente chegando a uma conclusão. – Eu não acho justo você perder o emprego, por causa do capricho de Riley, então, o que eu puder te ajudar, eu ajudarei...
Ela então sorriu para mim, um sorriso da qual fora impossível não admirar.
— Obrigada... – ela me agradeceu, então eu sorri para ela também.
***
Depois de almoçarmos, Isabella e eu voltamos para casa de modas, me despedi dela e decidi ir para minha sala para voltar para o trabalho, no meio do caminho, próximo a sala de Esme, vi algumas modelos no corredor em volta de minha madrasta, inclusive Ashley que eu já tinha dado uma bronca, e até mesmo Rosalie, mas ela estava um pouco mais atrás, aproveitei, para me aproximar e puxá-la, afastando-a um pouco da Esme e das outras modelos.
— O que elas estão fazendo? – fui perguntando.
— Foram reclamar da nova modelo, é claro! – ela disse.
— E por que você está participando de tudo isso Rosalie? – perguntei.
— A resposta não é obvio? Como você acha que me sinto Edward? Eu trabalho aqui há muito tempo, acha que não estou me sentindo desvalorizada, por sua mãe ter escolhido uma novata para algo tão grande e importante, do que eu? Que trabalho duro aqui há anos a espera de uma grande oportunidade dessas... – Rosalie falou num tom raivoso, então eu suspirei, eu entendia Rosalie, ela realmente era uma ótima modelo e acreditava que essa oportunidade seria dada a ela.
— Eu sei, mas você já fez grandes trabalhos como modelo, antes dela contratar Isabella eu até tentei convencê-la a escolher você... – comecei.
— Mas ela não escolheu! – ela disse, num tom de pura irritação.
— É... Mas não foi por tentativas!
— Por que? Ela acha a Isabella Swan mais bonita do que todas nós, é isso? – ela perguntou.
— Não... – respondi rapidamente. Olhando novamente para Esme, que ainda falava com as modelos. – É que, são belezas diferentes... – falei, voltando a olhar para Rosalie. – Cada modelo combina com uma linha de roupas, e ela achou que Isabella tem perfil para essa coleção, mas terão outras, que talvez combinará mais com você do que com Isabella... – falei. – Tenha mais paciência Rose, chegará sua vez, você é linda e tem talento, é uma ótimo modelo, não se sinta desvalorizada, Esme sempre procura espaço para todas as modelos, se vocês brigarem por cada decisão dela, vocês poderão saírem prejudicadas, entendeu? – falei, e antes que Rosalie pudesse me responder, eu ouvi um grito de Esme que já havia perdido a paciência com as modelos.
— Já chega! Eu tenho mais o que fazer do que ficar tendo que dar explicações das decisões que eu tomo dentro da minha casa de moda!
— Mas Esme... – falou uma das modelos.
— Eu já disse, sem mais! – ela logo cortou, se afastou das modelos e fora então que ela me viu. — Edward meu filho que bom que chegou, preciso ver com você algumas pendencias para o desfile em Paris, venha comigo sim! – ela falou.
— Eu não te disse... – falei para Rosalie, antes de acompanhar Esme e deixá-la para trás, junto com as outras modelos.
— Edward você já tem o levantamento e os custos do desfile? -perguntou minha mãe enquanto já estávamos em sua sala.
— Não, eu preciso das informações de quantas modelos serão apresentadas nesse evento, para saber o valor exato a ser pago aos organizadores, já fiz um pequeno levantamento mais nada confirmado ainda...
— Está dentro do previsto? – ela perguntou, se sentando em sua mesa.
— Passou um pouquinho, sabe como o Terris é, ele sempre quer colocar modelos extras... – explico dando risada.
— Tudo bem, assim que você tiver essas informações, feche o total dos custos e efetue mais rápido possível o pagamento, eu vou fazer a seleção das modelos e você fica responsável pela indicação das garotas.
— Com licença dona Esme! – disse Gemma, a figurinista da casa, batendo na porta e em seguida entrando, fazendo nós pararmos de falar. – Uma das modelos que iria desfilar nesse evento fechado para apenas alguns clientes da casa Esme não chegou ate agora, parece que a tia está doente e ela não poderá vim para desfilar, pois está cuidado da tia!
— Só me faltava essa! – Esme reclamou, bufando. — Gemma mande o Terris vir a minha sala imediatamente! – ela pediu.
— Sim senhora – disse saindo em seguida.
— Estupidas, o tempo e interesse que a gente se dedica a essas meninas e para que? Para elas enfiarem os pés pelas mãos, colocam tudo a perder... – Esme fora reclamando.
— Mãe, por favor as meninas não são manequins de plastico, problemas assim acontecem, são normais! – eu disse, tentando defender a modelo.
— Ou são modelos ou são mulheres, é uma profissão que exige muitos sacrifícios, Edward meu filho, eu não obrigo ninguém a trabalhar comigo, mas quando eu formo uma modelo, quando eu lanço uma modelo eu estou fazendo um investimento e eu não quero ter prejuízos!
— Sim, mais nem tudo são negócios mãe, elas são pessoas, tem sentimentos, família, vida! – digo
— Para mim elas são simplesmente material de trabalho!
— Sabe o que eu acho mãe, que a sua história sempre foi muito boa, hoje você é essa mulher de sucesso , mas que esquece que tem uma família e que poder não é tudo, mãe você tem que pegar mais leve...
— Eu conquistei tudo que tenho Edward, através de sacrifícios, e é o que elas tem que fazer... – ela dizia até que então escutamos o barulho da porta batendo, Esme pediu para entrar, então avistamos Terris.
— Com licença, mandou me chamar Esme? – ele perguntou.
— Sim, prepare a Isabella, ela ira desfilar no lugar da modelo que faltou! – disse Esme, olhei para ela incrédulo.
— Você acha que a Isabella está pronta para um desfile desses? O modelo que ela vai apresentar é exclusivo, um dos mais caros da casa. –explica o estilista.
— Eu acho que vai dar certo, digamos que será como um teste veremos como a Isabella ira se comportar nesse desfile! – disse Esme olhando pra mim.
— Está certo senhora, com licença então, vou me encarregar de arrumar a Isabella. – disse e se retirou.
Discordei com a cabeça, enquanto olhava para Esme, inconformado.
— Tem certeza mãe? A Isabella pode ficar nervosa por ter sido pega assim de repente, e ainda não foi tão preparada, as aulas dela começaram agora...
— Ela tem que estar preparada para essas emergências Edward, ou ela se prepara para tais situações ou ela não sera jamais uma modelo de sucesso, deixe tudo que está fazendo e acompanhe o desfile, gostaria de poder participar mais tenho uma reunião muito importante daqui a pouco, grave tudo, irei trabalhar em cima dos erros, caso tenha algum. – ela disse já saindo, mas na porta parou e voltou a olhar para mim. – Mais uma coisa, assim que Isabella desfilar peça a ela que continue treinando, ajude- a se for preciso, em menos de um mês ela estará desfilando em um dos eventos mais conhecidos do mundo da moda, representando a casa Esme, não aceito nada menos do que o primeiro lugar. – disse sem me dar a chance de respondê-la.
Fora impossível não me preocupar, afinal, era um peso muito grande nas costas de Isabella.
Continua...
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