Believe In Me

47 Capitulo 47 — Pensamentos


Notas iniciais
Olá gente. Volteiiiiiiiiiiii! Mano, eu to muito feliz de meu tio ter conseguido arrumar o pc da minha irmã, agora posso postar, porém, não com tanta frequencia como antes okay. Falarei mais a respeito disso lá em baixo, agora quero que aproveitem o cap que eu tente fazer, na esperança de chegar a altura do que perdi. .:) boa leitura lindos ♥

Abrir a porta do meu quarto na casa de Linnea fez-me instantaneamente soltar aquela porcaria de suspiro. Não por não querer estar ali, e sim porque aquele cômodo fazia uma bagunça com minha mente. Trazia lembranças e em todas elas Liam me tinha em seus braços, debaixo de seu magnifico corpo.

Ainda podia me ver com naquele chão depois de uma queda. Conseguia anda encolher-me de satisfação ao lembrar-me de sua mão descobrindo meu corpo. Era torturador, pos eu estava em uma luta interna contra meu coração e minha cabeça; Ambas queriam o bem do novato, mas as maneiras que tinham para ajuda-lo eram terríveis.

O problema era: Qual das duas seguir?

Sob minha eterna confusão, deixei minha mala na porta e caminhei até a janela. Estava fechada e isso me incomodou, pois depois que Liam pulou para meu quarto por ela mantê-la fechada parecia errado. Notei então que aquela reação era nova, assim como os sentimentos e também a certeza de ferro que eu amava o novato.

Estranho seria a palavra para aquilo, e o mais surpreendente, era que eu não me sentia mal por amá-lo.

Meu desconforto era sobre algo bem diferente.

— Prontinho! — Afastei a expressão pensativa do rosto e sorri, virando-me para Michelle quando ela entrou.

— E então? Ela concordou? — questionei. Ela sorriu.

— Sim. Ela disse que chega em duas horinhas. Linnea está fazendo o almoço e disse que podemos comer antes de ir. — Fez careta.

— Comi quando sai do hospital — protestei. Mitchie virou os olhos e sentou na cama.

— Um biscoito. Você precisa de comida de verdade.

— Não estou com fome.

— Isso, porque os medicamentos estão lhe deixando enjoada de verdade — Me mirou desafiante. Bufei e joguei as mãos para o alto.

— Okay! Você venceu, mas não reclame quando me ver vomitando na mesa de Linnea. — Ela riu alto e jogou-se na cama.

— Será que ele vai gostar de mim? — divagou.

— É claro que vai. — Sorri de lado e alcancei meu guarda-roupa. — Josh com certeza está enlouquecendo as enfermeiras com sua ansiedade. — Mitchie sorriu satisfeita.

Depois de sair do hospital naquele mesmo dia combinamos de ir ao asilo para que Joshua e Michelle se conhecessem. E eu com certeza não aguentava mais ficar sem vê-lo, precisava confirmar que estava bem depois de tudo o que aconteceu por culpa do filho dele.

— Antes de irmos... — falei, chegando ao seu alcance. — Queria te entregar isso.

Franzindo o cenho, Mitchie olhou para o envelope com seu nome e o pegou, medindo-o de diferentes lados.

— O que é isso?

— Uma carta. Da nossa mãe para você. — Seus olhos se arregalaram. — Venho guardando ela desde a leitura do testamento de Marissa. Ela nos deixou cartas e uma quanta grande de dinheiro. Mas você só será responsável por sua parte quando for maior de idade.

— Você também tem uma carta?

— Sim — respondi, começando a ficar apreensiva ao vê-la me olhar com confusão. — Mas não abrirei agora. Você pode fazer o mesmo ou...

— Por que não me convocaram para a leitura do testamento? Também tinha o direto. — Meu estômago se contorceu em nervosismo. Reprimi minha vontade de cair aos pés de Mtchie pedindo perdão. Eu sabia que ela iria se magoar.

— Eu sinto muito. — Sentei-me ao seu lado. — Você poderia ter ido, mas eu decidi não lhe chamar ao saber que Marissa me deu a opção de escolher. Eu não estava pronta para encontra-la. Por favor, não me odeie por isso. — Esperei por sua resposta, olhando-a fixamente.

Mitchie então suspirou e pegou minhas mãos.

— Não vou te odiar por isso. Eu entendo. — Respirei mais aliviada. — Mas, será que pode me ajudar com a carta? — Olhou para o envelope. — Acho que não sou capaz de ler sozinha.

— É claro que é. — Sorri. — Pode fazer isso e muitas coisas mais. Acredito em você. Agora eu vou tomar um banho enquanto você lê.

Quando ela assentiu eu beijei sua testa e caminhei para o banheiro com uma toalha e roupas novas.

Sozinha, eu mergulhei mais uma vez no mundo confuso de meus pensamentos. Parando em frente do espelho enfrentei os olhos azuis do meu reflexo, estremecendo ante a verdadeira realidade que se tornara minha vida.

Duvida de que aquilo era real ainda fazia-me encolher. Edgar estava morto. Morto de verdade. Meu estômago embrulhou, medo me deixou lívida enquanto devagar, arrastava as roupas para longe de meu corpo, revelando cada marca, cada cicatriz causada pelo homem que era meu pai.

Peguei-me medindo cada ferida, franzindo o cenho para a atadura no quadril. Guiei os dedos até o ombro e contornei a arredondada marquinha de cigarro, encontrando outra acima do meu estômago.

De repente um sorriso que achei ser depressivo curvou sobre minha boca quando me dei conta que com aquelas feridas eu conseguira o total de trinta e nove. Era algo estranho de se notar, mas não pude evitar. No entanto, sorriso não durou, pois olhar minha forma magra, machucada, trouxe-me aquela vela melancolia, o sentimento perigoso que fazia com que cortasse os pulsos ou qualquer parte de meu corpo.

Estava cansada daquilo, cansada de mergulhar naquela solidão como se fosse uma maldita rotina. Pela primeira vez eu queria levantar de manhã e sorrir por me achar bonita, queria sorrir sem me sentir presa. Queria ser uma mulher que Liam merecia porque o reflexo que via, porque o reflexo que via agora era só mais uma imagem derrotada que Edgar deixou para trás. Não era tola ao pensar que tudo estava bem. E por saber exatamente isso, meus pensamentos se aprofundaram para algo muito além.

Liam. Um homem forte e doce, aquele que me olhou e lutou para que eu ficasse bem, e fez tudo isso sem se importar com as consequências. Acabando por fim, finalmente conquistar meu coração.

Linnea e Carter. Dois verdadeiros pais, esses sim tinham minha completa gratidão, eternamente. Deus. A lista de nomes daqueles que aprendi amar era tão grande que eu quase podia pensar que era uma pegadinha.

Quem diria. Eu, com amigos de verdade.

Espiei a porta e sorri, o rosto de minha irmã ondulando em minha mente. Suspirei.

Estava na ora de eu me concertar. De erguer a cabeça e cuidar dos meus próprios medos. Estava livre e para poder ser alguém melhor na vida de todos eles, eu precisava me ajudar. Teria que aprender a acreditar em mim.

Estranhamente uma umidade apareceu em meu rosto e ao alisá-lo vi o óbvio.

Lágrimas.

— Liam...

E assim eu tinha minha resposta, e pior, eu sabia, que minha solução para isso podia me fazer perder uma grande e importante parte do meu coração. Porém não havia saída, precisava me encontrar, só então eu poderia ser completa pela primeira vez.

Fixei os olhos na pia e assisti com pesar minhas lágrimas deslizarem pelo rosto. As palavras ditas a seguir pesaram em minha alma.

— Eu sinto muito Liam.

~*~

Horas mais tarde eu estava ao lado de Mitchie no carro de Amara enquanto ela dirigia. Mas não é como se estivesse preocupada com a direção, pois virava em seu banco a cada minuto.

Eu também não podia evitar olhar para o lado. A situação da minha irmã era um pouco lamentável.

— Tem certeza que está bem, querida? — Amara voltou a perguntar ao estacionar em frente ao asilo.

Virei-me para Mitchie e sorri. Havia lágrimas descendo sobre as bochechas rosadas, os olhos brilhavam assim como seu sorriso emocionado. A carta tinha um bom conteúdo no final das contas.

— Estou bem. — Soluçou. — Só ansiosa para ver meu avô.

Amara não acreditou, mas assentiu, respeitando a vontade da filha de guardar segredo. Esse ato me fez observá-la com mais atenção. Não tínhamos falado desde nosso desencontro no Deadly House e eu estranhamente não conseguia tirar os olhos da mulher.

Ela não parecia a mesma. Poda ver manchas ao redor de seus olhos e seu cabelo não estava tão bem arrumado como sempre foi. O cansaço maculava a beleza de seu sorriso, e a preocupação nublava suas íris fazendo-me perceber como estava errada ao julgá-la no da que a verdade sobre Mitchie veio à tona.

— Então, que tal irmos logo? — Amara sorriu para a filha.

Mitchie riu animada.

— Sim! Vamos logo! — E abriu a porta e saiu pulando. Eu, no entanto, hesitei e segurei o ombro de Amara para evitar que essa saísse.

— Espere! — Ela me olhou, surpresa com meu toque.

— O que querida? — Respirei fundo.

— Eu peço desculpas pela forma que falei com você no dia da leitura do testamento. Eu me comportei como uma idiota e não parei para tentar conhece-la, o mesmo digo sobre Ethan. — Mordi a língua distraidamente. — Eu sinto muito. Retiro tudo o que disse naquele dia. Não é sua culpa que Liam está no hospital e também não foi sua culpa Mitchie ter sido envolvida nos meus problemas. Então peço que continue sendo essa mãe maravilhosa que é para Mitchie, pois após tudo ela bem que merece. E eu torço para que Ethan saia dessa ileso, o cara é bonito e duro demais para ficar entrevado numa cama. — E lançando um ultimo sorriso para sua expressão espantada, eu saí do carro, correndo para alcançar Michelle, porém Amara me surpreendeu ao sair do carro para então me abraçar.

— Obrigada — ela soluçou. Em meio da emoção eu detectei o grande peso tirado de suas costas. Peso que eu havia posto e agora tirado.

Esfreguei suas costas levemente.

— De nada — sussurrei, e só então voltei ao lado de Mitchie que tinha um sorriso confuso depois de nos assistir.

— O que foi isso? — perguntou.

Sorri e dei uma olhadela em Amara.

— Uma reconciliação. — Voltei-me para ela e enlacei seu pescoço em um braço. — Agora vamos, pirralha. Vamos ver nosso resmungão.

~*~

— Ora, veja só. Tenho uma pilantrinha a minha frente. Que lástima!

Prendendo o riso profundamente, observei Josh mover a peça no tabuleiro de xadrez com atenção redobrada.

Michelle soltou um gritinho contente e bateu palmas.

— Xeque Mate!

— O quê?! — Josh arregalou os olhos. — Isso não é possível! Quero revanche.

— Nada disso velhinho. Me deve dez dólares.

Gargalhei, jogando-me na poltrona de Josh enquanto esse suspirava exasperado.

— Encare os fatos, vô. Já existe alguém que joga xadrez melhor que o senhor — falei, me levantando para ficar atrás de suas costas. Apertei seu ombro levemente e suspirei.

Nossa chegada ao quarto de Joshua rendera mais emoção do que era capaz de suportar. Lúcia estivera com ele, olhando-o com uma expressão preocupada por ele não parar de andar pelo quarto resmungando coisas. Não posso dizer que melhorou quando ele nos viu na porta.

— Minhas meninas!

Michelle assustou-se como o inferno quando o velho nos apanhou em um abraço forte. Mas relaxou ao tê-lo nos revistando da cabeça aos pés, os olhos azuis afogados em raiva ao encontrar nossos ferimentos.

— É isso. Nós estamos indo para o necrotério para que eu possa bater a merda fora de Edgar! — Mitchie arregalou os olhos. Eu ri.

— Não acho que isso seja permitido, vô.

— Besteira. Esse imbecil machucou vocês... Lúcia? Lúcia faça algo que preste e me traga um cerrote para que eu possa ir estripar meu filho agora mesmo!

— Mas senhor... — balbuciou Lúcia.

Josh fuzilou a enfermeira. — Não vou pedir de novo, minha cara.

— Droga! — Lúcia xingou e correu para fora do quarto, o que me fez pensar se ela iria mesmo pegar um cerrote para meu avô.

Mitchie fungou, olhando para Josh com carinho.

— Você quer mesmo bater nele?

— Claro que sim, minha princesa. — Ele tocou seu rosto. — Não perdoarei por machuca-la. Me desculpe por meu filho ser tão... — Ele não parecia ter palavras para o final. Michelle entendeu.

— Eu sei vovô e eu também lamento por você. — E ela o abraçou.

Eu sorri ao notar as discretas lágrimas caírem dos olhos do meu avô, mas como ele era tão orgulhoso quanto eu, ele as secou rapidamente.

Eu fiquei os olhando abraçados por um longo tempo e não pude me cansar de fazê-lo mesmo agora, que ambos brincavam e se divertiam juntos.

Josh estendeu a mão para Mitchie e a fez se sentar sobre seu joelho como uma garotinha de cinco anos.

— Não me importo que seja melhor que eu, pelo contrário. Estou orgulhoso por ser minha neta a me vencer no xadrez. — E sorriu.

Michelle o abraçou.

— E eu por ser sua neta vovô. — Joshua pareceu derreter com sua palavras.

— Você e sua irmã me faz um velho feliz, princesinha — falou, e eu não pude deixar de rir quando ele também me puxou para sentar em seu outro joelho. — Minhas meninas. Minhas duas lindas meninas.

Rindo, beijei sua bochecha enquanto Mitchie beijava a outra, fazendo-o sorrir largamente.

— Amamos você também, vô — falamos e deitamos sobre seus ombros. Ambas amparadas por seus braços.

Era bom, mas estava na hora de termos uma conversa e essa seria bem séria.

Pegando fôlego, finalmente falei:

— Nós precisamos conversar.

~*~

Notas finais
E é isso por hoje, espero review, porque foi mesmo um sufoco escrever de novo e anda descobrir uma forma de postar para vcs, ainda não tenho o proximo cap, mas tentarei fazê-lo maior. Quanto as pessoas que me apoiaram no momento dfIcil, digo obrigada. Amo vcs de mais. E é isso, desculpe a demora, e espero voltar em breve. Bye gente bonita!!!