Believe

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Este está um pouco mais pequeno, e peço desculpas.

O Justin bateu a minha porta, vezes sem conta.

- Não quero chegar atrasado no meu primeiro dia! – Disse ele.

- Vai-te embora! Estou-me a V-E-S-T-I-R!

- Não precisas de soletrar! Eu consigo perceber! – Ele bufou e eu conseguia ouvi-lo a bater o pé no chão. Agarrei na minha mala e vim para fora – Finalmente. Pensei que tivesse de descobrir o caminho para a escola sozinho!

- Boa sorte com isso! – Disse eu, a seguir a revirar os olhos, zangada com a impaciência dele.

- Pronto, desculpa. – Disse ele, rindo-se no meu ouvido, e pondo o braço a minha volta. Tínhamos ficado bem íntimos.

- Estás desculpado. – Sorri – Bieber.

- Obrigada, Jenkis. – Disse ele, contente.

- Tenho de te avisar da professora Lovegood. – Disse eu, quando estávamos prestes a sair.

- É boa? – Perguntou ele, entrando no carro.

- Não! Só pensas nisso?

- Maior parte do tempo. – Ele ajeitou o cabelo no espelho do carro e sorriu-me. Eu sorri-lhe de volta.

- Aqui tens a morada do Billy. A Annie vai com o Chris. Decidiram oficializar o namoro deles. – Disse, entregando-lhe um papel.

- Isto é engraçado. – Disse ele, olhando para o papel, e depois para mim – Quando eu vim para cá, achei que tu ias ser estranha, estás a ver?

- E não sou? – Perguntei.

- Não. Até és bastante bonita. Isto para não dizer outra coisa.

- Ok, idiota. Tu és totalmente idiota. – Disse, a rir.

- Obrigada. – Disse ele, parando em frente a casa do Billy. Ele levantou-se do degrau e sentou-se nos bancos de trás.

- Agora sou alguma criança para vir aqui atrás? – Perguntou ele meio amuado – E por que o deixaste conduzir? A mim nunca me deixas.

- Isso é por quê não tens carta, idiota. – Disse eu, atirando-lhe uma maça – Come e cala-te.

O Justin arrancou. O Billy bufou e foi o caminho todo calado. Talvez ele tenha mesmo ciúmes. Apenas suspirei e não falei com nenhum dos dois. Acho que o Justin pôs-se a falar sozinho. Acho eu. Ela parou em frente a escola, pôs uns óculos escuros e saiu do carro. O Billy riu-se da figura dele, mas eu na verdade até gostei. Saímos do carro também.

- Para que os óculos? Estamos no Inverno. – Disse o Billy, enquanto entravamos na escola.

Nenhuma rapariga conseguia tirar os olhos do Justin. Seguiam-no a cada passo, a cada respiração. E como eu estava ao lado dele, sentia-me comentada, e demasiado olhada. Era tão… Estranho. Eu sentia-me conhecida. E pela primeira vez em anos, popular. Fomos juntar-nos aos três parolos lá fora. Quatro, se contarmos com a Annie, sentada ao é do Chris. Eu nunca pensei em sentar-me com eles. Muito menos, eles quererem que eu sentasse ali. Pois há uma pequena história entre mim e o Chaz. Quer dizer, não é nada pequena. Nem um pouco, na verdade. Tenho vergonha dessa história. Só o Bils e a Annie sabem. E quero que continue assim. Vamos os três morrer, e enterrar o segredo connosco. Espero.

Justin Pov

Quando os outros se afastaram, eu comecei a falar com o Chaz sobre o que ele me tinha contado, há uns meses atrás.

- Foi aquela Carly? A Carly com quem eu vivo? – Perguntei, curioso.

- Sim, foi ela. Ela nem foi má, de todo. – Disse ele, com um ar malicioso.

- Não fales assim dela! – Disse eu, zangado.

Não faço ideia do por que de estar a defende-la, mas estava. Talvez por que agora somos amigos. Talvez um dia, eu possa lhe ser mais que isso.

- Agora gostas dela, é isso?

Eu ia para lhe responder, não sei o que, mas eu ia. Quando os outros apareceram. Eu tinha de tirar esta história a limpo.

Avistei a Carly, um pouco mais longe, um pouco triste. Possivelmente a pensar se o Chaz me contou o segredo dela. Que irei levar para o túmulo. Só por que gosto dela. Como uma irmã. Nada mais. Meu, eu adoro contar segredos! Apenas tenho de me controlar… Pela Carly. A Jenkis está mesmo a mexer comigo. Eu nunca fui muito desta cena de ser boa pessoa. Aproximei-me dela, sorrindo.

- Um cêntimo pelos teus pensamentos, Jenkis. – Sentei-me no banco, ao lado dela.

- Eu quero voltar a surfar, Bieber.

- Então surfa! – Disse eu, sem entender a razão dela não o fazer.

- Os meus pais não me deixam.

- Eles não precisam de saber.

- Hum? – Ela demorou um pouco para entender, e depois – Não, não, não! O meu pai ia matar-me! Matar-nos!

- Quem se importa? Sábado eles não vão estar fora? De manhã, surfar. A noite, a tal festa. Vai ser o melhor sábado da tua vida, Jenkis. – Disse eu, e antes que ela pudesse protestar, eu toco-lhe no nariz e vou para a aula, pois há tinha começado. Afinal, sempre cheguei atrasado no meu primeiro dia.