Notas iniciais
Olá! Bem vindos de volta. Faz um tempinho, né? Se voce esta acompnhando a história, eu recomendo que voce volte para o ultimo capítulo e leia a última parte. Eu talvez tenha feito algumas alteracoes la no final para se adequarem a esse capítulo aqui. E se voce nao leu o meu update antes dele ser deletado, a Dica #5 é a última do Guia da Belarus.

Rússia levou uns bons segundos encarando a irmã mais nova, testa franzida, tentando decifrar o significado daquelas palavras, antes de tropeçar para trás.

Ele não achava que aquilo era possível. Um outro sentimento surgir entre irmãos que não fosse platônico. Ele sempre atribuíra a obsessão de Belarus como um reflexo da relação politica que havia entre eles. E talvez um pouco como uma sequela dos dias da União Soviética. Ele sempre achou que essas coisas refletiam na parte humana da sua irmã como uma admiração que ela com os anos, assimilou com sentimentos românticos. Ele nunca achou que aquilo era de verdade.

Mas agora, ele acreditava nela. Talvez fossem os olhos marejados. Talvez fosse o cenho franzido em legítimo desespero, como se essa fosse a última tentativa dela de fazê-lo entender. Te provar para ele que ela o amava muito mais do que uma irmã deveria amar um irmão.

Ivan teve que desviar os olhos para o chão. Ele havia infligido tanta dor naquela pequena nação, a solidão internacional. Mas talvez, a parte que mais lhe doesse fosse a parte humana. A parte de não corresponder os sentimentos dela.

Ele já fora apaixonado uma vez, e por isso, conhecia a dor de ter o coração quebrado pela rejeição. Pensar que sua irmã sofrera com essa dor tantas vezes lhe trazia um estranho sentimento de querer estraçalhar a cara do idiota que lhe fizera isso. Mas pensar que ele mesmo era o responsável por lhe causar essa dor... Isso era demais.

Ele sabia que precisava dizer algo, mas não sabia o que possivelmente poderia dizer. Bastava olhar para Natalya para perceber o quão esgotada ela estava. Não havia brilho nenhum em seus olhos. Seus lábios estavam comprimidos em uma fina linha. Seu queixo e testa estava franzidos enquanto ela mesma lutava contra seus pensamentos. A batalha havia acabado para ela. Aquela era um garota quebrada.

Deus, ele não suportava vê-la assim.

Sentiu seus braços involuntariamente envolverem os ombros de Natalya, enquanto suas mãos guiaram sua cabeça para seu peito. Ela não se mexeu, mas também não protestou.

– Eu sinto muito. – Ivan disse.

Ele não sabia exatamente porque disse aquilo, mas sabia que era o que deveria dizer. Sentia muito por tê-la feito se sentir deste jeito. Sentia muito por não poder fazê-la feliz. Sentia muito por não poder ser para ela o que ela queria.

– Não é sua culpa. – ele ouviu Natalya murmurar nos seus bracos.

Se afastou um pouco para olha-la.

– Não, eu... Droga, eu sinto muito por fazer você se sentir assim. Se eu pudesse fazer qualquer coisa para melhorar...

Rússia se interrompeu. A resposta estava bem ali na sua frente, não estava? Chegava a ser clichê. Natalya o olhou de relance. Ele suspirou.

– Eu não posso... Não é uma questão de eu retribuir os sentimentos ou não, Natalya. Isso nunca daria certo, eu e você. Nenhuma das outras nações ia aceitar. Iriam dizer que eu te tomei a forca e que euro reconstruir a União Soviética. E então, seriamos nós contra o mundo. Eu não posso lidar com uma guerra nessa proporção agora.

– Então, não era pra ser. Nem hoje, nem nunca.

– Eu sinto muito.

– Você sente demais. Está tudo bem. No fundo, eu desconfiava que seria uma missão impossível.

Ela suspirou.

– Eu só achei que... Depois dessa tarde, de todas as coisas que eu tentei e que fizeram nós dois ficarmos mais próximos... Meio que dói saber que apesar dos meus esforços e dos progressos de hoje... Que eu nunca nem tive uma chance.

– Não diga uma coisa dessas. – ele a fitou.

– Ivan? Eu, por acaso, alguma vez, já... Tive alguma chance?

Rússia tentou pensar por um instante. Os dois nunca realmente tiveram uma relação puramente platônica- principalmente por que Natalya sempre alegou ter sentimentos mais que fraternos por Ivan. Ele nunca comprou a história, mas refletindo agora, depois de saber da verdade, a relação dos dois sempre fora... Esquisita.

Desde pequenos, Belarus e Rússia eram tão próximos como irmãos, tão confiáveis um ao outro como amigos, mas sempre houve algo ali no meio que Rússia não sabia decifrar. O tempo passou e as coisas mudaram. O tempo em que ela passou na sua casa, durante a União Soviética, pareciam ter sido os melhores de sua vida. Belarus era feliz, apesar de Rússia viver estressado com a administração da casa e com os conflitos internacionais. Deixar a casa do irmão havia sido decisão dela- gravemente influenciada por Ucrânia –mas fora decisão dela. E então ela voltou, mesmo que ele já não tivesse a grandeza daqueles dias. E ela foi ficando cada vez mais esquisita. Se agarrava ao seu braços nos momentos mais inapropriados, como se tivesse medo que se largasse, ele iria embora. Ela o perseguia a onde ia, ameaçava quem chegava perto dele. Rússia estava muito preocupado pela irmã, mas não conseguia juntar a coragem para enfrenta-la sobre o assunto. Por que? Por que ela parecia perdida. E fazer coisas pelo seu irmão e com o seu irmão eram a única forma na qual ela encontrava prazer e felicidade. Então ele não a impediu por que queria vê-la feliz mais do que queria vê-la sem aquela faca.

Mas esta tarde trouxe algo diferente e ele podia sentir. Se recusava a acreditar que fosse só a relação entre os irmão que tivera sido reestabelecida. Talvez os seus chefes tivessem armado algo para os dois por trás de suas costas, mas ele queria mais do que nunca vê-la perto.

Ugh. O dia havia sido longo, com muito estresse emocional e ainda havia muita vodka em seu sistema para que Ivan conseguisse processar melhor o que sentia. Qual tinha sido a primeira pergunta mesmo? Ah... Se ela tinha uma chance.

Ivan suspirou olhando para aqueles olhos grandes e cautelosos. Ela estava segurando sua respiração em ansiedade.

Em resposta, Ivan inclinou a cabeça para mais perto de seu rosto e depositou um beijo em sua testa.

Ele quase se arrependeu, sentindo Natalya murchar em seus braços, puxando os braços para fora de forma que ela não esteja mais te tocando. Ela se afastou, deixando sair um fraco “Como eu sabia...”escapar de seus lábios.

Nenhum dos dois fala por um momento. Natalya abre a boca para quebrar o silencio, chamando a atenção do irmão.

– Eu acho que quero algo doce pra comer. Ainda estou meio tonta por causa da vodca e sinceramente, estou bem cansada. Acho que esta na hora da gente tentar baixar um pouco e tentar dormir. Já chega de estresse por hoje, e principalmente, já chega de vodca.

Ivan congelou em seu lugar, a observando virar as costas e ir em direção ao sofá um tanto cabisbaixa.

Ele deixou um fraco “Certo.” escapar de seus lábios.

Ele fez a coisa certa. Ou pelo menos, ele esperava que tivesse feito a coisa certa.

...

As luzes estava apagadas, e a única coisa que iluminava o rosto de Belarus era o brilho das imagens da teve.

Ela queria poder dizer que estava prestando a tenção ao documentário que passava, queria poder dizer que sabia de tudo sobre orangotangos agora. Queria poder dizer que estava tendo êxito em se distrair do irmão pelo resto da noite. Que não estava pensando mais na rejeição final que sofrera ou como ela foi a mais dolorosa de todas, por que dessa vez, ele foi gentil mesmo sabendo que ia machuca-la de qualquer jeito. Por que ele se importava com ela quando ela sempre pensou que ele não ligava mais. Por que ele não gostava dela do jeito que ela queria, que ela precisava.

Belarus queria poder dizer que não estava se sentindo vazia por dentro, mas estava.

Ela a luz da cozinha se apagada e os passos se aproximarem, e fez o seu melhor para limpar as lágrimas para fora de seu rosto.

O estofado ao seu lado afundou e ela podia sentir o olhar preocupado de Ivan sobre ela. Ela não precisava da pena dele. Precisava era que ele ficasse longe por um tempo para que ela pudesse aprender a lidar com seus sentimentos sozinha. Precisava, não queria.

Belarus continuou a fitar a teve, impassível.

Ivan suspirou ao seu lado, colocando algo entre eles dois.

– Eu trouxe sorvete. – ele a ofereceu uma colher.

Bela olhou de relance para o sorvete. A embalagem era rosa, o que só podia significar uma coisa.

– Morango? – ela ergueu uma sobrancelha.

– O seu preferido. – ele insistiu na colher.

O fantasma de um sorriso atravessou os olhos de Belarus, e ela aceitou a colher.

– Obrigada.

Um silencio desconfortável se instalou no cômodo.

– Ei. – Rússia a chamou. Belarus se voltou com calma e cautela para ele. – Eu fiz um péssimo trabalho como irmão mais velho estes anos. Mas eu estou pronto para me redimir. E isso inclui ajudar a minha irmã a superar o idiota do garoto que ela gosta.

Belarus naturalmente teria rido para agradar seu irmão mais velho, mas ela ainda se sentia miserável demais para esboçar um sorriso. Então ela apenas ignorou o sorvete entre ele e lacou os braços ao redor do pescoço de Ivan. Ele ofegou em surpresa, mas não demorou para retribuir o abraço com forca. Um começou a apertar mais que o outro, e com certeza já deveria estar desconfortável a este momento, se não fosse o quão necessitados os dois estavam dos braços um do outro.

– Obrigada, irmão.- Belarus já podia sentir os olhos arderem novamente, mas ela estão cansada de chorar.- Por não desistir de mim. Por ficar do meu lado. Por não me deixar me afastar.

Rússia afagou o cabelo de Belarus, forcando algum espaço entre eles de forma que estivesse novamente cara a cara, tão próximos que podia sentir sua respiração em sua pele.

– Vai ficar tudo bem, eu prometo. – ele acariciou seu rosto. – Eu estou pronto para me redimir como irmão. Mas e você? Esta pronta para aprender a me amar do jeito certo?

Belarus sorriu, assentindo. Ela descansou a cabeça no ombro de Ivan e ele abraçou seus ombros com um braço. As lágrimas voltara depois de um curto período de tempo, mas dessa vez, ela não se sentia tão miserável assim.

Tudo o que sempre quis foi ter os braços de Ivan ao seu redor, e ela os tinha. Podia não ser como ela tinha imagino, mas era alguma coisa. Alguma coisa com a qual ela tinha esperanças de poder trabalhar. Sim, ficaria tudo bem, de alguma forma, em alguma hora.

Ela sentiu os dedão de Ivan escorregar pela sua bochecha, perseguindo a lágrima até o seu queixo a onde ele a esfregou. Ele segurou o queixo de Belarus com o dedão e o inclinou para olha-lo. O calor em seu peito aumento de repente. Droga, ela ia levar muito tempo para tirar esse amor do meio do caminho.

– O meu processo de readmissão inclui secar todas as lágrimas, assistir filmes que gostamos, muitos abraços e o seu sorvete que já está esquentando. – ele sorriu, erguendo a embalagem de sorvete entre eles.

Belarus pegou sua colher e Rússia pegou a dele. Em menos de 30 hora, o pote estava vazio.

...

Natalya estava nos braços do irmão, e não poderia pensar em lugar melhor para estar. Tinha os olhos fechados, um sorriso bobo no rosto, e tinha muita ciência do dedão de Ivan acariciando seu braço enquanto ele abarcava a sua cintura. Deus, ela podia morrer ali e agora e estaria feliz. Mas precisava ficar se lembrando que tinha prometido ser uma irmã para ele, e então uma louca apaixonada.

Ivan tinha os olhos fixos na teve a sua frente, que passava um noticiário qualquer. Queria poder dizer que sabia exatamente sobre o que se tratava a notícia que estava passando, mas a verdade é que ele não podia ligar menos para a teve.

Ele podia sentir o peito de Natalya subir e descer devagar em seus braços. Ele estava dedicando toda a sua atenção aquela garota e não sabia o porque. Mas ele podia dizer que ela tinha uma respiração calma e que de vez em quando dava alguns suspirou mais profundo. Ela estava acariciando o seu braço com a unha em movimento circulares que lhe davam arrepios. Ele estava tentando se convencer que era porque fazia cócegas.

Os rápidos segundos nos quais ele se permitia checar a irmã de canto de olho, ele podia ver o sorriso relaxado nos lábios dela. O deixava feliz ver ela bem deste jeito. Talvez isso desse certo, e eles pudesse ser irmãos de novo. Ele poderia recomeçar do zero.

Ivan suspirou satisfeito. Natalya abriu um dos olhos e virou-se para olhá-lo. Ele sorriu para ela, e ela sorriu de volta. Ele se mexeu um pouco, fazendo com que ela voltasse a olhar para frente e se ajeitando no lugar. Ele reforçou levemente o seu aperto, como um abraço desajeitado. Belarus deu uma risadinha em resposta.

– Ivan. – a voz dela era baixa e delicada.

– Da?

– Eu... – começou hesitante. – Senti falta disso.

Rússia ergueu uma sobrancelha.

– Disso o que, Nat?

– Disso. – ela ergueu os ombros. – de ficar juntos. De ficar perto por tanto tempo sem que houvesse nenhum conflito. Eu lembro como a gente costumava fazer isso quando éramos crianças. Eu senti falta disso, irmão. Senti falta de você.

Ivan abriu um sorriso largo.

– Senti falta de você também.

Ivan se inclinou para beijar a testa de Natalya, que fechou os olhos com um sorriso. Ela se virou em seus braços e tentou alcançar a testa de Ivan para devolver o beijo na testa dele também. Vendo a oportunidade de alegrar o ambiente, ele esticou os pescoço e se inclinou para trás, dificultando o trabalho de Natalya para alcança-lo

Natalya sorriu travessa, aceitando o desfaio, e se apoiou nos joelhos, puxando-o de volta o mais forte que podia. Ivan continuou a se inclinar para trás e evitar que Belarus alcançasse sua testa, quando se desiquilibrou e acabou caindo para fora do sofá, trazendo Natalya consigo.

Quando conseguiu se situar, Ivan estava de costas para o chão, com a irmã apesar de ilesa, rindo contra o seu peito. Quando ela levantou a cabeça, não poderia haver mais que dez centímetros de distância entre eles.

Natalya estava tão perto que não havia como escapar de seus olhos. Ela fitou o irmão hesitante, prendendo o ar. Não conseguia se afastar daqueles olhos violeta, muito menos demonstrava Ivan sinal algum de recuar.

Uma mecha loira entrou no campo de visão dos dois e antes que Natalya pudesse acordar de seus devaneios e se afastar, a mão de Ivan retirou a mecha do caminho, a prendendo atrás da orelha de Natalya. Ele não tirou a mão lá, segurando o rosto dela com firmeza. Seus olhos eram impassíveis, mas havia algum brilho neles. Ele estava mesmo fazendo isso?

– Irmão...?

– Shhh. – ele respondeu, oscilando entre os olhos azuis de Natalya. – Não fale nada, antes que eu me arrependa.

Natalya não sabia ao certo quem estava se aproximando de quem ali. Ela só podia notar a distância diminuindo e os lábios de Ivan ficando mais próximos. Decidiu então que era uma aproximação mútua. Decidiu também que não aguentava mais esperar pelos lábios que ansiou pela sua vida inteira.

Notas finais
Comtários fazem o meu dia feliz e levam menos de 3 minutos, lembrem-se disso. Desculpa qualquer erro de acentuacao, meu pc ta quebrado e eu to escrvendo no da minha mae que é uma *****. A Parte 2 sai amanha. Sejam felizes, pequenos pudins