Believe

3 Fallin for you II


Notas iniciais
por favor, se tiver alguma leitora fantasma, apareça, os reviews sao importantes pra mim :/

P.O.V Justin

Abri os olhos lentamente, estava jogado na cama apenas de boxer, me sentei meio assustado, minha cabeça não doía, o que me fez lembrar o motivo por não estar de ressaca, e me veio aquele sorriso na cabeça. Conferi as horas e eram quase 13:00. Me levantei, fui ate o banheiro fiz minha higiene matinal e desci as escadas.

– Pensei que não ia levantar mais meu filho. – Falou minha mãe em tom de preocupação. – O remédio para dor de cabeça ta no armário. – Completou.

– Eu não to com dor de cabeça. – Falei e sorri, normalmente nos dias depois das festas, eu morro de dor de cabeça.

– Ah, que bom. A Samantha ligou, perguntou por você. – Falou me fitando, se aproximou e me abraçou por trás.

– E você disse o que? – Falei assustado com a resposta, afinal não havia lembrado dela durante toda a noite,e provavelmente geral me viu junto com a Demi, nem chegou a rolar nada demais, infelizmente.

– Falei que ainda estava dormindo. – Respondeu pegando a chave do carro em cima da mesa. – Vou ao super mercado, quer me acompanhar? – Perguntou, como sempre esperando um não.

– Ah, não. Tenho que ver um negocio ai agora. – Respondi e ela consentiu com a cabeça e saiu.

Subi para o meu quarto e me deitei novamente, estava encantado com aquela garota, e pude perceber seus olhares por mim. Nunca rolou uma química tão forte com alguma garota de primeira, o que começou a me deixar meio assustado, o bom é que eu tenho seu numero, e ela meu casaco, e em breve nos veremos de novo. O interfone tocou e desci para atender.

– Entra aí. – Falei abrindo a porta ao ver Chaz e Rayn. Os dois entraram e logo se jogaram no sofá.

– Liga ai o Play. – Rayn disse se referindo ao vídeo game, as garotinhas já queriam perder pra mim, logo cedo.

– Diz pra ele Rayn, a gatinha que você ia pegando ontem, gostosinha, diz ai. – Falou chaz e começou a rir, absurdamente.

– Cala a boca, você que tava bêbado demais. – Respondeu incrédulo e com a expressão seria.

– Melhor dizendo, gatinho. – Completou Chaz rindo sem parar.

– O que? Gatinho? Isso que é seca Rayn, não esperava isso de você. – Falei e comecei a rir com Chaz. Rayn ficou calado e parecia furioso, jogou algumas almofadas em nos, mas continuamos zombando dele.

– Não quero falar desse vacilo, mas me diz você Justin da Sam, pegou muitas? Claro que não esqueci que a boneca e comprometida. – Falou em tom de brincadeira, e puxou as risadas de Chaz pro seu lado.

– Conheci uma garota, mas nem rolou nada. – Falei e imediatamente me lembrei dela e do seu jeito meigo mesmo após eu ter esbarrado nela.

– A Barbie é fiel Rayn. – Chaz completou agora me zombando.

– Não rolou nada por que ela não quis otario. – Falei concentrado no jogo.

– Levou um fora, parabéns Barbie. – Continuaram me zombando.

– Mas tenho o numero dela, e qual foi a de vocês, pegadores. – Falei em tom irônico e voltamos as atenções pro jogo.

[...]

As horas se passaram e os idiotas foram embora. Já eram quase 19:00. Peguei meu celular disposto a ligar pra Samantha, mas sem me controlar, já estava ligando para Demi.

P.O.V Demi

Com lágrimas nos olhos fechei meu livro, havia acabado de terminar de ler Querido John e estava emocionada, o dia hoje passou rápido, apenas fiquei no cel com Britty, e atenta, pois Justin havia prometido que ia me ligar. Fui ate o banheiro, me despi e tomei um banho relaxante, troquei de roupa então meu telefone tocou, era um numero desconhecido, claro, era ele.

— Ligação on. —

– Oi, quem é? – Perguntei esperando que do outro lado, ele me respondesse.

– Será que ainda lembra da minha voz? – Ele questionou, com a voz rouca e em tom baixo, ao mesmo tempo suave e confortante.

– Impossível mesmo seria eu ter esquecido. – Respondi corada, e dando alguns pulos em frente ao espelho, afinal ele não veria.

– Ah, eu não só lembro de você, da sua voz, e tudo mais, como já estou afim de te ver de novo, o que cê acha? – Ele disse em um tom super carinhoso, o que me fez derreter.

– Eu ainda estou com seu casaco, e imagino que você quer ele de volta. – Falei e sorri fraco, afinal o casaco era a oportunidade perfeita para nos vermos novamente.

– O que eu quero agora e saber o que você vai fazer amanhã? – Falou. Pensei por alguns instantes, e meu dia estava totalmente livre.

– Nada. – Falei em tom simpático.

– Eu passo na sua casa as 15:00, acho que você vai gostar do lugar que eu vou te levar. – Falou me deixando pirada. Ele é perfeito demais pra ser verdade, questionei em meus pensamentos.

– Só tem um problema. – Questionei e sorri fraco.

– Qual? – Ele perguntou em um tom grave. Calma Justin, você é perfeito.

– Você não sabe aonde é minha casa. – Falei e sorri, pude ouvi-lo rir do outro lado da linha, e aliviado.

– Pode começar a explicar então. – Disse.

[...]

Me joguei na cama, extremamente feliz, depois de bons minutos com Justin no celular, percebi o quão rápido ele estava me conquistando, e eu estou sem medo de me entregar.
Sai do quarto e desci as escadas, não havia ninguém em casa, assisti televisão e ouvi a fechadura da porta se abrir, minha mãe havia chegado.

– Mãe. – Corri e a abracei. Estava com saudades, ela infelizmente não pode estar presente sempre.

– Que saudades querida, cadê sua irmã? – Questionou retribuindo meu caloroso abraço.

– Ela foi na casa da Jane, ontem foi a festa da Britty. – Respondi a acompanhando ate seu quarto.

– Mesmo? E o que aconteceu de bom nessa festa? – Perguntou e sorriu.

– Eu conheci um garoto, mas não quero falar disso. – Respondi ao ver sua expressão cansada.

– Tudo bem, seu pai chega semana que vem de viagem, e quer ver vocês. – Falou em tom sério. Ela sabe que eu não quero o ver, não faço questão dele em minha vida, ele foi um cretino com ela, me abandonou ainda pequena, e eu não quero mais decepções da parte dele, apenas consenti com a cabeça e ia voltando para sala quando me lembrei de avisa-la que amanha irei sair.

– Ah, mãe, amanhã vou sair com o garoto da festa. – Falei em tom apaixonado.

– Ta. – Falou despreocupada.

Ela e meu Bruce, não levam muito a serio as coisas que eu falo, e nem sempre é legal ser ignorada.

– Demi, desbloqueei seu cartão. – Gritou do banheiro. Pude ouvir enquanto descia as escadas.

Depois do jantar subi para o meu quarto, afim de uma noite tranquilo de sono, amanha veria novamente Justin, e eu espero esse momento dês de a ultima despedida.

[...]

Acordei já tarde, provavelmente minha mãe já havia saído. Tomei um banho e escolhi uma roupa pro momento, alguma roupa que não deixasse tão claro o que meus olhos indicam, algo do tipo: ‘Quase não dormi a noite pensando em você, em como é lindo, e gentil, mas to tentando disfarçar. ’ O sol hoje esta estrondeante.
[http://www.polyvore.com/cgi/collection?.locale=pt-br&id=1710358]
Olhei o relógio e marcava 14:55. Sentei no sofá esperando o interfone tocar, peguei o casaco dele, o qual eu teria que entregar hoje, e meu celular. Minutos depois ouvi o interfone tocar. Já podia imaginar, fui ate o quarto da Court e avisei que estava de saída, ela ainda dormindo consentiu e eu desci. Ao abrir a porta ele me olhou fixamente, sorri sem graça e ele deu um beijo em meu rosto.

– Você ta linda, mas isso não é novidade. – Falou me fitando da cabeça aos pés, o que me fez corar e rir sem graça.

– Você me deixando sem palavras e isso também não é novidade. – Falei e permaneci observando seu sorriso descontraído, lindo.

– Vamos? – Falou pegando em minhas mãos e indicando o carro.

– Ah, claro. – Sorri e o acompanhei sentindo sua mão na minha. Ele abriu a porta para mim, eu entrei, e ele a fechou. Ele deu a volta e também entrou, ligou o carro e deu partida.

– Posso saber aonde você vai me levar? – Questionei o olhando de perfil concentrado na estrada, e colocando se casaco no banco de trás.

– E uma surpresa, digamos que seja uma oportunidade pra você se vingar do que eu fiz noite passada, ou eu fazer de novo. – Falou e me olhou rápido sorriu provavelmente da minha expressão incrédula, sem entender nada o que havia dito.

– Tudo bem, e melhor eu esperar mesmo. – Respondi. Durante todo o caminho fomos conversando coisas do nosso dia a dia, ele não falou nada sobre o pai, e eu achei melhor não perguntar.

– Chegamos. – Falou desligando o carro, e descendo, eu fiz o mesmo. Com certeza fiz uma grande expressão surpresa, o que o fez rir e se aproximar.

– Meu Deus Justin, eu não acredito. – Falei e sorri, me aproximei mais e o abracei. Era loja de jogo de paintbol.

– Não é mesmo uma boa oportunidade pra você se vingar? – Falou retribuindo meu abraço.

Fomos em direção a recepção e fomos muito bem recebidos, o rapaz perguntou se éramos apenas nos dois, e perguntou qual seria o nosso desafio, escolhemos o ‘labirinto’. Nos entregou a roupa protetora e nossas ‘armas’ nos indicou um túnel, o qual haviam duas entradas. Olhei para Justin, e ele fixou nossos olhares.

– Boa sorte Demi, você vai precisar princesa. – Falou e desapareceu por dentro do labirinto.

Entrei sem fazer barulho ao andar, e o rapaz fechou as portas. Começou o desafio. Segui em silêncio durante os primeiros minutos. Ouvi a risada de Justin, o que aparentava ser muito perto, e então balas de tinta vieram em minha direção.

– Te achei gatinha. – Ele disse atirando e sorrindo, sorri também e corri para outro corredor.
Podia ouvir seus passos se aproximando. Ele sorriu fraco sem saber que estava uma parede de distancia de mim, me virei e ele olhou assustado, começamos a sorrir, e descarregamos toda nossa munição de tinta colorida um no outro. Ele jogou sua arma no chão, e se aproximou de mim, ainda havia uma bala de tinta na minha arma, então eu tirei com as mãos nas costas, e também pus minha arma no chão. Ele tirou o capacete se aproximou mais e tirou também o meu, se posicionando de frente a mim.

– Bom, agora está 2 pra mim e 1 pra você, e só pra você ficar sabendo, fica linda pintada de azul e amarelo. – Sorriu próximo o bastante para sentir sua respiração.

– Não Justin. – Falei e sorri. Ele me fitou e questinou.

– Não? – Sorriu incrédulo.

Peguei minha ultima bala de tinta vermelha e joguei contra seu corpo. Comecei a sorrir de sua cara.

– Isso não vale. – Falou se jogando no chão e fingindo morrer.
– Agora empatamos. – Sorri e me posicionei em cima de seu corpo. Ele fechou os olhos mas pós as mãos em minha cintura. Me aproximei de seu rosto e o observei atentamente, ele abriu os olhos e ficamos parados nos olhando. Passou as mãos pelo meu rosto, o acariciando, sorri fraco e ele se sentou, me posicionando sentada em seu colo, pus minhas mãos em sua nuca, e ele selou nossos lábios, transformou o selinho em beijo, sua língua pediu passagem e logo cedi, seus lábios eram como mel, macios. Paramos o beijo por falta de ar, e naquele momento pude ver o quanto estou me apaixonando por ele. Ele sorriu e pós uma mecha do meu cabelo para trás da orelha.

– Agora você também é uma vilã. – Falou acariciando meu rosto, e me observando sorrir.

– Você mesmo disse que formamos um belo par. – Falei e ele não perdeu tempo e novamente nos envolveu em um beijo, cheios de novos sentimentos desconhecidos por mim ate agora.

[...]

Conversamos novamente durante todo o caminho, mas ele acabara de estacionar em frente a minha casa, e novamente a hora da despedida.

– Hoje foi incrível Justin, você é incrível. – Falei e me virei para ele que sorriu e me olhou atentamente.

– Ainda nos veremos? – Questionou, e não há nada nesse momento que eu quero ouvir mais.

– Por mim sim. – Falei, no mesmo momento ele pegou minha mão e sorriu com um total charme.

– Ah, e você que é incrível, nunca sai com uma garota tão maneira. – Falou, o que me fez sentir única.

– Você é único em vários requesitos dos garotos que eu já sai. – Falei e ele sorriu. Ficamos calados por alguns instantes, nos olhamos rapidamente e no outro instante já estávamos desfrutando de um beijo ferros como se fosse o ultimo, beijo compartilhado por muita vontade de ambas as partes. Novamente paramos por falta de ar. Maldito ar.

– Agora eu preciso ir, me liga, quando sentir saudades. – Falei abrindo a porta do carro.

– Vou ligar sim, já não vejo a hora de te ver de novo. – Falou em tom totalmente carinhoso.

Desci do carro e acenei da porta, ele deu partida e foi embora. Senti meu celular vibrar no meu bolso, e era ele. Sorri besta.

— ligação on-

– Justin? – Questionei.
– Você disse que eu podia ligar quando sentisse saudades. – Falou e sorriu.

[...]

Dizem que levamos questão de 0,2 segundos para nos apaixonarmos, ou seja, não e preciso falar nada, não é preciso de nenhum gesto, apenas um olhar. Olhar esse que Justin tem, e cria um poder sobre mim