Believe

4 Capítulo 4 - Festa


- O que você tá fazendo aqui? – Perguntei, dando dois passos para trás, e indo contra Justin.

– Desculpa.

- Tudo bem, Jenkis.

Ele disse alguma coisa sobre eu estar muito bonita, mas eu nem prestei muita atenção, estava concentrada em Chaz que olhava para mim de cima a baixo, outra vez. E da última vez que isso aconteceu, eu não gostei. Mesmo.

- Ele tem razão. – Diz Chaz, muito baixinho, como se estivéssemos sendo espiados – Você fica muito bonita nesse vestido.

- Fui eu que fiz. – Disse também muito baixinho, olhando para ele, assustada.

Ele olhava para todos os lados, em mim, menos a minha cara. Então ele se tocou que eu tinha percebido a sua “ avaliação”, e olhou para minha cara, sorrindo.

- Está tudo bem? — Juatin se coloca no meu lado, com um ar sério.

- Claro. — Disse Chaz, tirando uma bebida da grande mesa e se afastando, muito depressa, para o meio de toda a gente.

- Ele está tão estranho... — Comentei, pegando também numa bebida e olhando para Justin.

- Você quer ir num concerto comigo? — Disse ele, um pouco hesitante.

Olhei para ele e depois para a bebida, corando. Afastei uma madeixa de cabelo, para trás da orelha. Ele esperava ansiosamente pela minha resposta. Eu acho que ele me estava convidando para sair.

- De quem? — Perguntei.

- Maroon 5... É a minha banda favorita. — Disse ele, sorrindo.

- A minha também.

- O Chaz ia com a prima, mas a prima adoeceu e ele odeia os Marron 5.

- Melhor para nós. — Dise, contente — Sabes, ainda bem que foste lá para casa. Eu realmente preciso de alguém. Sinto saudades do Drake.

- Eu também sentiria. — Disse ele, olhando em volta — Isto está tudo tao cheio...

Eu ainda não tinha reparado muito bem quantas pessoas estavam na sala do Billy, mas eram muitas. Talvez mais de 300. Ou quase 500. Eu não podia estar para ali a conta-las a todas, mas tenho a certeza que enchiam a casa toda. A música era mais alta que as nossas vozes, e as luzes estavam a piscar. Era como um sonho.

- Finalmente te encontro! — A Annie agarra-se a um dos meus braços, afogante — Corri a casa toda a tua procura!

- O que foi? Parece que morreu alguém! — Disse Justin por mim, pois eu ainda estava muito assustada para falar. — Desculpa. — Ele olhou para mim — Eu não me lembrei.

- Tudo bem. — Respondi e ambos olhamos para Annie.

- Os teus pais estam lá fora!

Se eu estava assustada, triste e traumatizada por causa do Chaz antes, agora eu estava mesmo traumatizada, assustada e completamente encrencada. Ambas corremos lá para fora, com Justin atrás de nós. Escondemo-nos atrás de uma moita. Grilos e corujas cantavam pela noite.

- O carro do meu pai esta mesmo ali! E agora? — Sussurrei, nervosa.

- Eu vou distrai-los. — Diz Justin, começando a se levantar. Eu puxo-o de volta para baixo. — Me deixa ir.

- Se eles te apanham, podem te mandar para o Canadá.

Justin ficou um pouco triste por não poder ajudar, mas depois sorriu.

- Então você se importa se eu fico ou não? — Perguntou ele, tocando levemente no meu braço.

- Claro que me importo! — Grunhi, um pouco zangada e nervosa.

- Tudo vai ficar bem.

- Era o que o Drake dizia. E olha... Ele não está assim tão bem. — Comentei, olhando em volta.

Estava tudo escuro, sem sinais dos meus pais. Ele devaim ter ido ao restaurante no fundo da rua, para o aniversário de casamento. Então, um som invadiu o silêncio da noite. O alarme de uma casa apitava, apitava e apitava. Na casa ao lado da do Billy, um homem vestido de preto salta da janela e começa a correr, pela rua fora. Tropeça algumas vezes, mas depoi vira a esquina, seguido por um carro da polícia com a sirenes ligadas provocando o latido de cães por todo o bairro.

Aquela casa tinha acabado de ser assaltada.

E eu era testemunha.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.