(Narradora)

Esme explicou tudo a Maffy, e mostrou-lhe o quarto onde ela ficaria, que ficava ao lado do quarto das crianças e do Damon, que para toda a gente, era proibido lá entrar.

— Alice vai comprar tudo que precisares, as crianças saíram com os pais, Elena foi ao hospital com meu marido e Stefan. Os restantes irão sair mais tarde

— Vai ficar alguém em casa, alem de mim? — perguntou desconfiada

— Apenas Damon, mas nunca sai do quarto e jamais lá entres. — pediu

— Porquê?

— Ele fica muito irritado quando alguém lá entra.

— Certo. — concordou — Não queremos o menino irritado! — afirmou irónica, todos se riram, mas Damon rosnou bem alto e de repente apareceu à sua frente.

— Diz lá isso de novo! — provocou-a tentando metê-la medo, o que fez todos, incluindo ele, ficarem surpresos, porque ela não recuou nem estava com medo

Mafalda sentia adrenalina, seu coração estava acelerado mas não recuou nem teve medo, manteve-se na sua posição. Os dois se olharam demoradamente. Os olhos azuis gélicos de Damon se derreteram no mar de chocolate dos olhos da morena.

— Damon, pára com isso! — pediu Emmett — Deixa-a em paz! — todos sabiam como era Damon, num momento estava calmo e noutro matava todos feito Serial Killer, todos temiam pela vida da garota

— Calma irmão, não lhe farei mal. — deu um sorriso à morena

— Não tenho medo de ti! — disse Maffy fazendo-os chocar — Eu sei o que precisas... — suspirou e recuou — Com licença, vou para o meu quarto! — olhou-o de novo — Eu sei do que precisas Damon.. — o nome dele saído da boca dela o fez arrepiar. — ela foi para o quarto e trancou-se, deixando-se cair no chão junto da porta

(Damon)

Não tenho medo de ti.

Eu sei do que precisas.

As palavras dela não saem da minha cabeça. Fiquei um bom tempo a olhar para as escadas, Alice deu-me um sorriso malicioso. Eu conheço aquele sorriso.

— Alice... — chamei-a

— Priminho lindo vem comigo. — pegou-me na mão e puxou-me — Katerina, por favor vens comigo?

— Sim claro. — ela também sorriu

(Maffy)

Não é possível aquilo que aconteceu. Eu não tive medo dele. E aquele som vindo dele, que parecia um rosnado? Meu deus, onde vim parar?

Tock Tock

Dei um pulo com a batida na porta.

— Posso entrar? — é...ele?

— Sim, com certeza. — tentei me recompor. Ele entrou e fechou a porta atrás de si, aproximou-se de mim com sacos nas mãos

— Quero-te entregar isto, foi a Alice que me pediu. — entregou-me, coloquei os sacos em cima da cama e examinei peça a peça.

— Agradece-lhe em meu nome! — sorri

— É melhor eu... — concordei e ele saiu, suspirei e fui arrumar as compras que a Alice comprou