Believe in your Dreams

7 Capitulo 07 - Os primeiros dias de trabalho


Notas iniciais
olá gente, voltamos, passamos alguns dias do domingo, mas a att já está ai... espero que gostem, e depois desse capitulo as emoções vão aumentar, está perto de começarmos a desenvolver o beward, não perca ;) bom, esse é o ultimo capitulo do ano, como o final do ano é corrido para todo mundo decidimos dar uma pausa, até entre a primeira ou a segunda semana de janeiro, depois a gente volta ao normal, com as postagens no domingo, mas essa pausa será bom também para quem está com a vida corrida e não estar podendo ler as fics no nyah, ai janeiro quem sabe tudo se acalma mais né? espero que gostem desse ultimo capitulo ano e queremos desejar a todos um feliz natal e um feliz ano novo! e de presente de natal deixe comentários para nós ;) recomendações e favoritações são muito bem vindas e não nos abandone queremos voces aqui ano que vem conosco, essa história só tá começando ;)

7.

Os primeiros dias de trabalho

Edward e Emmett estavam se aproximando, eu sabia que precisava pensar rápido, se eu demorasse mais alguns segundos eles iriam me ver, então, eu simplesmente fiz a primeira coisa que se passou por minha cabeça, eu agachei-me atrás do balcão, eu percebi que Alice e Jasper me olharam com um olhar confuso, ouvi então um dos dois Cullens falar, mas não reconheci a voz:

— Iai maninha...

Engoli um seco, vi que Jasper ainda me olhava, ele abriu a boca para falar algo, mas eu coloquei o dedo indicador nos meus lábios, como um sinal para que ele permanecesse calado, pela minha sorte parecia que ele havia me entendido, era um tanto ridículo, mas eu não tinha escolha, comecei a me rastejar no chão, pelo menos Alice parecia distraída conversando com os Cullens e eu aproveitei para fugir, passei correndo pela porta restrita e só fiquei mais aliviada quando estava no corredor, passei a mão no cabelo, preocupada. Afinal, agora como eu iria trabalhar lá? Se eles são parentes da Alice, provavelmente frequentam com frequência o local, entrei naquele quarto dos uniformes, e fiquei algum tempo ali dentro pensando, quando, a porta abriu-se e Jéssica entrou lá.

— Bella, o que você está fazendo aqui? – ela me perguntou.

— Eu estou com um problemão! – respondi para ela, ainda preocupada. – A Alice, a garçonete da casa noturna, ela tem uns parentes que conhece aquele cara que te falei, o que bati nele e fugi, o Alec! Aqueles dois me conhecem e o pior é que parece que frequentam aqui com frequência...

— Edward e Emmett Cullen? – ela perguntou, eu concordei com a cabeça. Jéssica suspirou. – Alice é irmã do Emmett e prima do Edward, eles são cheios da grana e também são de uma família extremamente conhecida!

— Sim isso eu já sei Alec havia me informado... – eu disse. – Para que ela trabalha nessa espelunca se ela é rica?

— Ah sim, sabe o Jasper? – ela me perguntou e eu concordei com a cabeça. – Ela é namorada dele, e os pais dela e de Emmett não aceitam a relação, pois eles acham que Jasper não serve para ser um Cullen...

— Por que ele é pobre? – perguntei, arqueando as sobrancelhas.

— Aham, e então ela deu uma de rebelde e saiu de casa... – disse Jéssica, sorrindo levemente. – Eu concordo plenamente com ela, afinal, Jasper é um cara legal e também é bem esforçado, ele trabalha ás vezes dobrado para pagar o seu curso de gastronomia, ele quer abrir um restaurante, Alice também está se virando, Emmett ás vezes dá dinheiro para ela, mas não porque ela pede, mas sim porque ele não aceita que a irmã passe algum tipo de necessidade, ela está cursando moda, e antes de brigar com a família ela ia trabalhar na casa de moda da tia, a Esme Cullen, mas agora ela não quer nem ver os tios, e olha que eles praticamente foram os segundos pais para ela, mas eles também não gostam de Jasper, ela diz que Esme Cullen consegue ser mais preconceituosa que os próprios pais... Então, eu já imagino como é! – Jéssica olhou para suas unhas. — Sabe eu não conheço a família Cullen, só conheço e mais de vista o Emmett e Edward Cullen, mas eles até parecem ser legais, mas pelo que Alice fala, eles sofrem nas mãos dos pais, que quer controlar tudo, onde vão, com quem andam, o que fazem, com quem falam ou deixa de falar, pois eles são importantes e não podem ter uma vida normal e tomar suas próprias decisões, pelo jeito a vida deles devem ser uma merda, por isso eu admiro Alice pelo que ela fez...

Eu sorri levemente para Jéssica e concordei com a cabeça.

— Eu entendo, coitada, pois eu vivi algo parecido, a diferença é que ela tinha dinheiro e eu não, só que eu sei o que é viver sendo controlada a todo momento... – eu falei, e realmente eu me identificava coma história dela, muitos anos Charlie ficou me controlando, sempre mandando em mim e querendo saber aonde vou ou com quem eu falava ou deixava de falar. Eu perdi as contas de quantas vezes ele me criticava por eu ser amiga de Mike.

Jéssica sorriu levemente para mim.

— Mas o importante é que tanto você, como a Alice estão livres, ela está conseguindo se virar e o mais importante é que ela está podendo viver o amor dela com o Jasper! – Jéssica disse.

— Muito bonito ela poder ter vivido tudo isso por amor, não acha? – perguntei para Jéssica.

— É espero um dia poder amar alguém assim... – Jéssica falou, suspirando logo em seguida. – E você não gostaria?

Eu pensei por alguns segundos na pergunta dela, antes de respondê-la.

— Eu não sei, ás vezes eu acredito que o amor existe quando vejo o que algumas pessoas fazem pela pessoa que ama, mas tem outras vezes que eu não acredito, pelo menos até agora eu nunca amei ninguém assim e nunca senti também alguém me amando dessa forma, no máximo os caras queriam me levar para cama, ou se aparecer comigo como se eu fosse um objeto que eles pudessem ficar se amostrando... – eu falei, lembrando-me dos meus poucos namoros que acabaram sendo um desastre. – talvez é como falam, tem pessoas que nasceram para viver o amor, já tem outras que nasceram apenas para assisti-lo.

— Esse é o mal quando se é muito bonita, é a mesma coisa de ser muito rica ou de ser famoso... – Jéssica disse, olhei para ela com as sobrancelhas franzidas.

— Como assim? – perguntei.

— Essas pessoas não sabem quando alguém se aproxima delas se é por interesse, ou se é porque gostaram dela de verdade... – Jéssica respondeu, e aquilo eu tinha mesmo que concordar. Ela suspirou e depois começou a olhar em volta daquele pequeno cômodo. – Então, eu vim aqui porque tá faltando uma parte da minha fantasia... – ela disse, e então eu comecei a ajuda-la a procurar.

Assim que encontrei a mascara que estava faltando na fantasia de Jéssica, eu entreguei para ela e em seguida soltei um suspiro.

— Eu preciso da sua ajuda logo, eu estou preocupada, se os Cullens ficarem frequentando aqui toda noite? Não vou conseguir ficar me escondendo, tenho que ficar diferente, para eles não me reconhecerem...

— Eu entendo, amanhã eu vou dar um jeito e peço para sair mais cedo do meu trabalho e pintamos seu cabelo amanhã! – ela disse, eu sorri e concordei com cabeça.

— Obrigada, é, você pode ver se eles foram embora? – eu pedi, Jéssica concordou com a cabeça, então foi lá verificar para mim, eu torcia mentalmente para que eles já tivessem ido embora, pois eu não poderia ficar muito tempo escondida, uma hora iriam sentir minha falta.

Demorou uns quinze minutos para Jéssica voltar e informar que eles tinham ido embora, isso me deixou mais aliviada, e então pude voltar para o bar, assim que entrei Alice e Jasper me olharam com um olhar estranho.

— Aonde você estava? – Alice perguntou para mim.

— No quarto das fantasias... – eu disse.

— fazendo o que lá? – ela me perguntou.

— Eu fui ajudar a Jéssica a procurar uma mascara... – respondi.

— De quem você estava se escondendo? – Jasper perguntou, aproximando-se de mim. – Você do nada se agachou, ficou escondida atrás do balcão, depois saiu quase engatinhando...

— Ah é verdade, eu vi você se abaixando! – Alice concordou.

— eu vi meu ex-namorado... – inventei. – Ele é muito louco, fica atrás de mim e eu não aguento mais ele, e se ele me visse e descobrisse que eu trabalho aqui, vai ficar aqui me infernizando e pode até me fazer perder o emprego!

— Ah é, como o chato do meu irmão e do meu primo, fica vindo aqui direto para tentar me convencer de que eu não deveria trabalhar aqui, porque eu tenho o dinheiro que quiser e blá, blá, blá, ahhh foda-se o dinheiro da minha família idiota! – Alice disse, revirando os olhos e pegando uma bandeja. – Estou muito bem sem eles!

— Ás vezes família só enche o saco! – concordou Jasper, indo fazer uma nova bebida.

Isso eu não podia concordar e também não podia discordar, porque eu não sabia como era ter uma família.

***

O resto da noite foi mais tranquila, mas Alice e eu tivemos muitas mesas para cuidar, algumas vezes acabei recebendo cantadas, mas eu sabia que era normal, eu estava em uma casa noturna e muitas garotas ali faziam programa, eu tinha que respirar fundo e ignorar, embora as vezes eles me deixassem bem incomodada.

No momento em que Jéssica foi dançar, eu sai do bar para assistir, parei próximo do palco e fiquei vendo toda a sua apresentação, realmente ela dançava bem e muitos caras dali se animavam e jogavam dinheiro para ela, eu fiquei pensando por algum tempo se eu teria tanta ousadia assim, se eu conseguiria ser tão sensual, mas logo tirei esse pensamento da minha mente, eu era tímida demais para algo do tipo, teria que me contentar com o salario de garçonete e guardar a sete chaves o resto do dinheiro que me sobrou de Alec, e claro, as joias para algum c aso de emergência que aparecesse.

Jéssica e eu fomos embora juntas e despedimos uma da outra na porta da casa dela, ela entrou na sua casa e eu entrei na minha, eu estava tão esgotada que nem comi nada, cai na cama e já dormi feito uma criança, acordei só no outro dia, com Jéssica batendo na porta e foi então que me lembrei de que ela iria pintar meu cabelo hoje, eu atendi ela e pedi alguns minutos para pelo menos escovar os dentes.

Quando voltei, ela estava na sala sentada no sofá, disse para mim que havia trazido ás tintas, mas só pintaria mais tarde, quando voltasse do trabalho. Concordei com ela, e o tempo em que ela foi trabalhar, eu aproveitei para dar uma limpada na casa, tomei café da manhã, eu estava com bastante fome já que eu não comi nada desde que cheguei do trabalho.

Jéssica saiu realmente cedo do trabalho, e então ela foi em casa com mais produtos para pintar o cabelo, mas ela disse que esses não eram para pintar, mas sim para eu cuidar do cabelo depois da tintura, havia um creme de hidratação que eu teria que fazer toda semana para que meu cabelo não ficasse ressecado e junto com ele também havia um shampoo e condicionador, todos os três eram roxos, o tal matizador, que impedia que o cabelo amarelasse.

Ela primeiro aplicou os primeiros produtos que ela trouxe, e começamos o processo, era realmente demorado, primeiro ela precisou descolorir, usou até mesmo papel alumínio para que o cabelo clareasse mais, depois de lavar eu vi que o cabelo já estava claro, pegou bem, pois meu cabelo era virgem, só que ela disse que para dar brilho precisaria pintar e foi o que ela fez, misturou a tinta loira com o clareador e aplicou também no meu cabelo.

Depois de lavar e olhar no espelho, eu achei-me estranha com o cabelo loiro, eu havia ficado bem pálida, mas o lado bom é que eu tinha ficado bem diferente, o que já era um bom começo.

— O que você achou? – perguntei para Jéssica, depois que voltei para sala de estar.

— Dará para ver melhor quando tiver seco, mas como eu imaginava você ficou muito branca, terá que fazer uma maquiagem forte para quebrar um pouco essa sua aparência pálida... – ela disse.

— Mas o que eu quero saber é se você acha que fiquei diferente? É que essa é a intenção! – falei.

— Ah sim... Bom, sim, você ficou diferente, mas acho que isso não vai ser o bastante! – ela falou.

Então para que eu pudesse ficar mais diferente, decidimos ir comprar as lentes de contato, eu também comprei maquiagem que estava faltando e Jéssica me levou para fazer umas tatuagens de rena já que eu tinha medo de agulha e não conseguiria fazer tatuagem verdadeira. Então por isso eu sempre teria que ficar voltando no mesmo local, para que eles fizessem novamente a tatuagem, quando ela tiver saindo.

Eu decidi fazer uma tatuagem no braço, pois ficava visível no uniforme, Jéssica disse que quando a tatuagem tiver saindo eu teria que usar o uniforme de mangas compridas até arrumar ela de novo, eu concordei, só imaginava como seria terrivel usar aquele uniforme, dentro da casa noturna era calor demais.

Eu decidi fazer umas rosas bem grande, que quase cobriu o meu braço direito inteiro, mas não quis pintá-la, perdemos um bom tempo lá dentro, tanto que quando terminou tivemos que correr para não chegarmos atrasadas no trabalho.

A partir daquela noite, eu comecei a ir com uma maquiagem pesada, um batom marrom escuro e com bastante delineador nos olhos que agora estavam extremamente verdes graças a lente de contato, prendi os meus cabelos agora loiros quase platinados em um rabo de cavalo e Jéssica ao me ver pronta disse que fiquei com uma aparência bem “dark”, mas agora sim fiquei bem diferente.

— Uau, o que aconteceu com você? – perguntou Alice assim que entrei no bar, Jasper também me olhou meio boquiaberto.

— É eu fiz uma mudança bem radical no meu visual! – eu falei.

— Eu não sabia que você era roqueira... – falou Jasper, também impressionado.

— Mas você ficou bem bonita, você ficou típico aquelas bonequinhas góticas... gostei do seu visual novo! – Alice me elogiou. – combinou bastante com o uniforme!

— É para tentar se esconder do seu namorado caso ele volte? – Jasper perguntou, meio desconfiado.

— Também, mas sempre quis enloirar o cabelo e fazer uma tatuagem! – eu menti. Afinal, nunca tinha pensado antes em ser loira, e muito menos fazer tatuagem, tanto que só fiz por ser de rena.

— Uau, é tal da funcionaria nova? – perguntou um homem, parando ao lado de Jasper, só então me dei conta de que no bar não estava só nos três, eu sorri forçadamente para ele e ele sorriu de volta para mim, era um homem bonito, alto, forte, branco, de olhos negros e ele tinha uma barba bem feita.

— Sim a substituta da Ângela! – falou Alice.

— Oi, meu nome é Daniel! – ele falou, estendendo a mão para mim.

— Isabella! – cumprimentei, apertando a mão dele, ele sorriu para mim com aquele sorriso cheio de segundas intenções.

***

Naquele dia os Cullens não apareceram, o que foi um alivio, mesmo eu estando diferente ainda assim eu continuava insegura em vê-los de novo, eu segui a rotina de sempre, só que dessa vez no bar não era apenas Jasper que fazia as bebidas, tinha Daniel também, que alias sempre quando podia ficava soltando algumas cantadas, que eu não achava nenhum pouco agradável.

No outro dia já não tive a mesma sorte, depois de uma hora trabalhando, os Cullens apareceram, meu coração deu pulos, mas eu tentei disfarçar, não iria dessa vez correr, eu tentei manter toda naturalidade do mundo, e logo vi que não era apenas os dois que estavam juntos, mas eles estavam com uma outra pessoa, um amigo ou outro Cullen, isso eu já não sei, ele é um homem branco, de cabelos negros, alto e levemente forte.

— Ai tudo isso é saudade é? – Alice perguntou, enquanto colocava as bebidas dentro de sua bandeja. Os três estavam parados em frente ao bar e sorriam para ela, eu estava próximo de Jasper, esperando ele terminar as bebidas para eu levar, eu olhava para os três disfarçadamente.

— Você sabe maninha que eu adoro você! – Emmett falou.

— Não, você adora é me importunar, eu já disse Emmett que eu não vou sair desse trabalho, eu gosto dele... – Alice falou.

— Eu estou preocupado, você sabe disso, se descobrem que a filha do Bruce Valensky trabalha aqui? – ele falou, eu olhei para ela com a boca entreaberta, eu sabia quem era Bruce Valenksy, era o governador da cidade. – Fala sério, isso não é trabalho para você, além de que se nossos pais descobrirem vão ficar loucos, as pessoas também pode descobrir de quem você é filha, e ainda você ficar aqui servindo um monte de homens que podem até te confundir com prostitutas, Jasper não reclama não? – Emmett perguntou, Alice revirou os olhos.

— Todos aqui sabem que Alice é minha namorada, ninguém mexe com ela e se mexer eu mando o ser para o hospital! – quem falou foi Jasper, eu olhei para ele com as sobrancelhas arqueadas.

— Ele já respondeu por mim! – Alice falou, depois soltou um suspiro, assim que terminou de colocar as bebidas nas bandejas.

— Você poderia procurar outro tipo de trabalho... – Edward sugeriu.

— Já vamos começar com esse mesmo ciclo de novo? – perguntou Alice. – Vocês precisam dar um tempo, eu não tenho outro tipo de experiência, e outra, ainda falta muito para terminar a faculdade, então até lá, terei que me contentar com isso aqui, se vocês acham ruim, por que não conversam com os senhores Eleanor Valenksy Cullen e Bruce ,Le Roux Valensky? E os convence a parar de se meter na minha vida! – ela falou. – Ai quem sabe eu possa pensar na possibilidade de voltar para casa?

— A gente já tentou... – Emmett falou.

— Você disse que eles não sabem que eu trabalho aqui, não é? – ela perguntou.

— Ainda não! – Emmett falou.

Alice sorriu e deu de ombros.

— Conte para eles! – ela disse e depois saiu com a bandeja para servir as mesas, parei o olhar nos três e vi que Edward e Emmett olharam para trás para observar Alice se afastar, já o terceiro estava com os olhos pregados em mim, desviei o olhar rapidamente e fui pegar uma bandeja, evitando o máximo possível olhar para ele de novo.

***

Dessa vez os Cullens não foram embora, escolheram uma mesa e ficaram na casa noturna, percebi que aquilo incomodou Alice, mas não só ela, eu também acabei ficando incomodada com isso.

— Por favor, serve a mesa deles! – ela pediu para mim, me entregando a bandeja, no mesmo momento meu coração disparou.

— Eu? Por que eu? – perguntei.

— Só tem nós duas, e não estou nem um pouco afim de ir lá! — ela disse.

Respirei fundo e concordei com a cabeça, e então lá fui eu, tentei manter a naturalidade e servir a mesa dos Cullens, que estava acompanhado por mais um homem que eu não sabia se era também um Cullen.

— Com licença! – eu disse, começando a colocar as bebidas na mesa, tentando ser rápida e tentando também evitar olhar para Emmett e Edward, fui pondo as bebidas, até que ao colocar a do homem que ainda não sabia o nome, ele segurou o meu braço, olhei para ele com o coração disparando.

— Você é muito gata, sabia? – ele falou para mim, puxei o braço da mão dele e sem poder evitar olhei para os outros dois, eles estavam também olhando para mim, mas para minha sorte, nenhum olhar deles era estranho, tipo: “te conheço de algum lugar?” ou algo assim.

Eles pareceram não me reconhecer, o que era um alivio.

— Obrigada! – agradeci.

— É, você cobra quanto? – ele perguntou.

— Cala a boca Riley! – quem falou foi Edward, dando uma cotovelada nele, que agora sei que se chama Riley.

O olhei com a boca entreaberta.

— Eu não sou prostituta! – falei, e depois sai antes dele falar mais alguma idiotice e me deixar nervosa.

Coloquei a bandeja no balcão e bufei.

— Está tudo bem? – ouvi a voz de Daniel perguntar.

— Esses caras idiotas, trabalho aqui há poucos dias e já me perguntaram seis vezes se eu faço programa! – eu falei.

— Eu sei que é desagradável, mas é que você chama atenção, qualquer um iria querer sair com você... – ele falou, fazendo-me olhá-lo com as sobrancelhas arqueadas.

— Isso não é motivo para eles serem tão desrespeitosos...

— isso eu concordo! – ele falou, sorrindo para mim, desviei o olhar rapidamente, olhando para frente e gemi ao ver que Riley levantou da mesa e estava vindo em direção ao bar.

— Me desculpa gata, eu confundi, mas é que eu te achei muito bonita e claro, se você fizesse programa eu iria querer, entendeu? – Riley falou, vi que Daniel se afastou para atender um cliente, bufei e voltei a olhar para Riley.

— Mas agora você sabe que eu não faço! – respondi.

— É eu sei, mas é... Qual é seu nome? – ele perguntou.

— Isabella! – respondi.

— Eu sou o Riley... – ele falou.

— É eu sei... – eu disse.

— Então, você tem namorado?

— Não!

— Então, a gente podia sair um dia desses...

— Eu nem te conheço!

— É para gente se conhecer! – ele falou, e eu revirei os olhos.

— Não dá, eu sinto muito! – falei, sorrindo forçadamente para ele, e depois afastei-me, para que ele voltasse para mesa dele, e por sorte ele voltou.

***

Achei que esse Riley havia entendido o recado e ia me deixar em paz, mas que nada, nos próximos dias ele começou a frequentar a casa noturna, ás vezes acompanhado dos Cullens e as vezes não, logo descobri por Alice que ele é um amigo de infância da família Cullen, ele também é de uma família de riquinhos, os pais dele tem uma indústria de cosméticos, o que faz ele poder gastar por dia o que posso gastar por mês.

Eu já estava começando a ficar nervosa com a presença dele, pois sempre quando podia ele ficava insistindo em sair comigo, ficava atrás de mim e isso quando ele não sentava no bar para ficar tentando puxar assunto, ou querer me vencer pelo cansaço.

Às vezes Alice dava uns chega para lá nele, o mandava parar de insistir, as vezes Emmett e Edward também tentava ajudar dizendo: “você não está vendo que ela não está afim?”, “Riley, para de encher o saco!”, mas nada adiantava, ele parecia que era aqueles típicos caras mauricinhos que não sabia aceitar um não, ele queria transformar aquele não em um sim a todo custo, mas eu não estava nenhum pouco afim de mudar de ideia, a ultima coisa que eu queria era me envolver com alguém naquele momento. Já basta os problemas que eu estava tendo, não queria complicar mais minha vida do que já estava.

Até que em uma noite de trabalho, quando Jéssica estava de folga, as coisas saíram um pouco do controle, eu estava já saindo da casa noturna para ir embora para minha casa, quando, os encontrei na calçada em frente a um carro preto luxuoso, os três estavam conversando, parecia que Emmett e Edward tentavam convencer Riley a entrar no carro, para eles irem embora, mas Riley relutava.

Eu pensei em ignorar e sair andando, quando percebi que Riley notou minha presença, se soltou dos dois e venho rapidamente em minha direção, segurando-me pelo braço, assim que ele se aproximou, senti aquele cheiro de bebida que tanto eu detestava, o mesmo cheiro que senti em Charlie por anos, o mesmo cheiro que senti em Alec. Como eu odiava aquele cheiro.

— Eu estava te esperando... — Riley falou, sorrindo para mim.

— Eu tenho que ir embora Riley... – eu falei, puxando meu braço da mão dele.

— Sempre você está me evitando... – ele reclamou.

— Riley eu já disse, não adianta tentar, não vai rolar nada entre a gente!

— Você se acha muita coisa para mim é isso? Você não acha que para uma garçonete você está se achando demais? – ele soltou de repente, me fazendo olhá-lo boquiaberta.

— Riley, vamos embora... – Edward disse, aproximando-se junto de Emmett.

— É cara já tá tarde, deixa a garota em paz! – disse Emmett tentando segurar o braço dele, mas ele se desvencilhou e se aproximou ainda mais de mim os ignorando completamente, deixando eles alguns metros de distancia para trás.

Olhei para os dois e vi que ele olhava preocupado para gente, mas depois desviou o olhar, e um começou a falar com o outro, então voltei a olhar para Riley.

— Olha só, eu não acho nada, eu só não quero nada com você, será que tá difícil de entender isso? Ou eu sou obrigada a ficar com você só porque você é riquinho? Quer saber de uma coisa? Eu só peço que você me deixa em paz! – eu falei agora num tom grosseiro.

— Eu te deixo em paz quando eu quiser, alias você é muito grosseira e arrogante sabia? – ele falou, me segurando impedindo-me de afastar. — — Só porque é bonita acha que pode ficar esnobando os outros assim?

— Se você acha isso de mim, porque você não segue o seu caminho? – perguntei.

— Eu faço isso quando eu quiser no momento que eu quiser e eu não estou afim... – ele disse, e em seguida apertou-me com mais força. – ninguém me fala não... – ele disse lentamente, parecendo uma criança mimada de cinco anos de idade, e as e em seguida, num gesto rápido ele me agarrou e grudou os seus lábios nos meus, foi muito rápido porque logo o empurrei e instintivamente lhe acertei um tapa no rosto, ele me olhou com raiva, e então acertou um tapa no meu rosto também, o tapa foi muito forte, eu ouvi um estralo e minha bochecha começou a arder, eu o olhei boquiaberta e sem pensar duas vezes parti para cima dele. Então ouvi as vozes dos Cullens falar.

— Solta ela Riley, solta ela! – eu estava tão fora de mim, que eu não sabia nem quem era dos dois que estava falando, eu só acertava um monte de socos no peitoral dele, enquanto ele tentava me segurar, e os dois vieram na direção dele para tenta-lo tirar de cima de mim, mas bem no momento em que os garotos o segurou e começou a puxá-lo, Riley me empurrou com força, fazendo eu me desequilibrar do salto, e cair para trás, senti apenas algo bater na minha cabeça, provavelmente a bati na parede, e depois senti o baque do meu corpo cair no chão, em seguida tudo que vi foi a escuridão

Continua...

Notas finais
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