Believe In Your Dreams
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Esse cap. ainda é antes do show!
Tomara que vocês gostem.
beijos, e até o próximo cap.
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“ Sábado meu querido sábado eu te esperei a semana toda. Sábado, um dia antes de começar a vender os ingressos. Mas como convencer minha mãe? Ela já estava decidida de não deixar eu dormir na fila. FUDEU, era tudo que eu tinha na mente. Não tinha mais nenhum argumento, cheguei até a falar o que a Gi me disse, e quase apanhei de verdade...kkk. Meu pai conversou com ela, mas nada.”
- A mãe que merda, você não deixa eu fazer nada !! – falei brava
- Olha a boca menina, essa não foi a educação que eu te dei.
- Eu vou fugir então, é única escolha que você me deixou.
- Você que nem pense em fugir, vai ser bem pior pra você. Se eu descubro que você fugiu menina, nem sei do que eu sou capaz de fazer.- me olha extremamente furiosa
- Eu vou comprar esses ingressos e ninguém vai me impedir.
- Isso é o que nós vamos ver.- me ameaçou
- Vamos ver – falei decidia e sai de perto dela, deixando-a reclamar sozinha. Agora só falta conseguir um jeito de ir sem ela me pegar. Pego o telefone e ligo pra Gi...
Gi – Alô?
Eu – Oi amiga, ligando só pra perguntar que horas que você vai pra lá?
Gi – Vou sair daqui umas...sei láh...14:30
Eu – Mas tão cedo?
Gi – Tem gente lá desde três dias atrás, nós devíamos ter ido antes isso sim. Mas como você vai?
Eu – Vou ter que ir só de noite mesmo. Vou fugir daqui, daí de manhã eu volto antes da minha mãe acordar. Plano perfeito não? – zombo
Gi – Melhor impossível – ri junto comigo — Mas eu vou ficar sozinha lá todo esse tempo? Com todas essas tralhas? – Gi ia levar tudo que nós íamos precisar, pois os pais dela iam levar ela de carro para lá.
Eu – Desculpa, mas tá difícil a situação aqui.
Gi – Tudo bem. Mas olha, tenta chega o mais rápido possível.
Eu – Vou tentar, beijos.
Gi – Beijos, tchau.
Eu – Tchau.- desligo
“ As horas vão passando, a noite vem chegando e minha ansiedade também. Eu só tinha que levar algo pra nós comermos, coitada da Gi deve estar com muita fome. Bom, já são sete horas e esta tudo pronto, só falta minha mãe ir dormir, o que esta bem difícil aliás. Ouço o barulho de alguém subindo as escadas, estava indo em direção à minha porta. Era a minha mãe.”
- Você sabe que isso é pro seu próprio bem, né? – ela começa a trocar a fechadura da porta do meu quarto
- Quando isso for pro meu bem, você já vai estar morta.- ela me olha brava — Sério mãe, não sei pra que toda essa merda. Você esta sendo ridícula, fazendo todo esse papel de “boa mãe” – percebo que ela não gostou do que eu disse, mas continuo — Nunca fez isso a minha vida inteira e, afinal, é só um dia não um ano que eu vou dormir lá.
- Não interessa, nem que fosse por minutos, você não vai e pronto – ela termina de colocar a fechadura, fecha a porta e tranca, eu tento abrir com vários tipos de objetos mas é impossível. O único jeito agora é a janela, o que vai ser bem mais trabalhoso, pelo motivo deu dormir no segundo andar da casa.
- Como é que eu vou pular esse treco agora – começo a falar comigo mesma – Só se eu...- troco de roupa, jogo a mochila pela janela e começo a escalar uma arvore que tem em frente a minha janela. Estava indo tudo muito bem até um galho, em que eu pisei, quebrar e eu simplesmente me esbofetar toda no chão. Estava doendo e muito, mas que se foda essa dor. Pego um taxi e vou encontrar a Gi. Como tinha muuitas barracas lá, ficava meio difícil de encontrar ela, o único jeito era ligando.
Gi – Onde você ta?
Eu – Eu já to aqui, mas eu não sei qual é sua barraca.
Gi – Perai que eu vou sair.
Eu – Te vi já – desligo e vou de encontro com ela – Esta aqui a comida amiga, demorei mas cheguei. Tive que sair escondida.
- Nota-se pelo tanto de arranhões que você tem no corpo.- ela me olha e começa a rir — Vamos dormir logo pra ver se passa mais rápido o tempo.
- Duvido, do jeito que eu to ansiosa – nós nos ajeitamos dentro da barraca mas nada do sono vir, então começamos a conversar sobre tudo, TUDO mesmo. Principalmente de como eu vou conseguir voltar pra casa sem ninguém perceber que eu sai. Amanhece o dia, o grande dia.
– ACORDA AMIGA, tá na hora de levantar, vai vai, temos que arrumar todas essas bagunças – ela começa a me balançar
- Que hora são?- falo ainda sonolenta
- Sete horas.
- O QUE? Isso é hora de me acordar?- deito de novo
- A bilheteria abre as oito, então...essa é a hora de te acordar sim- começa a me balançar de novo
- To indo, to indo.
“ Nós começamos a ensacar tudo que tinha que ser ensacado, guardamos a barraca, tomamos nosso café da manhã e, depois de fazer tudo isso ainda faltava 20 minutos pra abrir. Mas parecia que faltava uma eternidade viu.”
- Daqui a pouco abre.- ela fala
“ E finalmente abre essa bilheteria, ficamos uma hora até chegar nossa vez. Compramos tiramos algumas fotos, os pais da Gi foram buscar ela, e eu acabei pegando uma carona também. Na minha casa não tinha ninguém acordado ainda, bom pra mim, tive que escalar aquele arvore maldita de novo, mas quem liga de escalar uma arvore, quando se tem os ingressos para o show do 30stm, eu pelo menos não ligo :)...enfim, entrei no meu quarto, tirei toda aquela roupa suja e fui dormir. Quando eu estava quase pegando no sono eu escuto o barulho da porta, mas dessa vez era o meu pai.”
- Por que você fez isso?- ele pergunta com a expressão séria
- Fez o que pai? Não podia fazer nada com a porta trancada.- me fiz de desentendida
- Sabe, sua mãe me mandou vir aqui de noite pra ver se estava tudo bem contigo, e quando eu chego aqui, o que eu vejo?...NADA. Então não se faça de sínica comigo.
- Desculpa pai, mas eu realmente precisava ir, não podia deixar a Giovana na mão. Eu poderia sim ter pedido pra ela comprar o meu ingresso também. Mas ai ela ia dormir sozinha lá? Ia ser bem mais perigoso, por isso eu não podia deixar de ir.
- Olha- ele pega minhas mãos — eu até te entendo, mas nunca mais, eu disse NUNCA mais, faça isso comigo. Certo?
- Ok pai.- ficamos em silêncio — Por que tudo é mais fácil com você?
ele ri — A sua mãe só tem um jeito diferente de lidar com as coisas.- ele a defende- Vamos tomar café da manhã. – nós descemos pra cozinha
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1 mês e meio depois
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“ Depois de muito tempo o grande dia finalmente esta chegando, o dia do show, minha mãe até hoje não descobriu que eu tinha fugido de casa para comprar os ingressos, ela pensa que a Gi comprou para mim. Hoje a Gi vem aqui na minha casa pra nós podermos conversar de como vamos fazer pra ficar em um lugar bom na fila”
- Só se agente pagar alguém ficar na fila durante uma semana – eu propus
- Mas e se essa pessoa desistir de ficar na fila?
- Agente paga só pra dormir, e durante o dia nós que ficamos na fila. Sei láh... não tenho idéia melhor.
- Já sei eu durmo e você fica durante o dia.- ela propôs
- Seus pais deixaram?
- Eles deixaram sim.-ela fala toda contente
- Sorte a sua. Vou tentar convencer minha mãe de novo, não garanto nada. Vem comigo — nós vamos até a cozinha da minha casa, onde minha mãe estava – Mãe posso dormir na fila do show junto com a Gi?
- Não! E nem pense em me questionar Barbara.
- Viu Gi, não disse que ela não ia deixar.
- Ah deixa tia, é só uma semaninha, por favor!!- ela implora
- Desculpa mas não.- resiste
- Por favor mãe! Você já não deixou eu dormir pra comprar o ingresso. Por Favor, eu não te peço mais nada, confia em mim. Deixa vai!!
- Eu não sei não.- ela fica em duvida — Tá eu até deixo, mas só três dias, mais do que isso não.
- Sério?Você deixou mesmo? – dou um grito e abraço ela – Amiga nós vamos ficar em um lugar bom – eu e a Gi começamos a pular que nem duas loucas na cozinha falando “ Nós vamos no show, nós vamos no show”, e minha mãe ficou olhando pra nós com uma cara tipo “ O que eu fiz pra merecer isso?”
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Faltando três dias para o show
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Notas finais
Eu sei que as coisas estão demorando muito para acontecer, estou tentando adiantar o mais rápido possível.
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