Believe In Me

45 Capitulo 45 — A aventura no túnel do Amor


Notas iniciais
Hey gente, eu sei que não postei ontem, mas foi de proposito, porque estava na esperança de vir mais comentários porque ganhei apenas dois até agora. Fiquei chateada. Mas espero de verdade que nesse cap seja diferente, pois além de ser ação da pesada, eu amei escrevê-lo. Por favor, não me abandonem okay.

Minha cabeça doeu quando despertei e a boca parecia inchada e com gosto de merda. Tentei me mover, mas algo me manteve contida. Observei lentamente em entorno de mim e percebi que estava em uma cadeira e que meus pulsos estavam atados em minhas costas e meus tornozelos presos nas pernas da cadeira.

Piscando muito, olhei em volta tentando lembrar-me de algo e tentando fazer minha cabeça fazer sentindo quando constatei que estava em algum tipo de buraco, escuro e com paredes de pedra. Seria uma taverna? Como tinha parado em uma taverna e de onde ela vindo?

Apurei meus sentidos tentando ouvir algum ruído, mas tudo que deduzi foi que havia água correndo e pingando, e podia apostar que havia uma corrente ou algum tipo de lago logo atrás de meu corpo. Tentei me contorcer para ver por cima do ombro, mas a pressão das cordas em meus braços não permitiu. Foi quando senti o movimento, e de repente, uma cabeça se erguia atrás de mim.

— Você acordou! — A voz veio carregada de alívio e preocupação. Mirei por cima do ombro confusa.

— Mitchie? — Peguei um leve relance de seu rosto, mas não muito, pois seus cabelos ruivos a cobriram — Michelle, o que é isso? O que está... — Memória retornou depressa, assim como o terror que tinha experimentado quando as mãos de Edgar encostaram-se aos braços de Michelle. Meu corpo congelou quando compreendi finalmente o que estava acontecendo, e olhando em volta agitadamente atrás de algum sinal de meu pai, eu não percebi que havia começado a rosnar como uma cadela raivosa.

— Onde ele está?! — Cerrei os dentes. Michelle pareceu encolher-se atrás de mim.

— Ele sumiu faz umas horas depois que nos amarrou aqui — Ao sentir o balanço nas cadeiras, soube que Mitchie tentava se virar — Você está bem? Fiquei apavorada quando desmaiou.

— Estou legal — falei com voz entrecortada e ainda piscando para o lugar em que estávamos. Fiquei levemente intrigada quando segui com os olhos pela a parede de tijolos negros até encontrar nada além de uma caixa de força. Entendi quando olhei para o chão, que ele acionava alguma coisa para andar naqueles trilhos parecidos com de um trem. Ele sumia na curva de um túnel. — Onde estamos?

— É um parque — respondeu a menina. Eu tive que repassar várias vezes a palavra na cabeça só para ter certeza que ela tinha falado aquilo. Olhei as paredes.

— Isso não parece um parque — ironizou, mesmo que não tivesse humor para tal coisa. Mitchie parecia acuada enquanto falava.

— Estava acordada e andei ao seu lado enquanto lhe carregava — sua voz baixou um tom — Ele disse que se não o fizesse, ele iria embora com você e eu nunca mais a veria. Nós andamos pelo parque com você cautelosamente até chegar aqui — Michelle ergueu a cabeça, dando uma revisada no lugar — É um Túnel do amor, mas está parado há muito tempo. Não entendo porque ele nos trouxe para cá — Eu também não compreendi de imediato, isso até lembrar-me das breves palavras que meu Joshua havia dito no asilo.

Edgar gostava de levá-la a um parque perto de casa. Ele voltava brilhando depois de uma tarde com Marissa.

— Bastardo — chiei, odiando-o profundamente. Michelle se agitou.

— O que?

— Josh disse que ele levava a mãe para passeios no parque — falei e bufei — Parece um pouco óbvio que esse lugar era o favorito deles. É como se o idiota zombasse dela mesmo depois de morta — Eu sabia que as palavras tinham sido brutas, mas não impedir-me de ficar extremamente nervosa.

— Mas... Isso ainda não nos diz o que ele quer conosco — Apontou ela, eu não podia discordar de sua dedução.

— Precisamos nos soltar daqui antes que ele apareça — Chacoalhei os pulsos rudemente, tentando romper a corda, porém não obtive sucesso. Praguejei — Mas que droga! Temos que sair!

— Beth...

— Temos que conseguir, você precisa me ajudar. Mexa os braços até conseguir, não pare...

— Beth, não vai dar.

— Não! Não podemos parar, ele vai voltar. Você não pode estar aqui quando ele voltar. Se eu conseguisse desfiar sua corda ela soltaria e assim você poderia fugir e...

— Elizabeth, pare com isso! — O grito Michelle me chocou a ponto de me fazer fechar a boca — Isso não vai adiantar! E mesmo que funcionasse, eu nunca iria embora sem você.

— Isso não é uma opção Mitchie! Você tem que ir e...

— Dá para você tentar me escutar uma vez?! — Ela soou irritada. — Já chega de tentar me proteger, você também é importante! — Apertei os lábios, negando-me a permanecer parada sem poder ajudá-la.

— Não, você precisa sair...

— Eu me importo com você Beth, por favor, não tentar pensar só em mim.

— Chega! — Agora eu estava nervosa, irritada, desesperada. — É você que importa aqui! Eu tenho que cuidar de você! Eu tenho! Eu prometi para ela. Eu garanti isso.

— E agradeço Beth, mas está tornando essa promessa mais importante que si mesma, se machucando para que eu não seja afetada — Michelle fungou, com certeza chorando — Eu não posso aguentar isso, a sua dor.

— Minha dor... Minha dor é ter que ver Edgar machucar você assim como machucou minha mãe. Minha dor é ter que ficar parada, amarrada em uma cadeira enquanto esperamos que o maldito pesadelo da minha vida venha decidir o que vai fazer com nós duas... Minha dor é ser fraca ao ponto de ter permitido que ele conseguisse pegá-la. Então Michelle, não me peça para desistir dessa promessa, de sua proteção! Porque ela é única coisa que me mantém sobre controle agora.

Escutei a respiração acelerada de Michelle com o coração apertado, as lágrimas presas nos olhos. Não era para ser assim. Ela devia estar feliz, não chorando por minha causa, em um maldito túnel depois de ser sequestrada por seu próprio pai. Não, não devia ser assim! Quais eram as chances de poder gritar até minha alma ficar um pouco mais clara e leve? Quais as chances que eu tinha de alguma salvação depois de tudo isso? Não havia, eu sentia que depois disso, eu estaria perdida para sempre.

O ar foi puxado de meus pulmões quando do corredor, eu detectei um movimento se aproximando. Uma sombra escura, e com certeza pertencia a um homem. Tremendo, agarrei uma das mãos de Michelle, para então apertá-la dentro da minha com força, fazendo-a ficar rija, como se soubesse que ele havia voltado e aquele seria o único modo de permanecemos nos tocando.

— Beth...

— Me desculpa — sussurrei de volta, medo invadindo cada veia e musculo de meu corpo. Apertei sua mão — Me desculpa por tudo Mitchie. — Ela fungou, devolvendo meu aperto e tentando olhar por cima do ombro.

— Nada vai acontecer, não fale assim...

— É tarde para saber se algo vai acontecer — foquei a visão no corredor quando a estrutura dura de meu pai apareceu; Continuava com seu terno escuro e o cabelo penteado para trás enquanto andava calmamente por cima dos trilhos velhos do túnel.

Mais uma vez, apertei a mão de Michelle.

— Apesar de tudo... Eu amo você Mitchie, e farei de tudo para salvá-la. — Ela respirou, como se minhas palavras tivessem a quebrando. Eu sabia que ela via aquilo como uma despedida, e eu não mudei minhas palavras, pois eu sabia que aquilo realmente podia ser nossa última conversa. Eu faria o que fosse preciso para livrá-la de Edgar.

O perto de sua mão me trouxe de volta.

— Amo você também Beth... Por favor, não faça uma besteira. — Eu nada disse, pois prometer ficar parada era o que eu nunca faria.

Assisti Edgar aproximar-se com a mandíbula cerrada, preparada para qualquer coisa, e cada instante que ele fica mais perto, mais meu coração ficava acelerado. Ele encarou meus os olhos, sem desviar uma só vez até que estava abrindo aquele tão pavoroso sorriso psicopata, o mesmo que me aterrorizava em todas as noites. O mesmo que eu tive de conviver desde pequena. Em sua mão, havia uma garrafa de pinga, como sempre, porém ele a deixou no chão perto da caixa de força e voltou-se para o que realmente lhe interessava.

Ele caminhou perigosamente até mim, e assim que parou a minha frente, abaixou-se e piscou, olhando além de minhas pernas, contemplando as marcas que ele mesmo havia deixado por meu corpo. Rosnei quando ele tocou meu pescoço, bem onde tinha uma cicatriz de seu cinto.

— Desencosta! — grunhi. Edgar a afastou o dedo e sorriu mais.

— Não mudou pelo que vejo — disse em uma voz amena. — Continua com a mesma rebeldia.

— Com você? Sempre — cuspi, enfrentando o seu olhar bruto — O que pretende fazer conosco? Espancar e deixar-nos apodrecer aqui dentro? Que tipo de jogo doentio está em sua cabeça agora?

— Jogos — Ele riu — Essa é com certeza a palavra para o que vou fazer aqui. Com vocês. — Aproximou o rosto do meu, contemplando meu ódio de perto e com seu sorriso lunático — Vocês vão adorar se juntar ao meu jogo minhas filhas — Engoli o nojo que senti ao ouvir a palavra “Filhas” sair de sua boca, e agindo totalmente por impulso, suguei saliva e cuspi bem eu seus olhos.

— Não é nada nosso!

Fúria torceu os traços normalmente velhos e cruelmente bonitos, o que me deixou enojada, perceber que de baixo de toda maldade, existia um homem de boa aparecia. Irritava-me saber que aquele homem bonito de cabelos loiros e grisalhos, olhos azuis gelo, era meu pai. Ele não merecia aquela beleza, e enquanto olhava para meu rosto erguendo o queixo para ver o teto do túnel. Cada músculo pareceu contorcer-se com a tensão.

O imbecil me encarou. De repente, ele estendeu a mão e agarrou minha coxa para cravar seus dedos profundamente na carne o suficiente para que realmente ferisse. Eu gritei. Era como se estivesse rasgando a pele de dentro da coxa. O grito apavorado de Michelle foi a única coisa que o fez abrir a mão e me largar.

— Pare! Pare de machuca-la! — Gritava, remexendo-se atrás de mim.

— Oh, mas eu me esqueci de você — Ele cantarolou, passando um lenço branco em seu rosto enquanto ia ficar em frente à Mitchie. Tentei recuperar o fôlego, olhei minha coxa direita e segurei uma maldição. As marcas das unhas estavam evidentes na pele pálida, cinco marcas meia lua escorrendo sangue. — Então você conseguiu conhece-la. Era como imaginava Elizabeth? — rangi os dentes, odiando o fato de ele me chamar pelo nome. Ele deve ter percebido, pois gargalhou — Oh sim, você não gosta desse nome, devo dizer que também não, Marissa o escolheu quando eu mesmo o odiava... Ela era tão teimosa.

— Não fale dela — soei com a voz baixa. Ele bufou, enfiando uma mão em seu bolso e tirando um maço de cigarros. Observei-o acender.

— Marissa. Eu falo quando quiser dela — Voltou para o lado de Michelle, e quando essa mesma apertou minha mão, quis atrair a atenção dele somente para mim — Você... Carrega a fisionomia perfeita dessa mulher. É completamente igual. — Fiquei tensa quando senti o cheiro de nicotina pelo ar, e soube que ele tinha assoprado a fumaça no rosto de Mitchie quando ela começou a tossir.

— Pare com isso! Deixe-a em paz! — Me sacudi na cadeira. Edgar me ignorou.

— O que adianta tanta proteção entre vocês duas? Oh, Marissa com certeza está adorando o show que estou prestes a fazer — Ele riu, e o som foi tão assustador que me estremeceu a pele. — Mulher idiota, realmente achou que me esconderia uma criança? E você, Elizabeth, guardando o segredo da mamãe até que não pode mais... Tão bobinha. As duas, tolas por me acharem tão burro ao ponto de querer me enganar.

— E o que isso lhe importa? — Michelle questionou com rancor — Nunca quis saber de mim! Me jogou em um orfanato e antes disso me fazia passar fome.

— O problema aqui é o fato de que Marissa era minha mulher, pequena Michelle — O tom de Edgar era perigoso — Ela devia contar tudo para mim. Ser sincera, me ajudar, mas não... Tudo que ela fez foi querer fugir, me deixar... Afastar Elizabeth de mim quando mais precisei da ajuda dela.

— Batia nela! — gritei sobre revolta — Torturava e maltratava como se fosse um tipo selvagem de animal.

— Ela merecia cada uma daquelas surras. Faltava-me com respeito a todo instante — Segurei o rosnado quando ele apareceu na minha frente — Eu tentei concertar as coisas, tentei tanto, mas ela não via nada além do meu fracasso. Atirava-me pedras.

— Ela te amava!

— Não! — gritou de volta, arregalando os olhos com toda a sua fúria antes contida. Apontou para mim — Ela amava você. Em todos os malditos instantes ela pensava em você, ajuda você! Antes éramos apenas nós dois, ela gostava mesmo de mim, me fazia surpresas e me agradava... Mas tudo acabou quando você nasceu — Ódio flamejou em suas íris — Minha vida caiu aos pedaços com sua chegada, meu emprego se foi, as dividas apareceram, e Marissa... Passou a sorrir somente para você — Se aproximou, focando bem no fundo de meus olhos — E para piorar, além de roubar minha esposa, você também roubou minha aparência, meu rosto.

— Quer dizer... Que você a odiou, porque eu nasci? — Permiti que as emoções pessoais nublassem seu julgamento, Edgar se afastou, cravando os dedos pelos cabelos.

— Eu a amava tanto, mas ela escolheu você, sempre era tudo movido para seu bem. E foi assim até eu perder a paciência com ela... Marissa morreu, mas você ficou, e claro que ela tinha que me deixar mais um problema para resolver — Apertei a mão de minha irmã quando ele voltou-se para ela, olhar cheio de sentimento ruim. — Mais uma filha, e essa servia para me lembrar de seu rosto todo santo dia... Quer saber por o porquê de eu me importar com mais uma criança na minha vida Michelle? — Minha irmã ficou em silêncio e apenas escutou.

Edgar limpou a garganta ao falar.

— Porque era mais um motivo para ela deixar de me amar. Porque era mais uma criança pela qual ela tinha se sacrificado. Era mais um empecilho na porra das nossas vidas!

— Pare... por favor. — Encolhi-me quando Mitchie choramingou, as palavras do pai a machucando.

— Parar? Por que deveria? Aliás, por que deveria aturar as duas? Ambas são meus problemas, e sabe, eu posso acabar com isso agora. Tenho a oportunidade de acabar com as duas filhas que Marissa tanto quis proteger de mim. E que coisa mais engraçada. Será no mesmo lugar em que ela disse que me amava pela primeira vez. Não é algo magico? — Seu rosto tornou-se iluminado como se sua ideia fosse esplendida.

— Se você encostar na minha irmã — Deixei com minha voz o mais afiada possível — Eu mato você. — Lentamente, ele caminhou para mim, como se eu fosse sua presa, como se ele fosse um leão prestes a atacar. Mantive minha força, sem desviar de seu olhar, confirmando que não passavam de meras palavras ditas no calor do momento. Eu o mataria de verdade caso tocasse nela.

— Por que não testamos isso então? — Sorriu ele. Pavor subiu meu peito quando rapidamente, sua mão foi para o nosso meio, onde começou a desamarrar Michelle.

— Não, o que está fazendo?! Pare! — Mitchie gritou, se chacoalhando para tentar fugir, e eu senti quando essa foi solta e puxada da cadeira. O pânico em meu coração amentou quando Edgar parou a minha frente, segurando-a pelos cabelos com a força que eu sabia que tinha.

— Solte! Pare, faça isso comigo. Ela não fez nada de errado! — Implorei, pois parecia a única coisa que podia fazer.

— Mas qual seria graça então? — Ele sorriu, aproximando o cigarro que tinha entre dedos. Michelle arregalou os olhos, tentando se afastar.

— Oh meu Deus! Oh Deus... Por favor, não me machuque.

— Eu vou te matar! — berrei, sentindo-me a beira da loucura — Enfiarei uma faca no seu peito. Desgraçado! Eu te odeio! Odeio!

Engasguei e fiquei tensa com o horrível grito que rasgou a garganta de minha irmã quando o cigarro tocou seu pescoço, o desgraçado cravou mais fundo até que Michelle não pôde mais aguentar a agonia desfaleceu em seus braços, chorando, soluçando. Implorando para que parasse. Eu gritei juntamente a ela, doendo ao ver minha irmãzinha ser torturada e não poder fazer nada... Gritei de lamento, de pânico, de decepção, de desespero.

Lancei-me mais uma vez para frente, querendo que ele parasse aquilo, engasgando com as lágrimas, com o ódio.

— Pare... por favor, pare. Não a machuque mais. — Ele sorria, em nenhum momento ele deixou de sorrir quando afastou o cigarro, e permitiu que Michelle caísse no chão, franca e chorando. Veio até mim, rindo vitorioso.

— Irá me matar agora Elizabeth? Realmente irá? — Abri a boca para mandá-lo para o inferno, mas a queimação em meu ombro me pegou desprevenida, olhei para o lado e lá estava o que sobrou do cigarro, sendo prensado contra minha pele.

Apertei os olhos, me recursando a gritar, mas o desgraçado cravou mais fundo até que não pode mais aguentar a agonia. Abri os lábios e gritei. Ouvi os gritos de Michelle também, mas misturados com a dor que eu sentia. As lágrimas descendo meu rosto tão forte que me odiei por ser fraca a esse ponto. Justo na frente dele.

Edgar gargalhou, explodiu em risos enquanto ouvia meus gritos.

— Sinta! Sim. Diga-me se vai me matar?! Diga-me quem está no controle agora? Eu estou te torturando! Não sou eu o escravo dos jogos? — Riu mais uma vez, e olhou para o alto — Vê isso Marissa?! Sou apenas um otário pela dor. Estou causando ela em sua filha! — A dor começou a me deixar tonta, e gritar já era doloroso para minha garganta, mas parecia nunca ser o suficiente. Ele retirou o cigarro, mas voltou a coloca-lo em outra região. Ele havia erguido minha camiseta e quando senti a dor em meu estômago, a inconsciência foi brutal.

Arregalei os olhos, lutando contra a dor, e joguei a cabeça para trás, cravando os dentes nos lábios antes de finalmente ceder mais um doloroso grito, um que rascou minha garganta rudemente. Eu achava que minha força estava se encerrando, quando o cigarro foi retirado de minha pele e minha camiseta solta de repente. Estava tão cega pelas lágrimas, que quando abri os olhos, só pude ver borrões. Pisquei, tentando olhar além do lugar quando ouvi sons de algo tombando. Medo veio até mim ao pensar que Edgar talvez tivesse mudado de ideia e agora estivesse torturando Michelle.

— Mitchie... de-deixa-a — Minha cabeça estava pesada, mas consegui erguê-la. Foi quando senti o toque suave de mãos femininas.

— Beth...Oh, Beth — Ela segurou meu rosto, e quando consegui o foco de seus olhos, deixei que as lágrimas descem.

— Michelle... Está bem? — Olhei seu pescoço e gemi, encontrando a arredonda queimadura, a primeira em seu corpo marca que contava como nosso pai era louco e terrivelmente cruel.

Ela me fez olhá-la nos olhos, obrigando-me a parar de fitar a pequena marquinha.

— Estou bem, eu juro. — falou, mas ela parecia esquecer que eu tinha assistido e a ouvido gritar de dor.

— Maldito pirralho! — O som profundo e brutal fez o terror tomar conta de mim novamente enquanto tentava soltar meus braços. Procurei por Edgar, e me choquei ao encontra-lo caído em uma poça de água perto dos trilhos. Seu terno escuro agora encharcado com uma mão esfregando a cabeça, ele rugia de raiva, bufando como um touro furioso.

Fiquei confusa quanto ao que estava acontecendo, mas compreendi tudo quando Liam colocou-se em frente a Edgar em toda sua gloria. Peito molhado, cabelo pingando de suor, e rosto contorcido de pura raiva. Em sua mão, um bastão de beisebol quase do tamanho de seu braço. Aquela coisa devia pesar mais que um tijolo.

Mas que merda ele fazia aqui?!

Quis rugir de raiva, mas estava ocupada demais observando ele se aproximar cada vez mais de Edgar. Esse mesmo tinha levantado enquanto o mirava.

— Então, veio atrás delas — disse a meia voz. Liam o encarava, a mão firme no taco.

— Vim atrás delas, e da sua cabeça — rosnou o novato. Edgar riu, e não podia acreditar que ele conseguia estar tão calmo no momento em que estava sob o olhar assassino de Liam.

Ele direcionou um olhar para mim e riu, chacoalhando a cabeça.

— Você realmente o pegou de jeito não é? Já transou com o imbecil, Jodie? — Arregalei os olhos, pasma, Michelle teve as bochechas coradas e evitou olhar para mim, obviamente não querendo me constranger.

— Não diga o nome dela. — Liam ameaçou. — Não fale com ela.

— Bastardo possessivo, não é? Acho que protegeria um belo traseiro como este também. — Abaixei meu rosto, agora realmente envergonhada, humilhada pelo meu próprio pai. O toque de Mitchie me fez segurar as lágrimas, porém não a olhei.

— Ela sua filha! — Liam rugiu insanamente — Cale essa merda de boca e não ouse insultá-la!

Um estalo soou e alguém gritou. Levantei a cabeça a tempo de ver Liam enfrentar meu pai a corpo nu, usando nada além que punhos depois de tê-lo acertado com o taco. Pura raiva torceu suas feições e correu para frente.

— Não! — gritei, horrorizada quando um enfurecido, e lunático Edgar, atacou Liam.

Ele cambaleou e o Edgar rosnou novamente quando veio em meu caminho. Nem sequer consegui gritar antes de mãos brutais agarrarem Michelle.

— Me largue!

— A solte seu imprestável! — berrei, e gradeci quando Liam apareceu e circulou seu pescoço com o braço. Mitchie se arrastou para mim.

— Me solte Michelle, depressa — ordenei. Ela assentiu e começou a trabalhar em meus pulsos.

Um rugido foi o único aviso antes de Liam jogar Edgar contra o painel de controle, o amassando com brutalidade contra o mesmo. E ainda sim não deu tempo para que o filho da puta sequer pensasse em se levantar. Liam o segurou pelas lapelas do terno e começou a atingi-lo com seu punho até sangue jorrar contra seu rosto e peito.

— Mais rápido Mitchie!

— Estou tentando!

O painel despencou e Liam acabou por perder o apoio de sua presa. Edgar não perdeu tempo mesmo todo fodido. Caíram em um emaranhado de corpo. Era brutal e os sons que faziam eram completamente terríveis.

Achava que aquela visão não sairia da minha cabeça depois dessa noite. Minhas lágrimas rasgaram por dentro e sabia que uma vez que isso acabasse, se fossemos resgatados, este dia me assombraria.

— Liam cuidado! — Meu aviso foi tarde de mais, pois Edgar conseguiu alcançar a merda da garrafa que tinha trazido, e acertá-lo na cabeça. Meu lutador caiu como um saco de batata no chão, gemendo. — Não! Michelle!

— Consegui! — Assim que senti meus pulsos liberados, me abaixei para libertar meus tornozelos, e enquanto trabalhava, pude ver de relance enquanto meu pai ficava de pé sobre Liam. Meu sangue gelou quando assistir sua mão esquerda mergulhar no bolso, e tirar mais um cigarro.

— Oh, não... — gemi, arrancando as cordas do meu tornozelo. Michelle ajudou a desprender o outro.

— Tolo! — Edgar rosnou, acendendo o cigarro — Foi idiota por ter vindo, mas eu sabia que se arriscaria por elas. Assim como fez Marissa, assim como meu pai — Ele agachou ao lado dele, Liam chacoalhava a cabeça, tentando ficar lucido. — Mas eles pagaram. Oh sim, pagaram muito caro por ter entrado no meu caminho, e o mesmo fará você por ter se metido comigo. — As cordas foram libertas no momento em que meu pai iria encostar o cigarro na nuca de Liam, mas eu não permitiria, nunca, jamais. Edgar não iria tocar nele!

Corri e pulei em suas costas, apertando seu pescoço enquanto grunhia e tentava afastá-lo de Liam. Ele soltou o cigarro e agarrou meus braços, para então afundar as unhas em mim enquanto jogava-se para do chão. Fiquei sem ar e sem força para prendê-lo, meus braços afrouxaram e liberaram-no no mesmo instante que um clarão intenso nos jogou para longe um do outro.

O som ensurdecedor e o cheiro de queimado foram às primeiras coisas que detectei, depois senti a dor em minha testa e em uma das minhas costelas. Pisquei varias vezes sob o maço de fumaças que me rondava, o tempo congelou. Era surreal, muito impactante para minha mente processar os acontecimentos, até que o sangue se espalhando lentamente pelo chão quase tocou os dedos dos meus pés. Isso me fez voltar para o presente. Apenas alguns segundos se passaram e percebi que a umidade em meu rosto era também sangue e quando olhei para baixo, encontrei com o horror a poça de sangue que vinha de debaixo de uma viga enorme de madeira, e de baixo dela, estava Liam.

Seu rosto estava contra o liquido que era a bebida de meu pai, e agora havia servido para causar um incêndio no momento em que o cigarro tocou o chão. Respirando com dificuldade, arrastei-me em sua direção, gemendo e tentando segurar o quadril enquanto me aproximava. O medo transbordando de minhas células.

— Li-Liam?... Liam! — chamei-o, desesperada por um sinal, por uma respiração. Olhei a viga que tinha sobre os ombros e engoli. Era com certeza a madeira que sustentava a afiação dos trilhos.

Foi ao perceber isso, que procurei pelo caixa de força, de onde Liam havia sido lançado. Os fios estavam tocando o chão em chamas, exatamente no mesmo lugar onde Edgar havia quebrado a garrafa de pinga. Era óbvio. As chamas começaram quando o cigarro caiu, e quando alcançaram o painel, houve a explosão. E Liam estava perto demais.

Consegui ficar de pé, recuperei o fôlego e girei em volta enquanto me endireitava. Os olhos ardendo por causa da fumaça, procurei por Michelle, e lá estava ela, movendo-se fracamente em cima de uma cadeira quebrada.

— Michelle! — gritei. Ela devia estar atordoada, pois não se virou quando chamei, e eu não tinha tempo para ir até ela por mais que me doesse. Liam precisava de ajuda.

Avancei para ele, e quando estive perto o suficiente da viga, empurrei para longe dele. O gemido fraco que ouvi foi como música para meus ouvidos. Afastei a madeira para longe e tirei-a de cima dos ombros dele, gruindo pelo peso e pelo esforço que dava ao meu quadril. Cai ao seu lado e agarrei sua mão, ficando enjoada como tanto de sangue que vinha de seu rosto.

Liam estava gravemente ferido e as lágrimas encheram meus olhos. Com cuidado, virei-o de barriga para cima e apoiei sua cabeça em minhas pernas. Praguejei, olhando seu rosto vermelho enquanto esse gemia contra mim.

— Estou aqui novato, tente manter-se acordado. — Soltando ele um instante em minhas pernas. Agarrei minha camiseta e puxei a barra até que ela se rasgou ao meio. Voltei à segurar seu rosto e cobri-o com o pano — Vamos pressionar aqui, segure apertado e não se mova.

Novamente, ele gemeu e tremeu sua boca murmurando coisas. Toquei seu cabelo, acariciando-o.

— Shh. Permaneça quieto Liam.

— Jodie, saia daqui... — gemeu.

— Cale-se. Não vou deixar você.

— Por favor — Sua mão esfregou meu braço de forma fraca — Salve-se. Estou lutando para ficar aqui.

Olhei para o rosto pálido e machucado de Liam. Sua pele naturalmente bronzeada estava mais branca do que já tinha visto. Sangue derramava sobre o chão perto da cabeça e quadril, seu short estava ensopado.

— Liam, por favor... Eu vou bater a merda fora de você se morrer! — Sofrimento me fez gritar. O fantasma do que seria seu sorriso apareceu, mas ele não durou.

— É tão bonita quando está preocupada comigo — Os olhos fecharam e seu sorriso desapareceu quando a cabeça caiu para o lado.

— LIAM! — A angustia atacou-me e o chacoalhei, mas nada acontecia. Nada. — Não! Você tem que acordar! Seu idiota! Não pode fazer isso comigo. Abra os olhos, por favor. Eu não passei por tudo isso para você ir no meu lugar! Não, não. Não! Liam, acorde! — Encostei a testa na sua, fungando, segurando seu rosto perto do meu quando mais uma explosão soou dentro do túnel abandonado. Foi uma explosão menor, mas o suficiente para me fazer temer que mais da merda iria cair em cima de nós.

— Beth! — E então eu fui pega de surpresa quando o grito de Michelle veio de longe, porém, não o respondi, pois uma mão envolveu minha garganta, cortando-me o ar e a outra segurava meu braço com tanta força que tinha certeza que iria quebrá-lo. Ofeguei, perdendo as força, mas não muito tempo passou quando fui solta brutalmente e Edgar foi lançado para cima dos trilhos que iam para o túnel.

Agarrando o pescoço, assisti quando Edgar começou a convulsionar e gritar ao tocar nos velhos trilhos. Ele tremulou com a eletricidade invadindo todo seu corpo até que caiu na borda que tinha a sua frente e seu corpo despencou na água. Seu último grito foi de baixo das águas.

Olhei para o lado, e encontrei Michelle, com olhos esbugalhados e empunhando o taco de beisebol que Liam havia usado como arma. Minha garotinha tinha pavor nos olhos, os cabelos soltos e o rosto preto com poeira. Ela tremia, e os olhos brilhavam em um fogo azul que nunca imaginei que um dia veria dela.

— Mitchie? — Tentei tirar sua atenção do corpo de Edgar, que boiava na água desfalecido — Michelle, querida, olhe para mim. — Ela o fez, e com uma oportunidade, lhe estendi a mão — Venha, vai ficar tudo bem — Lágrimas voltaram aos olhos da menina e ela deixou o taco cair no chão. Quando correu para mim, não perdi tempo ao abraçá-la.

— Eu o matei... — Chorou, tremendo sob meu braço. Era impossível não fazer o mesmo quando o inevitável estava diante de nossos olhos. Toquei seu cabelo com a mão livre, tentando acalmá-la.

— Acabou. Não pense nisso. Precisamos sair daqui — A afastei, e segurando seu rosto, a fiz focar em meus olhos — Nada disso foi sua culpa. Só me ajude, temos que tirar Liam daqui. Está comigo? — Ela fungou, e com olhos cheios de medo, olhou para Liam.

— Estou com você. — garantiu, e eu sorri, olhando de volta para Liam — Como vamos carrega-lo? Ele é imenso!

— Temos que tentar. Não sei se haverá mais uma explosão, mas não quero permanecer aqui para saber — Me movi para ficar em pé e deixei Liam deitado no chão. Engolindo em seco ao sentir a pontada no quadril, me posicionei sobre a cabeça do novato. Olhei Michelle. — Como saímos daqui? Onde Edgar colocou o maldito barco?

— Ele está bem ali, se conseguimos arrastar Liam até a ponta, posso trazer o barco mais próximo. — Assenti, e puxei ar.

— Okay. Eu faço isso, fique com ele e segure isso em seu rosto. — Ela confirmou. Depois de olhar mais uma vez Liam, corri para dentro da água, indo até onde o barco flutuava solitário. Segurei a corda que se prendia nele e puxei até a borda até que estava ao meu alcance.

Olhei de relance para o painel e engoli em seco ao perceber que as chamas só estavam aumentando, tornando o ar difícil para respirar. Tossi enquanto amarrava barco em uma barra de ferro presa na borda. Subi as escadas novamente e cai ao lado de Mitchie e Liam.

— Vamos — falei.

Enfiei os braços por de baixo nos de Liam e peguei fôlego. Michelle foi segurar os pés, preparando-se e procurando por força.

— No, três... Um. Dois... Três! Agora! Mova-se — Michelle mexeu, bufando ante o peso que carregava. Praguejei, torturando-me com a dor que subiu do meu quadril até meus braços, mas não desisti, continuei a arrastar juntamente a Mitchie até chegar ao barco.

Ao chegar na borda, pulei dentro do barco e puxei as pernas de Liam, aguentando-o no banco enquanto Mitchie segurava sua cabeça. Com ele no lugar, estendi os braços para minha irmã.

— Venha! — A ajudei pular, e quando estávamos juntas, me estiquei para puxar a corda que nos segurava. E o alívio que me invadiu a nos movermos foi imenso. Cai ao lado de Liam e o toquei no rosto, cobrindo-o com a metade da minha camiseta.

— Esta perdendo muito sangue. — Mitchie tocou-o no braço, e admirei-a por não estar mais chorando. Mesmo que eu mesma quisesse cair em um mar de lágrimas.

— Ele estava perto demais do painel — O nó em minha garganta aumentou — O rosto dele...

— Vai ser tratado — Mitchie tocou minha mão — Tenha fé irmã. Ele vai ficar bem. — Eu queria acreditar nisso, Deus, como que queria.

Apertando os lábios, tentei me levantar para pegar o remo que tinha no fundo do barco, mas assim que tentei abaixar, meu corpo protestou e o gemido veio antes que pudesse impedir.

— Hey! — Michelle me segurou, me levando de volta para o lado de Liam — Você está machucada, deixe que eu faço isso. — Neguei, tentando levantar.

— Não, eu tenho que ir...

— Por favor — Me empurrou — Me deixa cuidar de você só uma vez? — Olhei em seus olhos, e quando vi sua determinação, suspirei e assenti, voltando a sentar do lado de Liam. Ela sorriu e pegou remo, para então começar a trabalhar.

Sirenes cresceram mais perto, mas eu não me movi para longe de Liam. Toquei sua testa e afastei seu cabelo, procurando por algum controle dos meus sentimentos. Porém, não tinha como. Essa era a hora que tanto tremia, o momento que tanto tentei manter longe. Minha própria avalanche de emoções.

Umidade encheu meus olhos, deixando a visão embaçada. Fui para baixo, ficando mais perto do rosto de Liam. Detectei a respiração dele contra os meus lábios. Era fraca, mas ele ainda estava vivo. Apenas não sabia por quanto tempo. Liam iria morrer.

O medo me fez circular sua cintura com os braços e deitar minha cabeça em seu peito. Eu apenas não podia deixar Liam. Era como se minha vida estivesse escapando diretamente dos meus dedos.

— Estou aqui, novato. Não me deixe — Acariciei sua cabeça, abraçando-o com desespero. — Você não devia estar aqui... Não devia. Por favor, abra seus olhos. – Pressionei, assistindo, esperando que ele fizesse isso. – Você é um homem duro, não deixe esse bastardo vencer. Ele ganha se você morrer. Por favor.

Acho que fiquei tempo demais contra ele, escondendo o rosto em seu pescoço. Mas fique totalmente em alerta quando algo pesado caiu ao nosso lado. Ergui a cabeça, rosnando para a ameaça.

Michelle mostrou as mãos, assustada.

— Calma, estamos seguros. Mas precisa soltá-lo Beth — Olhei em volta, chocada quando o céu escuro e com estrelas foi a primeira coisa que vi. Abaixei a vista, e estávamos paradas frente a uma multidão de pessoas, ambulâncias e paramédicas. Logo atrás, a visão do velho túnel era cercada por fumaça, e bombeiros cercava o pequeno lago no qual estávamos.

Nosso barco era segurado por dois homens enquanto um terceiro estendia as mãos para nós.

— O solte menina. Vamos cuidar dele — garantiu o homem, mas eu não queria, eu tinha que permanecer com Liam. Sempre. Ele tinha ficar comigo, tinha...

— Não — Apertei meus braços entorno do novato — Não toquem nele. Deixe-nos.

— Beth, por favor — Michelle choramingou, tocando meu braço — Liam está machucado, ele precisa de ajuda rápido. — A forma que minha irmã soluçou assustou-me, e eu fiz como pedido, e afrouxei o aperto dos braços em torno de Liam, mas o erro de todos os outros foi se aproximar de mim tão de pressa e arrancá-lo de meus braços.

O surto foi além no meu conhecimento dessa vez, empurrei Michelle e caminhei para os homens levantando Liam. Gritei, querendo-os longe dele, mas tudo que consegui foi cair na terra firme e sentir dor.

— Liam! Não, traga-me ele de volta! Liam! Liam! Ele não pode morrer! Ele não pode! Liam, por favor. — braços me prenderam, e eu não pude conter-me enquanto chorava, berrava por ele. Era demais, tudo rodava, e eu meu coração só saltava por uma pessoa. Por ele.

— Oh Deus, ele não... Liam — Uma picada em meu braço fez-me gritar de novo, e dois segundos depois, eu estava ao meio de muita escuridão.

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Notas finais
É isso gente, foi tenso né? Eu sei que vcs tão percebendo que ta no fim da fic, portanto, comentem o máximo possível e me digam o que acharam okay? Bjs, e até próxima gente.